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Notícia no Expresso sobre Fóruns de Bolsa...!

Iniciado por Esbanjador, Maio 21, 2006, 02:33

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Esbanjador

O que foi escrito sobre nós, no "Expresso". 


«Nos FÓRUNS DE BOLSA há de tudo, como na farmácia. Comentários judiciosos mas também boatos fantasistas como o de que o BCP vai comprar a General Motors (diz o Cavaco)...
Cristina Sampaio

BCP compra a GM?

A COMUNIDADE que utiliza a Internet para trocar impressões sobre os investimentos em Bolsa teve um importante papel na denúncia da alegada fraude na compra e venda de selos através das empresas Afinsa e Fórum Filatélico. Mas foi também este caso que esteve na origem de uma cisão neste movimento, colocando em confronto dois dos principais fóruns de Bolsa existentes em Portugal: o Caldeirão de Bolsa e o Think Finance.

O segundo acusou o primeiro de censura quando tentava denunciar este escândalo. Excessos de linguagem e obsessão a mais, são as justificações do Caldeirão de Bolsa para ter decidido bloquear o acesso do Incognitus - o principal elemento do Think Finance. O que é certo é que, se não tivesse havido o esforço de ambos na denúncia da situação, mais investidores estariam hoje a queixar-se da má sorte de terem investido em selos.

Ânimos exaltados não faltam neste mundo virtual, de que resultam por vezes algumas mensagens apagadas e até expulsões. Grande parte dos intervenientes nestes espaços de discussão são jovens. Todas as questões relacionadas com investimentos pessoais são alvo de abordagem. É possível encontrar vários artigos publicados na comunicação social - e não apenas da portuguesa - assim como análises técnicas, gráficos e manuais didácticos.

Regra geral os assuntos quentes são acompanhados e muito comentados. Esta semana, além do caso dos selos, que continuou a ser escrutinado, estiveram também em destaque as supostas conversas entre a Mota-Engil e a Soares da Costa para uma fusão, os maus resultados da ParaRede ou as estranhas puxadas na cotação da Portucel nos finais de sessão, além, naturalmente, de comentários às ofertas públicas de aquisição (OPA) sobre a PT e BPI.

E se no Caldeirão de Bolsa a sobrevivência do «site» é conseguida à custa de publicidade e de iniciativas esporádicas, como um concurso de Bolsa, a existência do Think Finance é possível graças a uma parceria que absorve os custos de desenvolvimento, alojamento e tráfego, pois a publicidade, embora presente, ainda é muito pouco relevante.

Mas existe também o risco de estes espaços serem utilizados para veicular informações não confirmadas, rumores inventados ou, em última instância, tentativas de manipulação. Embora sejam controlados pelos responsáveis destes fóruns, que têm o poder de banir quem ultrapasse os limites.

O principal elemento do Caldeirão de Bolsa, Ulisses Pereira, fala de um controlo muito apertado sobre aquilo que é escrito. Faz questão de ler todas as mensagens enviadas pelos membros registados no «site»: «Tudo o que são provocações, calúnias ou comentários de carácter ofensivo são apagados quase instantaneamente, de forma a manter o bom ambiente de um espaço de discussão sã». Refere mesmo que já foram confrontados com algumas«tentativas de divulgar informações falsas. Rapidamente as apagamos pois facilmente percebemos o carácter suspeito dessas mensagens».

No Think Finance «vários utilizadores possuem capacidade de moderação, podendo apagar ou mover tópicos considerados ofensivos. Regra geral isso apenas acontece devido ao uso de linguagem imprópria ou insultos entre utilizadores, o que deriva essencialmente da natureza por vezes stressante do mercado de capitais», afirma o Incognitus.

É à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que compete regular a actividade destes fóruns, uma tarefa que foi reforçada com a recente transposição da directiva do abuso de mercado para a legislação portuguesa. Em 2001 a entidade de supervisão teve de intervir por causa dos rumores que circulavam sobre uma hipotética fusão entre a Efacec e a Isolux. Foi mesmo aberto um processo devido a suspeitas de manipulação do mercado, que acabaria por ser arquivado pelo Ministério Público. Sob a sua atenção estão, no total, cerca de 90 «sites» nacionais e internacionais sobre Bolsa.

