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A questão do momento - Recessão nos EUA!!!

Iniciado por helbar, Fevereiro 11, 2008, 00:26

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helbar



Um dos temas mais falados na actualidade tem sido se os EUA estão a entrar ou não em recessão. Partilho com o fórum alguns indicadores económicos que tem sido divulgados desde o início do ano e que tem contribuido para a turbulência existente no mercado.

Produção Industrial com números negativos, Desemprego a aumentar, Vendas das casas novas e usadas em constante queda, Diminuição das Vendas a Retalho, Sector do Serviços com resultados negativos, Inflacção de 2007 com a maior subida dos últimos 27 anos, etc...

Estaremos a caminhar para uma recessão ou um abrandamento económico como alguns lhe chamam. Eis a questão, mas estes números sem dúvida que tem se reflectido no mercado.

Aqui vão eles:



Indústria em queda nos Estados Unidos
A indústria nos Estados Unidos registou uma contracção inesperada no mês passado(Dezembro), demonstrando que a recessão no sector imobiliário estava a estender-se a outros segmentos da economia no final de 2007.

O índice ISM relativo ao sector industrial norte-americano caiu para 47,7 pontos, o mais baixo nível desde Abril de 2003, contra 50,8 pontos em Novembro, segundo os dados divulgados pela Bloomberg. O valor de 50 marca a divisória entre a contracção e a expansão.
A indústria está a perder terreno nos EUA, numa altura em que a recessão no sector imobiliário se estende para lá dos sectores ligados à construção, estando a afectar os padrões do crédito e os planos de gastos dos consumidores e empresários – o que também está a penalizar o crescimento económico.
Os 69 economistas inquiridos pela Bloomberg esperavam que o índice caísse apenas para 50,5 pontos, segundo a média das 69 previsões apontadas.
(Jornal Negócios 2-01-2008)


Nível mais alto dos últimos dois anos

Taxa de desemprego dos EUA cresce para 5%
A taxa de desemprego nos EUA aumentou para 5%, em Dezembro, o nível mais elevado dos últimos dois anos, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Departamento do Trabalho.


A taxa de desemprego norte-americana subiu para 5%, o que corresponde ao nível mais alto desde Novembro de 2005, e compara com os 4,7% registados em Novembro.O número de trabalhadores pagos aumentou em 18 mil, depois de uma subida de 115 mil em Novembro e este acréscimo foi o menor desde Agosto de 2003.
Os dados hoje divulgados aumentam a pressão sobre a Reserva Federal (Fed) dos EUA para que volte a reduzir a taxa de juro de referência para o país.
A autoridade monetária norte-americana já reduziu o preço do dinheiro de 5,25% para os actuais 4,25%, durante 2007. Os analistas especulam que poderá haver mais descidas para que a Fed tente evitar que a economia dos EUA entre em recessão.
(Jornal Negócios 4-01-2008)


Actividade dos serviços nos EUA avança ao ritmo mais lento dos últimos nove meses

A actividade no sector dos serviços nos Estados Unidos expandiu-se em Dezembro ao ritmo mais lento dos últmos nove meses, assinalando que a recessão no imobiliário está a limitar o crescimento.


Segundo os dados divulgados hoje pelo instituto norte-americano ISM, o índice que mede a actividade nos serviços situou-se nos 53,9 pontos em Dezembro, contra os 54,1 pontos alcançados em Novembro.

O indicador ficou no entanto acima das expectativas dos economistas, que esperavam que se situasse nos 53,5 pontos.

O instituto responsável pela gestão do abastecimento das empresas explica que leituras acima de 50 pontos indicam expansão, enquanto que abaixo desse patamar sugerem uma desaceleração da actividade.

O sector dos serviços representa cerca de 80% do total da actividade económica norte-americana, abrangendo diversos segmentos, como o bancário, retalho, turismo, construção e mineração.
"O sector dos serviços continua a abrandar. A crise imobiliária mantém-se forte e existe o risco do crescimento nos serviços poder abrandar ainda mais durante os próximos meses", considerou David Sloan, economista na 4Cast Inc.
(Jornal Negócios 4-01-2008)


Vendas de casas em segunda mão caem em Novembro nos EUA

As vendas de casas em segunda mão, nos EUA, caíram 2,6%, em Novembro, ultrapassando as estimativas dos economistas, sublinhando a deterioração no sector imobiliário, revelou a Associação Nacional para o sector.


