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Curva de Laffer

Iniciado por JoseABMachado, Janeiro 08, 2011, 21:11

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JoseABMachado

Curva de Laffer

De acordo com um estudo da empresa de consultoria de recursos humanos Mercer, a Alemanha ocupa a terceira posição no ranking dos maiores custos de mão-de-obra da Europa. Com uma média de 50,4 mil euros por empregado por ano, a Alemanha só fica atrás da Bélgica (53,6 mil) e da Suécia (52,8 mil).

Na Alemanha não existe salário mínimo no entanto segundo um estudo do Eurostat, realizado em 1 de Janeiro deste ano e por comparação, o Luxemburgo está em primeiro lugar no que respeita ao salário mínimo europeu, com 1.642 euros brutos por mês.

A Irlanda no entanto e para termos um termo comparativo mais corrente está com 1.462 euros de salário mínimo mensal e até a Grécia tem um salário mínimo de 862€.

A nossa observação neste Post , não se prende com o salário mínimo.
A nossa observação prende-se com o nível absolutamente exorbitante de carga fiscal existente em Portugal.

Portugal tem um salário mínimo que não chega aos 500€ e no entanto paga neste momento impostos ao mesmo nível da Alemanha.

Em Portugal não existe na verdade neste momento " Politica Fiscal " mas sim "esbulho fiscal " declarado.

Só para que exista uma percepção da realidade nos seis anos de governação do nosso Engenheiro Relativo , "só o IVA" aumentou 21% de 19% para 23% e nos últimos 15 em 35%.

http://www.youtube.com/watch?v=BDwSzZAYRMU&feature=related

Esta festa está contudo a acabar ... e muito provavelmente vai acabar mal.

A curva de Laffer é, em economia, uma representação teórica da relação entre o valor arrecadado com impostos por um governo e todas as possíveis razões de taxação. É usada para ilustrar o conceito de "elasticidade da receita taxável ". Para se construir a curva, considera-se o valor obtido com as alíquotas de 0% e 100%. É óbvio que uma alíquota de 0% não traz receita tributária, mas a hipótese da curva de Laffer afirma que uma alíquota de 100% também não gerará receita, à medida que não haverá qualquer incentivo para o sujeito passivo da obrigação tributária receber ou conseguir qualquer valor. Se ambas as taxas - 0% e 100% - não geram receitas tributárias, conclui-se que deve existir uma alíquota na qual se atinja o valor máximo. A curva de Laffer é tipicamente representada por um gráfico estilizado em parábola que começa em 0%, eleva-se a um valor máximo em determinada alíquota intermediária, para depois cair novamente a 0 com uma alíquota de 100%.

Um resultado potencial da curva de Laffer é que aumentando as alíquotas além de certo ponto torna-se improdutivo, à medida que a receita também passa a diminuir. Existe uma hipotética curva de Laffer para cada economia. Este conceito é importante na medida em que do nosso ponto de vista já estaremos ou no limite ou para lá dele com o aumento de impostos que se vai verificar o que a ser real se traduzira potencialmente numa diminuição de receita e não num aumento como poderá vir a ser constatável durante o próximo ano de 2011.
********
Cumprimentos
José AB Machado

areis1

Boa tarde sr. Machado
De facto, curvas à partes, eu considero o seu post muito bom. Um facto subjectivo é que a economia genericamente ganha quando as partes arrecadam lucros. Isto é, ganha-se, gasta-se mas as partes, impostos incluídos, ficam em posição de lucro. Existe por isso crescimento.
Se contudo se taxarem em excesso, qualquer que seja a razão, e uma delas é o excesso de despesa do Estado, depressa se esgota a capacidade de recriar valor e entra-se em continuada gestão de tesouraria para fins de curto prazo apenas. Logo não há futuro nem investimento, o que leva a crescimento negativo de receitas futuras. Equivalente em microeconomia à espiral de dívida.
Os valores de salário mínimo são irrelevantes quando o mercado não funciona. Se ninguém contratar, alguém vai aceitar menos que o salário mínimo, aqui e na Alemanha.
E a festa irá acabar mal de certeza.
Os meus cumprimentos e parabéns pela sua continuada perpectiva de cautela e informação.
AR

JoseABMachado

"Na ânsia de arranjar dinheiro, o Estado converteu-se em salteador sem escrúpulos, que saqueia a torto e a direito. Até nas vacinas para viagens ao estrangeiro se aplicam aumentos que bradam aos céus. Não me admiraria se, dentro em breve, estivéssemos a ver aprovada no Parlamento uma taxa para pagamento do ar que se respira".

