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Fundos de Investimento

Iniciado por Rui Leal, Março 15, 2008, 22:21

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Odin

oi,

Interessante, este vosso tema... gostaria de vos chamar a atenção para o facto de alguns fundos estarem "desfazados" em cerca de uma semana em relação ao que de facto esta a acontecer no dia de subscrição, por isso cuidado com as apostas de curto prazo tipo as que o KARNUSS refere, para alem disso a máxima de deixar correr os ganhos e cortar nos prejuízos é igualmente válida, para acções ou fundos.
Já agora conhecem algum fundo que esteja a apostar na queda dos mercados???
e algum que invista em Angola?
Boa sorte para todos e excelentes negócios, Odin
Bons negócios, Odin

tiagodandre

Citação de: Odin em Abril 16, 2008, 20:10

...gostaria de vos chamar a atenção para o facto de alguns fundos estarem "desfazados" em cerca de uma semana em relação ao que de facto esta a acontecer no dia de subscrição, ...


Uma semana não acredito, mas até 3 dias é normal acontecer em alguns fundos!

Já para não falar nos "ajustes" feitos que atenuam as perdas/ganhos durante vários dias...depois as justificações da treta e a impossibilidade de calcular as variações correctas deixam qualquer um de mãos atadas...

Enfim,...para quem sabe e têm uma plataforma que lhe permita negociar nas principais praças, não tem qualquer vantagem em investir em fundos!

Para quem começa, poderá ser uma boa maneira de se iniciar neste mundo...tudo depende sempre dos fundos em que se investe!...o mais natural é depois largar os fundos e começar no stock picking... ;)

Cump.


PS: Os únicos fundos que possuí foram World Minning + Emerging Europe... ;)
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Rui Leal

Bons Dias:

Obrigado ODIN e TIAGOANDRE pelas vossas excelentes contribuições.

Ambos acabaram por colocar o "dedo na ferida" dos fundos!!

ODIN:
Realmente não conheço nenhum fundo que aposte na queda dos mercados. Conheço apenas fundos que apostam na volatilidade dos mesmos (óptimo para a conjuntura actual).
É o caso de um que subscrevi - CAAM Funds Volatility Equities S Acc - mas como este existem alguns mais.

Para apostar na queda dos mercados existe um produto excelente e específico (na minha opinião): os Reverse ETFs.
São ETFs que valorizam com a queda do índice subjacente e perdem com a respectiva valorização. Isto significa que se se apostar que um determinado sector ou índice irá caír, é este o produto a apostar.

Existem vários, tais como:
Short MSCI Emerging Markets ProShares
Índice associado: MSCI Emerging Markets Index
Bolsa e moeda: NYSE - USD

UltraShort FTSE/Xinhua China 25 ProShares – Reverse
Índice associado: FTSE/Xinhua China 25
Bolsa e moeda: NYSE - USD

Short Dow30 ProShares
Índice associado: DowJones 30 IA 
Bolsa e moeda: NYSE - USD

Short QQQ ProShares
Índice associado: NASDAQ100
Bolsa e moeda: NYSE - USD

Short MidCap400 ProShares
Índice associado: S&P MidCap 400 Index
Bolsa e moeda: NYSE - USD

Short S&P500 ProShares
Índice associado: S&P500
Bolsa e moeda: NYSE - USD

SGAM ETF Bear CAC 40 – Reverse
Índice associado: CAC40
Bolsa e moeda: Paris – EUR

SGAM ETF Bear DJ EuroStoxx50 – Reverse
Índice associado: DJ EuroStoxx50
Bolsa e moeda: Paris – EUR

Quanto a fundos que invistam em Angola também não conheço nenhum específico, mas conheço dois que investem em África:
Um, parcialmente: Fidelity Funds- Emerging Europe, Middle East & Africa Fund E Eur. Acc
Outro, totalmente: Espírito Santo África FI Acc (quanto a este até estou expectante pois também sou de opinião que África poderá vir a ser interessante). Contudo, segundo me apercebi, este fundo é incrivelmente recente, pelo que ainda não há dados fiáveis.

TIAGOANDRE E ODIN:
Quanto às restantes questões colocadas nos vossos posts é totalmente certo o que aí fica dito.

