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Corrupção a ancora da sociedade...

Iniciado por xubi2, Dezembro 17, 2009, 00:29

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xubi2

Vinha aqui ao forum trazer um assunto em voga que pouco se tem falado. A Corrupçao. E isto porque se formos a analisar as crises e exencialmente esta que estamos a viver, tem por base actus ilicitos ,corruptos  que minam e viciam constantemente a nossa sociadade e empresas em detrimento de uma minoria...


ONU diz que corrupção mina democracia

Dan Ki-moon disse em mensagem que a corrupção mina o estado de direito e pode comprometer a segurança; Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime no Brasil celebra a data com evento em Brasília.

Daniela Traldi, da Rádio ONU em Nova York.

Em mensagem pelo Dia Internacional contra a Corrupção, celebrado nesta quarta-feira, 9 de dezembro, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que a corrupção mina o estado de direito e pode comprometer a segurança.

Ele afirmou que esse é um dos principais obstáculos aos esforços mundiais em prol da realização dos objetivos das Metas de Desenvolvimento do Milênio.

Benefícios Pessoais

Quando se rouba dinheiro público para a obtenção de benefícios pessoais, de acordo com o Secretário-Geral, os recursos destinados à construção de escolas, hospitais, estradas e instalações de tratamento de água diminuem.

Grandes projetos de infra-estrutura são suspensos, como resultado de ajuda externa desviada para contas bancárias privadas, lembrou Ban.

O representante no Brasil do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime, Unodc, Bo Mathiasen, disse que cada indivíduo pode fazer a sua parte na luta contra a corrupção.

"Muito tem a ver com a própria ética e o comportamento da pessoa, então nós podemos fazer pequenas contribuições. Por exemplo, nós não deveríamos incentivar qualquer tipo de suborno, pagar aquilo que chama-se 'cafezinho'. Nós deveríamos realmente ser honestos e corretos", afirmou.

Evento

Segundo Mathiasen, o Unodc no Brasil celebra o Dia Internacional contra a Corrupção com a realização de um evento em Brasília, em parceria com a Controladoria Geral da União, que terá a participação de ministros e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A agência da ONU pretende fortalecer a campanha 'O Seu Não Conta', lançada este ano, que ressalta como a corrupção mina a democracia, as leis, leva a violações de direitos humanos, distorções de mercados e prejudica a segurança mundial.





Como o suborno e outros tipos de corrupção ameaçam o mercado global


Na Turquia, os prédios que desabaram durante os terremotos são conhecidos como "edifícios do suborno". Na África, pontes salpicam a paisagem sem estradas para conectá-las.



Não há dúvida de que a corrupção, endêmica em economias emergentes do mundo todo, lança o desenvolvimento econômico no caos. Ela afeta as decisões tomadas por burocratas, degrada a qualidade dos que estão no poder e desencoraja investimentos externos. É também um tema empresarial cada vez mais discutido, com um número crescente de líderes empresariais e políticos influentes do mundo todo apontando com freqüência a corrupção como uma das maiores ameaças ao desenvolvimento econômico global.



"A corrupção e o suborno passaram para o primeiro plano das discussões sobre negócios", diz o professor de estudos jurídicos da Wharton Philip M. Nichols.. "A lista de países que têm sido política ou economicamente lesados pela corrupção continua a crescer, e empresas com interesses de longo prazo no exterior acabarão sendo prejudicadas por qualquer plano que inclua suborno."



Nichols, autor de mais de 10 estudos e escritos teóricos sobre as implicações e a mecânica da corrupção, passou a década passada estudando a corrupção em nações como França, Belize, Rússia, Cazaquistão e Bulgária. Mais recentemente, examinou percepções de corrupção na Mongólia, onde viveu por um ano enquanto estudava e lecionava com uma Bolsa Fulbright. Em setembro, Nichols apresentou estratégias anticorrupção para empreendedores em uma conferência nacional em São Petersburgo, na Rússia. No mês passado, conduziu seminário de uma semana sobre corrupção em Tashkent, Usbequistão, organizado pela Resource Network for Economic and Business Education. "Há uma década, a corrupção não era um tema apropriado para acadêmicos ou formuladores de políticas", escreveram Nichols e seus co-autores em recente trabalho de pesquisa. "Hoje, a criação de regimes anticorrupção – e o comentário sobre eles – é uma indústria em crescimento."



