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“ Uma Verdade Escondida ”

Iniciado por JoseABMachado, Abril 28, 2010, 19:45

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JoseABMachado

" Uma Verdade Escondida "

1.   A Conjuntura

"Portugal não tem nada a ver com a economia grega"

Este é o Slogan e o comentário que mais se tem escutado nos últimos dias em Portugal nos vários órgãos de comunicação social, proferido pelos mais variados intervenientes políticos e económicos.

Esta mensagem é simples e visa exclusivamente tranquilizar as pessoas. Diremos mesmo que é um cliché para o momento actual de crise.

Como todas as crises, inevitavelmente esta vai passar e isso é um facto que todos devem dar como adquirido.

No olho do furacão a tendência é para não ver para além dele e a politica imediata passa a ser a do salve-se quem poder.

Infelizmente para nós esta crise não está no fim mas talvez e provavelmente no início. A inoperância latente deste governo está a contribuir a par de outros factores que nos não são directamente imputáveis, para um agravamento diário da situação.

«Nós demos azo a tudo isto, porque a nossa economia está estagnada há dez anos. O Estado está endividadíssimo, a dívida pública não consegue ser travada verdadeiramente, temos de assumir essa responsabilidade, mesmo sabendo que os outros estão a especular, temos é que fazer o trabalho de casa. O PEC só convenceu quem queria ser convencido, não aponta nada para que se consiga nem resolver o problema o défice em 2013 e muito menos para depois desta data quando a situação se afigurava mais complicada - Medina Carreira , hoje ».

2.   O ataque especulativo

Neste momento a ideia geral que está a ser passada para a opinião pública é de que resolvido o problema da Grécia tudo voltará à tranquilidade.

Nós pensamos que este ataque tem objectivos mais amplos e demolidores.

Antes de mais convém compreender que a CEE é um agrupamento de estados com vontades e interesses  próprios e não uns EUA em que um governo central tem capacidade interventiva rápida e eficiente.

No nosso espaço existe muita discussão e pouca acção. Os especuladores sabem disto e neste momento em que vários membros se encontram vulneráveis atacam os mais fracos com o objectivo claro de provocar um efeito de dominó global. O objectivo é só um , ganhar muitos biliões de dólares.

Como dizia hoje Piero Ghezzi  do Barclays Capital, Se além da Grécia, também Portugal e Espanha precisarem de programas de apoio europeu, "o valor será astronómico", 480 mil milhões de euros no mercado... "Agora estamos a falar de dinheiro a sério".Piero Ghezzi  explica hoje na edição do "The New York Times" que o problema grego passou a ser português e pode passar a ser espanhol: os três países precisam de refinanciar muita dívida este ano e, se entrarem em colapso de crédito, poderão precisar de fortes programas de apoio internacional: "90 mil milhões de euros para a Grécia, 40 mil milhões para Portugal e 350 mil milhões para Espanha", contabiliza Ghezzi – Jornal de Negócios , Hoje.

Os especuladores sabem disto e não cremos que sejam os programas de estabilidade orçamental que os vão demover deste ataque aparentemente concertado . Um PEC é um programa de médio longo prazo , no entanto as medidas necessárias são de curto prazo e deveriam passar por um contra ataque fortíssimo , coordenado e eficaz da parte dos governos que compõem o Euro . Só assim os especuladores ficariam em "sentido" e demovidos do seu intuito, caso contrário vai-lhes continuar a cheirar a sangue e o ataque irá prosseguir.

Desta forma reiteramos a opinião e as reticencias que mantivemos sistematicamente durante várias semanas. Os nossos subscritores devem manter-se afastados do Mercado de Acções nacional. A volatilidade vai aumentar e o risco de percas acentuadas também. Podem existir dias de subida , no entanto e enquanto a situação perdurar ,elas deverão ser efémeras.

3.   Anexo

Em anexo gráfico do PSI 20 até à data de hoje.

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Cumprimentos
José AB Machado

Broker_Invest

Boa noite caro JoseABMachado,

Eu vejo isto tudo como uma "Grande-Guerra" mas sem tirar vidas humanas, vejo que eles comecem por apanham os mais fracos da zona EURO, "tipo" invasão dos EUA para com a Europa, porque eles não lhes agrada nada haver uma moeda mais forte que a deles, logo eles querem continuar a ter o poder do controle dos mercados mundiais, não e por acaso que eles intreviram na 2 Guerra mundial e eles estavam numa situação após 1929 e tinham que ganhar dinheiro tirando proveito dessa mesma guerra tanto que nós todos sabemos que foram os EUA que financiaram a reconstrução de uma boa parte da EUROPA, agora é só reflectir que eles estão a fazer o mesmo sem tirar vidas humanas, mas a tirar o poder à Europa para eles entrarem como bons samaritanos, não ficava nada admirado que eles ainda emprestassem uma boa parte do $$$ para o Bailout da europa  ;D   os sacanas não dão ponto sem nó!   