Por:José Eduardo Moniz ([email protected])
Correio da Manhã


"O descalabro das finanças públicas é o motivo que explica a situação. Tem conduzido a sucessivos aumentos da carga fiscal sobre as famílias e as empresas. O problema é que o Estado deixou subir as suas despesas a um ritmo tão desenfreado que as receitas dos impostos nunca chegam para suportar tudo aquilo com que se comprometeu. Em desespero, o Governo descobriu, agora, outra fonte de rendimentos e parece que nada escapa à voracidade dos cofres públicos.

No levantamento das taxas que vão sofrer, ou já sofreram, agravamentos, e que o Negócios publica hoje, é fácil perceber que os mesmos serviços vão passar a custar muito mais para quem a eles tenha de recorrer. Há aumentos de preços que, em variação percentual, atingem quatro dígitos, uma prática que, no sector privado, certamente chamaria a atenção de reguladores e entidades de defesa do consumidor que não andassem a dormir. A questão é que os comportamentos que o Estado exige aos outros, dispensa-se a si próprio de observar, mantendo uma triste tradição portuguesa em que os serviços públicos não servem os cidadãos, são estes que os têm que servir, sem apelo, nem agravo".

João Cândido da Silva  [email protected]
Jornal de Negócios

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Cumprimentos
José AB Machado

s.s


Boa Noite.

Em primeiro lugar quero dar os parabéns ao Sr. Machado pela abertura deste tópico.

O saque aos nossos Bolsos esta em marcha e o que mais gera revolta é saber que o dinheiro que estamos a pagar é na maioria das vezes mal gerido pelos políticos que nos tem governado nos últimos anos.

Deixo um texto para lerem e pensarem nas qualidades e no desrespeito que os políticos tem pelos contribuintes.

Chega uma altura que o contribuinte deixa de ter respeito pelo politico e podemos ter " O caldo entornado


O Estado Português gastou desde 2008, em plena crise económica, 331.200 euros em concertos de Tony Carreira e pagou 114.000 euros por uma cerimónia de 3 horas para atribuir prémios a pequenas e médias empresas. a Câmara Municipal do Funchal deu 111.115 euros para cobrir as despesas dos figurantes e do "catering" para uma telenovela a ser filmada na Madeira. outra autarquia, a de Matosinhos, usou 16.725 euros para oferecer canetas e salvas de prata. por sua vez, o Primeiro-Ministro, José Sócrates, sentiu-se generoso e gastou no seu gabinete em 2006, 219.000 euros em comunicações móveis; este ano, pagou 63.000 euros em flores naturais para a sua residência oficial, mais de 43.800 euros do que em 2009. as obras e a manutenção da sua residência oficial do Primeiro-Ministro, em São Bento, custaram cerca de 260.000 euros desde 2008, apesar de Sócrates não viver lá. no que toca aos automóveis topo de gama, o Banco de Portugal, pagou 212.429 euros por 6 veículos à BMW, entre 2009 e 2010. em 2008, os 29.000 automóveis do estado consumiram 90.800.000 euros em combustível. no tempo de Mário Soares como Primeiro-Ministro já havia motorista, mas o Ministro das Finanças, Medina Carreira, usava um carro apreendido para poupar, apesar do país não estar financeiramente tão mal como agora. hoje Sócrates anda em carros modernos e o seu gabinete tem 12 motoristas. só o gasto de 476.000 euros pagos a um escritório de advogados, por uma semana de trabalho para o Taguspark, é a ponta do icebergue do que o estado gasta com auditores e escritórios de advogados. a Sérvula Correia recebeu 4,2 milhões de euros de um total de 15,7 milhões de euros gastos por vários governos em advogados entre 2003 e 2006. desde 2008, a Sociedade já recebeu 4,055 milhões de euros. foi esta Sociedade de Advogados que participou no concurso para aquisição dos submarinos. a PLM recebeu 1 milhão de euros em 2006. nos últimos anos 12 anos, fizeram-se 114 estudos sobre o novo aeroporto e só em 2009 gastaram-se neste estudo, 9,2 milhões de euros. a empresa de origem holandesa, DHV, fez um estudo do impacto ambiental que custou ao Estado 817.000 euros. no TGV, de 2001 a 2008, os estudos totalizaram-se 92,9 milhões de euros. e nós sabemos que os dois projectos foram adiados. o Estado gasta em transportes e estadias: 2.352.679 euros, aqui e no estrangeiro. festejar o 25 de Abril, o Dia de Portugal, e o Centenário da República, custou ao Estado 2.368.019 euros, entre 2008 e 2010. apesar da crise, continuou a haver festas: as decorações, luzes e outras despesas de natal custaram 6.830.233 euros em 2008 e 6.133.935 euros em 2009. Cascais gastou 21.445 euros em bolos.réis para oferecer a cada um dos 2.220 funcionários, no natal. Loulé preferiu o Carnaval: pagou 6.960 euros por uma encomenda de rebuçados em 2009 e 73.125 euros em almofadas anti-stress de arremesso para o Carnaval de verão do mesmo ano. outros optaram pela música: a Câmara de Santarém pagou 263.200 euros ao cantor de ópera espanhol, José Carrera. Quim Barreiros facturou em 2009/2010 aos contribuintes portugueses, 256.303 euros. só em festas, na maioria promovidas pelas Autarquias, gastaram-se desde 2008, 4.324.163,13 euros. os festejos foram variados: festa do leitão, da sardinha, das flores, do fado ou do emigrante. brindes promocionais totalizaram 1.225.093 euros em pins, panamás e guarda-chuvas pagos pelo Estado desde 2008 a 2010. só refeições para eventos ou cafés para o escritório, o Estado gastou pelo menos 262.795 euros: 13.532 euros em espumantes, 208.103 euros em cafés, 30.000 euros águas, e o Regimento de Transmissões do Exército pagou 4.200 euros em whisky novo, em 2009.

