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News: O sentimento do mercado - Poço sem fundo ou grande Correcção?

Iniciado por tiagodandre, Janeiro 22, 2008, 14:37

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tiagodandre

Teixeira, Sonae Indústria e Martifer disparam com fecho do trimestre

A sessão de hoje na bolsa portuguesa ficou marcada pela forte valorização de acções menos líquidas e mais penalizadas nas últimas sessões, como a Teixeira Duarte, Sonae Indústria, Martifer e Inapa, um movimento que os operadores atribuem ao fecho do trimestre. (Martifer?? ::))

A Teixeira Duarte foi a estrela da sessão, com uma subida de 10,64% para 1,56 euros. A Sonae Indústria somou 4,22% para 4,45 euros e a Martifer subiu 4,51%. A Inapa esteve também em destaque com uma subida de 5,06% para 0,83 euros.

Em comum estas empresas tem o facto de terem uma liquidez reduzida e terem sofrido fortes quedas nas últimas sessões. Mesmo após estas subidas de hoje, a Teixeira Duarte recua 25,36% este ano. A Sonae Indústria acumula uma queda de 33,08% em 2008.

"Provavelmente são investidores a entrarem no papel numa altura de rearranjos de carteira em fim de trimestre. são títulos muito oscilantes", referiu um operador ao Jornal de Negócios.

A Sonae Indústria deverá estar a encetar uma recuperação técnica já que desceu muito este ano. Depois, em fim de trimestre, pode beneficiar de rearranjos de carteira, tal como outros títulos", disse um trader à Reuters.

"Esta subida [da Teixeira Duarte] estará relacionada com a cobertura de posições 'short' e também com interesse de institucionais, já que o título caiu bastante", afirmou um operador à mesma agência de notícias.

Publicado 27 Março 2008 17:16



Cotadas portuguesas mais generosas vão ter índice próprio

As empresas mais generosas da bolsa de Lisboa vão passar a estar presente num novo índice. O PSI High Dividend, anunciado ontem pela NYSE Euronext, vai nascer no final da próxima semana e contar com dez das vinte empresas presentes no PSI-20, exactamente as que apresentam uma maior rentabilidade líquida do dividendo ("dividend yield").

A composição ainda não é conhecida, mas os cálculos efectuados pelo Jornal de Negócios indicam que a Portugal Telecom, a Sonae Indústria e o Banco BPI serão as cotadas com maior ponderação.

Publicado 27 Março 2008 0:35


Isto há com cada uma.... ::)
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

E volta o optimismo.... ::)


Desemprego na Alemanha cai para mínimos de 15 anos

O número de desempregados na Alemanha, a maior economia da Europa, caiu mais do que o esperado para o nível mais baixo dos últimos 15 anos no mês de Março, com as empresas a aumentarem os seus quadros em resultado do aumento das encomendas de automóveis e maquinaria industrial.

A taxa de desemprego, ajustada a variações sazonais, desceu para 7,8% dos 8% verificados em Fevereiro, segundo os dados oficiais citados pela Bloomberg, fixando-se assim no nível mais baixo desde Agosto de 1992. Os analistas consultados esperavam uma quebra para 7,9%.

"A tendência no mercado laboral continua a ser positiva e irá permanecer positiva por mais algum tempo", afirmou Dirk Faltin, economista da UBS, à agência noticiosa Bloomberg.

Este dado vem juntar-se a uma série de outros indicadores positivos divulgados na Alemanha que indicam que a maior economia europeia está a ser capaz de resistir ao abrandamento do crescimento global, aos preços recorde do petróleo e à subida do euro para máximo histórico face ao dólar.

Publicado 1 Abril 2008 10:31



Bolsas europeias avançam com optimismo que perdas com "subprime" estejam perto do fim

As bolsas europeias seguiam a negociar em alta, recuperando das quedas da sessão de ontem, animadas pela especulação dos investidores de que o final das perdas relacionadas com a crise do mercado de crédito imobiliário de alto-risco possam estar perto do fim para as instituições financeiras.

O UBS liderava os ganhos do sector ao subir 7,14% depois de ter chegado a avançar 10,40%, a beneficiar da especulação de que os 19 mil milhões de dólares de perdas adicionais e o aumento de capital que será obrigado a realizar pode assinalar um ponto de viragem. Esta notícia não está a ser encarada negativamente, com o mercado a considerar que já estava "incorporada".

Também a Unilever subia 2,26% para os 21,75 euros, após o Deutsche Bank ter revisto em alta a recomendação para as acções da empresa de "manter" para "comprar".

