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Galp - (GAL.LS)

Iniciado por Pedro Miranda, Novembro 28, 2007, 22:22

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elsid

Pode ser que ajude a aclarar algumas ideias.

"Não há pressa para que a Gazprom entre na Galp"
Amorim garante que está na Galp para ficar. Se for necessário investir mais está pronto para o que for preciso.

Pedro Marques Pereira

"Estou na Galp por muitos e longos anos." A garantia, na primeira pessoa, é de Américo Amorim, que no início de 2006 investiu cerca de 1,7 mil milhões de euros para comprar 33,34% da empresa, uma posição que, a preços de mercado, vale hoje 4,6 mil milhões – três vezes mais.

O salto da Galp em bolsa fez com que a petrolífera tenha sido de longe o melhor investimento do sector nos últimos 12 meses na Europa, com uma subida três vezes superior à segunda melhor empresa energética, de acordo com dados da Bloomberg. Entre as 340 empresas que se estrearam em bolsa em todos os sectores nos últimos anos na Europa, a Galp regista a segunda melhor 'performance'.

O crescimento é para continuar e, quase inevitavelmente, deverá passar pelo reforço do investimento na exploração de petróleo que alimentou a espectacular subida do último ano. Os pormenores serão detalhados ao mercado no próximo dia 6, data em que a empresa apresenta o seu novo plano estratégico. Este irá exigir um esforço significativo, não só para a entrada em novas concessões – no Brasil e Angola, onde a Galp já opera, mas também na Venezuela, Timor, Líbia, Argélia e outros países do Norte de África – mas, sobretudo, na extracção das reservas já identificadas, sobretudo no Brasil.

Ali, na bacia do Tupi, a 200 quilómetros da costa, ao largo do Rio de Janeiro, a Galp anunciou em Outubro a primeira descoberta num campo de alta profundidade, com reservas que, segundo a British Gas, um dos parceiros da Galp – a par da Petrobras – poderão atingir os 20 mil milhões de barris, a maior descoberta petrolífera em 30 anos. Desses, 10% pertencem à Galp.

Foi naquela zona que Américo Amorim pôs pela primeira vez os pés numa plataforma petrolífera, no início de Janeiro. Foi numa instalação da Perturbas, com quem a Galp partilha os investimentos em prospecção no Brasil. Relata a experiência, que incluiu um voo de helicóptero à volta da estátua do Cristo Redentor, com visível entusiasmo.

"O Cristo Corcovado deu-nos uma boa ajuda no Tupi", brinca, abrindo os braços, assumindo-se ele próprio como o redentor da empresa para a fase seguinte, quando os accionistas forem chamados a apoiar o novo esforço de investimento. "Estou cá para o que for preciso," exclama, sem detalhar os valores necessários.

Os restantes accionistas de referência, a começar pelos italianos da Eni, mas também os angolanos da Sonangol, acompanharão provavelmente qualquer aumento de capital necessário sem problemas, ajudando a empresa a manter o seu ritmo de crescimento, que em pouco tempo a transformou na segunda maior empresa portuguesa, à frente da Portugal Telecom e do BCP, e a menos de dois mil milhões de euros da EDP.

Até onde pode ir a Galp? Amorim afirma apenas que "terá na bolsa, ontem como amanhã, o valor que os accionistas reconheçam nos critérios bem claros que a empresa segue."

O crescimento da Galp será feito com os pés na terra. Apesar dos bons resultados nas áreas escolhidas para explorar, a empresa continuará sempre a tomar posições minoritárias nos campos a que concorre. "A Galp não tem tamanho para arriscar e perder", uma vez que estes furos, sobretudo a elevadas profundidades, como é o caso do Tupi, exigem investimentos de milhares de milhões de euros.

Referindo as boas relações com os restantes accionistas, da Sonangol, com quem partilha a posição de 33,34% através da Amorim Energia, à Eni, que controla sozinha uma posição idêntica, acrescenta que "algumas pequenas divergências são resolvidas com natural tranquilidade". "O espírito prioritário é a empresa", refere.

