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Esquemas de pirâmide e a Seg. Social

Iniciado por camafeu, Janeiro 10, 2009, 03:30

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camafeu

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&id=346122

O mundo é uma pirâmide

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) tem vindo a alertar para a necessidade de melhorar a literacia financeira.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) tem vindo a alertar para a necessidade de melhorar a literacia financeira. Devido à progressiva substituição dos sistemas de segurança social com regime contributivo e de benefício garantido por regimes de capitalização com contribuição definida, as famílias dependem cada vez mais de si próprias para assegurar o rendimento durante o período de reforma, importando que façam escolhas informadas de aplicação das suas poupanças. Assim, como sugere a OCDE, os particulares têm necessidade de adquirir conhecimentos sobre o funcionamento dos mercados financeiros e desmistificar alguns conceitos tradicionais.

É relativamente consensual que as famílias terão de constituir uma poupança entre 20% e 30% do seu rendimento presente para assegurar um padrão de consumo durante a reforma semelhante ao que desfrutam actualmente. Nos países europeus, parte da poupança é realizada através de contribuição social compulsiva. Enquanto nos EUA, a poupança para a reforma assenta em fundos de pensões privados, constituídos por particulares ou empresas, num regime de contribuição definida, na Europa, apesar de estarem em retrocesso, ainda dominam os regimes contributivos de benefício garantido.

Nos EUA, os trabalhadores, que agora se estão a reformar, vão receber os frutos da sua poupança acumulada, ao longo de anos, em fundos. Estes terão sido investidos em instrumentos financeiros ou imobiliário, dependendo a sua rendibilidade da evolução dos mercados. Na actual conjuntura, poderão não receber muito mais do que investiram, arriscando-se a receber menos. A evidência com que os americanos a caminho da reforma se defrontam não é muito diferente da que se deparará às novas gerações dos trabalhadores europeus, em cujos países o regime de protecção da segurança social tem encolhido. Tem-se abandonado o sistema em que quase independentemente das contribuições realizadas ao longo da vida os estados asseguravam uma pensão futura conhecida à partida.

O regime de segurança social dominante da Europa, até recentemente, não era/é mais que um gigantesco esquema de pirâmide. Os trabalhadores que iam entrando para a segurança social, com as suas contribuições, iam pagando as pensões definidas dos trabalhadores que se iam reformando. Este esquema funcionou perfeitamente enquanto as populações europeias continuavam a crescer saudavelmente. Contudo, com o envelhecimento da população, é cada vez maior o número de reformados face aos trabalhadores que entram no sistema, tornando-o insustentável.

O esgotamento do esquema de pirâmide implicou a revisão do modelo de segurança social na Europa, reduzindo benefícios definidos e evoluindo para esquemas mais próximos da realidade americana: capitalização e contributo definido - ou seja tipo PPR.
Esta alteração do modelo da segurança social, aproximando os trabalhadores europeus dos desafios dos seus congéneres americanos, não os coloca, contudo, ao abrigo de esquemas de pirâmide.

Considerando uma economia "estável", com população estagnada e com paradigma tecnológico maduro, é a entrada contínua de novos compradores num mercado que permite a valorização dos activos de compradores anteriores (excluindo a remuneração decorrente dos dividendos e cupões). Nos últimos anos, na Europa e no Japão, esteve mais gente a comprar acções e obrigações que a vender, porque os trabalhadores estavam a constituir as suas poupanças em fundos privados ou públicos. Com o envelhecimento da população, esta tendência tende a inverter-se. Há mais gente a chegar à idade de reforma e a resgatar os seus fundos, vendendo os activos, que a entrar no mercado de trabalho e a constituir novas poupanças. Esta realidade piramidal coloca um importante desafio à valorização das poupanças no futuro. A recente estagnação da bolsa e dos activos financeiros japoneses é um vislumbre do possível comportamento futuro do rendimento das poupanças em sociedades tecnologicamente maduras e envelhecidas. Sem alterações de padrão tecnológico e/ou de dotação de recursos, a dinâmica económica tende a replicar, proximamente, um comportamento de pirâmide ditado pela evolução demográfica. Não será por acaso que alguns dos principais mitos fundadores da humanidade assentam em alegorias centradas em pirâmides.

Videos

http://www.chrismartenson.com/crashcourse/chapter-13-national-failure-save

http://www.chrismartenson.com/crashcourse/chapter-14-assets-demographics

camafeu

Alguns economistas do mercado livre, tais como Thomas Sowell, argumentam que os sistemas de segurança social são na realidade esquemas de Ponzi em larga escala.