O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 subia 1,2% recuperando do seu pior primeiro trimestre desde 1987.

"Podemos imaginar que o pior pode estar atrás de nós", referiu Nathalie Pelras, gestora de fundo no Richelieu Finance, citada pela agência Bloomberg. " O aumento de capital do UBS é garantido, logo não há preocupações financeiras. Isto permite aos investidores ver o copo meio cheio", sublinhou a mesma responsável.

Em Madrid, o IBEX [Cot] somava 0,85% para os 13.381,80 pontos, animado pelos ganhos do BBVA e da Inditex que somavam 2,01% e 6,68%, respectivamente. Do lado oposto, a Repsol recua 0,23% para os 21,81 euros.

O Footsie londrino valorizava 0,78% para os 5.746,30 pontos a beneficiar dos ganhos da Glaxosmithkline que apreciava 2,53% e da Astrazeneca que ganhava 5,15%.

Em Paris, o sector financeiro favorecia o ganho de 1,27% para os 4.766,97 pontos do CAC [Cot]. O BNP Paribas subia 4,01% para os 66,45 euros, enquanto o Société Générale ganhava 4,82% para os 65,01 euros.

O DAX [Cot] ganhava 1,42% para os 6.628,01 pontos, com a Siemens a apreciar 1,52% para os 70,24 euros e a Allianz a somar 1,83% para os 128,08 euros.

Em Amesterdão, o AEX [Cot] avançava 0,91% para os 446,45 pontos suportada nos ganhos do ING que apreciava 2,53% para os 24,32 euros e da Unilever

Publicado 1 Abril 2008 11:33



Segundo a BlackRock Merrill Lynch
Acções europeias "estão baratas" e têm "forte potencial de subida"


A BlackRock Merrill Lynch considera que as acções europeias estão baratas e oferecem oportunidades de investimento muito atractivas, depois da turbulência dos mercados financeiros no primeiro trimestre.

"As avaliações das acções europeias estão a ficar cada vez mais baratas, com o preço pago pelos lucros (PER - 'price earnings ratio') a continuarem a aproximar-se de um dígito, para o nível mais baixo desde 1988", explica a gestora de activos americana numa nota emitida hoje.

Após um período em que os mercados foram dominados pelo receio dos investidores face à deterioração do cenário macroeconómico, causado pela crise no mercado hipotecário norte-americano, a BlackRock Merrill Lynch reconhece a existência de "um potencial significativo nas acções europeias", que oferecem "grandes oportunidades de investimento em diversos sectores".

A suportar o optimismo, a gestora americana realça ainda que as acções europeias serão impulsionadas pela atractiva rentabilidade dos dividendos e pelos programas de recompra de acções próprias em curso em muitas empresas europeias.

Publicado 1 Abril 2008 11:59
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bluexip


isto não muda nunca Tiago...

gosto especialmente da reacção na UBS. outras se seguirão. a coisa está tão má que só pode ter um desfecho...

a cereja no bolo será depois ver reacção da malta da cosmetica ::)

cumprimentos,
bluexip
Ever wonder why fund managers can't beat the S&P 500? 'Cause they're sheep, and sheep get slaughtered.
- Gordon Gekko in Wall Street

egas

estao a ver o regresso do TOURO no seu mais belo explendor ;D ele ja vem todo embalado nos corredores da praca so lhe falta encontrar a saida certa para entrar na ARENA  ;D com o tempo ele leve tudo a frente ;)

tiagodandre

Fusões&Aquisições animaram mercados europeus

Os principais índices europeus terminaram a sessão desta segunda-feira positivos, impulsionados pelo anúncio de mais de 8,9 mil milhões de euros em fusões, do Merrill Lynch ter afirmado que o pior da crise nos mercados de crédito já passou e do Goldman Sachs ter recomendado os investidores a comprar acções das empresas de mineração.

Cristina Barreto

Segundo um especialista, "as fusões e aquisições continuam, como tal assistimos apenas a uma pausa e não ao fim do movimento de consolidação. Este é um bom sinal para os mercados".

Assim, a liderar os ganhos estiveram as acções do grupo suíço UBS, o maior banco da Europa em activos, que dispararam 5,8% para os 35,4 francos, o máximo em cinco semanas, dado o Merrill  Lynch ter revisto em alta a sua recomendação para este papel de 'Manter' para 'Comprar' e do ter adicionado à sua tabela de preferidos 'Europe 1'.

