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A questão do momento - Recessão nos EUA!!!

Iniciado por helbar, Fevereiro 11, 2008, 00:26

Tópico anterior - Tópico seguinte

helbar

#15
A primeira notícia já  foi introduzida noutro tópico, mas volto a colocá-la aqui juntamente com outras para para prosseguir com a análise à economia americana.



Preços dos bens importados aumentam 1,7% nos EUA

Os preços dos bens importados pelos EUA aumentaram 1,7% no mês de Janeiro o que fez com que o aumento dos últimos 12 meses atingisse um recorde, noticiou a Bloomberg.

O aumento de 1,7% das importações norte-americanas, que subiram mais que o esperado, seguiu-se a uma redução de 0,2% do mês anterior como referiu o Departamento do Trabalho em Washington.

Se se excluir as importações de petróleo o valor das importações apresenta um aumento de 0,6%.

O preço dos bens importados, comparado com o ano anterior, subiu 13,7%, o maior aumento desde o inicío dos registos, em 1982.

O crescimento dos custos relativos à importação pode levar a que as empresas norte-americanas sigam os seus concorrentes estrangeiros e subam os preços dos seus produtos, podendo aumentar a taxa de inflação do país.

Mesmo assim, os responsáveis da Reserva Federal Americana (Fed) continuam a manter as suas atenções no crescimento económico norte-americano e deverão cortar novamente as taxas de juro de referência.

"Não existirá medo da inflação resultante dos preços das importações. A Fed precisa de fazer o que tem a fazer para aumentar o crescimento", referiu a analista Lindsey Piegza do FTN Financial, citada pela Bloomberg.

2008/02/15 - 14:34
Fonte: Canal de Negócios


Produção industrial nos EUA cresce 0,1% em Janeiro

A produção industrial cresceu 0,1%, em Janeiro. A produção nas fábricas, mineiras e nos serviços de infra-estruturas aumentou pelo segundo mês consecutivo, em linha com as estimativas dos economistas consultados pela agência Bloomberg.


A produção industrial cresceu 0,1%, em Janeiro. A produção nas fábricas, mineiras e nos serviços de infra-estruturas aumentou pelo segundo mês consecutivo, em linha com as estimativas dos economistas consultados pela agência Bloomberg.

A Reserva Federal dos EUA divulgou estes números no início da tarde, saindo em linha com a média estimada pelos 79 economistas consultados pela agência.

A produção de bens de consumo subiu 0,3% depois de não ter registado alterações, em Dezembro


Confiança dos consumidores nos EUA cai para mínimos de 16 anos

mais do queo esperado este mês atingindo o valor mais baixo dos últimos 16 anos, devido ao abrandamento do mercado laboral.

A confiança dos consumidores norte-americanos caiu mais do que o esperado este mês atingindo o valor mais baixo dos últimos 16 anos, devido ao abrandamento do mercado laboral.

O índice, elaborado pela Universidade de Michigan em conjunto com a Reuters, deslizou para 69,6 pontos, mínimos desde Fevereiro de 1992, no mês em análise, de 78,4 pontos em Janeiro.

Os economistas consultados pela Bloomnerg esperavam uma queda menor para os 76 pontos.

A primeira queda no emprego em mais de quatro anos e a subida dos preços da gasolina estão a provocar que os norte-americanos tenham uma visão mais imprecisa ou obscura da economia e das suas situações financeiras.

Isso poderá reduzir os gastos de consumo, que já têm vindo a abrandar nos últimos meses.





Jeab

É preciso notar que a China ultrapassou o Canadá nas importações dos EUA.
Jeab
Não culpe o mercado pelas suas perdas

egas

eu acho que esta recessao e mais psicologica, se virem os dados que vem ca para fora ninguem se entende quanto a esta questao.......... lamentavel e os mercados terem sofrido tanto para muitos FUNDOS e BANCOS irem comprar muito barato para recuperar da crise do sub-prime.

helbar

Sobe 0,8% em Janeiro
Construção de casas novas nos EUA permanece no nível mais baixo desde 1991

A construção de casas novas, nos EUA, subiu 0,8%, em Janeiro, mas permanece próxima do nível mais baixo desde 1991, um sinal de que o pior abrandamento em um quarto de século no sector vai continuar a pesar na economia este ano, anunciou o Departamento do Comércio do país.

Este indicador avançou 0,8% face a Dezembro para 1.012 milhões de casas. Já as licenças de construção, um indicador da actividade futura, desceu 3% para 1.048 milhões.
Ambos os dados saíram em linha com as estimativas dos analistas consultados pela Bloomberg.
Estes números, juntamente com outros conhecidos recentemente, parecem demonstrar que a crise no sector imobiliário vai continuar a afectar o crescimento económico, o que irá exigir novas reduções das taxas de juro.



