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Síria : próximo alvo

Iniciado por fornat, Novembro 28, 2011, 23:09

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fornat

http://informacaoincorrecta.blogspot.com/2011/11/siria-os-misseis-da-russia.html

28 de Novembro de 2011

Síria: os mísseis da Rússia

A Rússia observa com preocupação a situação na Síria..
Observa? Não só.

Seis navios de Moscovo entraram nas águas da Síria ao longo dos últimos dias. Transportam técnicos russos que servirão para a instalação do sofisticado sistema de defesa adquirido por Damasco.

Segundo o diário londrino em língua árabe Al Quds Al-Arabi do passado 24 de Novembro, o sistema utiliza os mísseis terra-ar S-300, concebidos para a defesa contra ataques aéreos e de mísseis inimigos.

O sistema é considerados como um dos mais potentes, capaz de monitorizar 100 alvos por vez e de enfrentar 12 deles ao mesmo tempo. Com boa paz das possíveis "no fly zone".

Com os mísseis,a Rússia tem instalado sistemas de radares perto dos principais complexos industriais e militares da Síria: isso permite a "cobertura" das áreas norte e sul do Páis e será capaz de detectar movimentos de tropas a partir do território de israel e da Turquia, em particular da base Nato de Incirlik.

A Rússia vê no ataque contra a Síria uma "linha vermelha" que não está disposta a tolerar.

Isso enquanto o outro lado continua a prepara uma intervenção."Humanitária", óbvio.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Alain Juppé, afirmou que de facto a Nato está a projectar uma intervenção com a intenção de estabelecer "zona humanitárias" para a protecção dos civis.
E o porta-aviões George HW Bush abandonou a área de Hormuz para deslocar-se perto das costas da Síria.

Os Estados Unidos convidaram os próprios cidadãos a abandonar "imediatamente" a Síria, enquanto o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia aconselhou a evitar o País.

E o Irão prometeu defender o aliado de Damasco.

Ipse dixit.

Fonte: Prison Planet, Arutz Sheva, Financial Times via StratRisks, CBS News


http://informacaoincorrecta.blogspot.com/2011/11/siria-direitos-humanos-e-outras.html

28 de Novembro de 2011

Síria: direitos humanos e outras parvoíces

O próximo objectivo é já noto: a Síria.
Não e difícil perceber isso.


Um claro sintoma é a actividade das associações de defesa dos direitos humanos, atrás das quais fica escondida a campanha mediática em favor duma intervenção "humanitária". É o mesmo roteiro já seguido no caso da Líbia, com os resultados que conhecemos.

Por exemplo: o Syrian Observatory for Human Rights (Sohr), um alegado centro para a defesa dos direitos humanos. No passado mês de Agosto, Sohr denunciou via CNN que Assad tinha ordenado de desligar a energia eléctrica na cidade de Hama, provocando a morte de diversos recém-nascidos nas incubadoras.

Pode haver algo de mais tocante duma pequena vida morta enquanto luta desesperadamente para a própria sobrevivência? Sim, pode: é uma associação de defesa dos direitos humanos que inventa a notícia pela qual um pequena vida é morta enquanto luta desesperadamente para a própria sobrevivência.
É isso que a Sohr fez, porque a notícia era falsa. O que não impediu de ser transmitida num dos principais network globais.

Ninguém escapa, nem Amnesty International, segundo a qual médicos e enfermeiros torturavam doentes opositores do regime. Um advogado dos Estados Unidos desmentiu a notícia após ter visitado os hospitais incriminados: mas, como sempre nestes casos, as desmentidas não provocam os mesmos efeitos das notícias. E a mensagem passa, chega até o grande público: o regime da Síria é mau, é terrível.

Onde é que já vimos isso? Na Líbia.
Alguém agora lembra dos médicos de Zawya, presos porque não aceitavam matar os rebeldes feridos? Poucos, sem dúvida poucos lembram disso. E ainda menos lembram a desmentida: os médicos tinham sido presos por causa de tráfego ilegal de armas.

Pormenores.

Os mesmos actores da Líbia agora estão na Síria.
Em Tripoli havia a Liga Líbia para os Direitos Humanos (Llhr), membro da Federação Internacional para os Direitos Humanos (Fidh).

Quem financia a Fidh? Resposta: a National Endowment for Democracy (Ned), uma Organização Não Governamental (Ong) criada pelo antigo Presidente Ronald Reagan em 1982 e paga pelo Congresso dos Estados Unidos. É a mesma Ned que em 2002 teve um papel no falido golpe contra Hugo Chavez, em Caracas.

Na Síria o Ned apoia-se ao Damascus Center for Human Rights Studies, também este parte da Fidh. Radwan Ziadeh, director do Damascus Center, é também o director do Syrian Center for Political Strategic Studies em Washington. Uma garantia, sem dúvida.

Pormenores que os media internacionais esquecem de relatar.


Ipse dixit.

Fonte: Peacelink