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Anúncio do Governo.....IVA desce para 20%

Iniciado por tiagodandre, Março 26, 2008, 16:43

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tiagodandre

Notícia Jornal de Negócios
GOVERNO PREPARA ANÚNCIO DE DESCIDA DOS IMPOSTOS

O Governo vai avançar com uma descida dos impostos, apurou o Jornal de Negócios. O anúncio pode mesmo ser feito esta tarde, depois do INE tornar público o reporte do défice orçamental, que ficou abaixo de 3% do PIB. Em causa poderá estar agora uma descida do IVA para 20%.
Contactado pelo Jornal de Negócios, o Gabinete do primeiro-ministro não quis confirmar nem desmentir a informação de descida dos impostos.

De qualquer forma, o primeiro-ministro e o ministro das Finanças marcaram para esta tarde, às 15:30, uma declaração à Imprensa, na Presidência do Conselho de Ministros.

Ontem, recorde-se, José Sócrates garantiu que "a crise orçamental está ultrapassada" e sossegou os portugueses acrescentando que "o Estado não tem nenhuma razão para pensar que a situação se vai repetir". "Os portugueses escusam de se preocupar porque a crise está ultrapassada", concluiu.

O IVA, recorde-se, foi aumentado no início da legislatura, de 19% para 21%, o que foi então justificado pela necessidade de aumentar receita fiscal e atingir a consolidação das contas públicas. Sócrates afirmou então ter encontrado contas públicas em pior estado do que o previa, o que foi caucionado pela chamada Comissão Constâncio.

Esta argumentação será invocada para justificar a descida dos impostos, pois José Sócrates sempre disse que o faria quando a consolidação orçamental o permitisse. Ora, o objectivo de baixar o défice orçamental para uma percentagem inferior a 3% do PIB já foi atingida e foi-o um ano antes do que o próprio Governo tinha previsto no início da legislatura.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou hoje o nível do défice público português alcançado em 2007.

O défice desceu para 2,6% do PIB em 2007 e deverá voltar a recuar para 2,4% este ano, segundo os dados oficiais já anunciados.

(Esta notícia será actualizada ao longo da tarde.)

Publicado 26 Março 2008 14:46



Baixa para 2,4% em 2008
Défice orçamental desceu para 2,6% em 2007 (correcção)


O défice orçamental português desceu para 2,6% do produto interno bruto no ano passado, abaixo dos 3% previstos anteriormente pelo Governo e dos 3,9% registados em 2006, apurou o Jornal de Negócios.

Estes valores vão ser reportados pelo Instituto Nacional de Estatística e deverão servir de justificação para o Governo anunciar uma descida de impostos.

Para 2008 as estimativas apontam para uma nova descida do défice, agora para 2,4%, que se situa em linha com as actuais previsões do Executivo.

Publicado 26 Março 2008 15:10



IVA desce para 20%
Sócrates confirma descida de impostos


O primeiro-ministro José Sócrates anunciou hoje uma descida de impostos para 2008, depois do défice orçamental de 2007 ter descido para 2,6% do PIB. O IVA vai ser reduzido de 21% para 20%.

Publicado 26 Março 2008 15:32
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

#1
IVA desce para 20% a 1 de Julho

O primeiro-ministro José Sócrates anunciou hoje uma descida de impostos para 2008, depois do défice orçamental de 2007 ter descido para 2,6% do PIB. O IVA vai ser reduzido de 21% para 20%, a partir do próximo mês de Julho.

Em conferência de imprensa, o primeiro-ministro anunciou que o IVA vai descer para 20%, uma redução de um ponto percentual, a partir de 1 de Julho, quando começa o novo ciclo de tributação.

Tal como o Jornal de Negócios Online noticiou em primeira-mão, o primeiro-ministro aproveitou o reporte do défice de 2007 a Bruxelas para anunciar a descida de impostos. O défice do ano passado desceu para 2,6% do PIB, o valor mais baixo em trinta anos e que ficou abaixo dos 3% previstos pelo Governo.

Ontem, recorde-se, José Sócrates garantiu que "a crise orçamental está ultrapassada" e sossegou os portugueses acrescentando que "o Estado não tem nenhuma razão para pensar que a situação se vai repetir". "Os portugueses escusam de se preocupar porque a crise está ultrapassada", concluiu.