Num País de 10 milhões de habitantes: 2 milhões passam fome e os outros 8 milhões passam dificuldades económicas, geridos por sultões das Árábias.

"Somos um País de mendigos com carros dignos da Arábia Saudita"
(Medina Carreira)

Luís Santos

JoseABMachado

#4
Bom Dia
SS

Obrigado pela sua oportuna intervenção.

É fundamental que todas as pessoas no nosso País desenvolvam uma consciência cívica, social , económica e politica que de forma efectiva permita que as gerações vindouras beneficiem da liberdade de expressão e crescimento económico , próprio das democracias ocidentais.

Não é intenção deste "Poste" tecer qualquer processo de intenções contra ou a favor de doutrinas politicas ou económicas do que convencionalmente se resolveu convencionar de esquerda ou direita. Esse é um assunto de consciência política que não cabe no âmbito desta discussão.

O que neste Poste se pretende fazer é dar um limitado, modesto e circunscrito contributo para que os leitores do ClubeInvest também percepcionem como politicas económicas e fiscais redutoras e espoliadoras, podem afectar determinantemente as economias no geral e os mercados de capitais em particular.

As pessoas não podem ser indefinidamente manietadas por estes apaniguados defensores da democracia e do bem-estar social que quando chegam ao poder a única coisa que objectivamente fazem é promover os seus interesses e os interesses dos parasitas pedantes que os circundam nem que para isso tenham de por todo um povo a pagar os seus inconsequentes disparates e as suas mordomias.

"Repare-se como sem vergonha se manipula um povo"

1)O candidatado presidencial Manuel Alegre apelando ao "povo de esquerda" ... seja lá o que isso for, alertava solenemente e provavelmente num dos seus poéticos desvarios iluminados, que um voto no principal adversário, poderia representar um regresso ao passado e à ditadura ...

Como qualquer pessoa pode deduzir isto é alem de um disparate absoluto é uma manipulação vergonhosa das pessoas menos esclarecidas , além de revelador da natureza democrática destes iluminados para quem  "muito democraticamente" a democracia se esgota no «Quem não está connosco está contra nós».

2)Outro dia e a propósito da colocação da divida publica de longo prazo no leilão de obrigações do tesouro o nosso "brilhante" primeiro-ministro veio com a pompa e circunstancia que lhe é habitual enaltecer o grande sucesso do facto...

Mais ou menos o que o Sr. Engenheiro disse foi o seguinte para que toda a gente perceba.

O Sr. Engenheiro tem uma família, neste caso os Portugueses. O Sr. Engenheiro  atolado até ao pescoço em dividas que ele próprio criou com os disparates económicos que tem feito  , foi à Crédibom que "fez o favor" de lhe emprestar dinheiro à módica quantia de 17,9% para que ele possa sobreviver nas semanas seguintes . A Crédibom emprestou e o Sr.Engenheiro delirante como sempre chegou a casa e disse (pela televisão) à família (os Portugueses) :

«Consegui ... já arranjei dinheiro...Eureca».

Pessoalmente só posso dizer que fiquei comovido ... , alias o Paul Krugman  também ...

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=462777




********
Cumprimentos
José AB Machado

DANIELY

Caro JoseABMachado, partindo do principio de que nao importa como se chegou aqui e que se tem de ir ao mercado como reagiria ao resultado da colocaçao de divida.

Pretendo coma minha questao procurar respostas fundamentadas na via a seguir, pois os diagonosticos estão feitos á muitos anos em toda a parte e foruns inclusive, estrategias nao.