O suborno é claramente a forma mais disseminada de corrupção, e as estratégias das empresas para lidar com pedidos de suborno variam. Segundo Nichols, algumas empresas optam por pagar subornos, às vezes prejudicando suas imagens públicas e tornando mais difícil recusar futuros pedidos. Outras têm cacife para dizer "não" com sucesso e regularidade. A gigante do petróleo Texaco, por exemplo, dispõe de uma reputação tão formidável por recusar-se a pagar subornos que seus jeeps com freqüência têm o caminho livre até mesmo em remotos cruzamentos de fronteiras africanas, sem pagar um centavo.



Uma solução, sugere Nichols, é fixar esse ideal anti-suborno na cultura de uma empresa, começando com um código corporativo para gerentes e funcionários, empresas coligadas e potenciais parceiros comerciais. Mas enfrentar o que parece ser uma onda internacional de corrupção está longe de ser uma questão simples. Nichols acredita que decifrar e explicar a mecânica da corrupção é essencial para ajudar o corpo crescente de organizações governamentais e empresariais a combatê-la.



Em sua pesquisa sobre a Mongólia, por exemplo, Nichols compara opiniões referentes à corrupção na Mongólia e na Bulgária, dois países que se encontram nas extremidades opostas do antigo império soviético. O estudo revelou que estudantes universitários dos dois países tinham idéias e percepções praticamente idênticas sobre corrupção, o que Nichols considerou surpreendente. "Isso não sustenta a idéia de que a corrupção é uma construção completamente cultural", diz. Para os que estão nesse campo, tentando estudar e controlar a corrupção, é interessante verificar que pode haver "uma compreensão compartilhada" da corrupção.



Em nível prático, o que essa escalada da corrupção internacional significa para uma empresa? "A informação de que um grande número de funcionários do governo em um grande número de países, incluindo alguns mercados potencialmente grandes, parece exigir subornos é fundamental para qualquer negócio que tenha uma presença transfronteiriça", diz Nichols. "Além disso, embora mais de 20 nações, incluindo as mais ricas e ativas nações comerciais, considerem o pagamento de suborno ilegal, ainda há concorrentes que pagam subornos."



"Esses fatos combinados resultam em terreno extremamente difícil. Os funcionários esperam que você pague subornos, alguns de seus concorrentes pagarão, mas você poderá ir para a cadeira se pagar."



Índice de Percepção de Corrupção



Grande parte das evidências comparativas sobre o suborno é típica (a palavra original é anedoctal), embora Nichols possa citar diversos casos. No Cazaquistão, diversas empresas estrangeiras contaram a Nichols que a quantia típica de suborno que precisa ser dada para a obtenção de aprovação de um grande projeto de construção é de cerca de 15% a 20% do valor do contrato – o que quase sempre significa que apenas  o dinheiro de suborno totaliza centenas de milhões de dólares. Já na Rússia, o gerente de uma cadeia de varejo contou a Nichols que um suborno de US$ 4.000 reduziria a tarifa de uma carga de cartuchos de impressora de US$ 20.000 para US$ 4.000.



Empresários internacionais dizem que o número de países onde se espera grandes exigências de suborno aumentou assustadoramente. Um estudo recente da Transparência Internacional, sediada em Berlim, identificou 70 países, entre 102 pesquisados, como locais prováveis de executivos serem convidados a praticar suborno. O "Índice de Percepção de Corrupção" da Transparência Internacional incorpora dados de estudos, pesquisas e outras classificações sobre o número de pedidos de suborno presenciados por empresários que conduzem negócios com regularidade em  determinado país. Uma pontuação 10 significa que as pessoas nunca presenciam subornos em uma determinada nação, enquanto um  zero indica que os subornos são sempre exigidos.



No índice de 2002, a Finlândia pontuou 9,7, o Reino Unido, 8,7 e os EUA obtiveram 7,7. Com 70 em 102 países pontuando 5,0 ou menos, no entanto, o índice mostra que os empresários acreditam que existe a probabilidade dos pedidos de suborno serem feitos em mais de dois terços das nações examinadas. Esses países incluem alguns dos maiores do mundo: a China, que pontuou 3,5; a Índia, 2,7; a Indonésia, 1,9; e o Paquistão, 2,6. Bangladesh obteve a pontuação mais baixa, 1,2.



