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Energia das ondas pode valer quase 30% do PIB português

Iniciado por notiCIas, Novembro 18, 2005, 16:40

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Energia das ondas pode valer quase 30% do PIB português

Portugal está numa posição privilegiada para estar na frente do aproveitamento da energia das ondas, podendo dominar 10% do mercado mundial de equipamentos, o que adicionado ao mercado nacional equivalerá a 40 mil milhões de euros, quase 30% do PIB, além de gerar 10 mil postos de trabalho durante 40 anos.

Portugal está numa posição privilegiada para estar na frente do aproveitamento da energia das ondas. Se o Governo apoiar e as empresas souberem aproveitar as oportunidades, o país poderá dominar 10% do mercado mundial de equipamentos, o que adicionado ao mercado nacional equivalerá a 40 mil milhões de euros, quase 30% do PIB, além de gerar 10 mil postos de trabalho durante 40 anos.

"Portugal pode dominar 10% do mercado mundial de equipamentos para gerar electricidade a partir das ondas, calculado em 325 mil milhões de euros, se souber aproveitar as oportunidades", afirma o presidente do Centro de Energia das Ondas (CEO), ao «Semanário Económico».

Investigador e professor do Instituto Superior Técnico, António Sarmento, diz que a dimensão do negócio internacional combinado com as estimativas para o mercado nacional, garantirão "um negócio total da ordem dos 40 mil milhões de euros", ou seja quase 30% do PIB nacional, "exportações da ordem dos mil milhões de euros durante 32 anos", bem como "a criação de 10 mil postos de trabalho directos durante 40 anos".

Isto sem contar, naturalmente, com a redução da dependência energética face ao estrangeiro e da factura devida pela importação de gás para geração de electricidade, para além de permitir mais facilmente o cumprimento do protocolo de Quioto.

António Sarmento, que investiga a energia das ondas desde 1977, afirma que, numa mesma área de implantação, um campo de energia das ondas tem capacidade para gerar três vezes mais electricidade que um campo de energia eólica. A energia eléctrica gerada a partir das ondas tem também a particularidade de ser mais facilmente integrável na rede eléctrica nacional, graças à maior previsibilidade.

"As ondas do Atlântico Norte propagam-se sem perder energia, permitem fazer previsões fáceis, com, pelo menos, seis dias de antecedência e Portugal beneficia de estados de mar estáveis, o que permite instalar equipamentos sem medo de os perder ", salienta António Sarmento.

A opinião de muitos investigadores internacionais é que Portugal, não sendo o país cuja costa tem maior intensidade de energia das ondas (ver mapa) é dos que têm mais condições de atractividade para desenvolver a energia das ondas. A facilidade de acesso, a existência de povoações ao longo da faixa litoral e a existência de rede eléctrica nas imediações da costa contribuem para valorizar a posição do país.

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