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Mercados Europeus Hoje - 25/Março, 2010

Iniciado por Fenicio, Março 25, 2010, 11:12

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Fenicio

Após um fecho negativo das praças norte-americanas, a Europa iniciou uma surpreendente sessão em terreno solidamente positivo, com Londres a subir 0,31% para os 5.696 pontos, Paris a ganhar 0,41% para os 3.966 pontos e Frankfurt a valorizar 0,67% para os 6.079 pontos.

Os investidores seguem confiantes na reunião de hoje entre os principais líderes europeus na qual decidirão uma eventual ajuda financeira à Grécia. Algumas companhias, dentre elas a Air Belin, divulgaram relatórios financeiros positivos, o que tem ajudado a manter os ganhos na manhã desta quinta-feira.

Notícia relevante:

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Nota: As análises apresentadas constituem artigos de opinião do autor, não devendo ser entendidos como recomendações de compra e venda ou aconselhamento financeiro.

Nyk

Estão mais confiantes do que eu, acho que isto vais entrar em rota descendente brevemente, parece-me que a economia mundial está doente e vai ter que ir ao médico para ser internada.

Nyk

Construção de casas novas em Espanha caiu 55,7% em 2009


A construção de novas casas em Espanha caiu 55,7% no ano passado, tendo-se iniciado em 2009 o desenvolvimento de 159.284 imóveis, segundo dados hoje divulgados pelo Governo espanhol, naquele que é o registo mais baixo das últimas duas décadas.

Esta queda atira a actividade de construção de novas casas para o valor mais baixo desde, pelo menos, 1992, segundo os dados do Ministério da Habitação de Espanha. Nesse ano registou-se o início de construção de cerca de 200 mil casas.

Nos anos seguintes Espanha viria a assistir a um crescimento progressivo da actividade residencial, atingindo um primeiro pico em 2000, com 500 mil casas iniciadas nesse ano, e um novo máximo em 2006 de quase 770 mil habitações iniciadas. Em 2007, 2008 e 2009 a actividade caiu a pique.

No último trimestre de 2009, todavia, houve sinais de alguma recuperação, já que a construção de novos apartamentos no período de Outubro a Dezembro, para venda livre, subiu 20,4%. Já a construção de casas subsidiadas subiu 58,3% no último trimestre do ano.

Refira-se que do total de mais de 159 mil casas cuja construção se iniciou no ano passado em Espanha a habitação com condições especiais representa 49,6%.


Fenicio

Citação de: Nyk em Março 25, 2010, 11:31
Estão mais confiantes do que eu, acho que isto vais entrar em rota descendente brevemente, parece-me que a economia mundial está doente e vai ter que ir ao médico para ser internada.

É impressionante mas sempre que alguém fala em "ajuda financeira à Grécia", os mercados disparam!

Se dessa reunião não sair uma decisão firme e realmente positiva, também acho que vai tudo despencar por aí abaixo.
Mercado Fenício

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Nyk

"País está desgovernado"


O presidente do grupo Sonae, Belmiro de Azevedo, disse ontem que é cada vez mais evidente que o país está desgovernado, considerando que todos vão pagar a conta da descida do 'rating' de Portugal.

"Nós vivemos agora numa situação em que cada vez se nota com mais evidência que o país está desgovernado", afirmou à Agência Lusa Belmiro de Azevedo quando confrontado se esperava a descida 'rating' de Portugal, anunciada hoje pela agência de notação financeira Fitch, face à situação da economia portuguesa.

A Fitch desceu hoje o 'rating' português para AA-, colocando Portugal num grupo que inclui também a Irlanda, a Itália e o Chipre, descida que foi a primeira que a economia portuguesa sofreu nos últimos 12 anos.

O empresário, que está presente na inauguração do LeiriaShopping, o maior centro comercial de Leiria, acrescentou que "não há milagres" e "quem não tem dinheiro não tem vícios", considerando ainda que "vamos todos pagar a conta".

"A descida do rating significa aumento do juro, menos dinheiro e mais caro", acrescentou, frisando que "o problema de crescimento resolve-se com a criação de emprego e empregos que do ponto de vista do investimento têm de ser baratos".