Dois tratados que regem os hemisférios norte e o ocidental vão em breve compor um sistema abrangente de leis que proíbem o pagamento de subornos a funcionários de governos estrangeiros. Países como Áustria, Bélgica, Canadá, Alemanha, Japão, Coréia e Reino Unido estão obrigados pela convenção da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico a criminalizar o suborno transnacional. Há três anos, somente os EUA tratavam como crime subornos pagos no exterior. Hoje, pelo menos 20 países possuem leis desse tipo e outros 14 vão em breve sancioná-las. A Convenção Interamericana contra a Corrupção, da Organização dos Estados Americanos, assinada pela maioria dos países das Américas, em 1996, também exige que seus membros criminalizem o suborno transnacional.



Nichols imagina que se o protesto público contra o pagamento de suborno se tornar tão ruidoso quanto as questões ambientais, o risco das empresas dispostas a pagar subornos aumentará de modo significativo. As penalidades já são severas. Nos EUA elas incluem prisão, multas e desqualificação para negociar  com o governo dos EUA. Uma proposta francesa impõe uma sentença de prisão de 15 anos para certos tipos de suborno transnacional. Mesmo na Noruega, que possui a menos punitiva das novas leis, o suborno de funcionários de governos estrangeiros é punido com um ano de prisão.



O risco de ser processado é bastante real, diz Nichols. Investigações feitas diretamente pelo governo e denúncias de concorrentes podem colocar uma empresa no centro das atenções. Segundo ele, acredita-se que os EUA já estão utilizando relatórios de agências de inteligência da América Latina e do Oriente Médio para rastrear subornos. Além disso, os concorrentes que exigem altos padrões éticos têm todos os motivos para denunciar outra empresa que não está fazendo o mesmo.



Estratégias para dizer não



As companhias, acredita Nichols, precisam criar uma cultura empresarial que recuse com tenacidade os pedidos de suborno e estabelecer códigos corporativos claros que sejam adotados com firmeza pelos funcionários. Também precisam assegurar aos gerentes que a empresa irá apoiá-los quando se recusarem a pagar. "Uma empresa seria imprudente se não desenvolvesse duas estratégias gerais, uma para lidar com os pedidos de suborno e outra para lidar com os concorrentes que oferecem subornos", diz. "O potencial, em termos de responsabilidade penal, relações impróprias, contratos perdidos, desqualificação de contratos governamentais, perda de reputação, etc., é simplesmente muito grande para ser ignorado."



"Talvez a ação mais efetiva que uma empresa possa adotar é realmente entender a corrupção e criar e articular uma resposta geral para ela antes de se deparar com situações difíceis", diz Nichols. "Também é útil para as empresas trabalharem juntas para criar garantias de que todos adotarão algum nível pré-acordado de conduta."



Outros riscos e custos proliferam para empresas que sucumbem ao jogo do suborno, diz Nichols. Como o suborno é ilegal, ele é conduzido atrás de portas fechadas, com os envolvidos dispendendo tempo e recursos para manter seu segredo. "Por razões óbvias, não temos realmente sido capazes de estudar a natureza das relações corruptas", diz. "Mas aqueles que passaram por elas as descrevem com freqüência como insalubres, instáveis e impossíveis de serem cumpridas." Acrescenta que a reputação das empresas sofrem quando a informação acaba vazando, como aconteceu com os que fizeram negócio com a família do ex-presidente indonésio Suharto. Antes e logo após a renúncia de Suharto, em 1998, o ex-líder, seus filhos e associados foram amplamente acusados de se aproveitarem de benefícios como monopólios e cortes tarifários para acumular um enorme patrimônio pessoal.



As empresas também enfrentam a possibilidade muito real de serem forçadas a pagar mais e mais subornos à medida que sua reputação como pagadora de suborno se espalha. "Um empresário europeu me disse que depois que sua empresa fez os primeiros pagamentos, o suborno tornou-se parte do curso normal dos negócios porque os burocratas de todo o mundo esperavam um tratamento similar", diz Nichols. "Isso não é nada incomum."