<>O índice de venda de casas usadas desceu 2,6% para os 87,6 pontos, seguindo-se a uma subida de 3,7%, em Outubro, um valor agora revisto em alta. A crise no sector imobiliário dos EUA deverá permanecer em 2008 afectando o crescimento económico, o que poderá levar a Reserva Federal a cortar as taxas de juro do país.
Os economistas contactados pela agência Bloomberg esperavam uma descida de apenas 0,7% na venda de casas em segunda mão.
(Jornal Negócios 8-01-2008)


Em Dezembro
Vendas a retalho nos EUA descem 0,4%

As vendas a retalho nos EUA desceram, inesperadamente, em Dezembro, a primeira queda desde Junho, depois de um ganho de 1%, em Novembro, anunciou o Departamento do Comércio do país.

Esta queda deveu-se em grande parte à quebra nas vendas de material de construção, a maior desde Fevereiro de 2003, reflectindo a crise no mercado de crédito imobiliário dos EUA.
Na totalidade do ano, os retalhistas registaram uma subida de 4,2% nas vendas, o valor mais baixo em cinco anos. No ano anterior, as vendas tinham subido 5,9%.
Os economistas consultados pela Bloomberg estimavam que as vendas a retalho tivessem permanecido inalteradas, em Dezembro.
(Jornal Negócios 15-01-2008)


Produção industrial nos EUA fica inalterada em Dezembro
A produção industrial nos EUA ficou inalterada, em Dezembro, quando os economistas esperavam uma queda.

A produção nas fábricas, minas e "utilities" ficou estável no mês em análise, depois de um ganho de 0,3% em Novembro.
Ainda assim, isto foi melhor do que o esperado porque o crescimento das exportações ajudou a compensar as vendas fracas relacionadas com o sector automóvel e de habitação.
Os economistas consultados pela Bloomberg esperavam uma queda.
(Jornal Negócios 16-01-2008)


EUA/Economia 2008-01-16 13:48
Inflação norte-americana regista maior subida dos últimos 27 anos em 2007

O Índice de Preços no Consumidor (IPC) dos Estados Unidos registou no último mês do ano passado uma progressão de 0,3% face a Novembro, acima da progressão de 0,2% estimada pelos peritos. Na totalidade de 2007, a inflação norte-americana atingiu os 4,1%, dentro do esperado pelos analistas mas constituindo o valor mais elevado desde 1990.

Segundo os dados hoje divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA, se forem descontados os valores voláteis da Alimentação e da Energia, o IPC norte-americano cresceu 0,2% em Dezembro e 2,4% em 2007, dentro dos cálculos dos especialistas.

A mesma fonte adianta que, no ano passdo, as maiores subidas de preços foram verificadas na Energia (+17,4%) e na Comida (+4,9%), quer devido ao aumento dos preços do petróleo como porque os EUA tentaram aumentar a sua produção de Etanol para tentar reduzir os efeitos da subida do petróleo, mas uma vez que o Etanol norte-americano é à base de Milho ou Trigo, esta mudança fez subir os preços dos alimentos.
(Diário Económico)


Construção de casas novas nos EUA cai para mínimos desde 1991
A construção de casas novas nos EUA ficou, em Dezembro, abaixo do esperado, em Dezembro, tendo deslizado para mínimos de 1991.

A queda de 14% para um ritmo anual de 1 milhão de fogos segue-se a um declínio de 1,173 milhões do mês anterior, anunciou hoje o Departamento do Comércio. Em 2007, a construção deslizou 25%, o maior declínio desde 1980.
(Jornal Negócios 17-01-2008)


Índice que antecipa andamento da economia norte-americana recuou mais do que o esperado
O índice que pretende antecipar a evolução da economia norte-americana num espaço de tempo de três a seis meses recuou em Dezembro, mais do que o esperado pelos peritos, sinalizando um aumento do risco da maior economia do mundo entrar em recessão.


De acordo com os dados do Conference Board, o índice de indicadores avançados desceu 0,2% no décimo segundo mês do ano passado, representando a terceira quebra consecutiva e acima do previsto pelos analistas que previam uma queda de 0,1%.
O pior declínio do sector imobiliário dos últimos 16 anos, a subida do desemprego e o crescente pessimismo entre os consumidores poderá conduzir o fim da expansão da economia norte-americana iniciada em 2001.
O relatório vem, deste modo, reforçar as perspectivas de que a crise no mercado imobiliário poderá levar a maior economia do mundo a entrar em recessão.
"Prevejo um forte declínio da economia norte-americana, provavelmente em direcção a uma recessão. A economia está numa situação de risco", considerou o economistaDaniel North da Euler Hermes.
Este índice sintetiza informação disponibilizada por 21 outros indicadores, dos quais 10 são indicadores avançados sobre vários sectores produtivos, encomendas, emprego, preços de acções e licenças de construção, entre outras variáveis.

