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Proposto Corte de 30% no valor dos salários dos portugueses...iiiiiiiiiih, sujou

Iniciado por zimermann, Maio 18, 2010, 22:26

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zimermann

Krugman defende queda relativa dos salários de até 30% em Portugal

O prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, acredita que a solução para os desequilíbrios na Zona Euro passa por uma descida dos salários nos países com menor competitividade da região. Dado que Grécia, Espanha e PORTUGAL não podem desvalorizar a moeda, a solução passa por cortar nos salários, diz o prOfessor de Princeton.

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HugoPaula
[email protected]


O prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, acredita que a solução para os desequilíbrios na Zona Euro passa por uma descida dos salários nos países com menor competitividade da região. Dado que Grécia, Espanha e Portugal não podem desvalorizar a moeda, a solução passa por cortar nos salários, diz o professor de Princeton.

"Com uma moeda única, um ajustamento a choques requer ajustamento nos salários relativos – e como os países da periferia europeia passaram do crescimento à crise, o seu ajustamento tem de ser feito em baixa", diz Paul Krugman no seu blogue do Wall Street Times, de que é colunista. "Neste altura, os salários na Grécia/Espanha/Portugal/Lituânia/Estónia, etc., precisam de cair qualquer coisa como 20 a 30% face aos salários relativos na Alemanha."

O economista, que esteve em Portugal em 1977, numa equipa do MIT onde estudava, começa por dizer que o que é "surpreendente e frustrante no debate sobre o destino do euro, é a forma como quase todos evitam confrontar a questão essencial".

Mas ninguém está disposto a dizê-lo, "até o sempre pessimista e portanto realista" colunista do Financial Times, Wolfgang Munchau, diz que "nenhuma das medidas discutidas até agora sequer ensaiam uma resposta às questões de como a Espanha vai sair deste buraco e de como o hiato de competitividade será fechado".

Depois de reiterar, em maiúsculas, que "os salários na periferia precisam de cair 20 a 30% relativamente à Alemanha", o economista pergunta "quão difícil será conseguir isto?"

"A Lituânia perseguiu uma austeridade incrivelmente draconiana. O desemprego cresceu de 6% para 22,3% - e os salários estão de facto a cair. Mas mesmo na Lituânia, os custos de trabalho caíram apenas 5,4% face ao seu pico; por isso serão exigidos anos de sofrimento para restaurar a competitividade".

O debate em torno do euro, que aconteceu por volta de 1990 segundo Krugman, era justamente acerca do facto de "ninguém ter mercados de trabalho assim tão flexíveis". Mas "se o euro não funciona com salários nominais altamente flexíveis, bem, então não funciona".

"Em todo o caso", concluiu ontem no seu blogue, "este é o meu discurso do euro da manhã".

A Estónia e a Lituânia não pertencem à Zona Euro mas não podem desvalorizar as suas divisas face ao euro porque estão em processo de adesão à moeda única.

fisher

Caro Zimmermen

Não esperava ver tamanha asneira tamanha tontice de um professor de economia  e , ainda por cima prémio Nobel.

Um professor a dizer uma asneira destas mostra que o mundo está perdido , nem os professores sabem o que dizem.

O Krugmen não consegue explicar com lógica a asneira que afirma, posso garantir-lhe.  Como diria Medina Carreira é tudo conversa.

Krugmen está errado. Não deve cortar nos ordenados. Krugmen se fosse esperto fechava a torneia que está a esvaziar os tesouros das Nações , o excesso de importações. Krugmen tem é de cortar as importações . É aí que se deve cortar e não custa nada porque basta cortar alguns luxos.

Exigir um esforço, reduzindo os ordenados,  para o Estado juntar mais algum dinheiro para depois o esbanjar, o deitar à rua, comprando importações desnecessárias, luxos  é uma burrice que não tem qualificação.  È como deitar agua em cima da areia da praia não resolve nada porque desaparece imediatamente.

É como deitar o dinheiro do  nosso esforço, da redução dos ordenados, num cesto roto, o esforço esvai-se imediatamente pelos buracos do cesto, pagamento das importações em excesso..  

É esforço , um sacrifício, inglório, sem sentido.

O sacrifício a pedir é apenas no corte das importações porque estas é que levam o nosso dinheirinho todo, e esta solução já foi ensaiada vezes sem conta com sucesso espectacular nos séculos passados.

Desculpe que diga mas o professor Krugmen , o prémio Nobel , não sabe o que diz.

