Clubeinvest.com — Arquivo Histórico (1997-2011)
Esta é uma cápsula do tempo da comunidade financeira portuguesa. Login activo para membros.
Clubeinvest.com
Home Privado Fórum Acções Índices Metastock Portfolio Managers Publicações Blogs Contacto
 

Editar as notícias:

As mensagens escritas no Phorum (1997-2002) estão guardadas aqui: /phorum3/

Menu principal

Será a história a repetir-se?

Iniciado por AC-MARKETS, Março 29, 2006, 18:55

Tópico anterior - Tópico seguinte

AC-MARKETS

Boas tardes e saudações de Genebra.

Se a Reserva Federal Norte Americana seguir os seus feitos históricos, irá aumentar as taxas de juro entre duas e oito vezes até parar. Depois de quinze aumentos consecutivos as taxas de juro reais ainda estão meio ponto percentual abaixo da média de longo prazo. Sendo que a taxa de juro dos fundos Federais se encontra 2% abaixo do valor que esteve quando o FED encontrou o ponto entre forte crescimento e inflação baixa.

Nos calcanhares da decisão do FED em aumentar as taxas de juro para os 4.75% ontem está a pergunta que toda a gente está a fazer, até aonde é que irão os aumentos das taxas de juro. A verdade é que ninguém sabe ao certo. Irá depender exclusivamente dos dados, especialmente a inflação, o emprego e o crescimento económico.

Enquanto que cada ciclo económico é diferente um do outro, é sempre bom saber o que o FED tem feito em circunstâncias parecidas. O que será normal para o FED. Uma análise simples mostra que a média histórica das taxas de juro é mais alta do que aquela a que se encontra neste momento.

Ao longo dos últimos 50 anos a taxa média tem sido de 5.85%, sendo que esta média está distorcida por sete anos no início dos ano 80 quando as taxas de juro atingiram um número de dois dígitos. A melhor táctica de analisar o impacto que as taxas de juro tem na economia é olhando para a taxa de juro real e retirando daí a taxa de inflação.

Ajustado para o aumento do Índice de Preços ao Consumo a taxa real dos fundos Federais tem tido uma média de 1.75% desde 1956. Actualmente a taxa real é de cerca de 1.10%, sendo que a taxa de juro federal se encontra a 4.75% e a taxa de inflação está a 3.65%.

Para voltar a colocar as taxas na média dos últimos 50 anos o FED teria que aumentar as taxas de juro ou baixar a taxa de inflação em 0.65%. Se calhar 50 anos é um prazo muito longo para termos uma ideia exacta, sendo que nesse período estão tempos de inflação baixa e crescimento moderado e tempos de inflação alta e zero crescimento.

O FED terá conseguido uma aterragem suave na economia em 1995, desde 1994 até meados de 1998 o FED terá conseguido manter as taxas entre 5.25% e 6%. A economia prosperou a uma taxa de crescimento de 3.7% com a inflação a 2.5%. Se a taxa de inflação moderar para cerca de 2.5% poderá ser que parem de aumentar as taxas nos 5.50%.

O ano passado com os oito aumentos realizados á taxa de juro nos Estados Unidos o Dólar terá valorizado 14% contra o Euro e contra o Iene. Os ganhos contra o Iene em 2005 foram conduzidos em parte com os investidores a procurarem maior rendimento para o seu capital no estrangeiro.

O Euro poderá ser suportado pelas provas de um aumento da actividade económica na região. A Confiança dos Consumidores Alemães terá subido ao nível mais alto ontem em mais de quatro anos. Num relatório separado, o Índice de Confiança da Empresas terá registado o seu valor mais elevado desde Abril de 1991. O Banco Central Europeu (BCE) terá aumentado as taxas de juro pela primeira vez em Dezembro de 2005 desde há cinco anos, tendo feito novo aumento a 2 de Março deste ano.

Um dos membros do conselho do BCE o sr. Yves Mercsch terá dito que o banco ainda tem que provar o que diz para combater a inflação. Os investidores aumentaram as suas apostas de que o BCE irá aumentar as taxas de juro para 3.25% até ao final do ano.