EUA/Economia
Construção de casas unifamiliares atinge valor mais baixo de 17 anos

O índice que mede a construção de casas unifamiliares nos Estados Unidos desceu para o nível mais baixo de 17 anos, de acordo com um relatório do governo norte-americano, hoje divulgado.

De acordo com a edição online da CNN, ao mesmo tempo a construção apartamentos e condomínios subiu um pouco.

Desta forma a construção de casas unifamiliares atingiu a taxa anual de 743 000, sendo este o décimo declínio consecutivo




Inflação nos EUA supera estimativas em Janeiro

Os preços no consumidor, nos EUA, subiram mais do que o esperado no mês de Janeiro o que indica que a inflação pode continuar a representar uma ameaça para a economia norte-americana.

A inflação aumentou 0,4%, o mesmo valor que em Dezembro, superando as expectativas dos analistas contactados pela Bloomberg que antecipavam um crescimento dos preços de 0,3%, divulgou o Departamento do trabalho em Washington, de acordo com a Bloomberg.
A inflação subjacente, que exclui a alimentação e a energia, aumentou 0,3%, depois de ter crescido 0,2% em Dezembro, o que corresponde à maior subida desde Junho de 2006.
Os responsáveis pela politica monetária norte-americana cortaram a taxa de juro para os 3% mas poderão adoptar um novo corte para evitar a recessão económica. No entando, a Fed já disse que é necessário ter em conta a ameaça da inflação.
Ben Bernanke explicou, dia 14 de Fevereiro, que a instituição previa uma moderação da inflação nos próximos trimestres, mas salientou que será preciso continuar a monitorizar atentamente a evolução do índice de preços no consumidor.



Fed revê em baixa estimativas
EUA devem crescer entre 1,3% e 2% este ano


A Reserva Federal (Fed) dos EUA reviu em baixa a estimativa de crescimento para a economia norte-americana. As novas projecções apontam para uma expansão, em 2008, entre os 1,3 e os 2%. Os responsáveis também reviram as previsões para o mercado laboral.

As novas estimativas de crescimento económico da Fed estão 50 pontos abaixo das anteriores projecções. A autoridade monetária dos EUA prevê que a economia cresça entre 1,3 e 2% este ano, quando as projecções anteriores, divulgadas em Outubro, apontavam para uma expansão entre 1,8% e 2,5%, de acordo com a Bloomberg.
Para o mercado laboral, as estimativas também foram revistas. A Fed estima agora que a taxa de desemprego no quarto trimestre se situe entre os 5,2% e os 5,3%, acima das previsões anteriores que apontavam para uma taxa de desemprego entre 4,8 e 4,9%.
No que respeita à inflação, a Fed prevê que os preços no consumidor subam entre 2,1 e 2,4% este ano. A previsão anterior era entre 1,8 e 2,1%. Quanto à inflação subjacente, que exclui a alimentação e a energia, a Fed estima que no final do ano se situe entre 2 e os 2,2%, o que compara com os 1,7% e 1,9% estimados em Outubro.





egas

resumindo e concluindo afinal a economia nao entra em recessao, vao crescer entre 1,3 e 2% tanta lenga lenga para penalizar fortemente o mercado........

helbar

Mas para quem cresceu acima dos 3 % ao ano torna-se significativo ou não Egas.

Um abraço

tiagodandre

Energia, banca e tecnologia animam praças americanas

As principais bolsas dos Estados Unidos terminaram em alta, sustentadas pelos títulos das empresas energéticas e tecnológicas, depois de o petróleo superar os 101 dólares por barril e de a Hewlett-Packard ter anunciado lucros acima das previsões dos analistas.

O Dow Jones [indu] fechou a ganhar 0,73%, fixando-se nos 12.427,26 pontos. O S&P 500 [spx] encerrou a subir 0,83%, nos 1.360,03 pontos. O índice compósito Nasdaq [ccmp] terminou a marcar 2.327,10 pontos, com uma valorização de 0,91%.

As bolsas recuperaram das perdas registadas durante a tarde, impulsionadas também pela boa "performance" das acções da banca, depois de o gestor de um fundo de cobertura de risco ter anunciado um plano destinado a reestruturar as seguradoras de emissões obrigacionistas.

William Ackman, sócio-gerente da Pershing Square Capital Management, delineou um plano para as seguradoras de emissões obrigacionistas que poderá evitar que estas paguem dividendos às casas-mãe ? servindo esses dividendos para ajudar a reestruturar as unidades financeiras das seguradoras. O plano foi ontem enviado aos reguladores, bancos e legisladores dos EUA.

