Clubeinvest.com — Arquivo Histórico (1997-2011)
Esta é uma cápsula do tempo da comunidade financeira portuguesa. Login activo para membros.
Clubeinvest.com
Home Privado Fórum Acções Índices Metastock Portfolio Managers Publicações Blogs Contacto
 

Editar as notícias:

Novos ficheiros de actualização para Metastock e Bases de Dados disponíveis para milhares de acções e índices.

Menu principal

A luz ao fundo da escadaria?

Iniciado por alpino, Outubro 13, 2008, 00:17

Tópico anterior - Tópico seguinte

alpino

Entendo pouco de finanças, mas as várias decisões que houve nestes últimos dias, em Londres (governo britânico), Washington (G-8) e no Congresso americano,  e em Paris (Eurogrupo), podem ajudar a restabelecer a confiança no sistema financeiro mundial, em especial no crédito interbancário e na garantia dos depósitos dos particulares e empresas. Esta coordenação a nível mundial  e a intervenção dos Estados em várias entidades financeiras em risco, tudo mais ou menos em simultâneo, são essenciais e são em minha opinião a chave do problema.

Mas, raciocinando com a minha cabeça de leigo,  a questão que ponho é a de saber se de facto as garantias dadas pelos Estados farão com que um banco 100% privado (de um país qualquer), sem qualquer participação do Estado no seu capital  e por isso sem estar na sua administração, conseguirá mesmo assim financiar-se junto de outros bancos, do mesmo país ou de outros países. Porque as garantias têm limites, mesmo que alguns políticos digam que essas garantias são ilimitadas. Ora, só serão ilimitadas se a fábrica do dinheiro tiver ordem para imprimir mais notas, né? E se tiver, a inflação irá por aí acima e a bica em vez de 0,50 € passará a custar 1, 2, 3, 5 ou 10 euros...

E outra dúvida que nos deve preocupar é a de saber se certos tubarões, grandes accionistas de alguns bancos, não aproveitarão estas garantias dos Estados para safarem o seu com truques e deixarem atrás de si quem feche a luz. Não me refiro a accionistas institucionais (bancos, fundos de pensões, etc.), mas sim a tubarões do tipo G. Soros, Buffet, máfia russa, etc.

Seja como for, parece haver já uma luz ao fundo do túnel. Até porque não há mar sem fundo...
Quem jogar no curto prazo, tem aí com que se entreter. Penso eu de que.... :-)

Para quem joga a longo prazo, o melhor é deixar que a economia se afunde como consequência desta trapalhada toda (este afundamento é inevitável),  manter o dinheirinho em depósitos a prazo, e então depois, dentro de alguns anos, com as acções ainda a patinarem nos patamares baixos da escadaria, abastecer-se para vender um ou dois anos depois (a uma nova geração de jogadores de casino), no último terço da rampa ascendente. Sim, nesse terço, porque as árvores não sobem até ao céu. :-)