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Mercados Europeus

Iniciado por Nyk, Março 26, 2010, 08:12

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Nyk

Tragédia grega

10/04/10



Wolfgang Munchau


Arrisco a fazer duas previsões. A primeira é que a Grécia não vai entrar em bancarrota este ano. A segunda é que a Grécia vai entrar em bancarrota.
O governo grego mostrou que ainda é possível pedir dinheiro emprestado a uma taxa de juro de 6%, no entanto, se fizermos as contas à dinâmica da dívida pública, verificamos que não há alternativa à bancarrota.

Para resolver o imbróglio grego será preciso pôr em prática uma de cinco soluções. A primeira, e a mais optimista, implica uma desvalorização significativa do euro sustentada por uma forte retoma na zona euro. A segunda passa por a Grécia ter acesso a empréstimos com juros baixos da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional. A terceira pressupõe a reestruturação da dívida do sector privado para impedir a deflação da dívida nos moldes teorizados por Irving Fisher. A quarta envolve a saída da Grécia da zona euro. A quinta é, muito simplesmente, a bancarrota.

Se analisarmos as soluções uma a uma verificamos que a primeira é improvável. A segunda foi descartada pela UE e a terceira implicaria um 'bail-out' adicional dos bancos europeus. A quarta seria do agrado dos alemães, mas a Grécia não é estúpida ao ponto de sair da zona euro. Resta a quinta hipótese: entrar em bancarrota mantendo-se na zona euro.

Por enquanto, a Grécia vai sobreviver graças à excelente gestão da dívida, razão pela qual defendo não ser necessário um 'bail-out' a curto prazo, muito embora isso possa ser uma desvantagem para a Grécia dada a política económica da UE. Os complacentes líderes europeus só tomarão uma atitude se a crise for iminente e visível. No caso grego, a posição de liquidez é melhor do que a posição de solvência.

Ora, a insolvência é um processo gradual e invisível. Os efeitos negativos da dinâmica de deflação da dívida ainda não começaram a manifestar-se, mas são inevitáveis porque o sector público e privado se encontram, simultaneamente, em processo de redução da dívida. Neste contexto, talvez seja demasiado optimista da minha parte pensar numa taxa de crescimento nominal de 2%. No entanto, e mesmo que esta previsão excessivamente optimista se concretizasse, dificilmente a Grécia poderia evitar uma situação de bancarrota.

Só há duas visões intelectualmente honestas sobre a união económica e monetária. Primeira: não poderia funcionar porque a dado momento os interesses nacionais de um país iriam colidir com os da união monetária no seu conjunto. Segunda: poderia funcionar, mas para isso os estados membros teriam de coordenar a política económica a curto prazo e aceitar uma união orçamental minimamente satisfatória a longo prazo. A mensagem da UE em geral e da Alemanha em particular é muito clara: a segunda opção foi posta de lado.


Wolfgang Münchau, Editor associado do Financial Times

Nyk

Fitch corta notação de grandes bancos gregos
2010-04-10
Nota da dívida pública também foi cortada. Perspectiva negativa paira sobre economia grega

Depois de ter cortado a notação da dívida pública grega, a agência de ratings Fitch baixou também a classificação de vários grandes bancos gregos, mantendo ainda a sua perspectiva negativa.

Afectados por esta revisão foram o Alpha, o Eurobank e o Piraeus, cuja nota de longo prazo passa de BBB para BBB-, e ainda o ATEbank, cuja notação baixa de BBB- para BB+. Todos foram colocados sob vigilância negativa.

De acordo com a Fitch, o corte «reflecte o enfraquecido perfil de risco dos bancos gregos», «particularmente no que respeita à sua liquidez e posição de financiamento, em consequência das inquietações crescentes sobre o país».

Tendo em conta os desenvolvimentos, os bancos têm o acesso ao mercado de financiamento e ao mercado interbancário dificultado, «o que conduziu a uma utilização importante do financiamento pelo Banco Central Europeu em 2009 e durante o primeiro trimestre de 2010».

«A percepção de um risco elevado que envolve a Grécia contribuiu parcialmente para uma volatilidade dos depósitos bancários, que baixaram dois a quatro por cento entre o fim de 2009 e o fim de Março de 2010».