A Hewlett-Packard, maior fabricante de computadores pessoais, registou a subida mais acentuada dos últimos dois anos, depois de anunciar um lucro no primeiro trimestre superior às estimativas dos analistas ? 86 cêntimos por acção (excluindo despesas com aquisições), o que correspondeu a mais cinco cêntimos do que a subida média prevista pelos analistas inquiridos pela Bloomberg.

"Temos assistido a uma grande fragilidade nos lucros das tecnológicas e a HP veio mostrar-nos que ainda existe alguma solidez no mercado", comentou à Bloomberg uma gestora da Eastern Investment Advisors, Rose Grant.

2008/02/20 - 21:17
Fonte: Canal de Negócios
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

egas

concordo com o que disseste HELBAR, mas ate parece que nao vao crescer nada!!!!!!!! isto foi muito bem aproveitado para fazer muita limpeza suja que havia como aconteceu por ca no BCP, essa e que e a verdade.......... tambem para eleminar muitos FUNDOS e derivados que cresceram como cogumelos e sem qualquer control das entidades responsaveis..........

tiagodandre

EUA/Economia 2008-02-21 13:35
Pedidos de subsídio de desemprego descem dentro do esperado nos EUA


O número de norte-americanos que pediu pela primeira vez o subsídio de desemprego na semana finda a 16 de Fevereiro foi de 349 000, contra os 358 000 pedidos registados na semana anterior e perto do esperado pelos analistas, que esperavam uma descida para os 35o 000 pedidos.

Pedro Duarte

Segundo os dados hoje divulgados pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, a média móvel de pedidos de subsídio de desemprego nas quatro últimas semanas foi de 360 500, contra a leitura de uma média de 349 750 pedidos obtida na semana que findou a 9 de Fevereiro.

A mesma fonte adianta que, na semana terminada dia 9, o número de norte-americanos ainda a receber o subsídio de desemprego era de 2 784 000, mais do que os 2 736 000 verificados na semana terminada a 2 de Fevereiro.

Os especialistas consideram que um número de pedidos inferior a 400 000 significa que o mercado de trabalho da maior economia do mundo se encontra em expansão.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

helbar




[u]Philadelphia Fed February Factory Index Falls to -24 [/u] (Update2)

By Bob Willis

Feb. 21 (Bloomberg) -- Manufacturing in the Philadelphia region unexpectedly contracted the most since February 2001, the eve of the last recession, as measures of new orders and shipments reflected weakening demand.

The Federal Reserve Bank of Philadelphia's general economic index declined to a minus 24 from minus 20.9 in January, the bank said today. Readings less than zero signal contraction. The Philadelphia Fed's general economic index averaged 5.1 in 2007.

A two-year housing slump, exacerbated by tighter credit conditions, is spilling over to other industries, pushing the economy to the brink of recession. The Fed, after cutting interest rates at the fastest pace since 1990 last month, has said it is ready to move in a ``timely'' manner to avert a downturn.

``The Philadelphia Fed survey is sending clear signals that the U.S. economy is heading for a recession,'' said Lena Komileva, chief economist at Tullett Prebon in London, who forecast a minus 25 reading. ``The speed and magnitude of the recent decline in the series signals a very sharp deterioration.''

Economists had forecast the Philadelphia manufacturing index would rise to minus 10.0, according to the median of 54 estimates in a Bloomberg News survey. Projections ranged from 0 to minus 25.0.

New Orders

The Philadelphia Fed's measure of new orders rose to minus 10.9 from minus 15.2 the prior month, and a measure of shipments fell to minus 12.2 from minus 2.3 the prior month.

A gauge of unfilled orders dropped to minus 10.9 from minus 6.2, while the index of inventories declined to minus 13 from minus 11.7 the prior month.

The employment index gained to 2.5 from minus 1.5 a month earlier, the Philadelphia Fed said. An index of prices paid dropped to 46.6 from 49.8, while a gauge of prices received weakened to 24.3 from 32.

The report provides one of the month's earliest clues to the state of manufacturing nationwide. Similar data from the New York Fed released last week showed manufacturing contracted in the New York region in February for the first time in almost three years.

The Philadelphia Fed region, which comprises eastern Pennsylvania, southern New Jersey and Delaware, is more vulnerable to the auto slump and less exposed to financial services and trade than the New York region, economists said.

Nationwide Measure

Nationwide, manufacturing grew in January after contracting in December by the most in almost five years, according to a Feb. 1 survey from the Institute for Supply Management. The ISM survey on manufacturing in February is due out March 3.