O mesmo sucedeu com a Anglo American, a segunda maior empresa de mineração do mundo, que ganhou 4% para 3287 pence, na sequência do Goldman Sachs ter incluído este título na sua lista de "compra convicta" e de ter fixado a sua estimativa de preço por acção em 3945 pence.

O banco de investimento norte-americano melhorou também a sua recomendação para as acções das empresas de mineração em geral de 'Neutral' para 'Atractiva', com base nas expectativas de aumento dos preços dos metais. Pelo que a britânica BHP Billiton, a maior empresa do sector a nível mundial, pulou 4,2% para os 1685 pence, enquanto que a sua compatriota Rio Tinto, a terceira maior, acelerou 2,6% para os 5840 pence.

Já a Vedanta Resources, a maior produtora de cobre na Índia, disparou 4,9% para os 2287 pence, após o Goldman ter alterado a sua recomendação de 'Neutral' para 'Comprar'.

Nota ainda para a valorização do grupo suíço Nestlé, que subiu 1% para os 516,5 francos, depois desta ter anunciado que chegou a um acordo com a Novartis para a venda de uma participação de 25% no capital da sua filial norte-americana Alcon, a maior fabricante mundial de tratamentos para os olhos, por 11 mil milhões de dólares (7 mil milhões de euros). Mediante este acordo, a farmacêutica suíça tem ainda direito, numa segunda fase, a exercer uma opção de compra de outros 52% do capital da Alcon, por 28 mil milhões de dólares (17,8 mil milhões de euros).

Deste modo, o Ibex-35 de Madrid avançou 0,53% para os 13 919,60 pontos, o Mib-30 de Milão progrediu 0,81% para os 33 617,00 pontos e o DAX Xetra de Frankfurt aumentou 0,85% para os 6821,03 pontos, enquanto que o CAC-40 de Paris acelerou 0,89% para os 4944,60 pontos e o FTSE-100 de Londres ganhou 1,14% para os 6014,80 pontos.

Europa/Fecho 2008-04-07 17:15
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Análise JPMorgan
Oito razões para estar optimista e comprar acções


A crise financeira mundial está a afastar os investidores das acções. Mas para o JPMorgan já não existem razões para isso, pelo menos na Europa. O banco de investimento acaba de reforçar a recomendação aos investidores para comprarem acções. E enumera oito razões para se ser optimista na actual turbulência dos mercados.

Em primeiro lugar, os analistas realçam que o cenário de recessão económica "já está, em grande parte, incorporado no preço das acções", cumprindo-se, assim, a tendência histórica para as acções atingirem valores mínimos entre quatro e seis meses antes do começo do período de recessão.

A confirmar o primeiro pressuposto, estão diversos modelos técnicos de avaliação, que, salienta o banco, indicam que as acções europeias já entraram em território de "comprar". O índice de referência MSCI Europe, por exemplo, está no nível mais barato dos últimos 17 anos, ao transaccionar com um preço face aos lucros (PER – 'price earnings ratio') de 10,5 vezes.

Também a "resposta sem precedentes da Reserva Federal norte-americana" à crise financeira, marcada por sucessivos cortes de juros e injecções de liquidez no mercado, assim como a "resistência dos mercados emergentes", que permanecem quase imunes à turbulência mundial, deverão, na óptica da instituição, justificar uma maior confiança.

Outro contrapeso à crise no sector financeiro, é o aumento do número de operações de anulação de capital próprio por parte das empresas não financeiras. Só nos Estados Unidos, no quarto trimestre, estas operações atingiram o valor recorde de 1,2 biliões de dólares (equivalente a 763,36 mil milhões de euros).

O JPMorgan acredita ainda na moderação na inflação nos próximos meses, "em resposta ao abrandamento do crescimento económico". Contudo, mantém a expectativa na recuperação do crescimento no segundo semestre.

O optimismo do banco norte-americano é, por último, justificado pela convicção que a recente melhoria dos resultados das empresas "parece ter vindo para ficar", apesar das pressões verificadas nos sectores mais cíclicos.

Embora reconheça que as revisões em baixa das estimativas de resultados, a apreciação do euro e os elevados preços do petróleo possam ameaçar o desempenho do mercado europeu, para o JPMorgan a principal ameaça será a extensão profunda da crise do crédito na economia real.