Citação de: JoseABMachado em Janeiro 23, 2011, 12:09

2)Outro dia e a propósito da colocação da divida publica de longo prazo no leilão de obrigações do tesouro o nosso “brilhante” primeiro-ministro veio com a pompa e circunstancia que lhe é habitual enaltecer o grande sucesso do facto…

Mais ou menos o que o Sr. Engenheiro disse foi o seguinte para que toda a gente perceba.

O Sr. Engenheiro tem uma família, neste caso os Portugueses. O Sr. Engenheiro  atolado até ao pescoço em dividas que ele próprio criou com os disparates económicos que tem feito  , foi à Crédibom que "fez o favor" de lhe emprestar dinheiro à módica quantia de 17,9% para que ele possa sobreviver nas semanas seguintes . A Crédibom emprestou e o Sr.Engenheiro delirante como sempre chegou a casa e disse (pela televisão) à família (os Portugueses) :

«Consegui … já arranjei dinheiro…Eureca».

Pessoalmente só posso dizer que fiquei comovido … , alias o Paul Krugman  também …

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=462777





Citação de: JoseABMachado em Janeiro 23, 2011, 12:09
Bom Dia
SS

Obrigado pela sua oportuna intervenção.

É fundamental que todas as pessoas no nosso País desenvolvam uma consciência cívica, social , económica e politica que de forma efectiva permita que as gerações vindouras beneficiem da liberdade de expressão e crescimento económico , próprio das democracias ocidentais.

Não é intenção deste “Poste” tecer qualquer processo de intenções contra ou a favor de doutrinas politicas ou económicas do que convencionalmente se resolveu convencionar de esquerda ou direita. Esse é um assunto de consciência política que não cabe no âmbito desta discussão.

O que neste Poste se pretende fazer é dar um limitado, modesto e circunscrito contributo para que os leitores do ClubeInvest também percepcionem como politicas económicas e fiscais redutoras e espoliadoras, podem afectar determinantemente as economias no geral e os mercados de capitais em particular.

As pessoas não podem ser indefinidamente manietadas por estes apaniguados defensores da democracia e do bem-estar social que quando chegam ao poder a única coisa que objectivamente fazem é promover os seus interesses e os interesses dos parasitas pedantes que os circundam nem que para isso tenham de por todo um povo a pagar os seus inconsequentes disparates e as suas mordomias.

“Repare-se como sem vergonha se manipula um povo”

1)O candidatado presidencial Manuel Alegre apelando ao “povo de esquerda” … seja lá o que isso for, alertava solenemente e provavelmente num dos seus poéticos desvarios iluminados, que um voto no principal adversário, poderia representar um regresso ao passado e à ditadura …

Como qualquer pessoa pode deduzir isto é alem de um disparate absoluto é uma manipulação vergonhosa das pessoas menos esclarecidas , além de revelador da natureza democrática destes iluminados para quem  “muito democraticamente” a democracia se esgota no «Quem não está connosco está contra nós».

2)Outro dia e a propósito da colocação da divida publica de longo prazo no leilão de obrigações do tesouro o nosso “brilhante” primeiro-ministro veio com a pompa e circunstancia que lhe é habitual enaltecer o grande sucesso do facto…

Mais ou menos o que o Sr. Engenheiro disse foi o seguinte para que toda a gente perceba.

O Sr. Engenheiro tem uma família, neste caso os Portugueses. O Sr. Engenheiro  atolado até ao pescoço em dividas que ele próprio criou com os disparates económicos que tem feito  , foi à Crédibom que "fez o favor" de lhe emprestar dinheiro à módica quantia de 17,9% para que ele possa sobreviver nas semanas seguintes . A Crédibom emprestou e o Sr.Engenheiro delirante como sempre chegou a casa e disse (pela televisão) à família (os Portugueses) :

«Consegui … já arranjei dinheiro…Eureca».

Pessoalmente só posso dizer que fiquei comovido … , alias o Paul Krugman  também …

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=462777






madame Min

Bom dia,
Gostaria apenas de agradecer ao José ABMachado pelas reflexões que apresenta e que ilustram, de forma realista, a nossa situação económica.
Aproveito a oportunidade para referir que já sinto saudades de ler uma análise fundamentada ao PSI20.

Obrigada

rjc

bom dia,

Curvas à parte...Portugal e também outros países vão totalmente na contramão do "desenvolvimento econômico sustentável' por causa desta questão tributária com o aumento de impostos... Explico: Deveria se o contrário, ou seja, a diminuição "forçada" de impostos causaria o aumento da base arrecadatória e por conseguinte teria uma arrecadação final e bruta ainda maior...seria um benefício para todos.

