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Teixeira Duarte - (TDU.LS)

Iniciado por Pedro Miranda, Setembro 25, 2007, 00:50

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tiagodandre

Actualização Gráfica....
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

MikeC

actualização gráfica

Abraços bolsistas

psimoes

O que vai acontecer à TD quando cairem os empréstimos para pagar, se não estou errado acontecerá até ao fim do ano? Ou 1Q de 2009?
Entrega o que tem do BCP?... se ainda valer alguma coisa...

Alguém tem datas em relação a isso?
Bons negócios!

tiagodandre

#468
Sem dúvida que a situação da TDU continua a ficar cada vez mais feia...era importante saber como está a ser gerida a negociação da dívida de curto prazo...tendo em conta, as desvalorizações do BCP e Cimpor, e as condições do mercado de crédito...

Já para não falar nas especulações levantadas anteriormente...uma coisa é certa, este trio vai continuar sobre os "holofotes da ribalta"...BCP-Cimpor-TDU...



2008-09-26 00:05
Cimpor usada para financiar Teixeira Duarte
Os accionistas da cimenteira têm dúvidas sobre prejuízos de 45 milhões.

Pedro Marques Pereira

A "factura" de 45 milhões de euros que a Cimpor pagou nos resultados do primeiro semestre devido a uma posição de 2,18% no BCP controlada pela Teixeira Duarte (TD) está a provocar mal estar entre os accionistas minoritários da cimenteira, que não entendem a lógica daquela participação.

As acções do BCP são detidas pela C+PA-Cimentos e Produtos Associados, uma empresa operacional que tem servido de veículo para algumas aquisições de fábricas de cimento fora de Portugal. No entanto, a Cimpor apenas domina 48% do seu capital. O resto está nas mãos da Tedal, uma empresa do grupo Teixeira Duarte.

Fontes de alguns destes accionistas que não partilham o controlo da Cimpor suspeitam que a C+PA esteja a ser instrumentalizada pela Teixeira Duarte para reforçar o seu músculo em assuntos que não dizem directamente respeito à cimenteira, abrindo a possibilidade da C+PA servir de canal de passagem de 'cash-flows' da cimenteira para a construtora.

Essa preocupação surgiu mesmo numa nota de 'research' recente do Santander sobre o sector da construção. No documento, o analista do banco espanhol refere que "a escassez de informação" sobre a C+PA "não permite avaliá-la", acrescentando dever por isso ter-se em conta que "pode ser usada pela TD (que a controla como accionista maioritário mas também como minoritário, através da Cimpor) para alavancar a sua força em alguns negócios ou para transferir valor da Cimpor para a TD".

Na guerra do BCP, os votos a que a C+PA tinha direito foram exercidos pela Teixeira Duarte, um dos participantes mais activos nas batalhas do ano passado. No entanto, quase metade do valor foi "facturado" à Cimpor e seus accionistas.

A Teixeira Duarte domina 22,3% do capital da cimenteira, enquanto a Lafarge detém 17,3% e o fundo de pensões do BCP outros 10%, perfazendo um total de 50% do capital. Manuel Fino, outro  dos envolvidos na guerra do BCP tem 20,3% e a Cinveste, do Coronel Luís Silva, 2,1%.

A posição no BCP foi adquirida pela C+PA ao longo do ano de 2006, o ano da OPA falhada do BCP ao BPI, que fez azedar as relações entre accionistas e a gestão do banco e que teria os pontos mais quentes em 2007.

Os prejuízos decorrentes desta participação, anunciados em Agosto, apanharam de surpresa alguns dos accionistas da cimenteira. Segundo explicam, o facto da gestão da Cimpor estar nas mãos da Teixeira Duarte, dos seus aliados franceses da Lafarge e do Fundo de Pensões do BCP, permite que decisões ao nível de empresas em que a Cimpor é minoritária, como a C+PA, escapem ao escrutínio de quem não integra o círculo central do poder. Este caso só se tornou evidente para os minoritários quando foram chamados a assumir as suas consequências, dizem.