Por último, há as implicações de comércio internacional envolvendo o suborno. O suborno degrada os mercados. O economista Paolo Mauro, no artigo "Corruption and Growth" ("Corrupção e Crescimento"), constata um vínculo direto entre altos níveis de corrupção e baixos níveis de investimento estrangeiro direto. Embora o trabalho de Mauro não explique essa constatação, Nichols oferece três possíveis razões. "Primeiro, a corrupção de fato aumenta a quantidade de tempo que uma empresa precisa gastar com burocracia; segundo, a corrupção dificulta a obtenção de informações, o que aumenta os custos de transação e, terceiro, relações corruptas são menos previsíveis e menos exeqüíveis. Há provavelmente uma quarta razão também: a maioria dos empresários são pessoas boas e têm aversão a ambientes endemicamente corruptos", diz.



"A corrupção também afeta drasticamente o desenvolvimento econômico, causando uma má distribuição dos recursos. Sim, a África está cheia de pontes ao invés de hospitais. Porém, mais prejudicial é o fato de que, em sistemas endemicamente corruptos, as pessoas comuns não estão sendo servidas pelo governo; elas não confiam no governo, portanto, não interagem com o ele", diz Nichols. "Mas as pessoas precisam fazer as coisas. Assim, elas criam seus próprios sistemas para fazê-las, como solucionar disputas ou cumprir contatos ou mesmo policiar bairros."


Esses sistemas, no entanto, "não são gratuitos", acrescenta Nichols. "Eles custam dinheiro. Portanto, gasta-se dinheiro para sustentar o sistema do governo e gasta-se dinheiro para sustentar esse sistema obscuro; as burocracias recebem duas vezes mais dinheiro do que deveriam. Isso significa que o dinheiro não vai aumentar a produção de alimentos ou a saúde ou ampliar a economia. E isso não cheira bem."



Publicado em: 03/12/2002  



camafeu

#1
A corrupção e a inconpetência em cargos de alto nível mina a democracia, economia, etc ...




Harvard Swaps Are So Toxic Even Summers Won’t Explain

Dec. 18 (Bloomberg) -- Anne Phillips Ogilby, a bond attorney at one of Boston’s oldest law firms, on Oct. 31 last year relayed an urgent message from Harvard University, her client and alma mater, to the head of a Massachusetts state agency that sells bonds. The oldest and richest academic institution in America needed help getting a loan right away.

As vanishing credit spurred the government-led rescue of dozens of financial institutions, Harvard was so strapped for cash that it asked Massachusetts for fast-track approval to borrow $2.5 billion. Almost $500 million was used within days to exit agreements known as interest-rate swaps that Harvard had entered to finance expansion in Allston, across the Charles River from its main campus in Cambridge, Massachusetts.

The swaps, which assumed that interest rates would rise, proved so toxic that the 373-year-old institution agreed to pay banks a total of almost $1 billion to terminate them. Most of the wrong-way bets were made in 2004, when Lawrence Summers, now President Barack Obama’s economic adviser, led the university.

Cranes were recently removed from the construction site of a $1 billion science center that was to be the expansion’s centerpiece, a reminder of Summers’s ambition. The school said last week they will suspend work on the building early next year.

http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601087&sid=aHQ2Xh55jI.Q


xubi2

Isto não é bem corrupção mas...

E assim vai Portugal, de Face cada vez mais Oculta.

E a maior parte dos portugueses contam os cêntimos para irem vivendo...



Nma pequena notícia do Expresso, prescreveu uma dívida de 700.000,00 Euros , de IRS de António Carrapatoso, figura de proa da Telecel/Vodafone.
Porque razão prescreveu esta dívida? Porque razão não se procedeu à cobrança coerciva, dado que o contribuinte em causa não tem, nem nunca teve, paradeiro desconhecido?
Aliás, António Carrapatoso nunca deixou de aparecer, com alguma frequência, nos écrans da televisão para entrevistas e comentários, onde sempre defendeu as virtudes do "sistema" em que vivemos e que nos é imposto (pudera!!!).
Esta dívida não pode prescrever porque se trata de dinheiro devido ao Estado, ou seja a TODOS NÓS.