Regra geral, grande parte dos fundos comercializados em Portugal, sejam nacionais ou internacionais, têm uma "dilação" de subscrição e de resgate, ou seja:
em regra a subscrição é feita num certo dia, mas o valor da unidade de participação que irá servir de ponto de partida apenas será o existente passado um ou dois dias da subscrição.
O mesmo se passa com o resgate, que será efectuado num certo dia, mas a liquidação efectiva (com a correpsondente subida ou descida do valor da unidade de participação) apenas ocorrerá passado um mínimo de dois dias até um máximo de 5 dias.
Isto associado ao facto de as cotações que nos chegam, diariamente, não corresponderem às cotações desse dia, mas sim às cotações do dia anterior ou de dois dias antes, leva a que este produto não possa ser encarado, de forma alguma, como as acções ou até mesmo os ETFs.

Só este facto, por si só, impede, de imediato, a negociação em moldes idênticos às acções.

Mas como também os fundos de investimento são um produto bem diferente das acções, desde que se tenha consciência deste facto, não existirão problemas.

Para quem já negoceia em acções esta "limitação" certamente que não será agradável.
Para evitar este facto existem os ETFs, que são fundos cotados e que permitem a negociação em moldes idênticos aos das acções.

Os fundos de investimento serão, certamente, o meio mais adequado para quem se inicia no mundo dos investimentos.

Por um lado são de simples acesso e compreensão.

Permitem ainda "entrar" no mundo dos investimentos de modo a compreender os mercados, as suas evoluções, as suas características, o seu sentimento.

Permitem investir globalmente (tanto a nível geográfico, como sectorial).
Não necessitam de um acompanhamento diário (embora seja conveniente).

Por outro lado, permitem, com um reduzido investimento, começar neste fascinante mundo.
Digo com um reduzido investimento pelo seguinte:
Para se construir uma carteira de fundos, minimamente diversificada (aqui como nas acções isso também é importante), talvez € 5 000 sejam suficientes.
Já para construír uma carteira de acções, também minimamente diversificada, será necessário compôr um cabaz de 7 acções.
Tendo em conta que o investimento mínimo em cada papel deverá ser de, pelo menos, € 1 500 (de forma a que as comissões cobradas pelos bancos ou corretoras não "comam" os eventuais lucros), teremos um investimento inicial de € 10 500 (mais do dobro).
Nos fundos de investimento as comissões já estão englobadas na unidade de participação, pelo que o investidor nem sente o seu peso, ao passo que nas acções as comissões são determinantes.

Finalmente, também as acções exigem um conhecimento maior acerca do funcionamento dos mercados e das empresas em quem se aposta, conhecimento esse que não nasce com as pessoas mas que tem de se ir aprendendo. Ora, nada melhor para ir aprendendo do que os fundos. Aqui dou razão ao tiagoandre pois, certamente que muitas pessoas que começam nos fundos, inevitavelmente, acabam por ir parar às acções.
No meu caso, até já me sinto tentado a entrar nos ETFs e talvez, com uma carteira mais recheada e mais coragem, possa chegar às acções!!

Assim sendo, para ir apalpando o pulso ao mercado nada melhor do que começar pela "porta dos fundos"!!

Obrigado a todos e bons negócios,

Rui Leal

Boas Tardes:

Sexta Feira é sempre um bom dia para balanços...
Daí que está na altura de verificar o andamento da minha "carteirinha":

50% do total do investimento:
PARWORLD Agriculture Classic Acc, subscrito em 15/01/2008 e com uma rendibilidade, até ao momento, de (+) 4,48% (depois das correcções está novamente no bom caminho!!!)

16,66% do total do investimento:
CAAM Funds Volatility Equities S Acc, subscrito em 19/02/2008 e com uma rendibilidade, até ao momento, de (+) 1,4%

16,66% do total do investimento:
MLIIF World Mining E Acc, subscrito em 20/02/2008 e com uma rendibilidade, até ao momento, de (+) 1,3% (está a começar a recuperar!)

16,66% do total do investimento:
DWS Brazil ACc, subscrito em 17/03/2008, e com rendibilidade, até ao momento, de (+) 4% (naturalmente que este - dado o activo subjacente - oscila que nem um pêndulo - nada que já não se esperasse!).

Posto isto sinto-me tentado a fazer uma de duas coisas:
a) Ou reforço um dos fundos;
b) Ou subscrevo um outro;

Quanto ao reforço, sinto-me tentado a reforçar o DWS Brazil

Quanto à subscrição de um outro não tenho nenhum sector ou área geográfica em mente.