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/geral/grecia-fitch-ranting-bancos-agencia-financeira-divida/1153784-5238.html

Nyk

Bruxelas disponibiliza 30 mil milhões de euros a Atenas

Os ministros da zona euro demonstraram hoje disponibilidade para accionar uma ajuda à Grécia num total de 30 mil milhões de euros. A participação do FMI é discutida amanhã.

A taxa de juro estará próxima de 5%, o que fica abaixo dos 7% a que o país está sujeito neste momento pelo mercado.

Todos os países vão participar na ajuda. Os detalhes deste acordo foram anunciados hoje em Bruxelas pela Comissão e presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, após uma teleconferência entre os responsáveis das Finanças europeus e o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet.

Esta assistência terá de ser complementada pelo mecanismo de auxílio do Fundo Monetário Internacional, com uma contribuição "substancial". Esse montante será amanha discutido em Bruxelas numa reunião entre o fundo, o BCE e a Comissão.


Nyk

#33
Citação de: Nyk em Abril 11, 2010, 18:16
Bruxelas disponibiliza 30 mil milhões de euros a Atenas

Os ministros da zona euro demonstraram hoje disponibilidade para accionar uma ajuda à Grécia num total de 30 mil milhões de euros. A participação do FMI é discutida amanhã.

A taxa de juro estará próxima de 5%, o que fica abaixo dos 7% a que o país está sujeito neste momento pelo mercado.

Todos os países vão participar na ajuda. Os detalhes deste acordo foram anunciados hoje em Bruxelas pela Comissão e presidente do Eurogrupo, Jean Claude Juncker, após uma teleconferência entre os responsáveis das Finanças europeus e o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet.

Esta assistência terá de ser complementada pelo mecanismo de auxílio do Fundo Monetário Internacional, com uma contribuição "substancial". Esse montante será amanha discutido em Bruxelas numa reunião entre o fundo, o BCE e a Comissão.




E será que este tipo de ajudas são boas no futuro da grécia, ou resolvem o problema no momento e tornam-o ainda mais grave no futuro, será que a grécia terá capacidades económicas para pagar todos estes emprestimos a que esta ser sujeita ???

Nyk

Dívida da Grécia atinge máximo histórico

A dívida da Grécia ascende a «300 mil milhões de euros, a maior da história da Grécia moderna», declarou esta quinta-feira o vice-ministro das Finanças grego. Entretanto, vários dirigentes europeus mostraram-se preocupados com esta situação.
Segundo Philippos Sahinidis, vice-ministro das Finanças grego, a dívida da Grécia ascende a 300 mil milhões de euros, sendo o défice mais elevado em 16 anos.

A dívida pública da Grécia deve atingir 113 por cento do PIB no final do ano e 120 por cento em 2010.

A Grécia foi sancionada esta semana pela amplitude do seu défice orçamental pelas agências de notação. A degradação das suas notas fez cair o euro e as bolsas europeias.
 
Entretanto, a ministra dos Assuntos Europeus da Suécia, país que ocupa a presidência rotativa da União Europeia, afirmou que esta situação é «muito grave».

«Estamos bastante inquietos», declarou aos jornalistas Cecilia Malmstrom, pouco antes da abertura da cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Europeia, em Bruxelas.
   
O assunto não consta da agenda oficial da reunião, «mas imagino que os primeiros-ministros (e chefes de Estado) vão falar informalmente da questão, dado que a situação na Grécia é muito grave», afirmou.
   
«É uma situação difícil que exige tempo, coragem política e reformas», acrescentou.

O primeiro-ministro finlandês, Matti Vanhanen, disse que tem confiança que a Irlanda e a Grécia, países que registaram um considerável aumento dos défices e dívidas com a crise consigam manter a situação sob controlo.
   
«O mais importante é que tenhamos informação exacta sobre a situação» da Grécia, acrescentou numa referência à falta de fiabilidade das estatísticas gregas.
 
A chanceler alemã, Angela Merkel, já afirmou que os países da UE tem «uma responsabilidade comum» em relação à Grécia.
 
«O que se passa num país membro influencia todos os outros, em particular quando se tem uma moeda comum. É por isso que temos uma responsabilidade comum» em relação à Grécia, disse Merkel, após um congresso do Partido Popular Europeu, em Bona.


Nyk

CitaçãoFMI vai disponibilizar 10 mil milhões de euros para mecanismo de apoio


O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai acrescentar 10 mil milhões de euros ao mecanismo de empréstimo para ajudar a Grécia a sair da crise financeira, revelaram hoje fontes oficiais do Ministério das Finanças grego.