Os CTT pagaram 19.000,00 euros a Luís Felipe Scolari por uma palestra de 45 minutos, que teve como tema algo do tipo «Como fortalecer o espírito de grupo» no dia 14 de Janeiro de 2005, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, durante um Encontro dos Correios de Portugal.
A decoração custou mais de 430.000,00 euros e havia dois carros de luxo.
A despesa efectivamente, com a decoração do gabinete do presidente do Conselho da Administração dos CTT, Carlos Horta e Costa, bem como a sua sala de visitas e ainda das salas de visitas e refeições custou 430.691,00 euros.
Carlos Horta e Costa teve à sua disposição,  um Jaguar S Type (a renda para o adquirir custou cerca de 50.758,00 euros) e um Mercedes Benz S320CDI comprado por 84.000,00 euros ).
Assim, o Relatório da Inspecção-Geral das Obras Públicas conclui haver «indícios de má gestão» e «falta de contenção de uma empresa que gere dinheiros públicos», pelo anterior Conselho de Administração que liderou os CTT.


Vítor Constâncio governador do Banco de Portugal ganha 272.628,00 € por ano, ou seja quase 3.894,00 contos MENSAIS, 14 meses/ano.
Outros ordenados chorudos do Banco de Portugal :
  O Vice-governador, António Pereira Marta       - 244.174,00 €/ano
  O Vice-governador, José Martins de Matos      - 237.198,00 €/ano
  José Silveira Godinho      - 273.700,00 €/ano
  Vítor Rodrigues Pessoa   - 276.983,00 €/ano
  Manuel Ramos Sebastião - 227.233 €/ano

O Vice-governador, António Pereira Marta até acumula com o seu salário com a sua pensão como reformado ... do Banco de Portugal.
Aliás, o Vítor Rodrigues Pessoa, também tem uma reforma adicional de 39.101,00 €/ano
Total 316.084 €/ano
e o José Silveira Godinho também acumula com uma pensão do BP, mais 139.550,00 €/ano
Total   413.250,00 €/ano
Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças recebeu durante os dois meses em que esteve no Executivo 4.600,00 euros mensais de ordenado e uma reforma de 8.000,00 euros do Banco de Portugal.
Mira Amaral saiu da Caixa Geral de Depósitos (CGD) com uma reforma de gestor 18.000,00 euros. Na altura acumulava uma pensão de 1,8 mil euros, como deputado e 16.000,00 euros como líder executivo da CGD.


O que me choca não é o valor da reforma. É o facto de Mira Amaral poder auferir desta reforma - paga pelos contribuintes - ao fim de apenas um ano e nove meses!!!!!!
Esta situação é profundamente escandalosa e tem repercussões que afectam a própria credibilidade do regime democrático.
Esta forma aparentemente ligeira como é gasto o dinheiro dos contribuintes é grave pelo acto em si e pelo seu impacto na legitimidade do Estado para impor novas formas de captar receita.

Depois de apresentar este texto só posso dizer que tenho vergonha de ser português em Portugal. Gostava de viver numa verdadeira Democracia!
Todos com o mesmo sistema de saúde;
Todos a pagarem impostos;
Todos a terem reformas merecidas e justas;
Todos com o mesmo sistema de Justiça
e não um para os ricos (intocáveis) e outro para os pobres.

mvlameiro

Pois é Xubi, eu também pertenço ao teu lado, também sou do grupo dos que se sentem revoltados com todas as coisas de mal que se passam neste pais miseravel.

lindaapastora

Xubi

-e que tal falar  das reformas  do sr. presidente da república, além da gratificação que recebe por exercer esse cargo

-e dos senhores deputados que com 40 anos se reformam depois de passar meia duzia deles a tirar o pó das cadeiras de S. Bento

- e também dos senhores deputados que para assinar o ponto passam parte da manhã pelo parlamento  e de tarde estão nos seus escritórios de advogados, ou nos tribunais a defender, a maior parte das vezes aqueles que infrigiram as leis que eles fizeram e aprovaram

É verdade, tudo isto nos choca, devemos lutar contra tudo isto mas não abdicar de ser portugueses.