Um dos objectivos em termos de alianças estratégicas que tem demorado mais tempo do que o previsto a concretizar é a entrada dos russos da Gazprom no capital, que permitiria diversificar o abastecimento de gás, actualmente dividido entre a Argélia e a Nigéria, países instáveis do ponto de vista político. Mas Amorim assegura que, também aqui, tudo se resolverá a seu tempo. Outro dos problemas para a entrada da maior empresa gasista do mundo é o facto de as acções terem disparado. "Com a subida das acções, os que já estão na Galp ficaram com menos pressa de vender", reconhece, referindo-se, sem dramas, aos sócios angolanos que deveriam reduzir o capital para acomodar os russos. "Não há pressa para que a Gazprom entre".


Novo terminal vai tornar Angola em fornecedor de gás a Portugal
A Galp está a construir um terminal de liquefação de gás em Angola, num investimento superior a 500 milhões de euros partilhado com a Sonangol, Eni, Enagás e outros. O maior accionista da infra-estrutura é a Sonangol, com 40% do capital. A Galp tem uma posição minoritária, mas conta com uma opção de reforço, podendo adquirir uma parte da posição da Sonangol. O objectivo, para a Galp, é diversificar as fontes de aprovisionamento, que em termos de gás natural, hoje estão limitadas à Nigéria, por barco, e à Argélia, através do gasoduto do Magrebe. "Não gosto de depender de ninguém", explica Américo Amorim. A construção desta central de liquefacção – que faz o gás passar ao estado líquido, em GNL, permitindo que seja transportado por via marítima – é igualmente uma prioridade para a Sonangol, que assim poderá começar a exportar gás. A única via alternativa para o transporte desta fonte energética é através de gasoduto, não existindo nenhum para fora do país. Estes são investimentos que demoram a entrar em operação. "O primeiro barco com gás de Angola deverá chegar a Sines dentro de quatro ou cinco anos", afirma Américo Amorim. A Gazprom também conta com uma aposta forte no GNL para abrir novos mercados.


Galp aposta em Moçambique para produzir biocombustíveis
A produção de biocombustíveis é outra área de negócio em que a Galp Energia tem vindo a destacar-se, e na qual pretende apostar em força, este ano. Os parceiros para este negócio estão já definidos – Moçambique, Angola e Brasil, três países onde a petrolífera tem já presença, na exploração e produção de petróleo –, assim como estão delineados os planos de actividade para 2008 na área dos combustíveis limpos. No âmbito desta aposta, o presidente da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, assinou, a 8 de Dezembro, um acordo com a Companhia do Búzi – empresa moçambicana na província de Sofala – que prevê a plantação e transformação de sementes oleaginosas não alimentares (na foto) em óleos vegetais. Em causa está uma área total de 100 mil hectares, incluindo uma refinaria, com vista à produção de 65 mil toneladas de óleo vegetal por ano. A parceria entre a Galp Energia e a Companhia do Búzi para a produção de biocombustíveis em Moçambique – para cujo desenvolvimento será constituída uma sociedade denominada Galpbuzi – deverá ser oficializada pelo presidente da petrolífera portuguesa, Manuel Ferreira de Oliveira, no final do próximo mês, durante a visita oficial de Cavaco Silva a Moçambique.

Obrigado pela atenção e Bons Negócios.

tiagodandre

Governo brasileiro congela licitações para campo de Tupi

A petrolífera estatal brasileira Petrobras está a investigar o roubo de "informação importante para a empresa", noticiado ontem pela "Terra Magazine". Os computadores roubados terão informação privilegiada, nomeadamente sobre o poço de Tupi - explorado por um consórcio do qual a Galp faz parte - e o Governo brasileiro já deu ordem para que não haja licitações para a exploração daquelas reservas de crude.

A informação sonegada poderá conter detalhes confidenciais sobre a dimensão e viabilidade comercial dos campos de Tupi e Júpiter, pelo que o Governo brasileiro já deu ordem para não se promover nenhuma licitação para a exploração das reservas de petróleo naqueles poços até que a polícia federal esclareça as circunstâncias do roubo dos computadores da Petrobras, diz hoje a "Folha de São Paulo".

As licitações das suas áreas já estavam suspensas desde que a Petrobras divulgou as suas descobertas de um enorme campo de petróleo na camada pré-sal da bacia de Santos e continuarão na gaveta até que terminem as investigações, salienta o jornal brasileiro.