No contexto do mecanismo hoje anunciado pela Zona Euro, os Estados-membros vão colocar à disposição da Grécia um valor até 30 000 milhões de euros a uma taxa de cerca de cinco por cento.

Fontes citadas pela agência EFE, que pediram anonimato, indicaram ainda que o crédito que o FMI vai conceder terá uma taxa de 2,84 por cento, caso a Grécia decida usá-lo.

Os media gregos indicaram hoje que, segundo fontes do governo helénico, outros 40 000 milhões de euros de ajuda financeira irá ser disponibilizada em 2011 e 2012, caso o país necessite de mais ajudas.

Essas informações não especificam se os valores seriam disponibilizados pelo FMI ou pelos países da Zona Euro, ou se seriam repartidos por ambos.

Os Estados-membros da Zona Euro mandataram hoje a Comissão Europeia para que empreenda, a partir de segunda-feira, negociações com o FMI visando estabelecer um programa conjunto para a Grécia que cubra intervenções necessárias para lá de 2010 e fixe as condições de reembolso, segundo Bruxelas.

A 25 de março, os 16 membros da Zona Euro estabeleceram as condições para a concessão do primeiro empréstimo à Grécia com a finalidade de ajudar o país a sair da grave crise financeira que atravessa e tranquilizar, desta forma, os mercados internacionais.

Ou seja deviam 300 mil milhões e agora passam a dever mais 40 mil milhões, é sempre a somar, isto é parecido com as familias que estão super individadas e fazem ainda mais emprestimos para viver uma vida alem das suas possibilidades.


Nyk

Apoio internacional pode forçar Grécia a apertar ainda mais o cinto


O Governo alemão, liderado pela chanceler Angela Merkel (na foto), veio hoje reforçar a ideia de que está "pronto" para socorrer a Grécia. Mas avisa: uma ajuda da comunidade internacional poderá ser acompanhada da imposição de novas medidas de austeridade e só será accionada quando a Zona Euro estiver convencida de que Atenas está sem alternativas para se financiar. Mais: antes de desencadear um empréstimo, o parlamento alemão terá de ser ouvido.

Este conjunto de advertências foi deixado pelo porta-voz do Ministério alemão das Finanças, que alertou ainda para o facto de permanecer em aberto a definição das condições a partir das quais a Grécia poderá desencadear um pedido de apoio aos seus parceiros do euro. "Essas condições não estão definidas", sublinhou Michael Offer.

Citado pela agência Bloomberg, Offer adiantou que a chave de repartição acordada (com base no capital subscrito por cada país junto do BCE) fará com que a Alemanha seja o principal "fornecedor" de um empréstimo à Grécia.


Alemanha garante "fatia-leão"

Assumindo que a Zona Euro garantirá um empréstimo de 30 mil milhões de euros – que poderá ser acrescido de outros 15 mil milhões assegurados pelo Fundo Monetário Internacional – a Alemanha ficará responsável por 28% deste montante, ou seja, 8,4 mil milhões de euros.

Usando a mesma chave de repartição, e os mesmos pressupostos, Portugal terá de avançar com um empréstimo de 774 milhões de euros para compor a ajuda internacional à Grécia.

O porta-voz alemão sublinhou ainda que as condições ontem definidas pelos ministros das Finanças do euro deixam claro que a Grécia terá de pagar um preço muito próximo do de mercado para accionar uma ajuda da comunidade internacional.

"Não há subsídios", disse, acrescentando que, se a Grécia chegar a apertar o botão vermelho de alarme, o parlamento alemão terá de escrutinar qualquer 

Nyk


Plano de ajuda à Grécia é só para desviar atenções

Os peritos da Goldman, do HSBC e da Morgan Stanley são unânimes em dizer que o plano de resgate europeu à Grécia vai fazer muito pouco para estimular o crescimento económico do país.

"O ponto verdadeiramente importante aqui é se a Grécia pode voltar a crescer enquanto corta o défice", disse Erik Nielson, economista-chefe do Goldman, à Bloomberg.

"Sem crescimento, o défice só é sustentado se alguém os financiar com juros inferiores a 5%", pelo menos durante a próxima década, acrescentou o mesmo perito adiantando que "a taxa de juro exacta que vai ser cobrada nos empréstimos do pacote de ajuda está a desviar as atenções do ponto mais importante".

