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Porque desce o Petroleo?

Iniciado por jorge correia, Outubro 23, 2006, 00:57

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jorge correia

Boa noite a todos,

Uma das principais perguntas que ultimamente muitos investidores se fazem é, porque o petróleo não para de cair, se a OPEP já cortou a sua quota e ameaça cortar mais ainda este ano.
Bem a razão principal esta na própria OPEP, é que já a algum tempo este grupo não se esta a entender, principalmente no que diz respeito a Venezuela Nigéria e o Irão, (que ironicamente também são os países mais influentes neste momento para que os preços voltem a subir). A umas semanas atrás o presidente venezuelano veio a publico dizer que iria reduzir,  assim como a Nigéria, a sua quota de mercado em 50 mil barris dia de maneira voluntária. Só isto já é uma provocação para os outros membros, mas este corte não passa de uma mera manobra de especulação, visto que estes países não estão a cumprir com a sua quota a muito tempo, e este suposto corte não iria afectar em nada a produção actual.

                        Quota Oficial                    Produçao Real*

Argelia                                 0,894                                1,375
Indonesia                            1,451                                0,883   
Iran                                      4,11                                  3,875
Kuwait                                 2,247                                2,51   
Libia                                     1,5                                    1,723
Nigeria                                 2,306                                2,205
Qatar                                   0,726                                0,833
Arabia Saudi                       9,099                                9,087
EAU                                      2,444                                2,568
Venezuela                           3,223                                2,546

OPEP-10                              28                                    27,604

* Cifras de produçao de Setembro, publicadas pela OPEP no seu boletin mensual
Irak esta excluido do sistema de quotas desde 1990.

Fonte: OPEP
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Como podem ver no quadro encima, a quota estipulada pela opep para a Venezuela é de 3.223.000 barris dia, sendo que esta, só esta a conseguir aportar pouco mais de 2 milhões e meio. Se cortar os 50 mil barris a quota, passaria  para  os 3173000, como não os consegue produzir, não perde nada e mantém-se tudo na mesma. Este cenário repetes se para a Nigéria e o Irão.

Na semana passada em Doha-Qatar , a OPEP confirmou o corte na produção "oficial" em 1 milhão de barris dia a partir de 1 de Novembro, mas a Arábia Saudita quer que este corte seja efectuado a partir da produção real e não da quota oficial. Para ser mais justo, a Líbia, é apologista de que se deve rever as quotas oficiais, pois seria o pais mais afectado juntamente com a Argélia. Como seria de esperar, o presidente venezuelano já se opôs rotundamente a este possível reajustamento da quota.


Como vem, a uma grande desordem dentro da OPEP, e por isso esta a perder credibilidade e a pressionar os preços em baixa, pois a uma grande duvida de que irão realmente  passar a pratica no corte, e não ficar só no papel. Vamos esperar o dia 1 de Novembro, para ver o que acontece.

A minha opinião pessoal, é que o petróleo devera continuar a cair no curto prazo.
Já no médio – longo prazo a minha perspectiva é diferente.

Os problemas políticos na Nigéria continuam, agora ate sequestram os trabalhadores dos postos de perfuração. O impasse que se mantêm em relação ao Irão no que diz respeito ao urânio tem que chegar ao fim em breve, (talvez se esteja a fazer tempo por causa das eleições nos USA). O Irão é dos maiores produtores, e com certeza utilizara o corte na sua produção, como medida imediata de retaliação por qualquer sanção económica que possa vir a ter, não descartando a utilização da força se a ONU decidir uma intervenção militar.

Por ultimo, na Venezuela vai  haver eleições presidenciais no próximo dia 3 de Dezembro, os ânimos estão muito quentes naquele pais, pois como se sabe o senhor Hugo Chaves é um autentico ditador camuflado (por enquanto), e é um especialista em dizer mentiras e criar inimigos. Na Venezuela o CNE (consejo nacional electoral), esta controlado pelo seu partido, embora a oposição já tenha tentado que este órgão seja independente, nunca o conseguiu, somando a isto, o mister Hugo, já fés entender que ira ganhar as eleições custe o que custar, e depois ira alterar a constituição para que não seja necessário ir a votos para futuras eleições, basta um referendo a dizer se querem que o presidente continue ou não. Isto a meu ver é muito preocupante. Poderia despertar uma nova greve geral naquele pais, a meu ver ainda mais grave que a ultima, entre  Novembro de 2002 e Fevereiro de 2003, na qual a produção de petróleo baixou a níveis históricos de somente 25 mil barris diários, e de certeza foi um agravante para a subida louca que tivemos nos últimos anos, pois ate hoje a Venezuela não conseguiu recuperar a sua produção. Como se não chegasse o mister Hugo, disse recentemente quando esteve na ONU, que estaria ao lado do Irão ate as ultimas consequenciais.

E ainda temos outros factores geopolíticos (como o Irak e a Coreia do Norte), e a aproximação do Inverno, que poderá ser  mais forte aumentando o consumo de energia. O melhor será estar de fora e acompanhar todos estes acontecimentos.





Este texto reflecte apenas uma opinião pessoal e não deve ser considerado como um aconselhamento de investimento. A informação foi obtida de fontes consideradas credíveis.



Francisco Monjardino

Boa tarde Jorge Correia,

Obrigado pela sua reflexão e logo na primeira mensagem que publica no Clubeinvest.com.

É caso para dizer, seja BEM-VINDO!  :)


Bons negócios e um ponto pelo trabalho,
Francisco Monjardino

Semitela

Oil and the elections

Analyst Philip Miller at New York Global Securities has a different take on what has been, and what will be the main driver of oil markets.

"Today we continue to believe that the demand and supply for oil has not been the best indicator for the determination of the price of oil, but extend our analysis to consider a potential factor that can affect speculative activity within the oil market," Miller said in a recent note to clients.

Miller said his analysis leads him to believe that politics may have had a lot more to do with oil price trends than production and usage. He feels the uncertainty over the upcoming mid-term elections has weighed on prices over the last three months, and that once the elections are over, crude will be free to rally again.

"We believe that the last three drops in the price of oil coincided with two major Senate hearings and the uncertainty of the upcoming U.S. election," Miller said. "We are recommending the accumulation of oil stocks and oil futures because we believe that following the U.S. mid-term elections, the price of oil is likely to test the tolerance of the market and the new members of Congress."

He noted that the price of oil dropped from a high of $70 a barrel to a low of about $56 two weeks after the Senate Commerce and Energy Committee meeting on Nov. 9, 2005, which produced no new legislation.
Oil then fell from $69 a barrel to $60 in the two months leading up to the March 14, 2006 hearing of the Senate's Judiciary Committee. Again, nothing happened, and oil prices ran back up close to $80 a barrel. 

Tomi Kilgore is a reporter for MarketWatch in New York

egas

E simples, atingiu o pico total nestes ultimos anos, agora aos poucos e sempre a cair devagarinho, as guerras e os problemas mundiais continuao mas basta alguns fundos comecarem a vender e vai tudo atras.

jorge correia

Citação de: Francisco Monjardino em Outubro 23, 2006, 18:55
Boa tarde Jorge Correia,

Obrigado pela sua reflexão e logo na primeira mensagem que publica no Clubeinvest.com.

É caso para dizer, seja BEM-VINDO! :)


Bons negócios e um ponto pelo trabalho,



Obrigado Francisco


Scubawarrior

 Um dólar bulish não permite que as comodities se valorizem mt, e forçam a constante desvalorização!



                    cumps
Scuba

  "Fear blind us the opportunity...greed blind us the danger"