Não costuma influenciar o mercado de acções e cambial, já que a informação que agrega é normalmente divulgada nas semanas anteriores
(Diário Económico 18-01-2008)


Quarto trimestre
Execuções hipotecárias aumentam 421% na Califórnia



As execuções de hipotecas na Califórnia aumentaram mais de 400% no quarto trimestre de 2007 face ao período homólogo do ano precedente e os processos por incumprimento contra tomadores de empréstimos em apuros mais do que duplicaram.
Segundo o relatório DataQuick Information Systems, divulgado pela Reuters, as 31.676 execuções hipotecárias no quarto trimestre corresponderam a mais do dobro das registadas no anterior pico na Califórnia, em 1996, e corresponderam a um salto de 421,2% face ao mesmo período do ano anterior.
Este relatório surge numa altura em que a Reserva Federal decidiu reduzir os juros antes da sua reunião regular, na tentativa de impedir que a economia norte-americana entre em recessão. O corte de 75 pontos base anunciado ontem pela Fed corresponde à redução mais pronunciada dos últimos 23 anos.
A taxa de referência passou assim de 4,25% para 3,5%, o que poderá significar ajustamentos menores do que o previsto nos juros sobre os empréstimos à habitação, diminuindo potencialmente o número de lares que deixam de poder pagar as suas prestações mensais, salienta a Reuters.
No entanto, segundo sublinha a DataQuick, os tomadores de empréstimos com hipotecas mais elevadas do que aquilo que as suas casas valem actualmente não irão beneficiar do corte das taxas de juro – e o refinanciamento não será uma opção, já que os preços das casas estão a cair.
Recorde-se que a crise do "subprime" começou exactamente com os elevados incumprimentos dos tomadores de empréstimos, a quem foram concedidos créditos hipotecários de elevado risco. Com o piorar da situação económica, o crédito malparado disparou e têm sido muitas as casas de investimento a anunciar elevadas amortizações de activos devido às perdas decorrentes desta crise.
(Jornal de Negócios 23-01-2008)


Vendas de casas novas caem para mínimo de 12 anos em Dezembro

As vendas de casas novas nos Estados Unidos caíram para o nível mais baixo dos últimos 12 anos, em Dezembro, divulgou o Departamento do Comércio norte-americano.
As vendas desceram 4,7%, para uma média anual de 604 mil, o nível mais baixo desde Fevereiro de 1995. O preço médio de venda das casas novas caiu 10%, face a Dezembro de 2006, registando a maior queda de 12 meses, em 37 anos.
O relatório indica que o mercado imobiliário norte-americano ainda está longe de sair da crise, contribuindo assim para o aumento das preocupações relativamente aos efeitos que a desvalorização das casas e o aumento da rigidez na concessão de crédito podem ter sobre o consumo nos Estados Unidos.
(Jornal de Negócios 28-01-2008)


Encomendas de bens duradouros nos EUA sobem mais que o esperado

As encomendas de bens duradouros nos Estados Unidos aumentaram em Dezembro a um ritmo superior ao previsto pelos economistas, sugerindo que as empresas americanas não estão a ser tão penalizadas pela crise como se temia.
As encomendas de bens duradouros aumentaram 5,2% em Dezembro, o que representa o maior aumento desde Julho, anunciou hoje o Departamento do Comércio. Excluindo equipamentos de transporte, as encomendas cresceram 2,6%.
Os economistas esperavam um crescimento de apenas 1,9% nas encomendas de bens duradouros e um crescimento de 0,1% excluindo equipamentos de transporte.
Os dados hoje revelados mostram que a procura internacional por produtos americanos poderá impedir a industria americana de entrar em recessão, tal como temem os economistas.
(Jornal de Negócios 29-01-2008)


Preços de casas nos EUA registam maior queda desde 2000

Os preços de casas em 20 das áreas metropolitanas dos EUA caíram em Novembro pelo décimo primeiro mês e registaram a maior queda desde 2000, pressionados pela quebra nas vendas. Os preços desceram 7,7% face a um ano antes, depois de terem caído 6,1%, em Outubro, segundo o índice S&P/Case-Shiller.