O IVA, recorde-se, foi aumentado no início da legislatura, de 19% para 21%, o que foi então justificado pela necessidade de aumentar receita fiscal e atingir a consolidação das contas públicas. Sócrates afirmou então ter encontrado contas públicas em pior estado do que o previa, o que foi caucionado pela chamada Comissão Constâncio.

Publicado 26 Março 2008 15:32



Segurança Social explica o resultado orçamental
Défice orçamental desceu para 2,6% em 2007 (act)


O défice orçamental português desceu para 2,6% do produto interno bruto no ano passado, abaixo dos 3% previstos anteriormente pelo Governo e dos 3,9% registados em 2006. Para este ano, e apesar da descida de impostos, o Executivo reviu em baixa a previsão de 2,4% para 2,2%.

Estes foram reportados pelo Instituto Nacional de Estatística e serviram de justificação para o Governo anunciar uma descida de impostos.

Todas os subsectores do Estado deram um contributo positivo para o resultado melhor que o esperado no défice orçamental de 2007, mas foi a segurança social que explicou a fatia de leão do ajustamento adicional.

O Governo tinha avançado com um objectivo de 3% e fechou com 2,6%. Uma diferença de 0,4 pontos percentuais que contou com um contributo de 0,3 pontos apenas da Segurança Social. A reforma da Segurança Social com impactos nas despesas no subsidio de desemprego e melhores desempenhos na receita, nomeadamente no combate à fraude deverão explicar este resultado. (ah poixxx.... ::))

O valor inicialmente apontado pelo Governo para o saldo das Administrações Públicas era de 3% e o valor reportado hoje a Bruxelas ficou pelos 2,6% do PIB, o que representa uma quebra de 1,3 pontos percentuais face aos 3,9% de fecho de 2006. O governo mantém o objectivo de fechar 2008 com um défice de 2,4% o que será a redução mais pequena no défice orçamental desde que o Governo tomou posse e confirma a redução de IVA ainda este ano.

Face às estimativas anteriores, a passagem do objectivo de 3% para um défice efectivo de 2,6% foi conseguido com contributos de todos os subsectores. No Estado, o défice foi de 3,4% do PIB contra a previsão anterior de 3,5%. As administração locais e regionais fecharam o ano com um superavite de 0,01% (8,9 milhões de euros positivos contra a previsão inicial de um défice de 3,4 milhões). Finalmente as contas da Segurança Social foram a principal surpresa com um superavite de 1,2 mil milhões de euros, mais +60% que os 757 milhões inicialmente previstos.

Para este ano o Governo estima um défice de 2,2% do PIB, abaixo dos 2,4% previstos anteriormente e que constan no reporte hoje enviado a Bruxelas hoje pelo INE.

Na conferência de imprensa o primeiro-ministro salientou que o défice de 2007 é o mais baixo dos últimos trinta anos e que a dívida pública desceu mais de um ponto percentual, também melhor que o previsto pelo Governo.

Publicado 26 Março 2008 15:37
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

skygod

populista ou nao, esta descida vai aliviar um pouco as familias.
Nunca discutas com um idiota, ele arrasta-te ate' ao nivel dele e ganha-te em experiencia.

sleitao

GRANDE PALHAÇADA...

Isto vai ser como a descida do iva nos ginásios... o consumidor final não vai sentir em nada, porque a outra parte ajusta o preço! Cada vez estamos mais pobres e mais nabos porque vamos voltar a votar numa corja de gajos que controlam o país como querem e bem lhes apetece... Também não temos oposição e enquanto não houver uma visão e clareza entre o que é política e o que é economia real estamos na m...
Não baixam ele o IRS, o IRC ou a tributação das mais-valias dos nossos investimentos, ou do IMI da casa que nunca mais é minha, mas baixam o IVA para o rico sentir bem o desconto quando vai comprar o seu popó ou um fato da YSL ou outro... enfim!

NADA COMO MANTER O CIDADÃO PASSIVO, SUBMISSO e ainda por cima bufo... SEM PIAR MUITO, A FISCALIZAR PELO ESTADO (aquela cena dos nubentes e por ai fora ameaçando com multas e quebra de sigilos bancários...)