Boa noite e bons negócios.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

JoseABMachado

Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova Iorque, mostra-se pessimista sobre o sucesso do pacote de ajuda à Grécia montado pela zona euro e pelo FMI para salvar o país da bancarrota.

O economista afirmou ontem à noite, em entrevista à CNBC, que o actual plano de resgate grego "não vai resultar, porque "a Grécia já está perto da insolvência".

No entendimento de Roubini "vai ser necessária a reestruturação da dívida grega", uma opção que foi ontem rejeitada pelo ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble.

Para o professor universitário, o colapso da economia grega pode ter um efeito dominó entre outros países da zona euro com fragilidades orçamentais, tais como Portugal, Espanha, Itália e Irlanda.

"Suponhamos que temos um colapso desordenado da Grécia, duas coisas irão acontecer: as instituições financeiras que compraram dívida grega, a maioria na Europa, irão sofrer perdas avultadas, e um contágio da Grécia a Portugal, Espanha, Itália e Irlanda terá um efeito dominó", explicou.

Económico - Hoje
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Cumprimentos
José AB Machado

Broker_Invest

Quanto mais ele estiver pessimista MELHOR!!! quer dizer que os mercados vão provar o contrario  :D  desde que deram os holofotes da fama ao Sr. Nouriel Roubini,ele agora diz o que quer e que lhe mais convém, estas pessoas com algum "poder" de influenciar massas devia ser proibida dar qualquer parecer sem ter fundamentos concretos.  Eu nunca ouvi dizer bem de nada, ele deve andar carregado de Shorts.  ;D

Bons negócios.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

fisher

Caro  Broker invest

Não leve a mal discordar, mas o Professor Nouriel tem toda a razão do Mundo quando fala da grécia.  Repare ,Não é por acaso que se chega a professor.

Porque ninguém vai ajudar a Grecia no sentido de que está a pensar, no bom sentido. Vão ajudar a Grecia  mas é no seu enterro para lhe fazerem um enterro mais bonito com uma divida ainda maior.  É o que eu vejo nas noticias é que todo o Mundo quer aumentar a divida , os encargos da Grecia. Ainda não vi nin guém dizer que vai reduzir , diminuir a divida da Grecia . O que ouço nas noticias é que todos querem apoiar o aumento da divida com novas dividas , novos emprestimos. É disto que fala o Professor Nouriel, e que muitos não querem ver.

As minhas desculpas por discordar, mas a divida Grega vai aumentar . È só fazer contas . Nimguém do exterior pode resolver a divida da Grecia. Só a Grecia pode resolver o seu problema , mais ninguém , convença-se disso. Mas é duma maneira que não agradará aos gregos como sabe.

Cumprimentos e bons negócios, e esperemos que os Gregos acordem a tempo.

Cumprimentos


Broker_Invest

Citação de: fisher em Abril 29, 2010, 13:42
Caro  Broker invest

Não leve a mal discordar, mas o Professor Nouriel tem toda a razão do Mundo quando fala da grécia.  Repare ,Não é por acaso que se chega a professor.

Porque ninguém vai ajudar a Grecia no sentido de que está a pensar, no bom sentido. Vão ajudar a Grecia  mas é no seu enterro para lhe fazerem um enterro mais bonito com uma divida ainda maior.  É o que eu vejo nas noticias é que todo o Mundo quer aumentar a divida , os encargos da Grecia. Ainda não vi nin guém dizer que vai reduzir , diminuir a divida da Grecia . O que ouço nas noticias é que todos querem apoiar o aumento da divida com novas dividas , novos emprestimos. É disto que fala o Professor Nouriel, e que muitos não querem ver.

As minhas desculpas por discordar, mas a divida Grega vai aumentar . È só fazer contas . Nimguém do exterior pode resolver a divida da Grecia. Só a Grecia pode resolver o seu problema , mais ninguém , convença-se disso. Mas é duma maneira que não agradará aos gregos como sabe.

Cumprimentos e bons negócios, e esperemos que os Gregos acordem a tempo.

Cumprimentos



Caro Fisher eu não levo nada mal, cada um tem a sua opinião e eu respeito ,eu gosto muito de ouvir várias opiniões. Mas agora sobre este assunto, eu acho que este esquema de pagar dívida através de emissão de nova dívida já tem Séculos, qual é o Governo/Pais que não se financia assim, os EUA emitiram Divida e muito dela está nas mãos Chinesa e Árabe, O problema que se encontra aqui é, há quem goste mais de gastar do que poupar.

Bons negócios.
Não há mal que perdure e bem que dure sempre

JoseABMachado

Jornal de Negócios - Hoje

Gráfico do PSI 20 no fim do texto com o fecho do dia.