Este índice é considerado um indicador relevante no que toca aos preços das casas pois avalia as 20 maiores regiões metropolitanas do país e registou agora a maior queda desde que começou a ser divulgado em 2000. Face ao mês anterior, os preços desceram 2,1%.
O aumento das execuções hipotecárias colocará mais casas no mercado e levará os preços a descer ainda mais, referiram os economistas citados pela agência Bloomberg. Os responsáveis consultados pela agência noticiosa estimavam que o índice recuasse 7,1%.
Das cidades analisadas, 17 registaram quebras nos preços de casas face ao ano anterior. Apenas em três cidades foram verificadas subidas. Contudo, comparando com o mês anterior todas as 20 cidades registaram descidas.
(Jornal de Negócios 29-01-2008)



PIB cresce 0,6%
Economia dos EUA cresceu metade do esperado no quarto trimestre

O produto interno bruto (PIB) dos EUA cresceu 0,6% no quarto trimestre de 2007, metade do esperado, num período em que o mercado hipotecário enfraqueceu mais e o consumo das famílias arrefeceu.

A economia norte-americana abrandou para um ritmo anual de 0,6% no quarto trimestre, depois de no trimestre anterior a economia ter expandido a um ritmo anual de 4,9%, anunciou hoje o Departamento do Comércio.
Os economistas consultados pela Bloomberg estimavam que a economia abrandasse o seu ritmo de crescimento para uma taxa de 1,2%.
Em 2007, a economia norte-americana cresceu 2,2%, o que representa o ritmo mais brando dos últimos cinco anos, para 11,6 biliões de dólares (7,85 biliões de euros).
A contribuir para este abrandamento acentuado do crescimento económico esteve o mercado hipotecário e o consumo das famílias que abrandaram significativamente.
(Jornal de Negócios 30-01-2008)


Pedidos de subsídio de desemprego aumentam mais do que o previsto
Os pedidos de subsídio de desemprego aumentaram mais do que o previsto na semana passada e para máximos de 27 meses, assinalando que o mercado laboral está a enfraquecer.


Os pedidos avançaram em 69 mil para 375 mil na semana que terminou dia 26 de Janeiro, anunciou hoje o Departamento do Trabalho.
O aumento foi o maior desde o furacão Katrina em Setembro de 2005.
Os economistas consultados pela Bloomberg esperavam uma subida para os 319 mil pedidos.
(Jornal de Negócios 31-01-2008)


Economia americana elimina empregos pela primeira vez em quatro anos
A taxa de desemprego dos EUA recuou para 4,9%, em Janeiro, face aos 5% registados em Dezembro. Contudo, pela primeira vez em quatro anos, a economia americana destruiu empregos, sinalizando que um cenário de recessão é cada vez mais provável.

Os analistas contactados pela Bloomberg esperavam que a taxa de desemprego se mantivesse nos 5%.
A economia dos EUA perdeu inesperadamente empregos, em Janeiro, pela primeira vez em mais de quatro anos, aumentando as apostas de que a Reserva Federal será obrigada a cortar novamente as taxas de juro para impedir uma recessão económica.
O número de postos de trabalho caiu em 17 mil face ao ganho de 82 mil registado em Dezembro, anunciou hoje o Departamento do Trabalho. O número de assalariados é um dos indicadores, juntamente com os salários, a produção e as vendas, que pode ajudar a determinar o início da contracção económica.
Nenhum dos 80 economistas consultados pela Bloomberg estimou a descida no número de assalariados, a primeira desde Agosto de 2003. A média destes responsáveis apontava para um aumento de 70 mil.
(Jornal de Negócios 1-02-2008)


Actividade industrial nos EUA expande-se inesperadamente em Janeiro

A actividade industrial nos EUA expandiu-se inesperadamente em Janeiro, assinalando que o investimento dos empresários está forte apesar do enfraquecimento noutras áreas económicas.

O índice que mede a actividade industrial (ISM) nos EUA avançou para 50,7 pontos no mês em análise, contra os 48,4 pontos em Dezembro.
Os economistas consultados pela Bloomberg esperavam uma queda para os 47,3 pontos.
Este dado pode aliviar de alguma maneira os receios do mercado, que especula uma recessão económica nos EUA perante a divulgação de vários dados económicos nos últimos tempos. A Fed tem vindo inclusivamente a descer a sua taxa de juro de referência, uma das vezes com um corte supresa, para tentar precisamente evitar o pior para a economia.
(Jornal de Negócios 1-02-2008)


Gastos na construção registam maior queda do último ano
Os gastos na construção nos Estados Unidos caíram o dobro do previsto, em Dezembro. Este queda, a maior do último ano reflecte uma pioria da situação do sector imobiliário e uma redução do investimento público e privado na construção. Em 2007, a construção privada caiu 18%, a maior queda desde 1993.


