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Rede de cinema digital chega a todo o País

Iniciado por Dicastek, Janeiro 22, 2005, 02:09

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Dicastek

Até ao final deste ano, deverão entrar em funcionamento cerca de 20 salas

Fazer chegar os conteúdos nacionais a um conjunto cada vez mais alargado de público é um dos principais objectivos da Rede de Cinema Digital. O projecto nasceu de um protocolo entre o Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM), o Ministério da Cultura (MC), a Unidade de Missão Inovação e Conhecimento (UMIC) e a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) e deverá contar, para já, com quatro salas espalhadas de forma descentralizada pelo País.

A primeira ficará em Lisboa, nas instalações do ICAM, a segunda na Universidade Católica do Porto, uma terceira em Tavira, no cineteatro local, e a última em Tondela. Até ao final do ano, esta rede alternativa de cinema não comercial, que vai exibir gratuitamente documentários, longas-metragens e todo o tipo de produções cinematográficas nacionais, «deverá contar com um total de 20 salas». A garantia foi deixada pelo secretário de Estado dos Bens Culturais, José Amaral Lopes, que falou num investimento «de meio milhão de euros, financiado em 70 por cento pelo POSI».
   
De acordo com este responsável, o objectivo é alargar o projecto, «beneficiando, numa primeira fase, meios universitários como Évora, Faro, Covilhã e, mais tarde, Vila Real e Bragança». No entanto, e mesmo não dispondo de entidades universitárias, «qualquer autarquia do País que se candidate e apresente as condições necessárias para exibir cinema digital poderá vir a contar com uma destas salas», explicou o presidente do ICAM, Elísio de Oliveira.

A transmissão de cinema digital vai recorrer à infra-estrutura já implementada e que compreende um cabo de fibra óptica entre Lisboa e Braga, com uma largura de banda de 10 gigabits. No primeiro ano a velocidade utilizada «não deverá ultrapassar os 20 megabits, mas a partir de 2006 poderá chegar aos 50 megabits», sublinhou o responsável do ICAM. Todas as salas estarão ligadas a um sistema central, localizado em Lisboa.

As autarquias que se situem fora deste eixo «deverão comprar o serviço a um fornecedor de banda larga, viabilizando assim a transmissão», explicou o presidente da FCCN, Pedro Veiga. O re-aproveitamento ou construção de uma sala para a Rede de Cinema Digital obriga a um investimento por parte das autarquias na ordem dos 30 a 50 mil euros, «um valor que se revela acessível para as câmaras municipais que se mostrem realmente interessadas», sublinhou Amaral Lopes.

O projecto prevê ainda a disponibilização de duas salas totalmente equipadas em cada um dos países africanos de língua oficial portuguesa e também no Brasil, «caso as autoridades daquele país assim o entendam», revelou o secretário de Estado. Neste caso, o financiamento «fica sempre a cargo do Ministério da Cultura português». O gestor da UMIC, Diogo Vasconcelos, aproveitou para salientar que «esta iniciativa vai permitir criar oportunidades únicas ao nível da distribuição de conteúdos». Uma ideia complementada por Elísio de Oliveira, segundo o qual «se pretende essencialmente chegar a mais sítios e a públicos que normalmente não têm cinema».