Sem mais comentários...

aalopes

Iupi!!!!!!!!
Vou já trocar de casa, carro, etc.  :o

Para subir passou de 17% para 19% e depois para 21%.
Agora com esta medida de largo alcançe vamos ver a economia a dar um pulo.
Em Espanha está a 16% e como as coisas não andam bem estão a pensar baixar.
Enfim... mais do mesmo.  :-\
Cps.

tiagodandre

Números "superaram todas as nossas melhores perspectivas"

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou que os dados do défice orçamental hoje divulgados "superaram todas as nossas melhores perspectivas".

O défice orçamental português desceu para 2,6% do produto interno bruto no ano passado, abaixo dos 3% previstos anteriormente pelo Governo e dos 3,9% registados em 2006.

O líder do Governo adiantou que se verificou uma redução do défice e também da dívida pública, pela primeira vez em sete anos, "antecipando em um ano" as previsões do Executivo. A despesa pública também voltou a diminuir.

Publicado 26 Março 2008 15:52



Descida do IVA implica perda de receita de 250 milhões

A descida do IVA em um ponto percentual hoje anunciada pelo primeiro-ministro implica uma redução da receita fiscal de cerca de 250 milhões de euros este ano.

Jose Sócrates explicou que cada ponto percentual do IVA representa um acréscimo de receita entre 450 e 500 milhões de euros, pelo que uma vez que esta media entra em vigor a partir de 1 de Julho, ou seja, na última metade do anjo, o Governo estima que a redução da receita será de metade desse valor, ou seja, cerca de 250 milhões de euros.

"Este é o momento para aliviar os portugueses do esforço que fizeram nos últimos anos", disse Sócrates em conferência de imprensa.

Sócrates garantiu que o controlo das finanças públicas se vai manter em 2008. A estimativa para o défice de 2008 desceu de 2,4% para 2,2%

Publicado 26 Março 2008 15:55



Saldo do Estado melhorou em 71 milhões de euros nos dois primeiros meses de 2008

O primeiro-ministro, José Sócrates, que anunciou hoje uma revisão do défice orçamental para este ano e uma redução do IVA, salientou que 2008 já está a ser marcado por dados favoráveis. O saldo do Estado "melhorou em 71 milhões de euros" nos primeiros dois meses deste ano.

"Temos bons resultados em 2008" afirmou esta tarde José Sócrates.

O responsável especificou: "o saldo do Estado melhorou em 71 milhões de euros" nos primeiros dois meses deste ano quando comparado com igual período do ano passado, e o "saldo da segurança social mais do que duplicou nos dois primeiros meses".

O responsável garantiu que "o País tem as contas públicas controladas", acabando por revelar uma descida do IVA de 21% para os 20% e a revisão do défice orçamental para 2008 de 2,4% para os 2,2%.

Publicado 26 Março 2008 16:04



Redução do IVA ajudará empresários a enfrentar o futuro "com maior optimismo"

A redução de 1 por cento do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) hoje anunciada ajudará os empresários a enfrentar o futuro "com maior optimismo", defendeu hoje o presidente da Associação Têxtil e do Vestuário de Portugal (ATP).

Em declarações à agência Lusa, Paulo Nunes de Almeida reconheceu que a descida do IVA é ainda "pequena", mas disse acreditar que se trata "de um sinal claro que no futuro todos os portugueses serão recompensados pelo esforço que lhes foi pedido nos últimos anos".

De acordo com o responsável, o alívio fiscal anunciado pelo Governo - após ter sido conhecido o défice orçamental de 2,6 por cento para 2007 - abre "uma grande expectativa" em relação ao orçamento para 2009.

"É um facto que as empresas e os empresários queriam mais, mas nós também percebemos que somos beneficiados quando o Estado tem as contas públicas em dia", frisou Paulo Nunes de Almeida.

Sobre a redução do défice orçamental para 2,6 por cento, Paulo Nunes de Almeida disse ser "resultado de um esforço colectivo", que deve "animar a todos", tendo em conta que "há dois anos atrás o défice era o dobro".

"Ter as contas públicas em ordem é a condição necessária para encarar o futuro de uma forma mais optimista e mais animadora de que todos os portugueses se devem orgulhar", concluiu o empresário.