Já o 'chairman' do Morgan Stanley, Stephen Roach, nota que o pacote de ajuda "vai certamente reduzir as possibilidades de incumprimento no curto prazo, mas é preciso perguntar: como é que a Grécia vai fazer os ajustamentos fiscais, que supostamente estabeleceu, num curto período de tempo se conseguem estes fundos?".

"Descer o défice até aos 3% do PIB nos próximos três anos vai ser muito mais difícil e os mercados vão exigir medidas muito mais convincentes", considera Janet Henry, economista-chefe do HSBC, numa nota de análise.

Apesar do cepticismo dos economistas, o certo é que os mercados estão, para já, a reagir em alta ao anúncio do empréstimo no valor de 30 mil milhões de euros por parte da União Europeia e do FMI à Grécia.

A bolsa grega subia mais de 3,5%, com a banca em forte alta, enquanto o prémio que os investidores estão a cobrar para comprarem obrigações gregas a 10 anos em vez das obrigações alemãs com a mesma maturidade, descia para 347 pontos contra os 398 pontos registados na sexta-feira.

Já o preço dos CDS gregos sobre obrigações gregas a cinco anos, recuava 63 pontos, a maior queda em todo o mundo, para negociar nos 363,7 mil euros.


Nyk

Bolsas europeias em máximos de 18 meses com resultados da Intel e JPMorgan


As praças europeias fecharam a ganhar, atingido o nível mais alto desde Setembro de 2008, impulsionadas pelos resultados do primeiro trimestre da Intel e do JPMorgan, que intensificaram o sentimento de optimismo em torno da recuperação económica.

As tecnológicas Infineon e STMicroelectronics ganharam terreno depois de a Intel ter anunciado os resultados do primeiro trimestre, que subiram cerca de 5%, e de ter revisto em alta as suas estimativas para as vendas no segundo trimestre, apontando também para margens de lucro recorde na globalidade do ano.

Por outro lado, o JPMorgan reportou uma receita recorde de 55% no primeiro trimestre, a beneficiar de ganhos de "trading", superando assim as expectativas dos analistas.

Estes dois factores levaram o Stoxx 600 Europe a valorizar 0,7% para 270,47 pontos, o nível mais alto desde Setembro de 2008.

A época de apresentação dos resultados das empresas no primeiro trimestre arrancou esta semana, e os analistas consultados pela Bloomberg prevêem um crescimento de 30% nos resultados líquidos das empresas que fazem parte do S&P500.

Além dos bons resultados da Intel e do JPMorgan, foi também hoje divulgado que as vendas a retalho nos Estados Unidos subiram mais do que o esperado em Março, um sinal de que os consumidores estão desempenhar um papel importante na recuperação económica do país.

O índice espanhol IBEX avançou 0,37% para 11.503,70 pontos. Por seu lado, o índice britânico FTSE-100 apreciou 0,60% para 5.796,25 pontos.

O francês CAC-40 subiu 0,64% para 4.057,70 pontos, enquanto o alemão DAX valorizou 0,76% para se fixar nos 6.278,40 pontos. O AEX registou um acréscimo de 0,63% para 356,67 pontos.

O índice grego FTSE/ASE20 foi o único que não conseguiu acompanhar os seus pares, e caiu 2,05% para 974,96 pontos.

A contribuir para esta queda estiveram as declarações do investidor George Soros, que afirmou que a Grécia ainda enfrenta sérios riscos de uma "morte espiral", considerando que os custos do financiamento proposto pelos países da Zona Euro são ainda demasiado elevados.



Nyk

Grécia em risco de «espiral de morte»

Se activar plano de ajuda europeu terá de tomar medidas extra para cortar despesas e isso pode «sufocar» a retoma económica

A Grécia continua em risco de entrar numa «espiral de morte», considera o milionário americano George Soros citado pela Lusa.

Para o investidor, o pacote de ajuda definido pela Europa acarreta custos elevados para a economia grega. «Apesar de ser melhor do que o que mercado tem para oferecer, continua a ter riscos», disse num evento organizado em Londres.

Recorde-se que a Zona Euro acordou disponibilizar um empréstimo de 30 mil milhões de euros à Grécia, caso esta precise, num pacote onde o Fundo Monetário Internacional entra com 15 mil milhões adicionais. Os juros cobrados pelos parceiros europeus rondam os 5%, um valor que está abaixo da taxa cobrada pelo mercado.