Publicado 8 Abril 2008 0:05



JP Morgan atribui potencial de queda entre 10% e 30% a bancos espanhóis

A JP Morgan, numa nota de investimento sobre cinco bancos de retalho espanhóis, atribuiu um potencial de desvalorização entre 10% e 30% aos mesmos, sublinhando que o seu desempenho recente tem ignorado os riscos macroeconómicos e de financiamento.

O banco de investimento avalia o Banesto em 12,80 euros por acção, o Sabadell em 6,50 euros, o Banco Popular em 11,10 euros, o Banco Pastor em 10,40 euros e o Bankinter em 8,20 euros por acção.

O maior potencial de desvalorização é apresentado pelo Bankinter (30%), enquanto o menor pertence ao Banesto (10%). Já o Popular tem um potencial de queda de 17%, o Sabadell de 21% e o Pastor de 14%.

"Continuamos estruturalmente cautelosos quanto aos bancos de retalho espanhóis, com limitações de liquidez não resolvidas combinadas com um progressivamente negativo fluxo de notícias económicas/imobiliárias", refere a nota de investimento da JP Morgan.

A mesma fonte frisa que o mercado tem sido "demasiado complacente" com estes riscos nas últimas semanas, sendo que considera as avaliações actuais como boas oportunidades de venda, pois todos os bancos negoceiam entre 10% e 30% acima dos seus preços-alvo.

Tendo em conta os múltiplos mais razoáveis, o Banesto continua a ser o favorito da JP Morgan entre os bancos de retalho espanhóis. O banco de investimento acredita que o Pastor enfrenta o "outlook" de liquidez mais favorável em 2008/2009.

Publicado 8 Abril 2008 11:31



Banco de Espanha
"Bancos podem enfrentar dificuldades se a crise do crédito se prolongar"


"Os bancos podem enfrentar dificuldades se a crise do crédito se prolongar". O alerta foi deixado por José Luis Malo de Molina, director do gabinete de estudos do Banco de Espanha. A instituição mantém, por agora, as suas previsões de crescimento mas antecipa "claros riscos de revisão em baixa".

O Banco de Espanha estima que a economia vai crescer 2,4% em 2008, e 2,1% em 2009, mas alerta para "claros riscos de revisão em baixa". Ainda assim, a instituição prevê que a economia espanhola vai continuar a criar emprego em 2008 e em 2009.

Malo de Molina reiterou que o sector bancário espanhol "tinha uma margem de manobra razoável antes da crise devido à sua elevada rentabilidade e solvência". No entanto, a duração da turbulência financeira é "um inegável factor de risco".

"Os bancos podem enfrentar dificuldades se a crise do crédito se prolongar", alertou Molina.

Entretanto, o centro de estudos do BBVA apresentou previsões mais pessimistas para a economia espanhola. O banco estima que o produto interno bruto vai crescer apenas 1,9%, em 2008, e 1,4% em 2009.

Publicado 8 Abril 2008 12:08
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tiagodandre

EDP, Cimpor e Martifer são os 'top-picks' dos gestores para Abril

A EDP, a Cimpor e a Martifer são os títulos favoritos ('top-picks') para o próximo mês, de acordo com um inquérito realizado pela Reuters junto dos gestores de fundo do BPI, Santander, Banif e ESAF.

Sara Gamito

A escolha da EDP pelos gestores deve-se à perspectiva de colocação em bolsa da sua divisão de renováveis.

"Após [a EDP] ter sido bastante penalizada com os receios de não concretização do IPO da EDP Renováveis, esta volta a ser uma aposta interessante", afirmou à Reuters um gestor do Banif. 

Quanto à Cimpor, os especialistas destacam que, desde o início do ano, o papel perdeu 1,25%, mas que no espaço de um mês a cimenteira registou um ganho de cerca de 9% em bolsa. No final de Março, a empresa anunciou um reforço da sua participação na cimenteira indiana Shree Digvijay.

A Martifer, que registou uma valorização de 7% desde o início de 2008, deverá ser beneficiada futuramente com uma maior clarificação dos seus projectos na área das energias renováveis, consideram os gestores de fundo entrevistados. 

Poll 2008-04-10 13:38



Previsões da Wal Mart contrariam fecho de fundos da Lehman (act)

As bolsas norte-americanas seguem mistas, com a revisão em alta dos resultados da Wal Mart e a descida dos pedidos de subsidio de desemprego a darem suporte aos índices accionistas, contrariando o efeito negativo do fecho de fundos por parte da Lehman Brothers.

O Nasdaq subir 0,47% para 2.332,97 pontos e o Dow Jones cede 0,04% para 12.523,6 pontos.