The index measuring the manufacturing outlook for six months from now fell to minus 16.9 from 5.2, today's report showed.

The Fed's January rate cuts came as rising subprime defaults led to a global tightening of credit standards and declines in equity prices. Investors are betting on a half-point rate reduction, to 2.5 percent, at the March 18 Fed meeting.

The U.S. economy will probably grow at a 0.5 percent pace in the first quarter and a 1 percent rate in the following three months, according to the median forecast in a Bloomberg survey of economists taken the first week of February. Economists surveyed said a recession this year was an even bet.

Export Lift

Many manufacturers are counting on strong exports to maintain profits. Philadelphia-based Rohm & Haas Co., the world's biggest producer of acrylic-paint ingredients, forecasts its foreign sales will continue to outperform weak domestic sales.

``We are anticipating further deterioration in the U.S. building and construction markets,'' Chief Executive Officer Rajiv Gupta said on a Jan. 28 conference call.

The company, whose fourth-quarter profit rose 2.3 percent on demand from emerging markets for materials used to make electronics, has been able to raise prices to offset rising commodity and energy costs.

``We continued to implement further price increases and to recover ongoing increases in raw materials going into 2008,'' Gupta said.


solis

Bom, na Europa já fechamos, por isso os States já podem começar a subir.

Enquanto não tirarmos os olhos dos States não vamos a lado nenhum.

DUARTINI

possivelmente porque sabem mais que tu. talvez eles andem mesmo ai. la recession. :)  Tou tao contente.
http://strapon.pt    http://sersexy.net

helbar

#27
Economistas acreditam cada vez mais numa recessão nos EUA

A percentagem de economistas que prevê uma recessão nos EUA em 2008 mais do que duplicou nos últimos três meses, para os 45%. Anteriormente, menos de 20% acreditavam neste cenário, de acordo com um inquérito elaborado pela National Association for Business Economics (NABE).

Dos que acreditam que os EUA vão cair numa recessão este ano, a maioria espera que o abrandamento económico seja relativamente limitado, refere a NABE, citada pela Bloomberg.

De acordo com o inquérito da NABE, a economia dos EUA deverá crescer 1,8% em 2008, comparativamente com os 2,6% previstos em Novembro, enquanto que em 2009 é esperada uma expansão do PIB de 2,9%.

O Documento mostra ainda que o crescimento económico nos EUA vai crescer 0,4% no primeiro trimestre de 2008 e 1% nos três meses seguintes, em resultado do abrandamento do sector imobiliário, da turbulência nos mercados financeiros e dos elevados preços os petróleo





Vendas de casas em segunda-mão caem para mínimo de 9 anos
As vendas de casas em segunda-mão caíram para o valor mais baixo em 9 anos, em Janeiro, nos Estados Unidos, divulgou a Associação Nacional de Imobiliárias. Ainda assim, a queda foi inferior ao esperado pelos economistas.


As vendas de casas em segunda-mão caíram 0,4%, em Janeiro, para uma taxa anual de 4,89 milhões, o nível mais baixo em pelo menos nove anos, indicando que a crise no sector imobiliário
continua a acentuar-se. Este indicador começou a ser registado em 1999.
Os economistas contactados pela Bloomberg previam que as vendas de casas em segunda-mão caíssem 1,8% para uma taxa anual de 4,8 milhões.
O número de casas para venda no final de Janeiro aumentou 5,5% para 4,2 milhões.




EUA/Fecho 2008-02-25 21:06
Ambac e MBIA levam Wall Street a ganhar mais de 1%


Os principais índices do mercado novaiorquino fecharam a primeira sessão da semana em alta, depois de o Standard & Poor's ter reiterado o 'rating' de triplo 'A' da seguradora de obrigações Ambac Finantial e de ter retirado a MBIA da sua lista de risco.


Desta forma, o índice industrial Dow Jones fechou o dia a ganhar 1,53% para os 12 570,22 pontos, e o índice tecnológico Nasdaq Composite avançou 1,05% para os 2 327,48 pontos.

A seguradora de obrigações Ambac poderá alcançar hoje um acordo com um grupo de bancos, no sentido de levar a cabo um plano de aumento de capital.

No final do dia, a financeira Standard & Poor's divulgou as suas notas de análise, reiterando o 'rating' AAA mais alto das sua avaliações para a Ambac, apesar de a manter na sua lista de risco relativamente à crise do mercado do crédito, retirando da mesma a rival MBIA.