O objectivo do plano, que passa por «ajudar a Grécia a cumprir os seus objectivos» será alcançado, mas isso significa que, se a Grécia não conseguir financiar-se nos mercados internacionais e tiver de activar esta ajuda, «terá de apertar ainda mais nas despesas, e depois as receitas fiscais diminuem, a economia afunda-se e entra-se numa espiral de morte. Este é o perigo que ainda permanece».

Esta quarta-feira os juros da dívida grega voltaram a aumentar. As yields das obrigações a dez anos voltaram a ultrapassar os 7%.


Nyk

Bolsas europeias sobem para máximos de 19 meses



As praças europeias subiram para máximos de 19 meses sustentadas pelo forte crescimento do PIB da China, que animou a confiança na retoma económica, e pelos resultados da Roche que superaram as previsões dos analistas. O pedido de ajuda internacional da Grécia também contribuiu para o optimismo.

O Europe Stoxx apreciou 0,5% para 271,68 pontos, atingindo máximos de 19 meses.

A fabricante de medicamentos, Roche, apreciou para máximos de dois meses, tenho ganho 2,6% para 177,1 francos suíços. No primeiro trimestre, a empresa teve um resultado liquido de 12,2 mil milhões de francos suíços, o que superou as estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg.

A China teve um crescimento mais rápido em quase três anos no primeiro trimestre, o que aumenta a especulação de que o governo chinês pode acalmar a economia. O Produto Interno Bruto (PIB) do país aumentou 11,9% em comparação com o Ana anterior, segundo o instituto de estatística da China.

"Temos bons dados da Ásia e um crescimento forte da economia chinesa, no entanto o problema é a perspectiva de um aumento das taxas", disse o gestor de fundos da Ofi Patrimoine, em Paris.

A época de apresentação dos resultados das empresas no primeiro trimestre arrancou esta semana, e os analistas consultados pela Bloomberg prevêem um crescimento de 30% nos resultados líquidos das empresas que fazem parte do S&P500.

A Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos disse no "Beige Book", que a economia expandiu-se em Março "um pouco" por tudo o mundo mas mais nos Estados Unidos com o aumento do consumo e da actividade industrial.

Outro dos factores que está a impulsionar as bolsas europeias, foi o facto da Grécia ter hoje pedido uma reunião com o Banco Central Europeu, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com o comissário europeu responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários, para falar de que forma "o programa político plurianual" poderá ser "suportado por assistência financeira dos países da Zona Euro e do FMI, se as autoridades gregas o solicitarem".

Em resposta, o FMI e Comissão Europeia vão enviar missões a Atenas já na próxima segunda-feira

O governo grego pediu este encontro na sequência do acordo político alcançado neste domingo sobre a eventual ajuda dos países da Zona Euro à Grécia.

O grego FTSE/ASE20 apreciou 2,98% para 1004,02 pontos.

O espanhol IBEX avançou 0,175 para 1.1523,50 pontos.O inglês FTSE ganhou 0,50% para 5825,01 pontos. O francês CAC subiu 0,20% para 4065,65 pontos.

O DAX valorizou 0,21% para 6291,45 pontos. O AEX depreciou 0,31% para 355,57 pontos.

Nyk

Juristas alemães tentam travar empréstimo à Grécia

A iniciativa não é nova e promete converter-se numa nova dor de cabeça para a Grécia: dois juristas alemães estão a recolher apoios para desafiar no Tribunal Constitucional do país a legalidade de um eventual envolvimento da Alemanha num empréstimo ao Estado helénico.

Joachim Starbatty, professor de Direito da Universidade de Tubingen, e Karl Albrecht Schachtschneider, professor reformado da Universidade de Nuremberga, vieram a público avisar que consideram um resgate a um país do euro uma violação dos Tratados europeus.

Ambos querem que o Tribunal Constitucional alemão se pronuncie sobre a matéria, antes de Berlim se envolver num empréstimo à Grécia. Atenas formalizou hoje o pedido para o início de consultas com a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (FMI), sinalizando que a ajuda internacional terá passado de uma eventualidade a uma iminência.

Bruxelas e Washington responderam afirmativamente, tendo ambos anunciado que enviarão missões à capital grega já na próxima segunda-feira. A Grécia quererá que na segunda-feira fiquem preto no branco todos os detalhes do plano de ajuda prometido pelos países da Zona Euro e pelo FMI para evitar que hesitações, entre um pedido formal de ajuda e a sua concretização, possam aproveitadas por especuladores para castigar ainda mais a dívida grega.