Ofereço um desenho ao professor  para ver se ele aprende alguma coisa.

Cumprimentos e bons negócios

zimermann

inyo muito Fisher mas penso que o único caminho para os assalariados e aposentados portugueses será o corte de salários... vamos aguardar.

Duro recado do BC alemão ao Sul da Europa


Ainda se fazem banqueiros centrais alemães como antigamente! Ontem, no seminário de metas de inflação do Banco Central, no Rio de Janeiro, Axel Weber, presidente do Bundesbank (BC alemão), assumiu plenamente o papel da formiga diante das cigarras do Sul da Europa, como Grécia, Portugal e Espanha.

Perguntado se o Banco Central Europeu (BCE) não poderia elevar a meta de inflação de 2% (na verdade, é de zero a 2%) para 4%, para que os países mediterrâneos pudessem ajustar seus altos custos salariais tendo menos inflação do que o resto da Europa, ele mandou bala.

Weber disse que a Alemanha viveu a sua própria bolha na esteira da reunificação, em 1989, quando os salários médios subiram muito (especialmente pelo movimento de convergência dos salários da antiga Alemanha Oriental para o nível da Alemanha Ocidental) e houve um boom imobiliário no Leste.

Depois disso, ele continuou, a Alemanha também ficou com custos salariais muito altos, e iniciou um lento e paulatino processo de ajuste a partir de meados da década de 90, na base de "moderação salarial" – isto é, salários subindo menos que a produtividade. O presidente do Bundesbank explicou que, de pouquinho em pouquinho, ao longo de vários anos, a Alemanha chegou à sua atual condição, em que voltou a ser competitiva.

E é isso, deixou claro Weber, que os alemães (incluindo ele) acham que os alegres primos do Sul deveriam fazer. Em outras palavras, a receita para Grécia, Portugal, Espanha (e Itália, até certo ponto) é moderação salarial ao longo de vários e penosos anos. "É relativamente duro", reconheceu o presidente do Bundesbank, indicando que é um processo de pelo menos uma década.

Como se disse na fábula: "Cantaram durante todo o verão? Pois agora dancem!"

Atenção: essa é a visão do presidente do Bundesbank e não do blogueiro, que se reserva o direito de não ter ainda uma opinião formada sobre a melhor solução para o imbroglio europeu.

14 de maio de 2010 | 20h21

Fernando Dantas
http://blogs.estadao.com.br/fernando-dantas/

Sol Dado

O salário médio português é baixo, um dos mais baixos da UE. A esmagadora maioria da população ganha menos do que 1500€ por mês, e é muito provável que a moda esteja abaixo dos 1000€.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/dinheiro/iol/878735-3851.html

No entanto, há algumas franjas (centenas ou milhares) que, no contexto, ganham quantias verdadeiramente fabulosas. Um dos que se destacou:

http://www.esquerda.net/content/view/15950/27/

E há essa coisa esquisita de se poderem acumular reformas e continuar a trabalhar, ou estar a ganhar o subsídio de desemprego (~400€) e ao mesmo tempo trabalhar 8 horas por dia à hora (sem pagar impostos).

http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=645047

http://www.apagina.pt/?aba=7&cat=124&doc=9481&mid=2

Não me parece que os cortes salariais ajudem alguma coisa. O que é preciso é os governos não comprometerem o futuro dos nossos netos (os nossos filhos já estão mais que tramados), com obras muito dispendiosas e com muito desperdício e recorrendo a financiamento bancário com forte factura ao nível de encargos dos empréstimos. Ou seja, deixem de projectar e fazer obras para as quais não temos dinheiro. Aplique-se antes o dinheiro a melhorar casas e estradas secundárias. No resto procure-se e exija-se o rigor e a parcimónia, e não se estabeleçam metas e objectivos completamente lunáticos ou só alcançaveis com aldrabice pegada! Dê-se tempo ao tempo, e não se andem a mudar agulhas e referenciais de 2 em 2 anos.

Era necessário regressar a honra e o brio à cultura portuguesa. Acabar com o sucesso do chico-espertismo.

Cumprimentos.

Carrejao

Não ouso refutar a opinião de um economista que além disso é prémio nobel. Mesmo até reservando uma certa desconfiança de que a sua opinião sirva determinados interesses.

Há um grau de verdade (elevado infelizmente) nas suas afirmações.