Também a ajudar este sentimento optimista do Mercado esteve uma queda inferior ao esperado do número de vendas de casas usadas

helbar

26-02-2008

Continuam a ser divulgados dados preocupantes da economia dos EUA:

- Preços no Produtor a aumentar (Inflação)
- Queda nas Vendas e nos preços das casas (Consumo / Emprego)
- Confiança do consumidor a cair (Consumo e as expectativas quanto ao futuro)



"Preços no produtor nos EUA sobem mais do que o esperado em Janeiro

Os preços no produtor nos EUA subiram mais do que o dobro do previsto, em Janeiro, devido aos elevados preços dos combustíveis e aos custos com bens alimentares, assinalando que a inflação deverá continuar elevada enquanto o crescimento económico abranda.

A subida de 1% registada em Janeiro seguiu-se a uma queda de 0,3% em Dezembro, anunciou o Departamento do Trabalho dos EUA.
Os economistas consultados pela Bloomberg esperavam uma subida de apenas 0,4%.
Os números hoje conhecidos, em conjunto com a taxa de inflação que subiu mais do que o esperado, devem levar a Reserva Federal a considerar uma subida nas taxas de juro do país assim que a economia estabilize.
Nos últimos 12 meses, os preços no produtor subiram 7,4%, a maior subida desde Outubro de 1981.
   

Falta de pagamento
Casas confiscadas pelos bancos dos EUA quase duplicam em Janeiro


O número de casas confiscadas pelos bancos norte-americanos quase duplicou em Janeiro, depois dos proprietários terem sido incapazes de suportar os aumentos das prestações devido aos aumentos dos juros.

As retomas cresceram 90% para 45.327, em Janeiro quando comparado com o mesmo período do ano passado, anunciou hoje a RealtyTrac, citada pela Bloomberg.
O total dos processos de retomas aumentaram 57%, de acordo com a mesma fonte.
Um crescente número de famílias deixou de conseguir suportar os custos com os empréstimos à habitação, depois da Reserva Federal (Fed) dos EUA ter subido os juros até ao ano passado.
Depois da crise de crédito de elevado risco ter-se instalado nos mercados financeiros, no último Verão, a Fed decidiu descer a taxa de juro nos EUA de 5,25% para os actuais 3%, tentando evitar uma recessão económica naquele país.



Preços das casas nos EUA registam maior queda dos últimos 20 anos no quatro trimestre de 2007

O preço das casas nos Estados Unidos da América decresceu 8,9% no quarto trimestre de 2007, face ao mesmo período do ano anterior, o que confere a maior queda dos últimos 20 anos.

Segundo os dados hoje publicados pela agência internacional de notação financeira Standard & Poor´s, o preço das casas baixou 9,8% nas dez principais áreas metropolitanas dos EUA nos últimos três meses do ano passado, comparativamente com o mesmo período de 2006.



Confiança do consumidor cai para nível mais baixo em cinco anos

A confiança do consumidor norte-americano desceu para o valor mais baixo em cinco anos, no mês de Fevereiro, enquanto que as expectativas atingiram o patamar mais diminuto de 17 anos, devido a um mercado laboral em declínio, à escalada do preço do crude, e ao receio de recessão económica.

Segundo o estudo do Conference Board, citado pela agência Reuters, o index de confiança do consumidor caiu para os 75 pontos em Fevereiro, contra os 87,3, revistos em baixa, em Janeiro (originalmente 87,9). Os especialistas aguardavam que este índice registasse 82 pontos.

O índice que mede as expectativas dos consumidores caiu para 57,9 o mais baixo em 17 anos, contra os 69,3 de Janeiro.

Esta foi a maior queda mensal na confiança do consumidor desde Setembro, 2005, logo após o furacão Katrina."




helbar

EUA/Economia 2008-02-26 20:15
Fed diz que o crescimento económico é mais preocupante do que a inflação

Donald Kohn, o vice-presidente da Reserva Federal (Fed) norte-americana afirmou que, apesar dos indicadores de inflação acima do esperado no mês de Janeiro, o fraco desempenho económico e a debilidade dos mercados financeiros são uma maior ameaça à economia dos Estados Unidos do que os preços altos.


"Não espero que as recentes altas de preço persistam", disse Kohn durante discurso na Universidade da Carolina do Norte, citado pela pagina electrónica do Valor Online.

O responsável disse ainda que o crescimento da economia dos Estados Unidos no primeiro trimestre parece "bastante fraco", notando contudo que os elevados preços da energia e dos alimentos, de alguma forma, já começam a reflectir-se nos núcleos dos indicadores de preços.

A Fed diz que a conjunção entre estabilidade dos preços e crescimento forte vai voltar a vigorar, "mas isso ainda deve demorar um pouco".