Os gastos na construção caíram 1,1%, no último mês de 2007, a maior queda do último ano e o dobro do previsto pelos analistas, 0,5%, revelou esta tarde do Departamento do Comércio norte-americano.
O investimento público na construção registou, no mesmo período, a maior redução dos últimos três anos. Em 2007, caiu 1,5%, a maior queda desde Janeiro de 2005, devido à redução de projectos de auto-estradas, escolas e transportes.
Os gastos na construção de habitações privadas caíram 2,8%, em Dezembro, após uma queda de 3% no mês anterior. No conjunto do ano, a construção privada caiu 18%, a maior queda desde 1993, ano em que se iniciaram estes registos.
De acordo com as previsões dos analistas, a queda dos gastos na construção vai continuar até meados de 2008.
(Jornal de Negócios 2-02-2008)


Dezembro
Encomendas às fábricas dos EUA registam o maior aumento desde Junho

As encomendas às fábricas dos EUA registaram o maior aumento, em Dezembro, desde Julho, de acordo com os dados hoje disponibilizados pelo Departamento do Comércio norte-americano.

As encomendas às fábricas cresceram 2,3%, o que representa o quarto mês consecutivo a aumentar, e surge depois de, em Novembro, as encomendas terem aumentado 1,7%, anunciou hoje o Departamento do Comércio.
Os economistas consultados pela Bloomberg estimavam que os pedidos crescessem 2,5% no mês em análise, depois dos primeiros dados terem indicado que, em Novembro, estes pedidos tinham aumentado 0,7%.
(Jornal de Negócios 4-02-2008)


Queda do sector dos serviços nos EUA deixa Europa no vermelho

O índice ISM para os serviços, responsável por cerca de 90% da economia norte-americana, caiu para 41,9 pontos, o nível mais baixo desde Outubro de 2001. Este valor compara com os 54,4 pontos registados no mês anterior. Uma leitura inferior a 50 pontos corresponde a uma contracção. Com este dado aumentaram os receios de que a economia norte-americana esteja a entrar em recessão.
(Jornal de Negócios 5-02-2008)


Stocks" dos grossistas voltam a aumentar nos EUA

Os "stocks" dos grossistas norte-americanos voltaram a aumentar no mês de Dezembro com as vendas a recuarem nos EUA. O aumento de 1,1% foi o maior desde Agosto de 2006, revelando mais um dado negativo sobre a economia americana.

Este valor segue-se a uma variação positiva de 0,8% registada em Novembro tal como divulgou o Departamento do Comércio em Washington.
Os produtos em armazém das empresas americanas superaram as estimativas dos economistas contactados pela Bloomberg que previam um aumento de 0,3%.
As vendas, derivadas de um declínio nas indústrias automóvel, de computadores e electrónica, caíram 0,7% assumindo a maior queda desde Janeiro de 2007.
Os grossistas americanos deverão reduzir as suas ordens de encomenda às fábricas contribuindo para o abrandamento económico dos EUA.

(Jornal de Negócios 8-02-2008)







































bluexip


viva helbar,

acho que a verdadeira questão que nos importa é: que mais impacto nas bolsas terá a confirmação da recessão económica nos EUA.

é que parece-me haver poucas dúvidas que estarão a entrar em recessão. mas uma coisa é a economia, outra é a bolsa e elas não costumam andar a par: a bolsa costuma virar antes da economia.

cumprimentos,
bluexip
Ever wonder why fund managers can't beat the S&P 500? 'Cause they're sheep, and sheep get slaughtered.
- Gordon Gekko in Wall Street

helbar

Bluexip todas estas situações tiveram impacto negativo. As bolsas europeias, asiáticas e americanas fecharam todas em baixa quando sairam estes dados, retirando uma outra sessão em que sairam indicadores positivos. 

Se continuar o Desemprego a cair, as vendas a retalho a cair, etc...
vamos ter mais dias de queda.

O futuro o dirá.

Um abraço


alpino

#3
Em minha opinião, a escadaria descendente das bolsas é para durar uma meia dúzia de anos, já que os efeitos da crise do subprime e do imobiliário americanos demoram a chegar à economia real global.

Pode não haver uma recessão técnica (crescimento negativo), mas um abrandamento acentuado do crescimento das economias é praticamente certo. As bolsas já anteciparam um ano desse abrandamento, mas ainda não anteciparam os abrandamentos subsequentes, dos anos seguintes.

Quem jogar a longo prazo deve em minha opinião esperar uma meia dúzia de anos para entrar de novo no casino. Quem jogar a curto prazo deve ter muito cuidado, porque pode ficar com o dinheiro entalado durante anos, sem retorno rápido.