Atendendo às críticas que se podem ler : lembro que corte de importações é algo que vem (e deve vir, e deviamos estar já a trabalhar nesse sentido) a médio /longo prazo. Não é possível de um momento para o outro suspender importações sem ter alternativa de produção desses mesmos bens/serviços em território Nacional.

Coisa que não acontece na receita e despesa do Estado. Uma vez que precisamos de "guito" urgentemente (pelo menos é dessa forma que a discussão é vendida, o que sendo discutível, é motivo de outra conversa) a forma mais rápida para o fazer é efectivamente aumentar a receita e cortar na despesa.

É precisamente onde assenta toda a afirmação do Sr. Krugman. As suas afirmações pressupõe portanto um horizonte temporal muito curto onde é preciso actuar rápidamente para corrigir o desiquilíbrio entre países se quisermos continuar a ter consistência na moeda (EUR) e na Ecomonia.

Ora sobre a receita o Governo já actuou. Sobre a despesa ainda vamos no capítulo da conversa fiada.
Não opino sobre eventuais cortes na FP de classe média, média-baixa.

Pronuncio-me sim, no "desejo ardente" (não o faço por menos)  de ver cortes massivos na Assembleia da República e corte no salário e despedimento de altos cargos públicos não essenciais.

Costuma-se dizer que "quem está de fora não racha lenha". Talvez seja isso que  causa tanta irritação nas afirmações do Sr. Krugman.

Mas mais irritante ainda foi termo-nos posto a jeito perante estes problemas.
E no mais elevado expoente, o mais irritante e revoltante é a classe política que claramente sobrepõe aos interesses Nacionais os seus próprios interesses de forma enganadora, escandalosa e hipócrita

Eu diria mesmo que o maior especulador nesta jiga-joga toda é mesmo a classe política governante.

Carrejao

luademaio

Citação de: fisher em Maio 18, 2010, 23:54

Krugmen está errado. Não deve cortar nos ordenados. Krugmen se fosse esperto fechava a torneia que está a esvaziar os tesouros das Nações , o excesso de importações. Krugmen tem é de cortar as importações . É aí que se deve cortar e não custa nada porque basta cortar alguns luxos.

Exigir um esforço, reduzindo os ordenados,  para o Estado juntar mais algum dinheiro para depois o esbanjar, o deitar à rua, comprando importações desnecessárias, luxos  é uma burrice que não tem qualificação.  È como deitar agua em cima da areia da praia não resolve nada porque desaparece imediatamente.

É como deitar o dinheiro do  nosso esforço, da redução dos ordenados, num cesto roto, o esforço esvai-se imediatamente pelos buracos do cesto, pagamento das importações em excesso..  


Concordo plenamente! Ainda bem que há alguém que vê as coisas do mesmo modo que eu! A redução salarial não pode ser opção, pelo menos para a maioria dos portugueses de certeza que não. Com a maioria a ganhar salários muito baixos e a passar por dificuldades financeiras, não estou a vêr como é que cortar 30% vai trazer algum benefício.
Se quiserem cortar no salário, dirijam-se aos que ganham milhares e milhares, porque aí 3o% torna-se bem mais significativo.
Desculpem-me a indignação, mas não me consigo controlar diante destas situações!

Cumprimentos

talexandre

EXCELENTES NOTÍCIAS... PODEREMOS TER AUMENTOS SALARIAIS NA ORDEM DOS 60%... ;D

Paul Krugman no seu blogue do Wall Street Times: "Nesta altura, os salários na Grécia/Espanha/Portugal/Lituânia/Estónia, etc., precisam de cair qualquer coisa como 20 a 30% face aos salários relativos na Alemanha." (http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=426045)

Segundo o EUROSTAT (http://epp.eurostat.ec.europa.eu/tgm/table.do?tab=table&plugin=0&language=en&pcode=tps00174), as diferenças dos custos salariais entre Portugal e Alemanha eram, em 2007, de 2'724€ (3'892€ vs. 1'676€). Para ficarem 30% abaixo da Alemanha, deveriam passar para 2'724€, o que representaria um acréscimo de cerca de 62%... :D

arb.bunker

Caro zimermann,

Tenho observado a alegria incontida com que a cada notícia má que sai nos escaparates, vem para aqui apregoar: "Agora é que vai ser", "Ponham-se a pau Portugueses", "Portugal está pior que a Colômbia e o México juntos". Olhe que não deve ser bem como pintam...
Portugal é uma das Nações mais antigas da Europa e estas arribadas Lusas já são habitadas desde os tempos do Neolitico. Já vimos muitas crises, e muitas mais veremos pela frente. Se este não é o povo de D. Afonso Henriques, isso já não sei. O que sei é que mesmo apesar da crise temos para dar e vender (o amigo decerto não conhece a "estória" da Deuladeo Martins)... Até vamos financiar uma ajudazinha à Grécia, veja lá!