O vice-presidente da Comissão Europeia, Joaquín Almunia, reconheceu hoje que a União Europeia reagiu tarde ao problema grego e não estava preparada para enfrentar uma crise como esta, de acordo com uma notícia avançada pelo Cínco Días.

Segundo o jornal espanhol, que cita citações do vice-presidente da Comissão Europeia à Cadena SER, Almunia sublinhou que desde o Conselho Europeu em que foi feita a declaração de apoio à Grécia até hoje "passou-se uma eternidade", tendo em conta os problemas graves da Grécia.

"Dois meses e meio é uma eternidade para uma situação como esta e isso temos que reconhecê-lo e aprender com a experiência. Não estávamos suficientemente preparados para enfrentar uma crise como esta", admitiu Almunia.

O mesmo responsável reconheceu que há outros países do euro, como a Espanha, que estão a ser afectados pela situação grega, embora estejam a ser atacados pelos mercados. "Estamos a sofrer por não termos podido atacar a tempo a situação grega", sublinhou.

Em relação aos problemas que estão a ser colocadas pela Alemanha no resgate à Grécia, Almunia explicou que há que ter "muito em conta" os argumentos da maior economia da Zona Euro, no sentido em que os países para estarem na Zona Euro têm que mostrar todos a mesma responsabilidade.

O vice-presidente da Comissão Europeia afirmou ainda que as negociações que estão a decorrer em Atenas entre a Comissão Europeia, o FMI, o BCE e as autoridades gregas "estão prestes a concluir-se", provavelmente antes do final da semana.

Almunia defendeu ainda que países como a Espanha, afectados pela situação grega, têm que tomar decisões quanto antes, porque os mercados nestas situações "são mais míopes", que o habitual.

Para o responsável, a crise financeira "não acabou de todo", uma vez que há problemas que ainda aguardam solução. "Temos a crise da dívida pública na Grécia e o nervosismo dos mercados agora está concentrado nos mercados da dívida", realçou Almunia, adiantando que os Estados tiveram que ajudar o sistema financeiro e agora enfrentam défices execessivos.

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O professor da Universidade de Harvard, Martin Feldstein, diz que a Grécia vai acabar por ter de entrar em incumprimento da sua dívida, já que o nível do défice a que o país está obrigado pela União Europeia até 2012 é impossível de atingir.

"Simplesmente não existe maneira de dar a volta à aritmética implicada pela escala da redução do défice e o declínio económico implicado: o incumprimento da dívida da Grécia é inevitável", disse Feldstein num artigo citado pela Bloomberg.

A Grécia pode escolher financiar o actual serviço da dívida com nova dívida em vez de pagar em dinheiro, diz Feldstein, que também aventa a hipótese de a Grécia permitir que o Fundo Monetário Internacional reestruture a dívida existente do país.

As autoridades gregas estão a delinear os termos de um empréstimo a três anos com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional, que provavelmente vai implicar um de 45 mil milhões de euros ao país, só em 2010. O preço das obrigações gregas desceu e levaram a taxa de retorno das notas de dívida a dois a ultrapassar os 18%, devido a preocupações relativas à capacidade do país financiar a sua dívida.

Apesar de o plano de ajudas poder adiar o incumprimento "durante algum tempo", as autoridades europeias "terão de aceitar que o país está insolvente e que não poderá financiar o serviço da dívida existente", diz Feldstein

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Numa altura em que os mercados financeiros estão a castigar severamente Portugal, Diogo Leite Campos, vice-presidente do PSD, diz temer a entrada do Fundo Monetário Internacional (FMI).

As declarações do dirigente partidário são avançadas hoje pelo Diário de Noticias e, sublinha o jornal, destoam do tom conciliatório e de tranquilidade que ontem PSD e Governo tentaram passar aos investidores.

Diogo Leite Campos afirma que Portugal "precisa de um Orçamento Rectificativo a sério" e que, caso não sejam invertidas as políticas de consolidação, o FMI poderá avançar sobre a economia nacional. Uma situação que representará "a perda da independência económica" do País, e a imposição de medidas muito duras como "corte nos ordenados, de pensões, redução violenta na despesa pública e aumento de impostos".

Ao abrigo do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), o Governo já anunciou o congelamento salarial na Função Pública, penalizou as reformas antecipadas, vai cortar no valor do subsídio de desemprego para uma parte dos desempregados, imporá tectos máximos ao aumento da despesa com prestações sociais e pretende aumentar os impostos por diversas vias, a mais significativa das quais é o corte nas deduções e benefícios fiscais.