lindaapastora
bons negócios a todos

lindaapastora

www.malukosnabolsa.blogspot.com


-Os pontos aqui referidos representam apenas e neste momento a forma como vejo o mercado, poderei estar equivocado.  Em situação alguma deverão ser tidos como orientação de investimento

hollies

#6
E como se luta contra isso?...continuando a ser bons contribuintes, pagando os nossos impostos? - Dessa maneira continuamos a ser enganados. Mas tb se não pagamos, somos obrigados, penhoram-nos a conta. Não há saida. Gostava de saber como se luta contra esse estado de coisas?... Já me sinto enganado em relação ás mais valias que se obtém na bolsa, pelo menos em relação às empresas estrangeiras, se consigo uma mais valia com a compra e venda de titulos de empresas norte americanas, pq é que é o estado português a beneficiar dos 10% relativo à mais valia, não me importava nada de dar esses 10% à empresa que me possibilitou ter a mais valia, e quanto mto ao estado Norte Americano...Em relação a pagar os 10% em relação ás mais valias de acções tenho dúvidas legitimas, pq isto de investir na bolsa não é só ganhos, e se perder o estado não me dá os 10% sobre uma menos valia, é o meu capital que está em risco, cada euro que se ganha é merecido e não concordo com aqueles que falam dos investidores de modo pejorativo:' aqueles especuladores, fartam-se de ganhar e contribuem pouco para os impostos'... dizem que se enriquece na bolsa, mas tb se pode empobrecer. Uma coisa é certa as empresas precisam mais dos investidores do que do estado, são os investidores que permitem que elas se desenvolvam, o Estado aqui é um parasita que fica com os 10% daqueles que investem. Ressalvando a isenção para aqueles que tenham titulos há mais de um ano. Mas como as coisas andam quem se arrisca a esperar um ano para obter uma mais valia, é melhor contar com capital seguro logo que se ganhe alguma coisa.

xubi2

Desde de já obrigado aos forenses pelo interesse demonstrado pelo assunto.

Cria demonstrar,e a  até quanto me for possivel,  que nós portugueses somos uns totos que para aqui andamos... mal ou bem não é completamente mentira.

E para isso irei deixar aqui alguns dos meus pontos de vista em relação a este assunto. Ora vejamos!


   
     PARA QUE A PLEBE SAIBA:


Fernando Nogueira:
Antes -Ministro da Presidência, Justiça e Defesa
Agora - Presidente do BCP Angola

José de Oliveira e Costa:
Antes -Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais
Agora -Presidente do Banco Português de Negócios (BPN)


Rui Machete:
Antes - Ministro dos Assuntos Sociais
Agora - Presidente do Conselho Superior do BPN; Presidente do Conselho
Executivo da FLAD

Armando Vara:
Antes - Ministro adjunto do Primeiro Ministro
Agora - Vice-Presidente do BCP

Paulo Teixeira Pinto:
Antes - Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros
Agora - Presidente do BCP (Ex. - Depois de 3 anos de 'trabalho',

Saiu com 10 milhões de indemnização!!! e mais 35.000€ x 15 meses por
ano até morrer...)

António Vitorino:
Antes -Ministro da Presidência e da Defesa
Agora -Vice-Presidente da PT Internacional; Presidente da Assembleia
Geral do Santander Totta - (e ainda umas 'patacas' como comentador
RTP)

Celeste Cardona:
Antes - Ministra da Justiça
Agora - Vogal do CA da CGD

José Silveira Godinho:
Antes - Secretário de Estado das Finanças
Agora - Administrador do BES

João de Deus Pinheiro:
Antes - Ministro da Educação e Negócios Estrangeiros
Agora - Vogal do CA do Banco Privado Português.

Elias da Costa:
Antes - Secretário de Estado da Construção e Habitação

Agora - Vogal do CA do BES

Ferreira do Amaral:
Antes - Ministro das Obras Públicas (que entregou todas as pontes a
jusante de Vila Franca de Xira à Lusoponte)
Agora - Presidente da Lusoponte, com quem se tem de renegociar o contrato.

Etc...etc...etc...



O que é isto? Não, não é a América Latina, nem Angola.

É Portugal no seu esplendor .