Mas, claro o próprio aumento de impostos denota a falta de "caixa" para fechar as contas devido ao aumento dos gastos ao longo do tempo. O que precisa ser feito que é basicamente "cortar mesmo os gastos", isso eles do governo não querem, mas lógico preferem aumentar os impostos. Se o povo não der um basta nas urnas, a farra vai continuar.

bons negócios,
RJC

areis1

#8
Boa noite a todos
Curvas à parte, pois o óbvio até parece simples. E se calhar é.
Se aumentarmos os impostos para pagar dívida, retiramos massa monetária em circulação para um destino sem garantias de retorno. Se os credores forem externos, temos uma redução de valor intrínseco da empresa Portuga e Companhia. De facto até poderá ficar sem dívidas no seu limite, mas fica ao mesmo tempo sem capital e sem valor porque passa todo o tempo a pagar dívida. Mais valia não a ter iniciado.
Por outro lado, criar dívida aumenta o capital para investimento, logo potencia a mais valia e a criação de capital. Logo dívida é bom, se controlada. Para os que sabem o que é alavancagem, dívida pública é alavancagem ao Estado.
Mas se em vez de se investir em bens de valor, formos todos beber uns copos com o tal dinheiro o que acontece é que não houve multiplicação de capital por criação de valor. Quem nos vendeu os copos ganhou uns extras e comprou um Mercedes. Fim da história.
Ou não. De facto houver destruição de valor. Tal como quando um papel perde cotação porque estava lá. Perder , perdeu, tenha-se ou não vendido. Pode ser que se acredite que vai recuperar e, nesses casos a perda não é definitiva. Mas na dívida, ela vence sempre. E tem que ser paga, não se pode espera que os juros desçam para se pagar menos.

A frase que que passa como mais adequada é o "crescimento sustentável".
É esse o problema. Criar uma bolha é fácil, mas vai ser paga mais á frente.
O modelo económico que assenta no paradigma da capacidade futura ser melhor para pagar a dívida actual pode ou já está em causa. A dívida futura só é pagável se houver crescimento sustentado, eu leio, garantido.
Aumentar impostos como solução única tem sempre levado à exaustão da fonte de financiamento e consequentemente ao descalabro das finanças. Simplesmente destroi-se o valor da coisa. Imaginem uma empresa que produz caixas que ninguém compra. Mas continua a investir e a gastar com a promessa da venda das caixas, que ainda estão em armazem. Um dia o credores querem o pagamento das matérias primas. Em resposta dá-se as caixas em armazem. Mas o mercado cota as caixas em valor ínfimo. Por muitas caixas que se tenham, o valor global é baixo, porque não há mercado com valor. Logo insolvência.
Já viram isto em qualquer lugar, presuponho.

Bons negócios
AR  

JoseABMachado

Peças

O Governo não tem nenhuma consideração pelos seus cidadãos e está convicto de que é "moderno"

Paula Teixeira da Cruz, advogada

Correio da Manhã

A China teme o contágio pela internet e limita-lhe o acesso; há mais de um milhão de pessoas nas ruas do Cairo e milhares nas ruas da Tunísia; ainda na internet apela-se à revolução na Síria e caiu o Governo da Jordânia. A Europa e os Estados Unidos estão economicamente debilitados. A par de outras situações noutras latitudes, tudo somado, significa que o Mundo já mudou. O ponto é que sabemos que mudou, mas não podemos saber em que direcção o Mundo mudou e não é "só" porque o barril de petróleo está a 101 dólares, com as repercussões óbvias.

A questão é mais séria: o redesenho político no Egipto, na Tunísia, na Jordânia ou na Síria ditará o futuro dos respectivos povos – que se deseja uma evolução democrática, mas pode bem culminar no reforço de fundamentalismos – e também ditará a sorte do chamado "Mundo Ocidental", que não está nas melhores condições para resistir a mais cenários negativos, o que pode acelerar o empobrecimento e/ou potenciar conflitos de consequências inimagináveis.

Mas para o Governo não se passa nada; não vive nem no mesmo Mundo nem no País real que é suposto governar.

Num contexto tão sério, como suportar a caracterização que o Governo continua a fazer do País, relativizando tudo: da dívida aos dados do desemprego, que são "apenas" "um pouco superiores à média europeia...", a "situação está estável"; ou criticando as oposições por pretenderem "transformar aquilo que aconteceu no dia das eleições presidenciais, sobretudo os problemas técnicos que ocorreram, num problema político"; às receitas informatizadas; à entrega obrigatória de declarações de impostos via internet (sem nenhuma consideração pelos médicos que, por exemplo, têm de se deslocar ao domicílio, ou por cidadãos que não dispõem de computadores)?