Sowell e outros salientam que nos sistemas de segurança social os pagamentos são directamente provenientes de impostos e / ou outros tipos de contribuições não voluntárias e que nunca provém de poupanças ou investimentos. Em vez disso, as contribuições actuais (de um conjunto de indivíduos, que beneficiarão mais tarde) são utilizadas para pagar os benefícios correntes (de um outro conjunto de indivíduos).

Sowell e outros afirmam que o sistema de repartição começou a mostrar as suas falhas inerentes à medida que a demografia das economias ocidentais caminha para um maior número de pensionistas e um menor número de trabalhadores, devido ao declínio da taxa de natalidade e ao aumento da esperança de vida.

Os programas de aposentação geridos pelos governos nacionais, apesar de envolverem a transferência de impostos sobre trabalhadores para os pensionistas, diferem todavia numa série de características básicas usualmente encontradas nos esquemas de Ponzi, mas que não são fundamentais para estes:

    * Os sistemas de aposentação, como a segurança social, são abertamente designados por aquilo que são. Num esquema de Ponzi genuíno, os autores falsamente afirmam que existe um negócio que gera as receitas prometidas. Na segurança social, as pessoas sabem de onde o dinheiro provém e os actuários fornecem previsões escritas das futuras entradas e saídas de dinheiro.

    * Os sistemas de aposentação prometem um estipêndio aos reformados, não os rápidos e exorbitantes lucros aos investidores actuais que os esquemas de Ponzi invariavelmente oferecem.

    * Os sistemas de aposentação assentam no poder do estado em taxar os seus cidadãos para assegurar o financiamento, em oposição a contribuições voluntárias dos futuros beneficiários. Na prática, este poder de taxar tem sido usado sob a forma de impostos consignados, desconto para a segurança social por exemplo, se bem que em teoria um imposto geral pudesse ser usado para complementar o pagamento dos trabalhadores. (Historicamente, nos Estados Unidos, a segurança social tem sido quase sempre excedentária, pelo que tal ainda não se tornou um problema). Se e quando o processo político for usado para aumentar as contribuições ou diminuir os benefícios (incluindo o aumento da idade de reforma) afim de equilibrar as receitas e as despesas, certamente haverá oposição dos que pagarão mais ou receberão menos, mas os políticos têm apenas duas escolhas, se as receitas são insuficientes (além de pedir dinheiro emprestado, ou gradualmente acabarem com a segurança social).

    * A ideia de tornar a segurança social num sistema "totalmente financiado" tem sido discutida várias vezes, mas fracassou sempre no custo. O custo aumentou fazendo com que qualquer mundança fundamental tenha sido adiada.

    * A longo prazo, os sistemas de aposentação pagam um montante sensivelmente igual ao que foi pago pelo contribuinte acrescido de juros. No curto prazo, os excedentes da segurança social podem ser usados para cobrir o déficit das finanças públicas, tal como tem acontecido nos Estados Unidos desde que as taxas de contribuição para a segurança social foram aumentadas em 1983.

    * Os sistema de aposentação são em muitos aspectos seguros e não tanto sistemas de investimento. Uma pessoa que morra antes da idade da reforma não recebe nada de volta (independentemente daquilo que tenha pago). Alguém que viva até uma idade avançada continua a receber independentemente daquilo que tenha descontado. Por outro lado, alguém com deficiência, mesmo com uma idade relativamente jovem (muito antes de ter feito contribuições significativas para o sistema) ainda recebe até ao fim da vida. Devido a isto, o aposentado típico que não tenha ficado incapacitado vê uma taxa de retorno inferior à taxa de juro sem risco.

    * Ao contrário dos esquemas de Ponzi, as receitas (impostos) e as despesas (prestações) podem ser calculadas de forma bastante precisa a curto prazo (cinco a dez anos) e previstas (com uma série de pressupostos) para prazos superiores. Um colapso repentino é portanto pouco provável, dependendo da definição de "repentino".

A Administração da Segurança Social americana fornece a seguinte resposta[1] à acusação de "esquema de Ponzi" aplicada a um sistema de repartição como a Segurança Social:

    Existe uma analogia superficial entre um esquema em pirâmide ou de Ponzi e os sistemas de repartição, em ambos o dinheiro dos participantes que entram mais tarde é usado para pagar os benefícios dos que entraram antes. Mas a semelhança termina aqui. Um sistema de repartição pode ser visualizado como uma conduta, com o dinheiro a fluir dos contribuintes actuais num extremo para os beneficiários actuais no outro extremo. Portanto, poderíamos imaginar que num dado momento podiam haver, digamos, 40 milhões de beneficiários à saída da conduta; desde que houvessem 40 milhões de contribuintes à entrada, o programa poderia ser mantido indefinidamente. Não é necessária a duplicação do número de participantes de cada vez que um pagamento é feito aos beneficiários actuais. (Não tem de haver precisamente o mesmo número de trabalhadores e de beneficiários num dado momento, é apenas necessário que haja uma relação estável entre ambos.) Desde que o montante de dinheiro à entrada da conduta se mantenha aproximadamente em equilíbrio com o dinheiro pago à saída, o sistema pode continuar para sempre. Não há nenhuma progressão insustentável a impelir o mecanismo de um sistema de repartição de pensões, pelo que não é um esquema em pirâmide ou de Ponzi.