Cunha? Gamanço?

...e quer este ESTADO que se declarem as prendas de
casamento e o seu valor.

Já é tempo de parar! Não te cales, DENUNCIA!


xubi2

Ésta é do Miguel Sousa Tavares...!


"O Factor Vara"... Miguel Sousa Tavares 

  Toda a 'carreira', se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra. Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória. Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna - em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de "tachos" a distribuir pela "gente de bem" do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços.
E assim acabou - "voluntariamente", como diz o próprio - a sua fase de dedicação à causa pública. Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da "segurança". E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica.
Poucos dias após a obtenção do "canudo", o agora dr. Armado Vara viu-se promovido - por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente - ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro. Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de "sucesso".
A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo Dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do Dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom "leve".
Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da "instituição" ao jornal "Público", é prática comum do "grupo" promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao Sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores - mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos.
Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores! Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o 'factor Vara' deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido. Este país não é para todos.

P.S. - Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede 250 000 euros de indemnização por "ofensas ao seu bom-nome". Porque, algures, eu disse o seguinte: "Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele de que sou altamente crítico". Aparentemente, o queixoso pensa que por "passado político" eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado "bom-nome" lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom-nome e que o bom-nome se presume. Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom-nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série - ou se tem ou não se tem. O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do "bom-nome" do Sr. Armando Vara. Era o que faltava! Acabei de confirmar no site e está lá, no site institucional do BCP. Vejam bem os anos de licenciatura e de pós-graduação!!!!!  :   
Armando António Martins Vara   
Dados pessoais:     
·          Data de nascimento: 27 de Março de 1954     
·          Naturalidade: Vinhais - Bragança     
·          Nacionalidade: Portuguesa     
·          Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo     
·          Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008     
·          Mandato em Curso: 2008/2010     
Formação e experiência Académica     
Formação:
·          2005 - Licenciatura em Relações Internacionais (UNI)
·          2004 - Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE)
        http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quemsomos/orgaossociais//article.jhtml?articleID=217516

Extraordinário... CV de fazer inveja a qualquer gestor de topo, que nunca tenha perdido tempo em tachos e no PS !
  Conseguiu tirar uma Pós-graduação ANTES da licenciatura...
  Ou a pós-graduação não era pós-graduação ou foi tirada com o mesmo professor da licenciatura, dele e do Eng. Sócrates... e viva o BCP e o seu "bom nome"  !!!

zimermann

Bernanke pede auditoria oficial das ações do Fed no caso do resgate da AIG


O presidente do Fed, Ben Bernanke, enviou um pedido nesta terça-feira (19)  para o GAO (Government Accounting Office), solicitando uma audição completa das ações da autoridade monetária dos EUA no caso da ajuda a AIG. Ele está sofrendo questionamentos dos congressistas norte-americanos sobre a legalidade do processo.

Desde que emails trocados entre Timothy Geithner e diretores da AIG, em que o ex presidente do Fed regional de Nova York e atual secretário do Tesouro norte-americano pede que detalhes sobre o pagamento dos US$ 62,1 bilhões sejam escondidos do grande público, foram revelados, a opinião pública e membros da oposição exigiram maiores esclarecimentos sobre o episódio.

Segundo Bernanke, o Banco Central dos EUA ajudou a seguradora para evitar a sua falência, o que poderia ter agravado a crise financeira e complicado ainda mais as condições da economia norte-americana e global. "O Federal Reserve iria acolher com prazer uma revisão completa pelo GAO de todos os aspectos de nosso envolvimento na extensão de crédito ao AIG", disse.

O porta-voz do órgão de auditoria do governo dos EUA, Chuck Young, afirmou que o pedido do Fed precisará ser revisto no contexto das prioridades de trabalho futuras do GAO, devido pedidos do Congresso dos EUA para que os esforços do governo para estabilizar o sistema financeiro do país sejam auditadas.

