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Lucros da Jerónimo Martins sobem 11,2% com Polónia a impulsionar

Iniciado por notiCIas, Abril 27, 2005, 09:40

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Lucros da Jerónimo Martins sobem 11,2% com Polónia a impulsionar


A Jerónimo Martins anunciou hoje que os resultados líquidos do primeiro trimestre aumentaram 11,2%, em linha com as previsões, tendo a empresa beneficiado com o melhor desempenho do Pingo Doce e da Biedronka, sobretudo a unidade polaca, onde o EBITDA cresceu 44,2%.

Os resultados líquidos ascenderam a 16,8 milhões de euros, acima dos 15,12 milhões de euros do período homólogo. Estes valores têm em conta as novas regras contabilísticas IAS/IFRS, sendo que o impacto destas nos resultados do primeiro trimestre de 2004 foi positivo em 1,8 milhões de euros.

Os lucros do primeiro trimestre deste ano ficaram em linha com as previsões dos analistas, que, segundo uma «poll» efectuada pela Reuters, apontavam para resultados líquidos entre 12,5 e 22 milhões de euros, com um ponto médio de 16,95 milhões de euros.

As receitas consolidadas da JM aumentaram 12% para 875,6 milhões de euros e o EBITDA, ou «cash flow» operacional, registou um aumento de igual dimensão para 63 milhões de euros. Estes dois indicadores também ficaram em linha com o previsto.

«O acréscimo substancial dos lucros fica a dever-se ao excelente desempenho operacional de grande parte dos negócios do Grupo, com destaque especial para o Pingo Doce e Biedronka», refere a empresa liderada por Luís Palha em comunicado.

Evolução do zloty nos 12 meses até Março

Polónia representa 35% das receitas e beneficia com zloty forte
Na unidade polaca o EBITDA, medido em euros, cresceu 44,2%, sendo que na Biedronka as vendas aumentaram 37,9% para 310 milhões de euros, um valor que representa já 35,5% das vendas totais da JM.

No país da Europa de Leste a JM beneficiou com a valorização do zloty (mais de 18% entre Março de 2004 e Março de 2005), pois em moeda local o aumento das vendas foi apenas de 16,3%. Em termos comparáveis as vendas cresceram 7,6%, com o restante aumento a advir da abertura de mais 55 lojas desde o final do primeiro trimestre de 2004.

A Jerónimo Martins destaca também o crescimento comparável de 5,7% nas receitas do Pingo Doce, «apesar da deflação registada nos preços da cadeia».

Ao longo do primeiro trimestre de 2005, «o consumo, apesar do efeito sazonal da Páscoa, continuou a revelar pouco dinamismo, contribuindo para a manutenção do ambiente fortemente concorrencial no sector da distribuição alimentar», diz a empresa.

No Feira Nova, as vendas aumentaram 1,9% e a JM afirma que o Recheio «contribuiu de forma muito positiva para a margem de cash flow operacional do Grupo». Na Indústria, que passa a contar também com o contributo da bestfoods, o EBITDA cresceu 43,5%.

Nas perspectivas para 2005 a JM diz que «estará focada na preparação dos pedidos de licenciamento a apresentar nas várias fases de aprovação, enquanto os projectos licenciados serão submetidos a novas análises financeiras».

Diz também que «o atraso que se verificou na atribuição das licenças pedidas durante 2004 acabou por adiar também o arranque do plano de expansão do Pingo Doce e do Feira Nova, pelo que se estima que apenas a partir de 2006 se registe impacto significativo das novas aberturas nas vendas das duas insígnias».

As acções da Jerónimo Martins fecharam ontem a descer 1,55% para os 12,06 euros.

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