    Se a demografia da população fosse estável, então um sistema de repartição não teria altos e baixos impulsionados pela demografia e nenhuma pessoa reflectidamente seria tentada a compara-lo a um esquema de Ponzi. No entanto, como a demografia da população tende a subir a descer, o saldo num sistema de repartição tende a subir a descer igualmente. Durante os períodos em que entram mais novos participantes no sistema do que os que recebem benefícios, tende a haver um superavit (como nos primeiros anos da Segurança Social). Durante os períodos em que o número de beneficiários cresce mais depressa do que o número de novos participantes (como acontecerá quando os baby boomers se reformarem), tenderá a haver um deficit. Esta vulnerabilidade aos altos e baixos da demografia constitui um dos problemas do financiamento dos sistemas de repartição. Mas este problema não tem nada a ver com esquemas de Ponzi, ou qualquer outra forma fraudulenta de financiamento, é simplesmente a natureza dos sistemas de repartição.


O sistema monetário


Pode argumentar-se que os sistemas monetários baseados na dívida são essencialmente esquemas de Ponzi sofisticados. O dinheiro baseado na dívida, i.e. num sistema de reservas bancárias fraccionárias exige o pagamento de juros sobre o dinheiro criado pela concessão do empréstimo. Devido ao pagamento de juros em curso, há sempre menos dinheiro em circulação do que aquele que está em dívida. O pagamento dos juros e da dívida exige por conseguinte cada vez mais e maiores empréstimos junto dos bancos. O resultado é um sistema em crescimento exponencial que necessariamente colapsará quando o desequilíbrio entre o dinheiro em circulação e a dívida for demasiado grande, com a correspondente transferência de propriedade dos bens físicos dos devedores para os credores: os bancos privados. Através da criação e extinção de moeda bancária, os bens físicos são efectivamente "colhidos" pelos bancos e posteriormente vendidos aos que têm dinheiro para os comprar.

O efeito "boomerang" na criação e extinção de moeda bancária pode também criar um ciclo de expansão e contracção na economia à medida que a moeda bancária é criada (aumentando assim a base monetária) e subsquentemente destruída (diminuindo a base monetária) quando uma bolha inflada estoura, resultando assim num colapso dos preços e na secagem da liquidez nesse mercado, o que permite aos bancos a venda em leilão da execução das hipotecas de activos em dificuldades e recicla-los no mercado a preços de saldos.

http://www.thinkfn.com/wikibolsa/Esquema_de_Ponzi

http://www.alp.pt/Forum/forum_posts.asp?TID=106

camafeu

#2
Défice externo vai consumir todo o PIB em 2010

A evolução da dívida externa portuguesa indica que em 2010 o seu valor igualará o PIB, ficando o país totalmente hipotecado ao estrangeiro.

A dívida ao exterior tem vindo a subir continuamente, passando de 7,4% do PIB em 1996 para 90% no ano passado


http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=122542

O Medina Carreira já tinha previsto isto.

http://br.youtube.com/watch?v=Zyq7PmyGuBk&feature=related

http://br.youtube.com/watch?v=PKaN1EIerQE&feature=related

http://br.youtube.com/watch?v=zpTdTqSQ6cc&feature=related

http://br.youtube.com/watch?v=FD1PZC9Br3A&feature=related

camafeu

Segurança social perde 302 milhões na bolsa



http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?contentID=02F715B1-B8FA-4D00-9232-69FDA5208275&channelID=00000011-0000-0000-0000-000000000011

O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), activo destinado a pagar as despesas com as pensões dos portugueses, sofreu uma desvalorização de 302 milhões de euros, em 2008.

Por este terramoto financeiro, que dava para pagar uma reforma média de 415 euros a quase 52 mil pessoas durante um ano , foi responsável "a grande volatilidade nos mercados financeiros", disse ao CM Manuel Baganha, presidente do Instituto de Gestão de Fundos da Segurança Social (IGFSS).