As bolsas europeias estão a negociar com quedas em torno de 1% e os futuros apontavam para uma abertura em queda de Wall Street. As previsões da Wal Mart e os dados dos pedidos de subsidio de desemprego contrariaram a tendência negativa.

A Wal-Mart aumentou as suas previsões para o primeiro trimestre deste ano depois das vendas terem aumentado 0,7% no mês de Março. As acções da retalhista subiam 1,48%.

Os pedidos de subsídio de desemprego nos EUA diminuíram na semana passada, registando a maior queda desde Setembro de 2005, enquanto o número de pessoas que está a beneficiar destes subsídio cresceu para o nível mais elevado dos últimos quatro anos.

Este dado económico está também a sustentar a subida das acções, uma vez que diminui os receios com uma recessão acentuada na maior economia do mundo.

A pressionar as bolsas estão as cotadas do sector financeiro, depois da Lehman ter anunciado que liquidou três fundos de investimento devido aos problemas que estão a envolver os mercados.

O Citigroup caia 1,19% e o JPMorgan desvalorizava 0,88%.

Publicado 10 Abril 2008 15:11
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

CaixaBI recomenda comprar acções do BCP, BES e BPI

O CaixaBI anunciou hoje que começou a acompanhar o BCP, o BES e o BPI, atribuindo aos três bancos uma recomendação de 'Comprar', reiterando a confiança na Banca portuguesa.

Mafalda Aguilar

BCP
No que toca aos preços-alvo, no caso do BCP, a casa de investimento atribuiu um valor de 2,40 euros, o que confere ao maior banco privado português um potencial de subida de 21,5% face à cotação actual.

Numa nota de análise de hoje, André Rodrigues, analista do Caixa BPI, explica que "depois da instabilidade vivida no banco durante o ano de 2007 e início de 2008, que culminou num ano perdido com um ano de atraso na concretização dos objectivos inicialmente delineados, o BCP tem agora uma nova equipa de gestão", que "demonstrado que coloca a recuperação da credibilidade do banco no topo das prioridades. E este facto, aliado à pacificação da estrutura accionista representa uma boa noticia".

Para André Rodrigues, "as operações na Europa de Leste, Polónia e Roménia, e na Grécia serão os pilares impulsionadores do crescimento do BCP nos próximos trimestres",  no entanto, no curto-prazo, "o título continuará influenciado pelo fluxo de notícias decorrentes da operação de aumento de capital em curso".

O banco liderado por Carlos Santos Ferreira negoceia, pelo segundo dia, os direitos relativos ao aumento de capital em curso de 1,3 mil milhões de euros. O encaixe realizado com a operação, tomada já pelos bancos Merrill Lynch e Morgan Stanley, servirá para reforçar os rácios de capital do banco liderado por Carlos Santos Ferreira e para financiar o crescimento orgânico da instituição.


BPI
Quando ao BPI, o CaixaBI vê um potencial de subida de 29% face à cotação actual, tendo fixado o preço-alvo nos 4,80 euros.

"Consideramos que o BPI tem um posicionamento adequado no mercado de concessão de crédito a empresas aliado a uma estrutura de financiamento mais favorável que o BCP e o BES na medida em que a proporção de financiamento obtida no mercado de retalho é bastante inferior à dos seus dois pares. Consequentemente, o BPI tem um peso considerável do seu financiamento em depósitos de particulares, o que deve ser encarado, face às actuais opções de financiamento como uma vantagem", afirma André Rodrigues.

Além disso, André Rodrigues classifica como bastante positiva a estabilidade decorrente da coesão existente na estrutura accionista do banco, a qual permitirá a concretização sem dificuldades da actual operação de aumento de capital de 350 milhões de euros.

O CaixaBI nota, no entanto, que o banco liderado por Fernando Ulrich depara-se com um "obstáculo" relevante: a firme determinação das autoridades angolanas na abertura do capital do Banco Fomento de Angola, 100% detido pelo BPI.

"De acordo com a opinião parece-nos evidente que esta operação se concretizará a curto/médio prazo com a venda de cerca de 49,9% do capital do Banco Fomento de Angola (BFA) a entidades angolanas", defende André Rodrigues, acrescentando que "esta operação poderá ser a génese de uma nova estratégia da instituição.

"De facto, com a estabilização dos rácios de capital decorrente da operação de aumento de capital em curso, a venda do BFA não é necessária numa abordagem estritamente de reforço de capitais. Daí que a injecção de liquidez decorrente desta presumível venda permita à administração reequacionar a estratégia de crescimento do Grupo", conclui.


