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Standard & Poor’s coloca notação de dívida da PT com implicações negativas

Iniciado por notiCIas, Fevereiro 07, 2006, 17:43

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Standard & Poor's coloca notação de dívida da PT com implicações negativas

A agência de notação colocou hoje a qualidade da dívida da Portugal Telecom em observação, com implicações negativas, após o anúncio da OPA da Sonae SGPS. Segundo a S&P, a OPA, em caso de sucesso, poderá resultar num aumento significativo da dívida da empresa, expondo os obrigacionistas a um maior risco.

A Standard & Poor's (S&P) tem uma classificação de «A-» para a dívida de longo prazo da Portugal Telecom (PT) [Cot] e uma notação de «A-2» para o endividamento de curto prazo.

A colocação da dívida da PT em «creditwatch» reflecte «a possibilidade da OPA, em caso de sucesso, poder resultar num aumento significativo da dívida da empresa, expondo os obrigacionistas a um maior risco», segundo o analista da agência de «rating» Leandro de Torres Zabala.

A OPA da Sonae incide sobre a totalidade do capital da PT e também sobre 390 milhões de euros de obrigações convertíveis.

Segundo a agência de notação, ainda não se conhecem as propostas para financiar a operação, mas é provável que seja com recurso ao endividamento, «já que o valor de mercado da PT é muitas vezes maior do que o valor da Sonae SGPS».

«Além disso, a dívida sénior dos eurobonds da PT oferece uma protecção aos investidores em caso do OPA» e, como resultado, «não podemos descartar um "downgrade" em todas as categorias».

Torres Zabala diz ainda que o défice «significante» do fundo de pensões da PT e uma eventual mudança na parceria com a Telefónica para o mercado brasileiro são risco adicionais para a dívida da PT.

«Continua também por definir qual será o próximo passo da France Télécom já que controla 24% do capital da Sonaecom», comenta a S&P.

A última grande emissão de dívida feita pela PT aconteceu em Junho de 2005, com a colocação de uma emissão de 500 milhões de euros, com maturidade a 20 anos.

A 17 de Março de 2005, a PT tinha colocado uma emissão a sete anos [de 750 milhões de euros], com um cupão de 3,75%, e uma emissão a 12 anos [de 500 milhões de euros] com uma taxa de cupão de 4,375%.

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