Publicado 26 Março 2008 16:16



Dívida pública baixa para os 63,6% do PIB em 2007

A dívida pública baixou em 2007 para os 63,6 por cento da riqueza produzida internamente, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), invertendo a tendência dos dois anos anteriores.

Em 2006, a dívida tinha ficado nos 64,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), pelo que a melhoria foi de 1,1 pontos percentuais, relativos a mais de três mil milhões de euros.

O orçamento do Estado para 2007 tinha previsto uma dívida pública de 68 por cento face ao Produto Interno Bruto (PIB), mas o valor acabou por sair melhor do que o esperado, nos 63,6 por cento, segundo o relatório do procedimento dos défices excessivos hoje divulgado pelo INE.

No reporte dos défices anterior enviado a Bruxelas, datado de Outubro de 2007, a previsão da dívida pública apontava para os 64,4 por cento, pelo que mesmo esta previsão acabou por ser ultrapassada.

A obtenção de um défice mais baixo do que o esperado (nos 2,6 por cento do PIB) ajudou Portugal a reduzir a sua dívida, mas este indicador encontra-se ainda acima do limite dos 60 por cento estabelecido pelo Pacto de Estabilidade Crescimento.

Este é o terceiro ano consecutivo em que Portugal fica com a dívida pública acima dos 60 por cento, cenário que se deverá repetir em 2008, segundo as previsões do governo.

As previsões antecipam uma nova descida da dívida do Estado para os 63,4 por cento em 2008.

Apesar de o primeiro-ministro ter anunciado hoje uma revisão em baixa da previsão do défice público de 2008, para os 2,2 por cento, nada disse sobre uma eventual alteração da previsão da dívida.

Publicado 26 Março 2008 16:21



Manuel Pinho classifica como "notável" a redução do défice para 2,6% em 2007

O ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, classificou hoje como "notável" a redução do défice para 2,6% da riqueza pública em 2007 sublinhando ser o mais baixo dos últimos trinta anos.

"Este défice é o mais baixo dos últimos trinta anos e é um resultado notável", disse à agência Lusa Manuel Pinho.

De acordo com o governante, "o esforço realizado desde 2005 permite agora começar a estimular a economia através da via fiscal com grande segurança".

"Chegou o tempo certo para tomar certas medidas como a redução do IVA [de 21 para 20%]. Esta é de longe a melhor opção e as empresas e os consumidores vão beneficiar", frisou.

O primeiro-ministro José Sócrates anunciou hoje uma descida de impostos para 2008, depois do défice orçamental de 2007 ter descido para 2,6% do PIB. O IVA vai ser reduzido de 21% para 20%, a partir do próximo mês de Julho.

Publicado 26 Março 2008 16:21



Descida défice é um "excelente resultado" e IVA a 20% é "fundamental"

O economista João Ferreira do Amaral considera um "excelente resultado" a descida do défice público em 2007 para 2,6% da riqueza produzida e considerou "fundamental" a descida em 1 ponto percentual do IVA.

"São duas boas notícias. O facto do défice ter ficado nos 2,6% quando inicialmente se previa 3,7% para 2007, é um excelente resultado", afirmou o economista à agência Lusa.

O défice orçamental português desceu para 2,6% do produto interno bruto no ano passado, abaixo dos 3% previstos anteriormente pelo Governo e dos 3,9% registados em 2006. Para este ano, e apesar da descida de impostos, o Executivo reviu em baixa a previsão de 2,4% para 2,2%.

Face a estes dados, o primeiro-ministro José Sócrates decidiu anunciar a descida do IVA de 21 para 20%.

Para João Ferreira do Amaral, a descida do IVA "é fundamental face às notícias negativas que vêm dos Estados Unidos, com a crise financeira, e que terão impacto na União Europeia".

O economista considera ainda acertada a decisão de baixar o IVA em 1%.

"Julgo que seria perigoso descer mais, porque a situação [económica mundial] é ainda incerta e necessita de monitorização", acrescentou.

João Ferreira do Amaral concorda ainda com a decisão do Governo baixar o IVA, em detrimento de outros impostos, considerando-a prioritária.

Publicado 26 Março 2008 16:29


"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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tiagodandre

Para quem se interessar....