Quem precisar a curto-médio prazo do dinheiro que já tem aplicado no casino o melhor é vender, mesmo a perder, de contrário pode ver as cotações descerem ainda mais (o mais provável) e ter de esperar vários anos para ver as cotações atingirem os níveis máximos ou próximos de 2007, ou os próprios níveis a que comprou os títulos. Se puder esperar alguns anos, não deve desanimar porque uma nova escadaria ascendente virá, talvez daqui a uns 7-10 anos, quando houver uma nova geração (inexperiente) de jogadores e os escaldados de agora entrarem no casino para se vingarem das perdas de hoje e enfiarem o barrete aos novos jogadores dessa altura. ;D

As minhas AT´s e AF´s incidem mais nos jogadores do casino do que nas empresas e nas curvas de Elliott e nas séries de Bonifacci. ::)

Penso eu de que... ;D

bluexip

Citação de: alpino em Fevereiro 11, 2008, 11:19
Em minha opinião, a escadaria descendente das bolsas é para durar uma meia dúzia de anos, já que os efeitos da crise do subprime e do imobiliário americanos demoram a chegar à economia real global.

Pode não haver uma recessão técnica (crescimento negativo), mas um abrandamento acentuado do crescimento das economias é praticamente certo. As bolsas já anteciparam um ano desse abrandamento, mas ainda não anteciparam os abrandamentos subsequentes, dos anos seguintes.

alpino, o sector das casas/construção colapsou - é a palavra correcta - desde a ultima metade de 2005.

o sector financeiro tem empresas de grande dimensão e relevância a perder 40 a 90% desde os máximos atingidos há quase 1 ano. falta uma falência para o quadro ficar completo.

tivemos um crash em 2000 que está bem na memória dos "jogadores de casino" e o ultimo bearmarket, um dos maiores da história mas sem paralelo na economia, terminou há menos de 5 anos. é certo que há muitos jogadores novos que entraram entretanto mas a situação não é comparável.

Citação de: alpino em Fevereiro 11, 2008, 11:19
Quem precisar a curto-médio prazo do dinheiro que já tem aplicado no casino o melhor é vender, mesmo a perder, de contrário pode ver as cotações descerem ainda mais (o mais provável) e ter de esperar vários anos para ver as cotações atingirem os níveis máximos ou próximos de 2007, ou os próprios níveis a que comprou os títulos. Se puder esperar alguns anos, não deve desanimar porque uma nova escadaria ascendente virá, talvez daqui a uns 7-10 anos, quando houver uma nova geração (inexperiente) de jogadores e os escaldados de agora entrarem no casino para se vingarem das perdas de hoje e enfiarem o barrete aos novos jogadores dessa altura. ;D

para quem está no curto-médio prazo, vender agora tem mais probabilidades de se arrepender do que se esperar...

Citação de: alpino em Fevereiro 11, 2008, 11:19
As minhas AT´s e AF´s incidem mais nos jogadores do casino do que nas empresas e nas curvas de Elliot e nas séries de Bonifacci. ::)

Penso eu de que... ;D

o importante é que tenha sucesso com elas nem que a estratégia seja mandar uma moeda ao ar.

cumprimentos,
bluexip
Ever wonder why fund managers can't beat the S&P 500? 'Cause they're sheep, and sheep get slaughtered.
- Gordon Gekko in Wall Street

alpino

caro bluexip, para quem joga a prazo e sem preocupação, como é o meu caso, os momentos de entrar e de sair do casino são cruciais.

O pior pecado de um jogador que escolheu bem o momento de entrar no casino é ser ganancioso, querer ganhar o máximo. Arrisca-se a não ganhar, porque as árvores não crescem até ao céu. ;D

E o jogador prudente deve evitar de entrar no casino quando ele já está cheio de gente.... isso quer dizer que vai chegar tarde. ;D

Imagino que alguns de nós estão ansiosos por entrar agora no casino, porque algumas cotações do casino de Lisboa parecem atractivas. Com excepção de uma ou outra, acho que as cotações ainda estão altas, sem correspondência com a realidade das próprias empresas.

Enfim, é a minha opinião. Prudência e recato é o que recomendo neste momento aos meus amigos, aos que têm pequenas poupanças para jogar.


egas

que entre em recessao de uma vez por todas para sair desta lenga lenga que ate ja irrita......... como disse o BLUEXIP depois o mercado comeca a antecipar a reviravolta da economia, ele anda sempre a frente das coisas antes delas acontecerem.......... agora nesta ladainha que entra ou nao e que ja mete nojo!!!!!!!!!

helbar

Penso que estão a sair do contexto do tópico. O que interessa neste momento é avaliármos os indicadores económicos ou os resultados empresariais com a reacção do mercado e qual a tendência que este poderá ir.