Seria muito interessante saber o custo/ /benefício deste totalitarismo informático. Mas é também o desprezo pelo cidadão comum que choca. Do alto dos seus muitos gabinetes, desligado da realidade, o Governo não tem nenhuma consideração pelos seus cidadãos e está mesmo profundamente convicto de que é "moderno" e, claro, problemas em actos eleitorais – base da democracia – ou a existência de cidadãos que não têm acesso à informática ou são infoexcluídos são "questões técnicas". Somos todos meras peças. Se assim é, o melhor é encarar este Governo também como uma "questão técnica" para, tal como as peças que avariam definitivamente, ter o destino certo.
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Cumprimentos
José AB Machado

fernando.listas

Ela quando chegar ao poleiro passa-lhe logo a tosse.



Citação de: JoseABMachado em Fevereiro 03, 2011, 20:00
...à entrega obrigatória de declarações de impostos via internet (sem nenhuma consideração pelos médicos que, por exemplo, têm de se deslocar ao domicílio, ou por cidadãos que não dispõem de computadores)?

Os médicos levam o portátil e fazem a declaração electrónica enquanto fazem os domicílios.  :D

JoseABMachado

#11
Uma Opinião

Em Democracia a alternância democrática é inevitável e incontornavelmente construtiva. A Democracia podendo não ser na prática um modelo perfeito é sem dúvida o melhor a que os povos podem aspirar.

Periodicamente e nas suas compreensíveis imperfeições, gera a Democracia de tempos a tempos gerações acéfalas de governantes que em vez de promoverem o bem-estar dos povos a que se destinam, adoptam politicas e soluções que a prazo não só se revelam inconsistentes como significativamente empobrecedoras e miseráveis.

Infelizmente este é o cenário criado no nosso País durante os últimos 16 anos.

Em 1995 elegemos para 1º Ministro um Engenheiro, António Guterres que após muitos disparates e segundo se consta terá deixado o País de tanga, acabou por perder as Eleições para um D. Sebastião, salvador da Pátria, Durão Barroso que no entanto na primeira oportunidade que teve, trocou esta nobre tarefa por cargo mais apetecível e adequado à sua ambição e pose.

Em 2005 calhou-nos no entanto o "Jack Pote na rifa" ..., outro Engenheiro que desta vez dá por nome José Sócrates.

Este senhor que nos tem habituado desde sempre às mais variadas enormidades inovativas como o Magalhães (Sem que tenham sido tidos em conta os estudos tidos na matéria que apontam para a inadequada utilização de sistemas informáticos por miúdos de tão pequena idade) ou a obrigatoriedade recente de entregar o IRS pela Internet ( Sem que tenham sido tidos em conta os muitos milhares ou milhões de pessoas que não têm acesso à dita cuja ou quando se arma em defensor do Estado Social e corta pensões de poucos recursos ou abonos a quem deles precisa ou subsidio de desemprego a quem está aflito, é grande especialista em Marketing e Propaganda , não perdendo para o efeito uma oportunidade de nos atirar terra para os olhos.

Ontem saiu-lhe mais uma entre as habituais, ora vejamos:
Sócrates: É "positivo e encorajador" aumentar as receitas fiscais em 15%

"Temos o primeiro número de execução de Janeiro, um número mais positivo e encorajador, de 15% de subida das receitas", disse José Sócrates. Resultados que, segundo o primeiro-ministro, devem deixar os portugueses "mais seguros, mais tranquilos e mais confiantes para uma boa execução em 2011" – Jornal de Negócios 9-2-2011

Ora como que se saiba o Estado não cria receita de forma produtiva indo pelo contrário busca-la à Economia (Empresas e Famílias) , como toda a gente pode perceber , este aumento de que fala o Sr. Engenheiro , representa menos dinheiro a circular e consequentemente ainda mais problemas para as empresas e menos rendimento disponível para as pessoas. Aliás conhecido este "brilhante número" os mercados financeiros encarregaram-se imediatamente de fazer subir as taxas de Juro de Longo Prazo em Portugal que hoje se encontram ao valor mais que insustentado e completamente ruinoso de 7,6%.  

Como aqui já foi referido não existe aqui um processo de intenções contra o Partido Socialista. É bom para o País que disponha de um PS de gente inteligente e talhada na realidade da vida (veja-se o texto de Henrique Neto http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=467317 ) , é mau para o País que seja governado e dirigido por Boys, oportunistas e políticos inconsequentemente acéfalos.

É preciso que as pessoas tomem nota e consciência que na senda do que nos têm habituado durante estes 16 anos , nos próximos 10 o Estado estará falido e a Segurança Social deixa de existir.