Mesmo assim, a rentabilidade negativa do FEFSS não foi além de 3,73 por cento, taxa muito inferior à queda de 15,5 por cento dos fundos de pensões profissionais do País.

http://noticias.planetaportugal.com/economia/seguranca-social-perde-302-milhoes-na-bolsa

camafeu


Quem se reformar em 2035 sofrerá um corte de 13,70% na pensão a atribuir pelo EstadoQuem se reformar em 2035 sofrerá um corte de 13,70% na pensão a atribuir pelo Estado



Trabalho: Aumento da esperança de vida penaliza pensões

Reformas mais baixas

Os portugueses que se reformarem neste ano vão ver as suas pensões descerem 1,32 por cento devido à aplicação do factor de sustentabilidade (0,9868), ontem divulgado pelo Instituto da Segurança Social. Isto significa que, numa reforma de mil euros, serão menos 13,20 euros por mês e menos 184,80 euros por ano (as pensões são pagas 14 meses). Para quem tem uma reforma de 500 euros, pode contar com menos 6,60 euros por mês e menos 92,40 euros por ano.

Esta descida só se aplica a quem se reformar em 2009 e nos próximos anos (ver quadro).

Projecções realizadas por Pedro Corte-Real, professor do Departamento de Matemática da Universidade Nova de Lisboa, mostram que quem se reformar no ano de 2035 terá de contar com um corte de 13,7 por cento.

'O Governo sempre se manifestou contra o aumento da idade da reforma, o que aconteceu noutros países, mas com a introdução deste factor de correcção o que se passa é um prolongamento indirecto da idade de reforma', afirmou ao CM Carlos Pereira da Silva, professor do ISEG e especialista em Segurança Social.

De acordo com os cálculos efectuados pelo Instituto Nacional de Estatística, os portugueses que atingem neste ano os 65 anos (idade legal da reforma) vão viver, em média, mais 18,13 anos, contra os 17,89 anos estimados para os que se reformaram em 2006.

A COMPENSAÇÃO DO ESTADO

Uma das formas de compensar as reduções nas pensões de reforma devido à aplicação do factor de sustentabilidade, além de fazer um Plano Poupança Reforma (PPR), é trabalhar para lá dos 65 anos. O prolongamento da vida activa garante uma bonificação no valor da pensão por cada mês de trabalho efectivo. Segundo o Instituto de Segurança Social, a taxa de bonificação mensal para uma carreira contributiva de 15 a 24 anos é de 0,33 por cento. Já por cada mês de trabalho, para quem já descontou mais de 40 anos, a taxa de bonificação atinge o máximo, isto é, um por cento.

RENTABILIDADE DE 3,9% PARA PPR DO ESTADO

Mais de 5400 pessoas compraram certificados de reforma do regime público em 2008, que terminaram o ano com uma rendibilidade média de 3,9 por cento, segundo o Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social.

Em declarações à Lusa, Manuel Baganha, que preside ao conselho directivo do IGFCSS, explicou que o valor do fundo a 31 de Dezembro rondará os três milhões de euros.

As contribuições de cada aderente são depositadas numa conta, convertendo-se em certificados de reforma, e integram um fundo autónomo gerido pelo Instituto de Gestão da Segurança Social.

O trabalhador inscrito na Segurança Social pode optar por descontar 2 ou 4 por cento da remuneração média ou 6 por cento para os aderentes com 50 ou mais anos.

SAIBA MAIS

FACTOR DE CORRECÇÃO

O factor de sustentabilidade expressa a relação entre a esperança média de vida aos 65 anos com a calculada no ano anterior ao início da pensão.

0,9868

É o valor do factor de sustentabilidade a aplicar neste ano.

18,13

Os portugueses que se reformem neste ano vão, em média, viver mais 18,13 anos.

80% DO SALÁRIO

Para quem recebe mais de oito salários mínimos, a reforma plena é 80% do último salário.

COMO A ESPERANÇA DE VIDA VAI AFECTAR A REFORMA

Ano: 2009 / 2010 / 2015 / 2020 / 2025 / 2030 / 2035

Factor sust.: 0,9868 / 0,9813 / 0,9552 / 0,9303 / 0,9067 / 0,8843 / 0,8630

Redução: 1,32% / 1,87% / 4,48% / 6,97% / 9,33% / 11,57% / 13,70%

MESES DE TRABALHO ADICIONAL DEPENDENDO DA CARREIRA CONTRIBUTIVA

Anos de desc. / Meses de trabalho

De 15 a 24: 5 / 6 / 14 / 22 / 29 / 36 / 42

De 25 a 34: 3 / 4 / 9 / 14 / 19 / 24 / 28

De 35 a 39: 3 / 3 / 7 / 11 / 15 / 18 / 22

Mais de 40: 2 / 2 / 5 / 7 / 10 / 12 / 14

Fonte: Pedro Corte Real, Professor da Universidade Nova de Lisboa