Agora estármos a dizer qual é o «momento de entrar ou de sair e que o casino está cheio de apostadores», penso que não é relevante neste tópico.

Neste momento o mercado está incerto, mas já deu o primeiro sinal de inversão de tendência, apesar de ainda não estar completamente definida e o que é importante na minha opinião é decifrármos qual o rumo a seguir.

Poderá ser uma utopia decifrar o futuro das bolsas, mas o que se pretende é perceber o motivo dos movimentos dos diversos índices e a sua relação com a economia norte-americana. Já que esta parece ser o motor da economia mundial.

Espero que com isto não se acanhem em dar a suas opiniões porque todas são bem vindas para o fórum.

Um abraço

emanuel

Que fique gravado eternemente para a historia deste assunto, o problema é global, e não dos EUA, o assunto é resultado do mau sistema económico implantado no global, subdividam mais a riqueza pelos pobres..., pois, pois, ora está, ora está, ok...
Pois é difícil, ok, então só resta a falência do sistema tanto económico, como politico....
Eu sei que 2008 é a viragem, a verdade é esta... não querem então lutem contra a maré, e logo verão o efeito, endividamento mais falência total.
Mas, não pensem os bear´s que ganham, é claro que a até certa altura, depois ou fogem com os números ou então, ficam sem nada, e viva os Senhores Feudais, porque a terra será sempre a riqueza, mais importante a ter...
datas, 2008 a 2010(vermelho), 2011(ano de duvidas), 2012 é o colapso de tudo, depois logo se vê... com a Humanidade reduzida a um terço...!!!!!!!!!!!!
Bons negócios...

Brokas

Viva Helbar,

Na minha opinião não restam grandes dúvidas, que os EUA já não se livram de um crescimento recessivo. Agora se vai ser longo ou não e quando é que vão começar a recuperar já é mais dificil prever. Na minha opinião a recuperação  será (no minimo) só lá pra o final de 2008 ou 1º Sem de 2009.

Cumps

Brokas

helbar

#10
Um indicador importante que transmite alguma calmia e confiança que os EUA não estão a entrar em recessão.


Vendas a retalho aumentam inesperadamente em Janeiro

As vendas do comércio retalhista norte-americano registaram no mês passado uma progressão de 0,3%, supreendendo os analistas, os quais esperavam uma quebra de 0,2%.

Segundo os dados hoje divulgados pelo Departamento do Comércio dos Estados Unidos, se forem excluídos dos cálculos as vendas do comércio automóvel, as vendas a retalho também cresceram 0,3%, um valor superior à progressão de 0,2% estimada pelos peritos.

A mesma fonte adianta ainda que, no período de tempo em análise, a maior subida deu-se nas vendas das Estações de Gasolina (+2,0%), seguidas pelas de Vestuário e acessórios (+1,4%). A maior descida pertenceu ao sector da Construção e equipamento de jardinagem (-1,7%).

Diário Económico


Vendas a retalho aumentam 0,3% em Janeiro nos EUA

As vendas a retalho nos Estados Unidos aumentaram inesperadamente em Janeiro, com os americanos a gastarem mais dinheiro em automóveis e gasolina, um sinal de que as compras dos consumidores ? que têm o maior peso na economia ? estão a retomar, apesar de a crise do "subprime" se intensificar.

O aumento de 0,3% nas vendas do mês passado seguem-se a um decréscimo de 0,4% em Dezembro de 2007, anunciou hoje o Departamento norte-americano do Comércio.

Se excluirmos os automóveis e a gasolina, as vendas mantiveram-se inalteradas face ao mês precedente.

O relatório agora divulgado poderá diminuir os receios de que a queda do valor das casas e o congelamento do mercado de trabalho conduzam a cortes sustentados nos gastos dos consumidores ? o que levaria a economia para uma recessão.

"O consumidor parece estar a dar a volta por cima", comentou à Bloomberg uma economista do Scotia Capital, Karen Cordes.

Segundo a estimativa média dos 81 analistas contactados pela Bloomberg, esperava-se que as vendas a retalho tivessem caído 0,3%.

2008/02/13 - 13:59
Fonte: Canal de Negócios

Jeab

Citação de: Brokas em Fevereiro 12, 2008, 00:05
Viva Helbar,

Na minha opinião não restam grandes dúvidas, que os EUA já não se livram de um crescimento recessivo. Agora se vai ser longo ou não e quando é que vão começar a recuperar já é mais dificil prever. Na minha opinião a recuperação  será (no minimo) só lá pra o final de 2008 ou 1º Sem de 2009.