O receio do Governo é que os dados caiam nas mãos de empresas interessadas em explorar os referidos poços. Isso dar-lhes-ia vantagem no processo de licitação.

Segundo a "Terra Magazine", que citava fontes da petrolífera e da polícia federal brasileira, a informação terá sido roubada de um contentor que estava a ser transportado de Santos para Macaé.

A Petrobras informou, através de comunicado citado pela "Folha de São Paulo", que o roubo foi feito por uma empresa prestadora de serviços, mas não referiu nomes. Segundo a polícia federal, o contentor era transportado pela norte-americana Halliburton, mas a emoresa diz que não se pronunciará, a pedido da Petrobras.

A polícia federal brasileira confirmou ontem a abertura de um inquérito para investigar o roubo dos dois "notebooks" e de um disco rígido com as informações sobre as actividades da Petrobras e referiu que está a trabalhar com duas hipóteses: roubo simples ou espionagem industrial.

O caso está a ser estudado pelas autoridades desde ontem, apesar de a informação sobre o furto ter sido feito a 1 de Fevereiro, salienta o jornal brasileiro.

O contentor estava num navio que partiu do porto de Santos a 18 de Janeiro, com destino a Macaé, onde a Petrobras tem a sua base de operações da Bacia de Campos. O contentor chegou 12 dias depois e os seguranças perceberam que o cadeado tinha sido violado.

Com a sua descoberta anunciada em Novembro do ano passado, o campo de Tupi tem uma reserva estimada pela Petrobras entre cinco e oito mil milhões de barris de petróleo, sendo considerado uma das maiores descobertas de petróleo do mundo dos últimos sete anos.

2008/02/15 - 17:36
Fonte: Canal de Negócios
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

clinico

Bem Ilustres, a análise técnica tem sempre um "Q" de subjectivo. Na realidade, para mim, apesar de parecer que está a desenhar um C&O, o mais significativo , e que o Pedro não deu importância, é a divergencia bearish entre a linha de tendência de curtíssimo prazo e do volume. Então na sexta, o volume foi do pior!
Houve um comentário na imprensa "que não havia pressa para a Gazprom entrar na Galp, sobretudo a estes preços".
Eu estou cauteloso. A Galp fez 100% da minha carteira, comprados a um preço médio de 15 e tenho vindo a vendê-las, estando agora com 25% do que tinha (e 75% de liquidez).
Espero vir a recomprá-las quando a Gazprom entender que é boa altura para entrar :) ;)

Enfim, vamos seguindo os sinais que o mercado nos dá...
Abraços
Clinico

tiagodandre

Caixa BI prevê quebra nos resultados da Galp

A Caixa BI prevê uma quebra nos lucros da Galp Energia, sobretudo do quarto trimestre, devido à baixa performance da divisão de Refinação e Marketing (R&M). A casa de investimento estima que a planeada manutenção da paralisação na refinaria de Matosinhos prejudique os resultados da petrolífera.

A casa de investimento acredita que a petrolífera deverá sofrer uma descida de 8,6% no seu resultado líquido ajustado de 2007 face ao mesmo período do ano anterior para os 428 milhões de euros. O EBITDA ajustado deverá descer 8,4% para os 878 milhões de euros, o que compara com os 958 milhões de euros obtidos um ano antes.

Quanto às receitas, estas deverão perder 4,5% face a 2006 para os 11.661 milhões de euros.

"Esperamos que, no geral, os resultados da empresa no quarto trimestre de 2007 serão afectados pela baixa performance na divisão de Refinação & Marketing (R&M), nomeadamente devido à planeada manutenção da paralisação na refinaria de Matosinhos", refere o analista Carlos Jesus, numa nota de investimento de hoje.

A mesma fonte acrescenta que a leve subida nas margens de refinação foi parcialmente "apagada" pela valorização do euro face ao dólar que também "ofuscou" a melhor performance registada no primeiro semestre de 2007.

Contudo, as subidas nos preços do crude nos últimos três meses de 2007 deverão ser o principal suporte dos resultados da divisão de Exploração & Produção (E&P), enquanto a divisão de gás deverá ter beneficiado dos baixos níveis de pluviosidade no último trimestre de 2007 e das consequentes subida nas necessidades de gás natural e geração de electricidade.