Deolinda - " Que Parva que Sou "

http://www.tvi24.iol.pt/musica/homens-da-luta-deolinda-que-esperto-que-eu-sou-que-parva-que-eu-sou-video/1232161-4060.html

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=467823

Imagem - Económico Online
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

Para quem observa a vida Nacional sob ponto de vista económico e financeiro e distante das querelas político partidárias as decisões deste Sr. Sócrates que nos governa não deixam de surpreender.

O último grande feito deste Sr. é qual D. Quixote que luta incansável contra moinhos de vento, o de se recusar a pedir ajuda externa.

Que este Sr. à muito tenha perdido a noção da realidade já não nos surpreende o que nos surpreende é que o seu Ministro das Finanças supostamente um técnico, se preste a ser "pau mandado" desta situação e a dar cobertura continuada a estes ruinosos desvarios.

As nuances contudo sucedem-se e todos nós podemos observar de como o discurso evolui de "nós não pedimos ajuda ao FMI" para "nós não temos competência para pedir ajuda ao FMI".

Sem que se dêem conta nas suas rotinas diárias as pessoas estão a ser pelas decisões inconsequentes deste Sr. Sócrates a ver hipotecadas as próximas gerações deste País e consequentemente o seu nível de vida e a dos seus descendentes.

Os exorbitantes juros que o País paga e que se mantém em constante subida são a cada dia que passa um passivo acrescido que inevitavelmente a actual e próximas gerações terão de pagar.

Portugal não é a coutada particular do Sr. Sócrates ou "deste" partido Socialista onde todos os jogos que pretende implementar são viáveis e justificáveis.

Portugal é um Pais com oito séculos de história e que é de todos os Portugueses, que têm como dever imperativo assegurar que os seus representantes políticos cuidam do interesse comum de forma diligente ponderada e com sentido de Estado.

Ainda e neste capitulo salientamos a entrevista de Campos e Cunha, antigo ministro das Finanças deste Sr. Sócrates, e que diz:
"esta crise governamental foi desejada e planeada pelo Governo".

O professor universitário escreveu no Público que "há várias semanas que o Governo adivinhava o final desta semana e antecipou-se".

Diz Campos e Cunha que "como o Governo sabia antecipadamente o que iria acontecer às contas de 2010 e quis precipitar a crise antes do descalabro final; assim, negociou e ajustou um conjunto de medidas (vulgo PEC-4) apenas e só com os nossos parceiros europeus. Nesse pacote estava tudo o que o PSD tinha vetado em negociações anteriores (PEC-2 e PEC-3). Apresentou essas medidas, num primeiro momento, como inegociáveis. O PSD, orgulhoso da sua posição disse um "não" também inegociável. No dia seguinte, o Governo, dando o dito por não dito, afirmou-se disposto a negociar. Mas o PSD caiu que nem um patinho e o Governo caiu como o próprio queria e planeou".

A partir de agora, continua Campos e Cunha, para Sócrates as culpas são do PSD: "A queda brutal dos ratings, a subidas das taxas de juro, o descalabro das contas públicas serão tudo culpa do PSD (...) que vai passar o tempo a justificar-se, ou seja, perdeu a discussão. Pode não ter perdido as eleições, a ver vamos, mas pode perder a maioria absoluta".

Para o antigo ministro de Sócrates, "estamos a viver um filme de terror em que o drácula culpa a vítima de lhe sugar o sangue. Estamos a viver o malbaratar dos dinheiros públicos durante muitos anos, com especial relevância nos últimos cinco. Estamos a sofrer as consequências da dita política keynesiana de 2009 que teria permitido que a recessão fosse apenas de 2,6%. Muitos defenderam tal irracionalidade, mas também houve quem chamasse a atenção da idiotia de tal abordagem numa pequena economia, sem moeda própria e sem fronteiras económicas".

"A situação económico-financeira é de tal descalabro que não pode haver eleições antecipadas sem haver uma crise política, económica e financeira de acordo com vários ministros, começando pelo primeiro. É a constituição e a democracia que está em causa", alerta o mesmo responsável.
Campos e Cunha deixa um alerta aos portugueses: "tudo isto tem um rosto e um primeiro responsável. Lembrem-se disto no dia do voto e não faltem, nem que seja para votar em branco", conclui.

O Partido Socialista é uma peça fundamental da democracia Portuguesa e sem ele o País seria muito mais pobre política e democraticamente.
No entanto "este" Partido Socialista deste Sr. Sócrates é uma profunda chaga de que urge que Portugal se livre.
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

#13
A Entrevista deste Sr. Sócrates.