Cumps

Brokas
Concordo plenamente.
É preciso recordar que a n/ sociedade está assente na Família e que esta normalmente é aforradora e excedentária de liquidez, que cede aos deficitários crónicos ( governos,empresas,etc.). Neste momento a família Americana está deficitária e o crédito caro e esticado. assim vai demorar 1 anito nas encolhas até recuperarem a liquidez e o poder de compra.
Jeab
Não culpe o mercado pelas suas perdas

egas

prefiro que entre em recessao de vez para nao andar nesta indecisao........ hoje vem um dado que diz que nao, amanha vem outra que contraria este e andamos nisto a meses!!!!!!!!!!

tiagodandre

EUA/Economia 2008-02-14 15:10

Bernanke afirma "medidas de segurança adequadas" contra riscos de abrandamento

O presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana, Ben Bernanke, disse que o banco central iria facultar "medidas de segurança adequadas" para fazer frente aos riscos de abrandamento económico relacionados com o aumento do 'preço do dinheiro'.

De acordo com a agência Bloomberg, que cita o presidente quando este se dirigia ao Senado norte-americano, a Fed "irá agir consoante necessário para suportar o crescimento e facultar medidas de segurança adequadas para evitar o abrandamento económico".

"Créditos mais caros e menos acessíveis continuam a ser uma fonte de contracção no crescimento económico", disse Bernanke. "As previsões para a economia pioraram nos últimos meses e os riscos de abrandamento económico aumentaram".

Recordamos que a Fed reduziu as taxas de juro de referência ao ritmo mais alto das últimas duas décadas, depois de o desemprego ter aumentado, e o consumo privado ter diminuído.

Os especialistas esperam que a Fed proceda a mais um corte de 50 pontos base, para os 2,5%, depois da reunião do principal órgão económico dos EUA agendada para 18 de Março.



Maior recuo desde 1991 2008-02-14 15:16

Défice comercial norte-americano regista primeira queda dos últimos seis anos

O défice comercial dos Estados Unidos da América recuou 6,2% para os 711,6 mil milhões de dólares (487,7 mil milhões de euros) em 2007, contra os 758,5 mil milhões de dólares (520 mil milhões de euros) em 2006, protagonizando a primeira queda em seis anos e o maior recuo desde 1991.

Segundo o Departamento do Comércio norte-americano, este desempenho positivo do défice comercial dos EUA ficou a dever-se ao forte aumento das exportações, ajudadas pela depreciação do dólar, que mais do que contrabalançaram os preços recordes do petróleo e o peso sempre crescente da China. (Cá tá o que eu dizia...o dólar!...a tábua de salvação...)

Em Dezembro, o défice estabeleceu-se em 58,8 mil milhões de dólares contra 63,1 mil milhões registados em Novembro, enquanto os analistas consultados pela Bloomberg apontavam para os 61,5 mil milhões de dólares

As exportações subiram 12,2% para 1 621,8 mil milhões de dólares, enquanto as importações aumentaram mais moderadamente, 5,9% para 2 333,4 mil milhões de dólares.

A balança comercial dos EUA continuou a degradar-se com a China, a grande fornecedora de produtos de consumo de baixo preço, mais 10,2% para 256,3 mil milhões de dólares, um nível recorde. A China passa assim a  representar cerca de um terço do défice comercial norte-americano. (ai ai... :o)

"A balança comercial vai continuar a ser o suporte da economia. A queda das importações é provavelmente consistente com a visão de que a economia está a abrandar", disse à Bloomberg David Resler, economista chefe Nomura Securities International.



EUA/Economia 2008-02-14 15:38

Paulson diz que espera abrandamento económico mas não uma recessão

Henry Paulson, o secretário do Tesouro norte-americano afirmou hoje perante o Senado que espera que a economia dos Estados Unidos abrande mas que não entre em recessão, mesmo com os problemas que enfrenta.

De acordo com o noticiado pela edição online da CNNMoney, que cita Paulson, "a economia dos Estados Unidos é fundamentalmente forte, diversa e resistente, contudo, depois de anos de apreciação insustentável dos preços das casas, a nossa economia está a passar por uma correcção necessária no mercado imobiliário".

O mesmo responsável referiu que esta correcção imobiliária "os elevados preços da energia e a instabilidade no mercado de capitais estão a pressionar o actual crescimento económico".
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Recessões e Bear Markets!...muito interessante...como os mercados antecipam sempre a evolução da economia...  ;)

Ou seja...mesmo que os EUA já estejam em recessão...já muito foi descontado, prevendo uma recessão!

Cump.


50 years of market swings
http://money.cnn.com/magazines/fortune/storysupplement/investor_special/2008/index.html
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)