A Teixeira Duarte, contactada oficialmente na quarta-feira, disse apenas ser "normal" a posição accionista da C+PA no BCP, apesar de ser o seu único investimento fora dos materiais de construção, remetendo para ontem esclarecimentos adicionais que, até ao fecho desta edição, não foi possível obter. Nem a Lafarge nem a Cimpor quiseram comentar. Os restantes accionistas confirmam as preocupações sem quererem elaborar.

Junho foi um mau mês para a bolsa portuguesa, mas pior para os accionistas da Cimpor – o pior desde que se estreou na bolsa, há 14 anos. Além do fecho de contas semestrais e do 'write-off' de 45 milhões, anunciado mês e meio depois, os títulos caíram 26,7%. O PSI 20 resvalou 16% nesse período.


Os investimentos industriais da Cimpor com a C+PA

1 - Cimpor transfere parte da posição na China para a C+PA
A 30  de Maio de 2007 a Cimpor viu aprovada a compra da New Liyuan, uma empresa chinesa da área dos cimentos, numa operação que custou à cimenteira portuguesa cerca de dois milhões de euros, a serem pagos por duas vezes. A aquisição foi realizada pela Cimpor  Chengtong Cement Corporation, uma empresa detida a 80% pela Cimpor e em 20% pela China Chengtong Cement Group, mas aquando da aprovação do negócio a Cimpor decidiu transferir parte das acções da Cimpor Chengtong para uma nova companhia. Esta seria detida a 50% pela Cimpor e a 25% cada pela C+PA e pela Predial Estrela Nova, empresa de Macau controlada por investidores chineses.

2 - Empresas parceiras no porto de Setúbal
A C+PA – Cimento e Produtos Associados, empresa detida pela Cimpor e pela Teixeira Duarte, e a Cimpor – Indústria de Cimentos celebraram recentemente um acordo para a partilha do Teporset – Terminal Portuário de Setúbal. Nessa operação ficou firmado que a C+PA venderia parte das suas acções à Cimpor e ambas usariam o terminal, através de uma concessão. Um negócio vantajoso para a Cimpor já que, a utilização deste terminal, lhe facilitaria a importação e exportação num porto onde efectua a maioria dos seus movimentos, ainda que noutro terminal. No Terminal Portuário de Sines a licença de uso da Cimpor expira em 2010.

3 - Operação conjunta na Ucrânia e Namíbia
A C+PA foi a sociedade veículo escolhida pela Cimpor e pela Teixeira Duarte para investir na Namíbia e na Ucrânia. O projecto passa, respectivamente, pela construção e compra de fábricas de cimento. Na Namíbia, a luz verde para a aquisição chegou a semana passada e o projecto de 150 a 180 milhões de euros deverá arrancar já este ano, para se iniciar a produção em 2010. Na Ucrânia, as duas empresas compraram, em 2007, a Cement, numa operação que marcou a entrada da Teixeira Duarte e da Cimpor naquele país do Leste da Europa. A Cement é uma unidade de pequena dimensão que tem actualmente uma capacidade de produção de 350 mil toneladas por ano.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

bp1511

Se houver uma falência no PSI20, a TDU é o candidato melhor colocado.


tiagodandre

(Actualização Gráfica)

Nota: A TDU fechou junto aos mínimos de Fev/03...
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

wamaral

Citação de: bp1511 em Novembro 19, 2008, 18:09
Se houver uma falência no PSI20, a TDU é o candidato melhor colocado.


Não posso dizer que não.
Mas acho que tudo seria feito para que fosse em low profile, tipo com uma entrada de outra empresa no PSI-20 e a TDU 'descer de divisão'.
Mas sinceramente não acredito que isso vá acontecer, apesar de cada vez mais transparecer a ideia de a TDU estar em alicerçada numa estrutura feita de palitos.
A ver vamos...

siraiva69

Nos primeiros nove meses do ano
Teixeira Duarte regista prejuízos de 244 milhões de euros
A construtora Teixeira Duarte registou prejuízos de 244 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano devido à desvalorização dos activos financeiros da empresa. Este valor compara com um lucro de 51,7 milhões alcançados no período homólogo


A construtora Teixeira Duarte registou prejuízos de 244 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano devido à desvalorização dos activos financeiros da empresa. Este valor compara com um lucro de 51,7 milhões alcançados no período homólogo.