Os países da Zona Euro anunciaram no domingo a disposição de emprestar, neste ano, até 30 mil milhões de euros, a uma taxa em torno de 5%. O acordo abre a porta a um crédito que poderá estender-se por três anos e ao qual será sempre associado o FMI, que entrará com um terço das verbas que venham a ser pedidas por Atenas, para além de fornecer "assistência técnica".


Ainda há muitas pontas soltas

Ao todo, tudo estará a postos para emprestar neste ano até 45 mil milhões de euros à Grécia. Mas nada ficou escrito quanto aos montantes que poderão ser emprestados ao longo dos três anos – 80 ou mesmo 90 mil milhões de euros têm sido valores referidos pela Imprensa alemã – nem em relação ao momento em que, na apreciação dos parceiros europeus, uma ajuda internacional passa a ser o "último recurso".

Isso exigirá que, por unanimidade, os países do euro considerem que a Grécia não está mais a conseguir financiar-se através dos mercados e que é a estabilidade da Zona Euro, como um todo, que está em risco.


Um primeiro cheque a ser eventualmente passado aos gregos deverá ser do FMI, já que muitos países europeus, designadamente a Alemanha – que ficará responsável por garantir a fatia-leão (mais de 8 mil milhões de euros) –, terão ainda de consultar os seus Parlamentos.

Estes dois juristas alemães querem agora também intentar uma acção para obrigar o Tribunal Constitucional a pronunciar-se sobre a legalidade da operação, antes de a Alemanha se comprometer com qualquer empréstimo à Grécia.

Nyk

30 mil milhões podem não chegar para salvar a Grécia
Presidente do Bundesbank acha que não está a ser dada a importância devida à situação

Os 30 mil milhões que a Zona Euro acordou disponibilizar para ajudar a Grécia podem não ser suficientes para salvar o país, considera o presidente do banco central alemão, o Bundesbank.

Axel Weber, um dos nomes falados para substituir Jean-Claude Trichet à frente do Banco Central Europeu (BCE) quando este abandonar o cargo, fez uma apresentação perante legisladores do partido FDP. Duas fontes que não quiseram ser identificadas e que estiveram presentes nesta apresentação afirmaram à Bloomberg que Weber se mostrou preocupado com o facto de a população grega poder não estar ciente da gravidade da situação.

De acordo com o plano de salvamento desenhado pela Zona Euro para a Grécia, os países do euro disponibilizarão 30 mil milhões de euros para emprestar ao país, caso aquele o solicite, mas o Fundo Monetário Internacional (FMI) será também responsável pelo empréstimo de 15 mil milhões.

DUARTINI

Eu não quero ser agoirento. Mas no fórum de discussão no yahoo finance relativo à acção Goldman Sachs fala-se que amanhã as capas de jornais vão falar no caso Grécia e Portugal em letras garrafais. Poderá ser estratégia por parte dos shorts. O instaurarem medo, desconfiança nos bulls. Se isto realmente acontecer amanhã teremos mais um dia péssimo na nossa praça.
http://strapon.pt    http://sersexy.net

Nyk

Lucros do Deutsche Bank crescem 48% no primeiro trimestre


Os lucros do maior banco da Alemanha cresceram mais do que esperado, com os ganhos na unidade de banca de investimento a suportarem um crescimento de 48% dos lucros, face ao período homólogo.

O lucro líquido do Deutsche Bank saldou-se em 1,76 mil milhões de euros, de 1,19 mil milhões no mesmo período do ano passado, segundo anunciou hoje o banco em comunicado. Os resultados ultrapassam os 1,33 mil milhões de euros estimados pelos analistas inquiridos pela Bloomberg.

"O Deutsche Bank tem uma posição muito forte no mercado obrigacionista e os seus pares norte-americanos mostraram como a negociação está a correr", disse o gestor de fundos do Landesbank Berlin Investment, Lutz Roehmeyer à Bloomberg. "Seria uma desilusão se o Deutsche Bank não ultrapassasse as estimativas, depois do que os concorrentes apresentaram".

O JPMorgan, o Goldman Sachs e o Bank of America bateram as expectativas dos analistas, ajudados pela negociação de dívida, enquanto o UBS apresentou o maior lucro antes de impostos em quase três anos, em parte por causa da recuperação dos resultados na unidade de obrigações.