Daí que estou aberto a opiniões que seria sempre bem vindas...

Obrigado e bons negócios,

karnuss

Aqui vai a actualização da situação dos meus fundos ( a diferença na carteira deve-se à troca do Pictet Absolute Return, com  ligeira perda de -1,3%,  pelo Threadneedle Target Return mantendo o peso relativo):

BPI Reestruturações   -3,6%
DWS Brazil   2,5%
Credit Suisse Global Resources Hedged   5,5%
PIMCO Total Ret. Bond   2,7%
CAF Volatility Equities   7,3%
DWS Gold & Precious Metals   -8,8%
Parworld Agriculture   4,7%
Threadneedle Target Return   0,2%

No global a carteira perde 1%, o que não me parece nada mau.

As apostas para 2008, com exepção do Gold, têm-se revelado até agora bons investimentos. Mantenho os fundos de obrigações porque nada ainda me diz que a correcção a que temos vindo a assistir tenha chegado ao fim, e que este não é apenas um Bear Market rally .

Numa óptica de longo prazo, o ES África parece-me uma boa aposta. Claro que seria mais interessante investir em África antes de se ter começado a ouvir falar de fundos de acções africanas a entrar no mercado, mas o comum investidor não tem hipótese de investir antes... 

De resto, concordo a 100% com o Rui Leal e o Odin.

kebra, começar por seguir as recomendações do BIG é um passo inicial, mas não se fique somente por aí. Os bancos de investimento (BEST, BIG, AB7) regra geral tâm objectivos comerciais, e tendem a promover determinados fundos que vão tendo disponíveis, e que nem sempre são os melhores numa lógica de risco/retorno.


Abraços

Rui Leal

Boa Tarde:

Pois então o que se está a passar com o Parworld Agriculture??

Depois de ter tido uma performance interessante, começa agora a corrigir bastante, e com oscilações que não previa.

Será que as commodities agrícolas esgotaram a sua capacidade de "reprodução"?

Ainda gostaria de perceber a sensibilidade dos restantes membros do forum para as correcções das commodities.

Será o princípio do fim?

Concordo com o Karnuss:
As recomendações dos bancos nunca são "inocentes".
Existem sempre motivações comerciais, naturais de quem quer promover um certo produto em detrimento de outros.
Naturalmente que aceito que essas recomendações possam ser feitas com a melhor das intenções, mas por detrás delas estão sempre motivações de ordem comercial egoística, o que dá sempre para pensar duas vezes.
O ideal será pensarmos pela nossa própria cabeça.
Assim se a "partirmos" também não poderemos responsabilizar ninguém a não ser nós próprios.

karnuss

A explicação para as quedas do Parworld Agriculture estará no crash do Trigo, e certamente mais algumas commodities agrícolas se seguirão. Dá uma olhadela ao gráfico anexo (os futuros do trigo são a linha vermelha) e vê o comportamento deste cereal nos últimos dias.

É normal, não só os governos começaram a acordar para a realidade dos preços dos alimentos e tomarão medidas para os conter, como o recente rally das acções deverá ter levado os investidores a abandonarem o "refúgio" das commodities.

peterpint

Boa noite a todos!

Ando interessado num fundo mas não sei como investir nele.

Chama-se First Ship Lease Trust  http://www.firstshipleasetrust.com/index.html


Podem informar-me como o posso comprar? Obg.

OK. Nao me perguntem porquê o meu interesse. Pouco percebo disto.. comecei primeiro pelas acções (matéria da qual sei tb mt pouco).
Pelas minhas pesquisas e leituras gostei deste fundo..Pronto é o meu argumento.

(não devo fazer as coisas ao calhas, ....eu sei)

Cumps e BN

Rui Leal

Boas Noites:

Citação de: karnuss em Maio 05, 2008, 18:02
A explicação para as quedas do Parworld Agriculture estará no crash do Trigo, e certamente mais algumas commodities agrícolas se seguirão. Dá uma olhadela ao gráfico anexo (os futuros do trigo são a linha vermelha) e vê o comportamento deste cereal nos últimos dias.