A Caixa BI acrescenta que aguarda novas informações na "conference call" marcada para dia 6 de Março, nomeadamente quanto a possíveis alterações depois das recentes descobertas no Brasil.

A empresa apresenta os resultados relativos ao exercício de 2007, no próximo dia 5 de Março.

As acções da Galp [GALP PL] seguiam em alta de 0,54% para os 16,73 euros. A Caixa BI tem uma recomendação de "comprar" e um preço-alvo de 17,70 euros para as acções da empresa liderada por Ferreira de Oliveira.

2008/02/25 - 15:45
Fonte: Canal de Negócios
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

golfinho22


Homem do Protocolo

Previsões do 4Q-2007 pelo Santander:

Homem do Protocolo
I have a very strict gun control policy: if there's a gun around, I want to be in control of it.

tiagodandre

DJ PREVISÃO: Lucros Líquidos Galp Terão Caído em 2007

Galp Energia (GALP.LB): Resultados Anuais 2007

A divulgar: 5 de Março após fecho da sessão bolsista

Consulta da DJ a cinco analistas

Estimativa Média Lucros Líquidos: EUR725,7M, -3,9% (EUR755M em 2006)

Estimativa Média Receitas: EUR12,1mM, -0,8% (EUR12,2mM em 2006)

Nota: Os lucros líquidos devem ser pressionados pelas operações de refinação e marketing, devido ao encerramento para manutenção na refinaria de Matosinhos.

Em destaque estarão quaisquer novas descobertas de petróleo, investimentos nas renováveis e a entrada no mercado da electricidade.

Produzido para a Dow Jones Newswires pela Webtexto (+351 21 319 18 78) (EDC)

March 03, 2008 07:05 ET (12:05 GMT)


"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

xanosena

Boas

Citando Pedro Miranda:

"A tendência de médio/longo prazo continua bem definida em alta, mesmo depois da correcção significativa registada em Janeiro.

No curto prazo, e apesar da rápida recuperação registada dos mínimos de Janeiro, a Galp poderá ainda assistir a algum abrandamento / consolidação com possibilidade de teste a alguma referências, como os 15.58 (EMA-50) ou os 15.10 (suporte ascendente)."



Bem, acredito claramente que a diminuição de bons resultados está na origem desta destas ultimas descidas. Os resultados saem amanha depois do fecho da bolsa, e acho que a cotação já descontou o que tinha para descontar em relação às notícias. É meramente a minha opinião. Amanha poderá mesmo bater nos 15,00 - 15,10 (suporte ascendente de médio prazo), e espero que reaja para cima...De qualquer das maneiras, depois desta "tempestade" virá a bonança, e a Galp seguirá o seu rumo natural, positivamente , claro está :)

Em caso de rotura do suporte a 15.10, salve-se quem puder  :'(

Alexandre Outeiro





golfinho22

Tinha idéia que a Petrobrás apresentava resultados dia 3 mas ainda não vi nada sobre isso. Alguém sabe se foram bons?

Miggaio

Boa noite,

a galp realmente tem apresentado comportamentos bastante curiosos ao longo da sua curta vida no Psi20.
Reparem neste gráfico mais uma dessas curiosidades... belas reacções à MM90, não? Será que amanhã, dia de resultados, a história se repete?... fica o gráfico.

Miggaio

favieira

Afinal quando apresentam os resultados???

No Site da GALP está:
06-03-2008 
Conference Call e Webcast com Analistas e Investidores 
A apresentação de resultados do exercício de 2007 e do outlook 2012 será realizada no próximo dia 6 de Março às 9:00 GMT (10:00 CET). A webcast será difundida através deste website neste link.
A apresentação do Outlook 2012 será divulgada, neste website, no dia 6 de Março de manhã.

