Clubeinvest.com — Arquivo Histórico (1997-2011)
Esta é uma cápsula do tempo da comunidade financeira portuguesa. Login activo para membros.
Clubeinvest.com
Home Privado Fórum Acções Índices Metastock Portfolio Managers Publicações Blogs Contacto
 

Editar as notícias:

Novo Sistema de Ratings instalado no Clubeinvest, saiba + aqui ou consulte os Últimos Ratings atribuidos em realtime.

Menu principal

O fuel das bolsas: PIB

Iniciado por Sol Dado, Fevereiro 14, 2008, 10:07

Tópico anterior - Tópico seguinte

Sol Dado

O que move os mercados é a sua expectativa em relação à evolução futura das economias. Normalmente as bolsas antecipam em 6 meses os resultados (positivos ou negativos). A evolução do PIB é o fuel das bolsas, e acabam de sair notícias "quentinhas":

======
A economia alemã cresceu 0,3% no quarto trimestre deste ano, abrandando fortemente face aos três meses anteriores, com a subida dos preços do petróleo e dos alimentos a penalizar. No ano a economia cresceu 1,8%.

O crescimento de 0,3% registado no quarto trimestre compara com a expansão de 0,7% verificada nos três meses anteriores e saiu em linha com as estimativas dos economistas.
(...)
A penalizar o crescimento da economia alemã na recta final do ano esteve a valorização do euro face ao dólar, uma vez que a variação cambial retira competitividade ás exportações alemãs. A forte travagem da economia americana está também a prejudicar a Alemanha. No mês passado o Governo alemão reviu em baixa a sua projecção para o crescimento económico em 2008, antevendo agora uma expansão do PIB em 1,7%.

Hoje o Eurostat vai publicar os dados da evolução do PIB da Zona Euro no quarto trimestre, que deverão mostrar um abrandamento em toda a economia europeia. Os economistas contactados pela Bloomberg aguardam um crescimento em cadeia de 0,3%, bem abaixo dos 0,8% registados no terceiro trimestre.

(...)

A economia japonesa registou uma expansão de 3,7% no quarto trimestre do ano, um ritmo que quase triplica o crescimento registado três meses antes e duplica o previsto pelos economistas.

O crescimento homólogo de 3,7% verificado nos últimos três meses de 2007 compara com o incremento de 1,3% registado no terceiro trimestre. Os economistas estavam à espera de uma aceleração, mas bem mais contida, para 1,7%. Contra o trimestre anterior, o crescimento do PIB japonês situou-se nos 0,9%.

Este crescimento surpreendente da economia nipónica teve hoje um forte efeito na bolsa do país e reduziu as apostas de que o Banco do Japão efectue um corte nos juros. O Nikkei 225 valorizou mais de 4%, conseguindo a maior subida em mais de seis anos.

(...)

Ontem as cotações da matéria prima já tinham fechado o dia em alta, apesar do aumento das reservas de petróleo nos EUA. A impulsionar os preços estão indicadores divulgados na maior economia do mundo, nomeadamente as vendas a retalho, que aumentaram.

Os investidores vêem neste dado um sinal de que os EUA poderão escapar a uma recessão económica. Assim, regressam aos mercados os receios de aumento da procura por parte do maior consumidor mundial de petróleo.

(...)

A economia espanhola fechou o ano a crescer 3,8%. Trata-se do ritmo mais baixo dos últimos dois anos, mas ainda de uma taxa de crescimento robusta. Para 2008, é esperada uma nova desaceleração. O Governo antecipa 3,2%, mas os economistas apontam para números mais modestos na casa dos 2,5%.

(...)

A economia portuguesa voltou a ganhar dinamismo no final do ano passado, tendo sido a que mais acelerou – 0,7% em cadeia e 2% em termos homólogos – no conjunto da Zona Euro que, por seu turno, cresceu 0,4% em cadeia, mais uma décima do esperado pela maioria dos economistas, mas metade do ritmo registado no terceiro trimestre, em resultado do forte abrandamento observado na economia alemã e francesa. Na comparação europeia, confirma-se que Portugal voltou, no conjunto do ano, a expandir-se menos (1,9%) do que a média do euro (2,4%), o que se observa desde 2001.

Mas o facto de a economia portuguesa ter fechado 2007 a crescer quase o dobro da média da área monetária fornece maior probabilidade à previsão do Governo, a única que aponta para o fim da divergência neste ano, com o crescimento português (2,2% é a previsão oficial, que data de Outubro) a superar o da Zona Euro (2%, nas projecções do Executivo).


======
Creio que a fonte destas notícias é o Jornal de Negócios.
======

Cumprimentos e bons negócios.
Sol Dado