É normal, não só os governos começaram a acordar para a realidade dos preços dos alimentos e tomarão medidas para os conter, como o recente rally das acções deverá ter levado os investidores a abandonarem o "refúgio" das commodities.

De qualquer modo sempre estou expectante, pelo que vou continuar investido.

Citação de: peterpint em Maio 05, 2008, 21:48
Boa noite a todos!

Ando interessado num fundo mas não sei como investir nele.

Chama-se First Ship Lease Trust  http://www.firstshipleasetrust.com/index.html

Bom, peterpint... nem sei que te diga... na realidade não só não ouvi falar desse fundo, como também não percebi muito bem o objectivo dele.

Francamente, parece-me uma coisa um pouco estranha... Se decidir investir tem de perceber que não estará minimamente protegido contra qualquer precalço (não se encontra regulado, ao que me parece).
Sempre me faz lembrar os esquemas das pirâmides ou então os famosos selos!!

Já agora...
Vivam os nossos irmãos Brasileiros que, nestes últimos dias, nos têm dado enormes alegrias (€€€€€!!!) nestas áreas dos "fundos".

Bons negócios,


Rui Leal

Boas Noites:

Quase um mês decorrido do último balanço, faço o ponto actual da situação:

50% do total do investimento:
PARWORLD Agriculture Classic Acc, subscrito em 15/01/2008 e com uma rendibilidade, até ao momento, de (-) 0,40%. Apesar das correcções que tem vindo a sofrer penso que será de continuar a apostar neste fundo.

Isto pelo facto de manterem-se as razões que me levaram a investir:
a) Escassez de matérias agrícolas a nível mundial;
b) Aumento da população, principalmente na Ásia, com o correspondente aumento da procura de determinados bens agrícolas nessa zona do globo;
c) Dificuldade de, a curto prazo, existir um aumento de produção dada a dificuldade de se aumentar o número de solos agricultáveis;

16,66% do total do investimento:
CAAM Funds Volatility Equities S Acc, subscrito em 19/02/2008 e com uma rendibilidade, até ao momento, de (-) 0,7%.
Começo a ponderar a possibilidade de me "livrar" deste fundo dado que a volatilidade do mercado accionista parece querer abrandar e como tal a utilidade deste fundo parece estar a esgotar-se.

16,66% do total do investimento:
MLIIF World Mining E Acc, subscrito em 20/02/2008 e com uma rendibilidade, até ao momento, de (+) 8,5%.
Mantém-se no bom caminho!!

16,66% do total do investimento:
DWS Brazil ACc, subscrito em 17/03/2008, e com rendibilidade, até ao momento, de (+) 19%.
Com a "subida de escalão" da bolsa Brasileira, naturalmente que este fundo deu um pulo enorme.
Vou investir um pouco mais neste fundo, dados os findamentais da economia e bolsa Brasileira serem prometedores a médio e longo prazo;


Entretanto entrei nos ETFs e comprei o Lixor ETF MSCI India.
Neste momento a rendibilidade é de (-) 5,98%.

Penso que poderá vir a ser interessante depois das correcções a que foi sujeito.
Porém, a Ásia é como se sabe. Um carrosel... Mas vamos a ver.

Já agora... alguns fundos interessantes para o FUTURO?
Que nos sugerem os Colegas do fórum?

Abraços e bons negócios para todos,


karnuss

Aproveito para deixar também o meu balanço actualizado:

BPI Reestruturações -2,9%
DWS Brazil 17,2%
Credit Suisse Global Resources Hedged 13,1%
PIMCO Total Ret. Bond 3,8%
CAF Volatility Equities   4,9%
DWS Gold & Precious Metals -16,0%
Parworld Agriculture -1,4%
Threadneedle Target Return -1,2%


Com excepção do DWS Gold&Prec. Metals os fundos que tenho em carteira tiveram boas recuperações, com destaque particular para o Brazil e o Global Resources.

Em relação a novos Fundos, eventualmente será de considerares um fundo de acções globais e um fundo de emergentes globais, numa lógica de longo prazo (5+ anos) pois certamente trarão boas rentabilidades e com menos risco do que o investimento em países/sectores específicos. Eu gosto do BPI Reestruturações, mas existem outras opções como o DWS World Equities ou o Fortis OBAM World.

Rui Leal

Boas Noites:

Temos assistido nos últimos tempos à discussão acerca da escalada das matérias primas (que para muitos parece não ter fim), com a consequente subida dos fundos a elas ligadas.