BES
Por último, a casa de investimento chegou ao preço-alvo de 16,8 euros para o BES, representando um potencial de valorização de 46% em relação à cotação actual.

O mesmo analista considera que BES apresentou uma performance bastante positiva tanto a nível das operações domésticas como internacionais.

"É nosso entendimento que a falta de rumo do BCP durante 2007 abriu espaço para a aceleração do BES no mercado doméstico, sendo esse fenómeno visível em termos de ganhos de quota de mercado, de captação e fidelização de clientes ou de crescimento do crédito concedido", indica o documento.

Na opinião de André Rodrigues, o BES está bem posicionado para tirar vantagem do actual perfil de recuperação da economia portuguesa. "De facto, acreditamos que o crescimento do crédito concedido nos próximos anos terá como principal fio condutor a concessão de crédito a empresas, nomeadamente PME's, por oposição à forte dinâmica patenteada pela concessão de crédito a particulares nos últimos anos."

"Concluímos por isso que, aproveitando a aceleração de 2007, e a sua abordagem estratégica, o BES poderá ter um desempenho superior aos seus pares no que se refere à concessão de crédito a empresas", acrescenta o analista.

Assim, às 8h01, o BCP valorizava 1,02% para os 1,975 euros, o BPI somava 0,54% para os 3,72 euros e o BES crescia 0,35% para os 11,5 euros.

Nota de análise 2008-04-11 08:07
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buypsi

Boa sorte para eles ..!!  ;D

Já agora tiagodandre  guias-te pelas noticias desses maretas tugas :o

Eu faço precisamente o contrário que eles aconselham  ;)

buypsi

 

A crise global no mercado do crédito piorou no último mês e a recuperação do sector  poderá só se dar no próximo ano, segundo o director financeiro da Lehman Brothers, Erin Callan.

"Março foi um mês muito, muito duro", afirmou Callan hoje em entrevista ao canal televisivo da Bloomberg. "Não creio que isto mude nos próximos meses. Teremos de olhar para 2009 para então começarmos a vislumbrar uma inversão de tendência", salientou o CFO da Lehman.

As declarações de Callan contrastam com os comentários feitos ontem por Lloyd Blankfein, CEO da Goldman Sachs. Blankfein disse aos accionistas, na AG anual da casa de investimento, que "estamos mais perto do fim do que do início da crise".

Também John Mack, CEO da Morgan Stanley, se pronunciou esta semana sobre a actual crise, dizendo que a contracção do mercado do crédito irá provavelmente "durar mais dois trimestres".

"Outros analistas poderão estar mais optimistas quanto ao final da crise, mas penso que só em 2009 é que poderá haver algum optimismo em relação à indústria e aos mercados como um todo", salientou Callan.

A Lehman Brothers anunciou anteontem que teve de "salvar" cinco fundos de dívida de curto prazo, penalizados pelo congelamento no mercado do crédito. A Lehman retirou 1,8 mil milhões de dólares de activos sem liquidez dos fundos para as suas contas e apresentou uma perda de 300 milhões de dólares no primeiro trimestre.

Os maiores bancos mundiais já apresentaram 245 mil milhões de dólares em amortizações de activos e perdas decorrentes da crise do crédito desde o início de 2007.

Os títulos financeiros têm sido os mais castigados nas bolsas internacionais devido a esta crise, que começou com o segmento dos empréstimos de alto risco ("subprime").

Hora deixa lá eu ivernar e esperar melhores dias ... ::)

tiagodandre

Citação de: buypsi em Abril 11, 2008, 17:47

Já agora tiagodandre  guias-te pelas noticias desses maretas tugas :o



buypsi...se me conhecesses não farias essas perguntas...caso não tenhas visto o título do tópico... NEWS: O SENTIMENTO DO MERCADO... ::)

O que eu coloco aqui são notícias, algumas que estou de acordo outras nem tanto!! ::) Não aquilo que penso, mas aquilo que pensam outros agentes do mercado...e uma nota de research que contempla os 3 principais bancos portugueses, acho que merece ser citada... 8)

Bem, mas se calhar estou errado, e este tópico não faz mais sentido!...melhor para mim que assim não perco tanto tempo...aliás, o tempo que disponho começa a ser cada vez menor, e se calhar é melhor começar a cortar em algumas coisas! ;)


Cump.


PS: Fico-me apenas pelo Barómetro agora....
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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