Titulo mais cómico do dia
Económico - Hoje

"Bolsa recupera 40% do que perdeu na semana"

 
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#7
O prémio Nobel da Economia, Paul Krugman, considera que se os líderes europeus não começarem a agir muito mais vigorosamente para salvar a Grécia, o país poderá entrar em incumprimento e, aí, o euro estará em perigo, escreve o economista no seu artigo de opinião no "New York Times".

Num artigo entitulado "a armadilha do euro", Krugman debate a "confusão" em que actualmente se encontra o euro, argumentando porque é que os cépticos da moeda única europeia tinham razão.

Respondendo directamente à questão sobre se o euro está em perigo, o Nobel da Economia diz que sim, explicando que se "os líderes europeus não começarem a agir muito mais vigorosamente, fornecendo à Grécia ajuda suficiente para evitar o pior, uma reacção em cadeia que começa com o incumprimento da Grécia e termina a descarregar muito maior confusão tudo parece possível".

Para o economista, actualmente as atenções estão focadas na dívida pública, o que pode parecer um simples caso de governos que não conseguiram controlar os seus gastos, "mas isso é apenas uma parte da história para a Grécia, nem tanto para Portugal e de modo nenhum a história da Espanha".

Na opinião de Krugman, há três anos nenhum destes países pareciam ter problemas orçamentais profundos e todos eles "estavam a atrair largas entradas de capital estrangeiro, em grande parte porque os mercados acreditavam que serem membros da Zona Euro tornavam as obrigações gregas, portuguesas e espanholas investimentos seguros".

No entanto, tudo se complicou com a crise financeira. Estes países que até então atraíram o investimento estrangeiro, viram as entradas de capital "secarem", ao mesmo tempo que os défices aumentaram e isto tornou-se uma "armadilha".

Mas, se antes do euro, os custos poderiam ser controlados através do ajustamento das taxas de câmbio, agora isso não é possível e é precisamente para este facto que Krugman avisa que os cépticos do euro tinham alertado. "Ao abdicarem da capacidade para ajustar as taxas de câmbio, eles avisaram (os cépticos) que tal iria convidar crises futuras", escreve.

Tendo em conta este cenário, o economista considera que o que até aqui muitos, inclusive ele próprio, consideravam impossível, uma ruptura do euro, agora pode acontecer.

A lição que Krugman tira desta situação são "os perigos de nos colocarmos numa camisa-de-força", argumentando que "quando se juntaram ao euro, os governos da Grécia, Portugal e Espanha negaram-se a capacidade de fazer algumas coisas erradas, como imprimir demasiado dinheiro, mas também se negaram a capacidade de responder com flexibilidade às situações".

Contudo, o Nobel da Economia conclui que, em casos de crise, "os governos precisam ser capazes de agir e foi isso que os arquitectos do euro esqueceram e nós precisamos lembrar".

Negócios 30/4/2010
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

Económico 4/5/2010

"A impensável possibilidade de Portugal ter de ser resgatado, porque os custos de financiamento aumentaram numa espiral descontrolada, já não é inimaginável", admite a The Economist Intelligence Unit (EIU) no seu último relatório sobre Portugal, a que o Diário Económico teve acesso.

Apesar de este não ser o cenário central das previsões da instituição, esta aconselha o "Governo a evitar a todo o custo um resultado tão drástico".

A EIU "acredita que o Programa de Estabilidade e Crescimento será parcialmente bem sucedido na redução do défice, no entanto, essa redução não será tão rápida como o Governo deseja, já que contém previsões de desempenho económico excessivamente optimistas", lê-se no documento. A EIU, que fornece todas as previsões para a revista britânica The Economist, prevê um crescimento de apenas 0,3%, tanto este ano como no próximo, e admite mesmo a possibilidade de "alguns trimestres de evolução negativa", com a continuação de redução do emprego, em 2010.

"O principal risco à consolidação orçamental resulta da possibilidade de os custos de endividamento entrarem numa espiral descontrolada", defende a EIU, alertando ainda para os riscos de "contágio" em Portugal da crise orçamental grega.

A EIU ressalva, porém, que as finanças portuguesas "ainda são sustentáveis, caso o Governo se dedique à redução do défice nos próximos anos". A instituição reconhece que "este esforço pode contribuir, em si, para reduzir ainda mais as receitas, tendo em conta que a retoma ainda é frágil".

Perante a necessidade de consolidação, a EIU espera que a maior parte dos grandes investimentos seja adiada, o que, na sua opinião será "estranho para o PS que apresentou o seu vasto programa de obras públicas como um instrumento importante para estimular o crescimento".

Quando ao enquadramento político, a instituição acredita que, apesar do Governo ser minoritário, será possível aprovar reformas importantes em 2010-11, com a abstenção dos partidos de direita na oposição. E deixa ainda uma nota ao novo líder do PSD que "tem o potencial de criar mais tensão na arena política".

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Cumprimentos
José AB Machado