Procedimento dos Défices Excessivos - 1ª Notificação de 2008 - 2008
26 de Março de 2008


Resumo

Nos termos dos Regulamentos comunitários o INE envia hoje para o Eurostat a primeira notificação de 2008 do Procedimento dos Défices Excessivos. O quadro 1 da notificação, em baixo, sintetiza os principais resultados para o período 2004 a 2008. 
Esta notificação foi preparada no âmbito do Acordo de Cooperação Institucional no domínio das Estatísticas das Administrações Públicas.

"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Descida do IVA não deverá estimular o consumo privado

A descida da taxa de IVA anunciada hoje pelo Primeiro-Ministro não deverá ter um impacto significativo ao nível do consumo privado, considera Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI.

A descida do IVA deveria servir, sobretudo, para estimular o consumo privado, explicou a economista. No entanto, "neste momento as preocupações dos consumidores estão mais viradas para o mercado de trabalho, o aumento dos combustíveis e os encargos financeiros e, por isso, duvido da eficácia a este nível", disse Cristina Casalinho.

Se, por outro lado, o Governo tiver optado por um modelo de crescimento económico menos dominado pelo consumo interno e mais assente no investimento e nas exportações "esta medida não tem grande impacto".

"A nossa taxa de IVA não é a mais alta da Europa mas é superior à praticada em Espanha, situação que se mantém com a descida anunciada hoje", explicou.

A nível de atracção de investimento directo estrangeiro a descida do IVA também não tem impacto porque esta variável é sobretudo afectada pelos impostos directos.

"Pode ter eventualmente uma vantagem que é colocar uma maior pressão ao nível do controlo da despesa pública", disse a economista-chefe do BPI.

Publicado 26 Março 2008 17:03



Descida IVA não vai ter grande impacto nas empresas porque imposto continua alto

O presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Ludgero Marques, considerou hoje que a descida anunciada do IVA, de 1 ponto percentual, não terá grande impacto nas empresas porque o imposto ainda continua alto.

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje a descida do IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado] de 21 para 20 por cento, que entrará em vigor a 01 de Julho, depois do INE ter divulgado o valor do défice de 2007, que se situou nos 2,6 por cento.

"Esta descida não vai ter impacto por aí além nas empresas, porque desceu pouco", afirmou à agência Lusa Ludgero Marques, acrescentando que o "IVA continua a ser muito alto e já devia ter descido há muito tempo".

"Têm de se introduzir outras acções para estimular a economia" portuguesa, disse o presidente da AEP, referindo-se à liberalização da lei laboral.

Em relação ao valor do défice obtido por Portugal no ano passado, o presidente da AEP manifestou-se satisfeito com o resultado.

"Fico muito satisfeito pelo défice ter baixado para esse valor [2,6 por cento], é um bom sinal, mas é preciso introduzir mais dinâmica na economia".

Ludgero Marques está em Maputo a acompanhar a visita do Presidente da República a Moçambique e que hoje termina.

Publicado 26 Março 2008 17:16



DECO
"Esperamos que as famílias sintam" a descida do IVA


O director da DECO, Pedro Moreira, diz esperar "que as famílias sintam" a redução do IVA de 21% para os 20%, mas adianta que tem "muitas dúvidas em que contexto que se insere" esta medida hoje anunciada pelo Governo.

Esta é uma medida "positiva caso se venha a reflectir nos consumidores", mas é preciso "saber qual é o plano", afirmou o responsável ao Jornal de Negócios Online, acrescentando que "a questão é saber quem é que se pretende beneficiar" com esta redução.

Pedro Moreira questiona se esta redução tem em vista "uma descida do IVA para os 19%" - valor em que se encontrava antes da última subida deste imposto –;se o "resultado final esperado é uma descida dos encargos para as famílias"; ou se a questão em causa visa tentar tornar os produtos e serviços mais atractivos para o exterior.

O responsável adianta que para o alívio dos consumidores o Governo poderia ter pensado "em incluir alguns produtos na taxa de 5 ou 12%", uma medida que visaria efectivamente reduzir os encargos das famílias.

Ainda assim, Pedro Morais salientou que "não é com um resultados de um défice orçamental de 2,6% que podemos tomar medidas", considerando que este valor "ainda é significativo".

"Esperemos que esta seja uma medida de redução consistente e não uma medida desadequada", desejando que este corte não se traduza em aumentos futuros nos impostos.