Por: Equipe InfoMoney-19/01/10 - 21h20-InfoMoney- SÃO PAULO --Brasil

hollies

#10
Viva Xubi,

Não conhecia essa crónica do Miguel Sousa Tavares. E há dias em que me sinto, como MST, deprimido com o Pais onde vivo. E  concordo plenamente com ele  quando diz que este País não é para todos. É o País da Cunha, dos Boys, e dos tachos. Inacreditável aquele feito de Vara, ter conseguido uma Pós-graduação antes da Licenciatura, genial, poucos conseguem. O BCP merecerá um gestor assim?...como é possivel que ele continue lá?...A verdade é que o BCP parece não conseguir sair do pesadelo em que vive, e com gestores do Calibre de Armando Vara nem tão cedo sairá.

camafeu

Apito Dourado: Pinto da Costa ilibado no «Caso do Envelope»

http://www.mundoportugues.org/content/1/4389/apito-dourado-pinto-costa-ilibado-caso-envelope/



Apito Dourado: Escutas estão no “You Tube”

http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=190500

As gravações das conversas telefónicas mantidas por Pinto da Costa, Pinto de Sousa, António Araújo, João Loureiro, Júlio Mouco ou Augusto Duarte, que foram base para os processos Apito Dourado e Apito Final, foram ontem, ao fim da noite, colocadas no You Tube.
















xubi2





POVO Acrítico, Burro e Embrutecido.
Não admira que num país assim emirjam cavalgaduras, que chegam  ao topo,  dizendo ter formação, mas que nunca a adquiriram, que usam dinheiros públicos  (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.

Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita
e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é definitivo e tudo é  improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?

Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos  crimes imputados ao padre Frederico?

Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?

As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as  crianças desaparecidas antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu?

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?

O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é
apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças , de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa.
Clara Ferreira Alves

camafeu

#13


O Jornal de Notícias recusou publicar um texto de opinião onde Mário Crespo relata um encontro entre Sócrates, Lacão, Silva Pereira e um executivo de televisão, onde Crespo foi referido como um «problema» que tinha de ter «solução».

No artigo, o jornalista enumera exemplos de outros «problemas» que o Governo socialista terá «solucionado»: Manuela Moura Guedes, José Eduardo Moniz, o Jornal de Sexta da TVI e José Manuel Fernandes, ex-director do Público.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=161455

xubi2

Vara tentou cunha a Mário Lino

Armando Vara terá tentado o exercício de influência sobre o ministro Mário Lino, por causa dos negócios de Godinho na Refer; terá solicitado e recebido dez mil euros para apresentar Godinho a Paiva Nunes, da EDP Imobiliária, e terá ainda recebido 25 mil euros por conseguir que Paiva Nunes arranjasse trabalho ao sucateiro de Ovar.



Jornal de Negócios  Online
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Armando Vara terá tentado o exercício de influência sobre o ministro Mário Lino, por causa dos negócios de Godinho na Refer; terá solicitado e recebido dez mil euros para apresentar Godinho a Paiva Nunes, da EDP Imobiliária, e terá ainda recebido 25 mil euros por conseguir que Paiva Nunes "arranjasse trabalho" ao sucateiro de Ovar.

De acordo com o "Correio da Manhã", estes são os três pilares da acusação do MP contra

o ex-ministro do PS, no âmbito da investigação do 'Face Oculta', tendo o juiz entendido que era relativamente ao último pagamento que aprova era mais consistente.

O magistrado de Aveiro deu ainda como suficientemente indiciado, durante o primeiro interrogatório judicial, que Manuel Godinho tinha um telefone apenas para falar com Vara (que mais tarde passou a usar também para os contactos com Paiva Nunes), tendo também validado a tese de que o ex-ministro socialista sabia desde o final de Junho que estava a ser alvo de escutas telefónicas.

Os indícios mais fortes, para o juiz de instrução criminal, dizem, no entanto, respeito ao alegado pagamento de 25 mil euros. "Temos de concluir que aquele valor se destinava a compensar a intermediação entre Manuel Godinho e Paiva Nunes levada a cabo por Armando Vara", assegura o juiz que fala mesmo em ausência de justificação razoável para as conversas.

O pagamento terá então ocorrido a 20 de Junho e diz ainda o juiz que é forçoso concluir

que "o dinheiro terá tido como destinatários Armando Vara e Lopes Barreira [25 mil

euros para cada] porque no dia em questão estas foram as únicas pessoas com quem

Manuel Godinho se encontrou depois de sair das instalações da empresa".