Ontem, quem teve oportunidade de assistir à entrevista deste Sr. Sócrates na TV , ficou esclarecido em múltiplos aspectos e o mais relevante de todos sem duvida é que sem ele, será o caos absoluto e inevitável para este País.

Ficam assim reduzidos à condição de ignorantes oportunistas, todos os que contrariamente ao mesmo não defendem as suas iluminadas ideias e as suas absurdas convicções.

Defende este Sr. que a não aprovação do seu "quarto" PEC (Plano de Estabilidade e ... Crescimento – atente-se no nome) desferiu fatalmente um golpe na sustentabilidade financeira do País.

É fundamental que toda a gente saiba que quem se dedica à actividade económica e financeira sabe de forma "absolutamente" , "factual" e irrefutável que esta teoria não passa de ... conversa de treta mais uma vez para enganar o " Zé Povinho".

Antes de mais e em primeiro lugar, esta teimosia absurda e irreflectida só vai agravar os custos do mais que inevitável pedido de ajuda.

Em segundo e se "por milagre" este Sr. Sócrates voltasse a ganhar as eleições, a primeira coisa que faria era abandonar esta pose patética de defensor da Pátria e chamar pela inevitável ajuda Externa, tal como nas últimas se entreteve a baixar impostos e distribuir benesses que entretanto e inevitavelmente teve que retirar.

No entanto convêm perdermos por um pouco tempo, com o que está em causa e com o que nos querem impingir e de que da qual ele e o seu governo são os principais mandantes em território Nacional.

Esta derradeira e fantasiosa ideia que este Sr. defende parte de um princípio e de um conceito que se traduz no seguinte:

As actuais Chancelarias Europeias lideradas pela Alemanha têm uma solução para a Europa em crise , no entanto esta ideia não vai levar a lado nenhum . Na verdade impor custos em cima de custos para resolver os desequilíbrios dos Estados, vai-se revelar um absoluto "flop" como já está à vista na Grécia e na Irlanda.

Em primeiro lugar, sem uma política de crescimento sustentado no geral e sem um corte na máquina do estado de forma significativa e sustentada no caso Português, não é com medidas avulsas e "PEC`o" tretas que se lá vai.

Por último e em segundo lugar, alguem devia perguntar a este Sr. Sócrates quem conduziu o Pais a este desastre  financeiro que enfrentamos.  

Aliás e se duvidas restassem ...,

ontem mesmo e conscientes da situação aflitiva actual e da estapafúrdia posição oportunista deste senhor, os principais banqueiros Nacionais deram a resposta fechando a torneira do financiamento ao Estado Português...

O Jornal de Negócios noticia hoje que os líderes dos principais bancos portugueses se reuniram na segunda-feira no Banco de Portugal e decidiram não emprestar mais dinheiro ao Estado, instando o Governo a pedir a Bruxelas um apoio intercalar de 15 mil milhões de euros.

http://www.agenciafinanceira.iol.pt/financas/banca-banca-corta-credito-ao-estado-financiamento-do-estado-ajuda-externa-crise-agencia-financeira/1244383-1729.html

Num texto assinado pelos director e directora-adjunta do jornal, o Negócios adianta que os bancos não vão comprar mais dívida pública portuguesa nos próximos meses e que os 15 mil milhões de euros que defendem deverem ser pedidos de imediato servirão "só para chegar ao verão"


http://www.youtube.com/watch?v=CL7nx-Bln1c&feature=fvwrel

http://www.youtube.com/watch?v=NBiCeUE6Hek&feature=related

... Descalce lá esta Sr. Sócrates.
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

É preciso fazer tudo para evitar a ajuda externa.

Há muitos meses que Portugal devia ter pedido ajuda às instituições em que o País participa e que existem precisamente para a prestar quando se revela necessária. Não o fez, não por uma questão de orgulho nacional, o que já seria um motivo fraco para arriscar a insolvência do País, mas por uma questão ainda menor como é o orgulho pessoal que habita no descomunal ego do primeiro-ministro, apenas comparável à dimensão da sua irresponsabilidade. Para se defender e sobreviver, José Sócrates promete que fará tudo para evitar a ajuda externa. Fazer tudo significa estar a pagar empréstimos de longo prazo com financiamentos de curto prazo, e a taxas de juro elevadas, empurrando para o primeiro semestre de 2012 a necessidade de captar recursos cada vez mais abundantes. Significa, também, colocar a Segurança Social, ou seja, o dinheiro dos futuros pensionistas, a comprar dívida pública portuguesa, quando a racionalidade e o objectivo das poupanças em causa aconselhariam uma gestão feita sob critérios cautelosos. Para Sócrates, vale tudo se o que estiver em causa for salvar a própria pele.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=477913
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Cumprimentos
José AB Machado