Publicado 26 Março 2008 17:23



Presidente da CIP diz que redução do défice é boa notícia, mas preferia redução do IRC à do IVA

O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) disse hoje que a redução do défice é "muito boa notícia", mas sublinhou que preferia a redução do IRC à do IVA, que passará de 21 para 20 por cento.

"Quanto à escolha da recompensa de 1 por cento na taxa do IVA, nós preferíamos que fosse a redução do IRC pelos efeitos que produziria na actividade económica", disse Vaz Zeller à agência Lusa.

Contudo, Van Zeller disse que "não se pode ficar cego", pois a redução do IVA é um "bom sinal do governo" e significa que 250 milhões de euros vão deixar de ser cobrados aos cidadãos já no segundo semestre.

"Haverá um certo retorno para as indústrias, ou no que diz respeito à poupança ou na actividade económica", defendeu.

Van Zeller disse que a redução da taxa do IVA mostra "que o governo acredita que os portugueses são capazes de aguentar estas descidas", mas sublinhou que "todos vão ter de continuar a trabalhar", que o défice vai ter de chegar aos "zero" e que os impostos vão ter de baixar.

Para o presidente da CIP, a redução do défice em 2007 para 2,6 por cento da riqueza produzida face aos 3,9 por cento obtidos em 2006, "é uma grande descida" e um motivo de "grande regozijo" que só mostra que os portugueses "conseguem quando querem". "O governo tem mérito, mas é bom sublinhar que foram os portugueses que o conseguiram fazer. Foram as reestruturações das empresas, o desemprego, os salários congelados que permitiram reduzir o défice. Todos nós portugueses estamos de parabéns", frisou.

"Apetece-me dizer: conseguimos", resumiu.

Van Zeller lembrou ainda que esta descida "faz também uma grande diferença" a nível internacional, melhorando a credibilidade, a reputação e a confiança do país.

O presidente da CIP aludiu ainda à redução "muito pequenina" da despesa pública: "é muito importante que haja a contrapartida da redução dos gastos do Estado e não só dos consumidores", concluiu.

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou que o défice público português baixou em 2007 para 2,6 por cento da riqueza produzida, ficando abaixo da meta dos 3,0 por cento pela primeira vez em quatro anos, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgados.

Este saldo orçamental (diferença entre as receitas e as despesas públicas) representa uma melhoria face aos 3,9 por cento obtidos em 2006, depois de em 2005 esse valor ter sido de 6,1 por cento.

Os dados, apurados por uma comissão conjunta entre o INE, o Banco de Portugal e o Ministério das Finanças, encontram-se em contabilidade nacional (óptica de compromissos) e serão reportados a Bruxelas, com Portugal a conseguir pela primeira vez em quatro anos obter um défice abaixo da meta dos três por cento estabelecidos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento.

Publicado 26 Março 2008 17:32



Descida do IVA é "muito positiva" e decisão "cautelosa" e "responsável"

O presidente da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas (CTOC), Domingues de Azevedo, considerou hoje "muito positiva" a descida do IVA em 1 por cento, afirmando que se tratou de uma decisão "cautelosa" e "responsável".

"É uma decisão muito positiva que recompensa o esforço feito pelos portugueses", afirmou Domingues de Azevedo em declarações à agência Lusa.

"Penso que sendo um imposto sobre o consumo é um sinal muito importante para a dinamização do tecido empresarial e para a competitividade", afirmou.

Relativamente ao valor da descida do IVA, em 1 por cento, de 21 para 20 por cento, o presidente dos CTOC afirmou que se tratou de uma decisão "cautelosa que transpira responsabilidade".

"Esta medida é muito responsável e positiva não só porque baixa o encargo fiscal, mas porque parece que não vai afectar de forma significativa o défice público", acrescentou.

O primeiro-ministro anunciou que a descida do IVA entrará em vigor a 01 de Julho e terá um impacto na redução da receita, este ano, entre 225 a 250 milhões de euros.

Quanto à redução do défice público português para 2,6 por cento da riqueza produzida em 2007, Domingues de Azevedo reconheceu que "não estava à espera de um valor tão bom".

"Estava à espera de um défice maior, portanto esta noticia só premeia o esforço e o sacrifício que os cidadãos fizeram", concluiu.