No Reino Unido a Libra Inglesa terá sofrido uma queda esta manhã depois de os dados do déficit comercial terem alargado para –11 biliões de Libras no último período de 2005. O mercado estava á espera de um valor menor de –7.0 biliões de Libras, sendo que o anterior valor terá sido de –10.2 biliões de Libras.

Adicionando a isto está o facto de os pedidos de hipotecas terem descido para 115 mil em Fevereiro, um mínimo de três meses. Estes dados sugerem que a reviravolta do mercado imobiliário no Reino Unido, que vale cerca de $6 triliões, poderá não ser tão robusto como as projecções sugerem. O crescimento da Balança comercial deverá impedir o Banco de Inglaterra de cortar nas taxas de juro mesmo que a actividade económica abrande consideravelmente.

Como resultado deste abrandamento a situação poderá tornar-se numa recessão, não sendo este o melhor desfecho para os ouvidos dos investidores. Como resultado destas noticias os investidores apressaram-se a vender Libras hoje.

Os inventários de gasolina nos Estados Unidos terá descido 5.4 milhões de barris na semana que terminou a 24 de Março para um total de 216.3 milhões de barris. Os inventários ainda estão 0.2% acima do valor no mesmo período do ano passado.

O inventário de crude terá aumentado 2.1 milhões de barris com o total em armazém a chegar aos 340.7 milhões de barris, sendo 8.2% acima do valor no mesmo período o ano passado. O preço do barril terá atingido os $66.40 o barril hoje.

Tecnicamente o EUR/USD estava com suporte chave a 1.1960, tinha suporte inicial a 1.1981, tinha suporte forte a 1.1920 e mais á frente a 1.1874. Estava com uma tendência para baixo hoje mas tinha resistência inicial a 1.2033. Tinha resistência chave a 1.2051, tinha resistência mais forte a 1.2073 e mais forte a 1.2136. Abriu a sessão a 1.2005. Fez um máximo de 1.2023 e um mínimo de 1.1981 hoje. Fechou a sessão a cotar-se a 1.2014 a subir 0.07%.

O GBP/USD estava com resistência inicial a 1.7463. Tinha resistência chave a 1.7486 e resistência mais forte a 1.7503 e mais forte a 1.7577. Tinha suporte inicial a 1.7389 e tinha suporte chave a 1.7364 e tinha suporte mais forte á frente a 1.7349 que foram todos quebrados tendo feito 1.7315 de mínimo hoje. Tinha mais suporte á frente a 1.7302. Tinha tendência para mista hoje. Abriu a sessão a cotar-se a 1.7426. Fez um máximo de 1.7442 hoje. Fechou a sessão a cotar-se a 1.7340 a descer 0.49%.

O USD/JPY tinha suporte inicial a 117.42. Tinha suporte chave a 117.28. Tinha suporte mais forte a 116.80 e á frente a 116.33. O Iene estava com uma tendência mista hoje. Tinha resistência inicial a 118.05 que foi quebrada tendo feito 118.20 de máximo hoje. Tinha resistência chave a 118.27. Tinha resistência mais forte a 118.58 e a 118.98. Abriu a sessão a cotar-se a 117.76. Fez um mínimo de 117.60 hoje. Fechou a sessão a cotar-se a 117.89 a subir 0.11%.

O USD/CHF estava com uma tendência mista hoje. Tinha resistência inicial a 1.3117 que foi quebrado tendo feito 1.3125 de máximo hoje. Tinha resistência chave a 1.3135, tinha resistência mais forte a 1.3152 e á frente a 1.3205. Tinha suporte inicial a 1.3064. Tinha suporte chave a 1.3036, tinha suporte mais forte a 1.3011 e á frente a 1.2990 e mais á frente a 1.2965. Abriu a sessão a cotar-se a 1.3090. Fez um mínimo de 1.3070 hoje. Fechou a sessão a cotar-se a 1.3118 a subir 0.21%.

Esperamos que conseguiram seguir os nossos gráficos com toda a conveniência e em tempo real na nossa página da net e através das nossas plataformas de negociação. É a nossa esperança que tenham conseguido muitos e bons negócios hoje e que tenham conseguido alcançar os objectivos traçados. As oportunidades ás vezes só batem uma vez, há que saber aproveitá-las.

Só resta desejar que tenham um resto de um excelente dia.

Até amanhã.

ADVANCED CURRENCY MARKETS, S.A
Genebra (Suíça)