Por aí
Data Título Acontecimento
05-03-2008 Galp Energia Revela resultados do ano passado
05-03-2008 Resultados Galp Energia e Impresa apresentam resultados



tiagodandre

Está aqui a resposta:


Galp Energia, SGPS, SA, informa sobre resultados referentes ao exercício de 2007
http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/PC17136.pdf
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Pedro Miranda

Estava a acabar um comentário que me pediram por msg prv sobre a Galp, mas entretanto tive outras coisas para fazer e não o terminei ainda... De qualquer forma está quase pronto e será publicado mais tarde ou mais tardar amanhã.

atentamente,
Pedro Miranda
www.clubeinvest.com

Pedro Miranda

#88
Update:

Hoje numa primeira impressão, depois de ver os resultados da Galp em 2007 fiquei com a sensação que tinham sido «bastante» maus, dado que estas eram as estimativas que tinha disponíveis na altura:



No entanto, penso que estes valores estavam talvez desactualizados em relação com as ultimas polls, e talvez com algum ruído pela confusão entre resultados ajustados e não ajustados. De qualquer forma, e depois de observar uma poll bastante completa mais recente emitida pela agência Reuters, confirma-se que os Resultados foram de facto substancialmente abaixo das estimativas:



De facto, para uma empresa que negoceia a múltiplos muito superiores aos do mercado, não basta reportar resultados dentro das estimativas, é preciso supera-los… neste caso, tivemos exactamente o oposto, com o anúncio de apenas 418 M€ para o Resultado Liquido ajustado. Com este valor temos um EPS de 0.50€ o que nos dá um PER de 30 à cotação actual (mesmo considerando os resultados não ajustados temos um EPS de 0.94€ e um PER de 16.3). Tendo em conta que este múltiplo no sector (a nível mundial) anda nos 13, a Galp tem de justificar o seu preço, e uma boa justificação seria pelo menos igualar as estimativas do mercado.

Olhando por exemplo para outras empresas do sector (valores não confirmados):
Repsol – PER -> 8.48
Gazprom – PER -> 11.93
BP – PER -> 9.78
Exxom Mobil – PER -> 11.93
Petrobras – PER -> 19.23
Chevrom – PER -> 9.89

Obviamente que não se pode fazer comparações directas destes valores, cada empresa é um caso individual e move-se por catalizadores específicos, e existem de facto razões fundamentais para a Galp negociar a múltiplos superiores (nem a avaliação deverá ser a convencional neste caso, dado que grande parte do valor da Galp está intrínseco no seu «oil portfolio»), mas neste tipo de situações é importante surpreender pela positiva, caso contrário podem perder-se razões (nem que sejam temporárias) para se negociar a prémio.

Diria que será expectável observarmos nos próximos dias um fluxo de «boas notícias» sobre a Galp, pelo menos será esse o trabalho dos IR depois de uns resultados pouco interessantes como estes.

Comentário Técnico:

A Galp apresenta uma tendência de médio e longo prazo em alta sustentada, embora a time-frame de curto prazo esteja condicionada nos últimos tempos. As últimas sessões mostram alguma antecipação aos maus resultados, possivelmente fruto de inside trading ou mudança do «bias» institucional numa altura de turbulência dos mercados, numa situação destas, parte do impacto estará já descontado na cotação, embora se trate de um desenvolvimento fundamental negativo e com impacto real.

Num contexto de ajustamento, penso que é bastante possível um teste ao seu suporte ascendente nos 13.65€, pelo menos essa é aproximadamente a projecção da recente quebra do suporte ascendente de curto prazo.
Abaixo desse valor existem mais referências já mencionadas anteriormente, tal como o Gap aberto no range 13.15/12.37, e a EMA200 nos 13.10 euros. Para cima temos a EMA50 nos 16.00, e a resistência descendente de curto prazo nos 16.50 euros.
O momentum está já oversold, embora não tenham sido dados sinais de final do swing negativo, em especial sinais de volume a marcar exaustão vendedora ou candles de referência.

Comentário pessoal:
Ao longo dos últimos updates tenho mantido uma opinião optimista para a Galp no entanto sou obrigado a retrai-la nesta altura, principalmente por motivos fundamentais, passo a estar Neutro em Galp até novos desenvolvimentos.

Em anexo deixo um gráfico actualizado.

Atentamente,
Pedro Miranda
www.clubeinvest.com

mnfv

Quanto ficaria o PER da GALP com as receitas daqui a dois anos de petroleo de TUPI? Neste caso o PER da GALP está a antecipar a mudança de paradigma da empresa