No seu lugar, arranjava motivos para ficar preocupado, porque pelo andar da carruagem, os Portugueses, desesperados com tanta privação, tanto corte, tanta austeridade, vão fazer aquilo em que se notabilizaram:

Ainda vão tomar de assalto umas traineiras na praia das Caxinas (foi lá que tudo começou) e vão desatar a navegar por esse mundo fora e, adivinhe.... Só vão parar no Brasil. Aí sim eles vão voltar a fazer aquilo em se notabilizaram: Boas mulatas, boas música, bom clima, mucho petrodollar para gastar, eles ainda vão viver acima das possibilidades.
E... pode o amigo perguntar... Quem fica aqui em Portugal, quem fica para aturar este "premiê"?  Quem vai pagar os impostos? Quem roer a corda da dívida soberana?
Meu caro, a resposta é simples: São os brazukas que em finais de 90 inicios do século desataram a invadir Portugal na esperança de encontrar um eldourado europeu e agora "tá di jeito qui num tem nim dinhero pá págá à passagei di vortá pó sertum" :-\

O problema português está em colmatar a divida pública com as exportações, aumentar a produtividade e diminuir o desemprego, esses sim são os nossos problemas, mas até isso podemos resolver: Vendemos "premiê" um bocado desgastado, mas em bom estado, para impor medidas de austeridade e cortes nos orçamentos familiares ;D.

Este é um local onde as pessoas se reunem para trocarem impressões sobre forma de ganharem mais dinheiro, não vamos lamentarmo-nos com a desgraça alheia. Grega, ou outra qualquer.

Intel++

rjc

Bom dia,

Pois é, e eu que bem antes (bem antes mesmo) da crise americana e outras por aí afora, achava que o desperdício de dinheiro público, alguns funcionários públicos de alto e médio escalão do governo ganhando e vivendo como marajás, obras às vezes superfaturadas e corrupção eram só por aqui... Esse verdadeiro câncer econômico há no mundo todo....
A questão meu caro Arb.Bunker não é de sorrir, pelo menos no meu caso, a questão é de se entristecer... Pois, quando há má administração seja ela onde for, e ela está em qualquer lugar independente de ser na Grécia, EUA, Brasil, Portugal e sabe-se lá onde mais... Sobra é para o POVÃO (falando no português bem claro)...

Agora uma coisa é certa... O ajuste fiscal terá que ser feito de uma forma ou de outra... E como disse, a conta maior é claro como sempre sobrará para o POVÃO.

Bons negócios

RJC

camafeu

Citação de: zimermann em Maio 19, 2010, 06:55

Weber disse que a Alemanha viveu a sua própria bolha na esteira da reunificação, em 1989, quando os salários médios subiram muito (especialmente pelo movimento de convergência dos salários da antiga Alemanha Oriental para o nível da Alemanha Ocidental) e houve um boom imobiliário no Leste.

Depois disso, ele continuou, a Alemanha também ficou com custos salariais muito altos, e iniciou um lento e paulatino processo de ajuste a partir de meados da década de 90, na base de “moderação salarial” – isto é, salários subindo menos que a produtividade. O presidente do Bundesbank explicou que, de pouquinho em pouquinho, ao longo de vários anos, a Alemanha chegou à sua atual condição, em que voltou a ser competitiva.

E é isso, deixou claro Weber, que os alemães (incluindo ele) acham que os alegres primos do Sul deveriam fazer. Em outras palavras, a receita para Grécia, Portugal, Espanha (e Itália, até certo ponto) é moderação salarial ao longo de vários e penosos anos. “É relativamente duro”, reconheceu o presidente do Bundesbank, indicando que é um processo de pelo menos uma década.

Como se disse na fábula: “Cantaram durante todo o verão? Pois agora dancem!”


E é isso que aí vem e é melhor começarem a habituar-se à ideia ...

Como disse o Fernando Ulrich:

"O dia em que batermos na parede não está muito longe. Talvez por semanas. E bater na parede significa, por exemplo, a intervenção do FMI. Lamento mas o país tem que saber"

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=426211

http://economico.sapo.pt/noticias/acabou-o-credito-facil-e-barato_90052.html