Nos primeiros nove meses do ano, a Teixeira Duarte registou um prejuízo de 244,21 milhões de euros, valor que compara com um lucro de 51,7 milhões alcançados no mesmo período de 2007.

A empresa justifica que o prejuízo dos primeiros nove meses foi "penalizado pela desvalorização dos activos financeiros disponíveis para venda". Esta rubrica registou uma quebra de 45,1% para 372,3 milhões de euros. A desvalorização da participação detida no BCP e outras cotadas, como o BBVA, explicam este agravamento e os prejuízos da construtora.

O volume de negócios da Teixeira Duarte subiu 36,3% para os 944,4 milhões de euros e o EBITDA cresceu 89,9% para 121 milhões de euros. A margem de EBITDA da empresa subiu de 9% para 13%.

A empresa registou prejuízos financeiros de 387 milhões de euros e o endividamento líquido da empresa cresceu 21% devido ao "reforço das participações detidas na Cimpor, BCP e BBVA, bem como na continuação do investimento no Brasil e em novos projectos imobiliários em Portugal", refere a empresa em comunicado

MikeC

#473
A TD é o exemplo claro da irresponsabilidade que reina em muitas empresas do PSI20, onde os gestores brincam com o dinheiro dos pequenos accionistas, usando-os nas suas guerras pessoais e familiares. Neste caso a família TD mantém a brincadeira em termos demasiadamente perigosos.
Já à uns meses alertei para a possibilidade de falência desta construtura, cuja dívida ultrapassava os 2000 milhões de euros (não, não errei no número), um valor absurdo para uma empresa que vale em bolsa qualquer coisa como 267 milhões de euros. Ou seja, a dívida é 7,5x o valor da empresa, o que demonstra bem até onde a irresponsabilidade vai. Se a empresa não vender os activos ridículos que acumulou nos últimos anos pode muito bem enfrentar uma falência, sendo os próprios activos um exemplo dessa irresponsabilidade:
1. Hóteis em Angola
2.acções BBVA
3.acções BCP
4.Acções Cimpor (embora esta até possa ter alguma valor estratégico).

Mas quem no seu perfeito juízo acumula acções financeiras nesta crise? No caso do BCP é ainda mais escandaloso pelo facto de ter sido uma guerra de poder irrelevante para o futuro da TD como empresa de construção.
A conclusão que quero reter é o facto de a empresa parecer um fundo de investimento mal governado, ou até uma holding cuja áreas de ramificação são infinitas.
Quero ver onde se vai arranjar os quase 600 milhões de euros que vencem nos próximos meses, isto numa altura em que as suas acções valem cada vez menos e o crédito, apesar das taxas de juro mais favoráveis, é mais restricto que nunca.

Não deixa ainda de ser curioso o facto da generalidade da imprensa ter omitido a dívida da Teixeira Duarte nos seus artigos referentes aos resultados da empresa. Deve ser porque não é relevante...

Deixo ai o gráfico da desgraça.

Abraço


Buysantander

Vemos gente bem vestida,
No aspecto desassombrada;
São tudo ilusões da vida,
Tudo é miséria dourada.

TESTINHA

Só por questões fiscais, ou existem outras razões?



Teixeira Duarte transfere participações no BCP entre empresas do grupo
A Teixeira Duarte transferiu as participações do Grupo no Banco Comercial Português, revelou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), sublinhando que a participação que lhe é imputável continua a ser 7,02%.

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Jornal de Negócios  Online
[email protected]


A Teixeira Duarte transferiu as participações do Grupo no Banco Comercial Português (BCP), revelou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), sublinhando que a participação que lhe é imputável continua a ser 7,02%.

Segundo a mesma fonte, "através de contrato-promessa de compra e venda celebrado ontem, dia 11 de Dezembro de 2008, a sociedade sua participada indirecta "Teixeira Duarte – Gestão de Participações e Investimentos Imobiliários, S.A." (TDGPII) prometeu adquirir 102.483.872 de acções do "Banco Comercial Português, S.A." (BCP) a outra sociedade do Grupo Teixeira Duarte, as quais, por esse efeito, lhe passaram a ser imputáveis".