A principal consequência da descida do 'rating' é o previsível aumento dos custos de financiamento do país no exterior, que depois se vão repercutir nos custos dos empréstimos externos que os bancos contraem e, finalmente, na despesa das famílias quando contraem empréstimos bancários.


Nyk

Vendas a retalho registam maior subida desde Maio de 2008 no Reino Unido


As vendas a retalho no Reino Unido aumentaram em Fevereiro, mais do que o previsto pelos economistas. Tratou-se do maior salto desde Maio de 2008, numa altura em que os britânicos estão a intensificar o consumo de bens, desde artigos eléctricos até ao combustível automóvel.

As vendas subiram 2,1% face a Janeiro, mês em que tinham caído mais do que o estimado devido sobretudo à mais longa vaga de frio das últimas três décadas, anunciou hoje em Londres o Gabinete Nacional de Estatística do Reino Unido.

A média prevista pelos 22 economistas inquiridos pela Bloomberg apontava para um aumento de 0,8% das vendas a retalho.

Excluindo o combustível, as vendas subiram 1,6%, o máximo desde Junho do ano passado.

Os consumidores britânicos ressurgiram da pior recessão de que há registo "em relativamente boa forma", comentou à Bloomberg o CEO da retalhista de vestuário Next, Simon Wolfson.

O ministro britânico das Finanças, Alistair Darling, disse ontem que uma vez que o desemprego não aumentou "tanto quanto receava", irá adiar por agora os cortes da despesa pública.

As bolsas europeias seguem já todas em terreno positivo, depois das fortes quedas de ontem – dia em que a Fitch cortou o "rating" para a dívida portuguesa. A que mais sobe neste momento é a espanhola, com o Ibex a ganhar 0,86%.



Nyk

Desemprego na construção subiu 49% em Janeiro
O desemprego no sector da construção aumentou 49% em Janeiro, segundo adiantou a Fepicop, (Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas) em comunicado.


"Segundo o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), o número destes desempregados que estariam à procura de novo emprego ascenderia a 74.780 pessoas, valor que, em comparação com igual mês de 2009, corresponde a um aumento de 49%".

A Federação adianta ainda que "no espaço de um mês, deram entrada 5.992 novas inscrições de desempregados da construção, as quais deram origem ao total de mais de 74 mil pessoas no final de Janeiro de 2010".

A Fepicop afirma que o segmento de engenharia civil, que normalmente é o que melhor comportamento apresenta, no final de dois meses de 2010, terá "registado um decréscimo de 12% na produção de obras de engenharia civil face ao mesmo período de 2009, período este que tinha registado um acréscimo excepcional de 10% devido, não apenas à aproximação de dois actos eleitorais que iriam realizar-se mas, também, porque o investimento público foi um dos instrumentos de política económica implementados para atenuar os efeitos da crise financeira mundial".

O único segmento com bom comportamento aliás foi o dos edifícios públicos, por causa do programa de requalificação de escolas lançado pela Parque Escolar, com "cerca de 100 escolas e mais de 300 milhões de euros e cujas adjudicações num futuro próximo irão, provavelmente, dar origem a incrementos significativos de actividade neste segmento"


Nyk

Trichet adia retirada das medidas de emergência para as garantias do crédito


O presidente do Banco Central Europeu (ECB) vai prolongar as medida de emergência, que permitem que as obrigações soberanas com notação de investimento ("BBB-" ou mais) tenham qualidade de garantia junto da autoridade monetária até 2011. Esta decisão vem eliminar o risco de que as obrigações gregas fiquem deixem de ser elegíveis como garantia junto da autoridade monetária.

"É intenção do Conselho Governativo do BCE manter a classificação mínima para o crédito elegível como garantia, ao nível da classificação de investimento para lá de 2010", disse hoje Jean-Claude Trichet no Parlamento Europeu, segundo a Bloomberg. O responsável também disse que o banco vai introduzir um calendário para o regresso às regras das garantias exigidas pelo BCE.