Há ainda outros fóruns de Bolsa menos representativos - como o Clubinvest, o www.bolsatotal.com ou os dos jornais «Diário Económico» e «Jornal de Negócios». E há também o Portal de Bolsa, que há uns anos chegou a ser um dos mais concorridos e cujos fundadores chegaram a receber, em 2002, o Prémio de Jovem Empreendedor 2000/2001 na categoria de Cyber Negócio, atribuído pela Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE).

Neste fórum são recorrentes informações falsas sobre OPA lançadas por empresas portuguesas sobre empresas estrangeiras. Esta semana, alguém que se identifica como José Medo citava alegadas fontes do BCP que diziam que o banco vai comprar a Southern Copper Corp. Ou que a Sonaecom ou a PT vão comprar a Internap Network. Ou ainda que o BCP vai comprar a General Motors, mensagem colocada por alguém que utiliza o nome do Presidente da República, Cavaco Silva. O EXPRESSO tentou por diversas vezes contactar os responsáveis pelo Portal de Bolsa, sem sucesso.



Pedro Lima

O Caldeirão de Bolsa
www.caldeiraodebolsa.com


É o maior sítio dedicado ao mercado de capitais em Portugal e Ulisses Pereira o seu homem-forte. Com 31 anos, Ulisses investe desde os 18 e desde sempre se socorreu da Internet para apoiar as suas decisões de investimento. O Caldeirão apareceu em Outubro de 2002, após a sua saída da SIC Online, onde colaborava. «Na altura pensei que seria uma pena perder uma comunidade interessante que se tinha criado no fórum de Bolsa, pelo que decidi criar um novo», afirma. Desde Janeiro, Ulisses trabalha na gestão de carteiras da Dif Broker, a partir de casa, em Aveiro. O sítio tem cerca de sete mil utilizadores registados - 500 participam diariamente no fórum - e perto de um milhão de páginas são visualisadas por mês, número que aumentou para 1,5 milhões com o escândalo dos selos. O perfil médio dos utilizadores são homens dos 20 aos 40 anos, da classe média/alta, licenciados, segundo Ulisses Pereira. Periodicamente são organizados almoços de convívio.




Thinkfinance
www.thinkfn.com


Apareceu em Julho de 2004 para «dar ao público uma opinião mais independente e isenta do que a que lhe estava a ser transmitida». Incognitus, um dos fundadores e administrador deste sítio, esteve directamente envolvido na exposição da fraude dos selos. Por dia o «thinkfinance» chega a ter entre 500 a 800 utilizadores (número que com o rebentamento da fraude chegou a atingir picos de tráfego entre os 2 e os 3 mil), com 300 a 400 mil páginas vistas por mês. O número de participantes regulares no fórum não chega a 100 pessoas e entre eles encontram-se desde universitários a administradores de empresas. A maioria dos utilizadores só se conhece pela Internet. «O que mais surpreende é o nível de actuação dos participantes no mercado, bastante elevado, com rendibilidades anuais bastante fortes», diz o Incognitus.




ClubInvest
www.clubinvest.com


Está na génese dos fóruns de Bolsa. É o mais antigo projecto de sítio especializado para a comunidade de investidores. A sua origem remonta a Janeiro de 1997. Francisco Monjardino é o administrador deste sítio, que tem vindo a perder algum do fulgor passado. A equipa assume-se como «especializada na investigação de técnicas de 'trading', análise técnica, investigação macro-económica e gestão de comunidades». Os seus membros chegaram a organizar alguns encontros fora do mundo virtual.»

Cumps.
Esbanjador
«SE NÃO SUPORTA SER CRITICADO, NÃO FAÇA NADA, NÃO DIGA NADA, NÃO SEJA NADA»