Clubeinvest.com — Arquivo Histórico (1997-2011)
Esta é uma cápsula do tempo da comunidade financeira portuguesa. Login activo para membros.
Clubeinvest.com
Home Privado Fórum Acções Índices Metastock Portfolio Managers Publicações Blogs Contacto
 

Editar as notícias:

Visite a nossa sala de Chat,  e deixe-a aberta durante a sessão, alguns membros costumam usa-la em diversas horas do dia.

Menu principal

Fim do sigilo fiscal é ataque à economia de mercado

Iniciado por notiCIas, Junho 08, 2005, 16:28

Tópico anterior - Tópico seguinte

notiCIas

Fim do sigilo fiscal é ataque à economia de mercado


O presidente-executivo do BPI considera que o fim do sigilo fiscal é «o maior ataque à economia de mercado em Portugal». Fernando Ulrich diz-se «espantado» por «estar tudo tão calado».

Falando na XVIII Conferência Anual do Semanário Económico, Fernando Ulrich, citado pela Lusa, afirmou que ter as declarações fiscais acessíveis na Internet «é o maior ataque à propriedade privada em Portugal desde o 11 de Março de 1975», data ligada às nacionalizações.

Para o presidente-executivo do BPI, o Governo deve medir bem as consequências sociais desta decisão, que não afecta os poderosos, porque toda a gente calcula o que eles têm.

Segundo Ulrich, «o Governo foi muito defensivo na partilha dos sacrifícios», admitindo que poderia ter havido sobretaxas sobre impostos como o IRC ou IRS e que o aumento dos impostos ficou aquém do que poderia ser.

Observou que se todos pagassem mais impostos os portugueses seriam mais exigentes perante o Estado.

O presidente-executivo do BPI declarou que é há muito tempo favorável à eliminação do sigilo bancário para fins fiscais, porque as contas podem ser acedidas por funcionários da administração fiscal obrigados a sigilo e é «absolutamente necessária» para combater a fraude e a evasão fiscais.

Ulrich criticou o Governo também por causa do investimento, referindo-se às declarações de Jorge Coelho, em Évora, sobre os lucros da banca e seguros, defendendo que é «chegada a hora» de o sector financeiro dar «um contributo maior» para o controlo do défice nacional, com a revisão de alguns dos seus benefícios fiscais.

«Não contem com investimento num país onde dirigentes do maior partido entendem que ganhar dinheiro não é bom», disse, acrescentando que só existem economias de sucesso nos países em que os investidores gostam de investir e onde ganhar dinheiro é uma coisa boa.


Canal de Negócios
NotíCIas