Esta foi uma medida excepcional de aumento de liquidez, tomada pela autoridade monetária para fazer face ao colapso dos mercados de crédito, durante a crise financeira. O final das medidas de emergência estava calendarizado para o final de 2010.

A deterioração da qualidade da obrigações soberanas gregas, punha assim em risco futuras operações de refinanciamento, junto da autoridade monetária, a partir do final do ano, se até lá a Moody's reduzisse a sua classificação para a dívida grega para um nível comparável aos das outras agências de "rating".

"Esta é a contribuição do BCE para resolver a crise grega", disse o antigo economista do BCE, Laurent Bilke à Bloomberg. "Esta é uma forma de dizer que precisamos de um boadinho de apoio à Grécia e talvez também uma mensagem para o resto da União Europeia, de que não é má ideia ajudar a Grécia".

Esta declaração do líder da política monetária para a Zona Euro, marcou uma inversão da atitude que expressou em Janeiro, quando disse que não seria feita nenhuma alteração às regras das garantias, "para beneficio de qualquer país em particular". Estava previsto que as regras das garantias do BCE regressarem ao normal no final de 2010.



Fenicio

O número de trabalhadores que deram entrada nos papéis para a requisição do subsídio de desemprego nos EUA diminuiu em 14.000 na semana encerrada à 20 de março! Um número melhor do que o projectado pelos analistas e tremendamente positivo pois indica que a retoma económica, apesar de lenta, está em curso.

Como resultado, as praças norte-americanas iniciaram a sessão desta quinta-feira em terreno solidamente positivo e neste momento seguem a valorizar entre 0,59% e 0,75%. As praças européias, que já apresentavam ganhos importantes desde o início da sessão, aceleraram o passo e seguem a subir entre 0,69% (Londres) e 1,28% (Frankfurt).

Notícia relevante:

CitaçãoU.S. stock futures retain rise after jobless data
NEW YORK (MarketWatch) -- U.S. stock futures largely held their gains Thursday after the government reported its count of Americans filing for jobless benefits fell 14,000 last week to 442,000. Futures for the Dow Jones Industrial Average were up 34 points at 10,821. Those for the S&P 500 Index were up 4.50 points at 1,169.1. Nasdaq 100 futures gained 7.5 points to 1,959.

Fonte: U.S. stock futures retain rise after jobless data
Mercado Fenício

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Nyk

Reino Unido não está muito atrás de Portugal


O Reino Unido está muito mais vulnerável a um corte do "rating" da dívida, que está agora em 'AAA', segundo um estratega da RBC Capital Markets.

Citado pelo "Financial Post", Ian Beauchamp disse hoje que o corte da dívida portuguesa por parte da agência de notação financeira Fitch, de 'AA' para 'AA-', não constituiu grande surpresa e que mais vulnerável ainda a um corte na qualidade do crédito está o Reino Unido. Que, segundo este estratega, "não está assim tão atrás de Portugal".

Beauchamp recorda que as agências Standard & Poor's e Moody's já advertiram para o facto de os défices nas finanças públicas do Reino Unido colocarem em risco o seu "rating", que tem a mais elevada classificação existente.

Espanha pode ter algum problema encoberto

O estratega da RBC Capital Markets falou também sobre a situação de Espanha, que considera um pouco mais desconcertante do que a dos seus vizinhos. A economia espanhola tem estado extremamente débil – a mais débil da Europa -, mas a sua situação de endividamento não é tão preocupantes, salienta Beauchamp, acrescentando que, além disso, o sistema bancário espanhol está, supostamente, forte.

"Muitas pessoas pensam que isto é demasiado bom para ser verdade", comentou Ian Beauchamp, sublinhando que o elevado nível de respostas negativas por parte do mercado indica que poderá haver um problema ainda por desvendar. Em resultado disto, o estratega afirmou que está muito atento a Espanha.

Quanto à França, Beauchamp diz que este país pode estar bem integrado na Zona Euro, mas que, se não estivesse, poderia ver-se em apuros. "Se não pertencesse à Zona Euro, o mais provável é que se parecesse muito mais com os PIGGS do que com o núcleo da Europa", declarou, citado pelo "Financial Post".