Publicado 26 Março 2008 17:34



Empresários da comitiva do PR na visita a Moçambique saúdam baixa de IVA

Empresários da comitiva que acompanha o Presidente da República numa visita a Moçambique saúdaram a descida do valor do défice, hoje divulgada, e o anúncio de que o IVA vai baixar de 21 para 20 por cento.

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou hoje a descida do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) de 21 para 20 por cento, que entrará em vigor a 1 de Julho, após o INE (Instituto Nacional de Estatística) ter divulgado o défice de 2007, que se situou em 2,6 por cento, o valor mais baixo em 30 anos.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Amorim Turismo, Jorge Armindo, destacou o "trabalho meritório do Governo, particularmente do ministro das Finanças" na obtenção de um défice de 2,6 por cento no ano passado.

O presidente do grupo Lena, António Barroca Rodrigues, em declarações à Lusa, em Maputo, afirmou que o valor do défice hoje divulgado representa "um bom sinal para a confiança da economia".

Sobre a baixa do IVA, Jorge Armindo disse concordar com a descida "porque é uma resposta à confirmação de valores dos indicadores económicos que têm um aspecto psicológico positivo".

O presidente da Amorim Turismo acrescentou ainda que esta é uma descida prudente, de apenas 1 por cento, "face às incógnitas da situação económica internacional".

Em relação ao impacto da medida, Jorge Armindo disse que "o efeito positivo incidirá mais no consumidor".

Já Barroca Rodrigues considerou que "a descida do IVA é positiva porque vem permitir algum alívio na pressão que as empresas têm sentido".

"Pode ser um bom sinal e traz algum equilíbrio ao mercado", acrescentou o presidente do grupo Lena.

Jorge Armindo e António Barroca Rodrigues intregram a comitiva de empresários que acompanha Cavaco Silva na visita a Moçambique e que hoje termina.

Publicado 26 Março 2008 17:37



ANJE considera redução do IVA insuficiente e diz que havia margem orçamental para mais

O presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) considerou hoje insuficiente a anunciada descida do IVA de 21 para 20 por cento, defendendo que os portugueses mereciam a reposição da taxa nos 19 por cento.

"Depois deste esforço todo parece que só temos direito a meia medalha", lamentou Armindo Monteiro, sustentando que o mesmo argumento que levou à subida do IVA de 19 para 21 por cento em 2005 - a ultrapassagem do limite de três por cento do défice - deveria, agora que o défice de 2007 se fixou nos 2,6 por cento, justificar o retorno à situação anterior.

O presidente da ANJE reagia, em declarações à agência Lusa, ao anúncio da descida do IVA de 21 para 20 por cento feito hoje pelo primeiro-ministro.

Falando em conferência de imprensa, após o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter divulgado um défice de 2,6 por cento em 2007, José Sócrates anunciou que a descida do IVA terá efeitos a partir de 01 de Julho e terá um impacto na redução da receita entre 225 a 250 milhões de euros este ano.

Anualmente, o seu impacto total será de 450 a 500 milhões de euros.

Recordando que, de 2006 para 2007, foi possível uma poupança orçamental de 2.000 milhões de euros, Armindo Monteiro defendeu que o Governo tem margem para uma maior redução do IVA.

Até porque, salientou, em Espanha a taxa máxima de IVA é de 16 por cento, quatro pontos percentuais abaixo dos 20 por cento em que agora se fixará este imposto em Portugal.

Para o presidente da ANJE, a descida do IVA não pode ser encarada com uma medida de estímulo à economia, já que não se traduz num "benefício directo" às empresas, mas apenas num incentivo ao consumo.

"E espero que não resulte apenas de questões eleitorais, relacionadas com sondagens", concluiu.

Publicado 26 Março 2008 17:38



Dou por terminada a minha actualização deste tema...


Cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

AlexB

Boas,

Mais uma medida da treta, desculpem o palavrão, deste governo. Diz que faz isto e aquilo mas é tudo uma grande ... Mas lá vão convencendo o ZÉ POVO. Também não têm ninguém que lhes faça frente e que prove por a+b que todas estas medidas são só areia para atirar aos olhos das pessoas crédulas. E lá vamos rindo e cantando.

BN