"Dessa forma, à TDGPII passou a ser imputável, individualmente e ao abrigo do uma participação qualificada acima dos 2% do capital social do BCP, num total de 149.008.467 acções, correspondentes a 3,17% do capital social do BCP", sublinha o comunicado.

"No entanto e por se tratar de uma operação entre sociedades do mesmo Grupo e cujas participações no capital social do BCP já eram imputáveis à TD-SGPS, tal contrato-promessa não implicou qualquer alteração no total da imputação que é feita à signatária", acrescenta a mesma fonte, salientando que a participação é de 7,02%.



tiagodandre

#476
Citação de: TESTINHA em Dezembro 14, 2008, 20:28
Só por questões fiscais, ou existem outras razões?


Que eu saiba parece-me que sim...será apenas uma reorganização contabilística.



(Actualização Gráfica)

A TDU continua a negociar abaixo do intervalo que serviu de consolidação em 2003 (0,66€<>0,65€), bem como do mínimo...o que lhe confere bastante fragilidade técnica.

Longo Prazo: Bearish
Médio Prazo: Bearish
Curto Prazo: Indefinido - lateralização (0,63€<>0,59€)

Encontra-se a negociar num range muito apertado e com baixo volume...Espera-se por novidades. A nível fundamental deveria ser prestada informação sobre a renegociação da dívida de curto prazo...pouca ou nenhuma informação tem sido prestada ao mercado!...

Cump.

(Gráficos Semanal & Diário)
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

(Update)

Fechou em novos mínimos, com as duas últimas sessões a serem marcadas por um aumento de volume.

Movimentos de consolidação são seguidos por aumentos de volatilidade...bearish em todos aspectos.

Cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

MikeC

É das poucas vezes que fico triste por ter razão. Já em tempos alertei para a dívida assustadora desta empresa, que mais parecia um banco de investimento já que a sua dívida de 2000 milhões de euros foi utilizada em participações no BBVA, Cimpor e BCP, tudo péssimos negócios, fruto de uma gestão tipicamente familiar, ou seja, a favor dos interesses de uma família e não dos accionistas e demais stakeholders. Quanto apostam que o sócrates vai ajudar a TD?
Relembro o quanto custaria aos bancos se declarassem as imparidades existentes na TD, pelo que uma falência da empresa iria atirar-nos para uma situação ainda mais crítica que a actual.

In negócios:
CitaçãoO Santander e o BPI divulgaram notas de análise à Teixeira Duarte em que cortam para um terço a avaliação da empresa, devido às perdas nas participações no capital do BCP e Cimpor. Usando as cotações actuais destas empresas, o valor atribuído à construtora é inferior à sua dívida, deixando-a numa potencial situação de falência técnica.

Na terça-feira, o Santander emitiu um "research" em que baixa o preço-alvo da Teixeira Duarte, para o final do ano, de 0,70 para 0,25 euros. O que avalia a empresa em 105 milhões de euros, menos de metade do que ela vale em bolsa. O corte é justificado pela desvalorização das participações financeiras, que representam 50% do valor da empresa.

No último ano as posições de 7,5% no BCP, 23,3% na Cimpor e de 0,03% no BBVA desvalorizaram 1.027 milhões de euros, segundo cálculos do Negócios.

Para chegar ao valor da Teixeira Duarte, os analistas do banco espanhol utilizaram as suas próprias avaliações para o BCP e a Cimpor. Mas caso fosse usada a cotação actual destas empresas, "o valor justo cairia para 0,76 euros negativos", dizem. Aquele número resulta da subtracção da dívida ao valor da construtora, de onde se obtém um valor líquido negativo de 319 milhões. Ou seja, uma situação de falência técnica

Abraço

PS- Criei este novo  tópico face à gravidade da situação.

zfranco

A época da caça está aberta é "esfola e mata" . A noticia apareceu hoje no J  Negócios mas ontem no fecho da bolsa existia uma ordem de venda de 600000 acções e muito mais abaixo ordens de compra de 300000 .O BPI e o Santader também se deviam precaver . Eu pessoalmente também ando na caçada .Estou dentro baixei o meu preço médio , ordem de venda dada ,talvez mais um trade hoje.
Boas caçadas ,quero dizer bons negócios