Nyk

Grécia tem de ser ajudada sob pena de haver um "tsunami" que afecte Portugal e Espanha



A comissária europeia da Justiça, Viviane Reding, defendeu hoje que é preciso que a União Europeia tem de traçar um plano de ajudas à Grécia, porque se não o fizer pode provocar um "tsunami" que afecte países "que não estejam tão bem como Espanha e Portugal, como o Reino Unido, como França".

"Há que ajudar [a Grécia], porque não o fazer terá uma influência sobre todos os outros que não estão tão bem como Espanha e Portugal, como o Reino Unido, como França", afirmou a comissária em declarações à cadeia de rádio RTL, citada pelo "Cinco Días".

Viviane Reding defende que apesar da Grécia ter cometido "bastantes erros" continua a ser um membro da Zona Euro. "Há um país que está em dificuldades e há que ajudá-lo porque se não o fizermos haverá um 'tsunami' noutros países. Façamo-lo", apelou.

Sobre Angela Merkel, que ainda hoje apoiou uma ajuda financeira à Grécia, através do Fundo Monetário Internacional e de ajuda bilateral da Zona Euro (ainda que defenda que este deva ser o último recurso), Vivian Reding afirmou que a chanceler alemã "tem um grave problema político em casa".

Isto porque "todo o seu povo está contra" uma potencial ajuda à Grécia, depois dos meios de comunicação terem tratado deste assunto "com um populismo extraordinário", acrescentou a comissária.



Fenicio

Num dia em que o mercado assistiu à divulgação de bons dados macro-económicos norte-americanos (jobless claims a cair mais do que o esperado pelos analistas), com algumas empresas a divulgarem resultados financeiros positivos e com a União Européia a avançar com um plano conjunto de ajuda financeira à Grécia, os mercados europeus encerraram o dia com grandes valorizações.

Londres encerrou a subir 0,88% para os 5.728 pontos, Paris ganhou 1,28% para os 4.000 pontos e Frankfurt valorizou 1,56% para os 6.133 pontos.

Pelos mesmos motivos os mercados norte-americanos registam ganhos importantes, motivados também pelo discurso do presidente do FED, Ben Bernanke, a dar conta de que os juros continuarão baixos por mais algum tempo.

De facto um dia em grande e que permite antever uma abertura na sexta-feira igualmente positiva.

Notícias relevantes:

U.S. stocks surge on Bernanke's reassurances

E.U. leaders move toward agreement on Greek aid plan
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Nyk

Ajuda do FMI à Grécia é "muito, muito mau"

O presidente do BCE afirmou hoje que a ajuda a um país da zona euro por parte de um organismo exterior é um mau sinal.

Disse Trichet ao falar na estação televisiva francesa Public Senate Television que o apoio de um elemento exterior à zona euro, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), a um país da união monetária é "muito, muito mau" sinal.

O comentário de Trichet surge depois de ter sido hoje revelado que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, chegaram a acordo sobre uma solução para ajudar a Grécia.

O plano de ajuda desenhado passa por empréstimos bilaterais europeus em conjunto com o financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI).


Nyk

25 de Março de 2010 

França e Alemanha de acordo na ajuda à Grécia


O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, alcançaram hoje um acordo sobre a ajuda à Grécia que vão submeter ao presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, anunciou a presidência francesa.
A Alemanha confirmou entretanto, através de uma fonte governamental, ter chegado a acordo com a França.

Segundo fontes diplomáticas citadas pelas agências noticiosas internacionais, esse acordo prevê uma ajuda europeia em paralelo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Uma das fontes, que pediram anonimato porque os pormenores do acordo não foram ainda apoiados por todos os 16 países da zona euro, precisou que o acordo "descreve com precisão as condições de intervenção dos países da zona euro" e "vai muito além da Grécia".

Outra fonte adiantou que o acordo vai ser anunciado hoje, depois do fecho dos mercados, e que prevê uma ajuda à Grécia de 22 mil milhões de euros, entre empréstimos do FMI e de países da zona euro, mas com a maior parte da ajuda da Europa.

Diário Digital / Lusa