Nestes últimos dias é o petróleo que está em cima da mesa, depois de por lá já terem passado as matérias primas agrícolas, bem como o ouro e até a prata.

Os fundos de investimento ligados ao ouro foram os primeiros a sofrer correcções profundas.

Depois vieram os fundos ligados a matérias primas agrícolas caír que nem pássaros.

Daqui a uns dias, certamente sucederá o mesmo aos fundos ligados à energia (e que tenham o petróleo como principal activo).

Tudo tem a mesma origem:
a famosa crise do subprime levou os investidores (e principalmente as sociedades gestoras) a apostar forte em áreas alternativas e consideradas como refúgio - agrícolas, petróleo, ouro, prata, minério, etc., etc.
Depois do forte investimento nestas áreas, com a promessa de retornos eternos e certos, naturalmente que os preços aos consumidores começaram a ressentir-se da especulação a que foram sujeitos.

Inicia-se então a discussão na praça púlblica destes assuntos.

Quase imediatamente, este tipo de investimentos começa a deixar de ser rentável (como que por magia!!).

O certo é que começa-se agora a verificar que o mercado accionista global poderá iniciar a recuperação já há muito esperada.
Acredito que a partir de Setembro ou Outubro os mercados internacionais irão recuperar bastante e em força.
Aí, novamente os investidores vão virar-se para os mercados tradicionais, deixando de investir nas áreas consideradas refúgio.

Li uma notícia que dizia:
"Esta é uma crise que não passará enquanto não se verificar a saída dos fundos de investimento do petróleo ou enquanto os investimentos que a indústria de extracção está a fazer não produzirem efeitos", alertou.
O aumento dos preços do petróleo nos mercados internacionais é ainda justificado por José Horta com os fracos níveis de oferta face à procura e com as questões geopolíticas.


De certa forma, as declarações do presidente da APETRO vêm confirmar os meus receios, ou seja, todos aqueles que estão investidos em fundos de matérias primas, em fundos energéticos ou equivalentes, terão que repensar, seriamente e rapidamente, os seus investimentos.

Acredito que estas áreas poderão corrigir perigosamente nos próximos tempos e com grande dificuldade de recuperação para os preços actuais.

Por outro lado, estou convencido que os fundos ligados a acções europeias, americanas ou até fundos ligados ao sistema financeiro (estes mais a longo prazo) poderão revelar-se boas apostas.

Isto é apenas a modesta impressão de quem é muito novato nisto, mas que apesar disso a gostava de partilhar, aceitando de bom grado as vossas críticas, pois é através delas que crescemos.

Bons negócios,


Rui Leal

Categorias de Fundos VS Fund Picking

Há uma reflexão que penso ser importante fazer.

Nos dias que correm, e de acordo com todos os conselhos que nos vão chegando, é extremamente importante conter uma carteira de investimentos minimamente diversificada.

Isto quer significar, em primeira linha, que a alocação do investimento deve ser repartida por várias categorias de modo a que as correcções de umas sejam compensadas pelos ganhos de outras, evitando "meter todos os ovos no mesmo cesto", fugindo das quedas abruptas e repentinas em determinados sectores, que acabam, por esfrangalhar o pé de meia junto e levar à desilusão quanto a este tipo de investimentos.
Isto não é novidade nenhuma e constitui até uma verdade la paliciana.

Assim sendo, surgem dois caminhos, que, naturalmente, são complementares e não devem coexistir separadamente:
a) Ou analisamos fundo a fundo, escolhendo aquele que nos pareça oferecer melhor rentabilidade (Fund Picking);
b) Ou tentamos descortinar quais os sectores ou índices mais prometedores para aí apostar;

Também não é novidade nenhuma que só poderemos partir para o Fund Picking depois de seleccionado o sector, índice, ou categoria que melhor perspectivas apresente.

Isto porque, se começarmos pela escolha de fundos, apenas com base na sua potencial rentabilidade, desempenho passado e confronto com outros fundos, certamente que iremos escolher fundos todos englobados na mesma classe de activos.
Até há bem pouco tempo, seguindo este raciocínio, apenas escolheríamos fundos ligados ao sector energético, ao sector das commodities (agrícolas e metais), aos mercados emergentes, etc.
Principalmente quanto aos sectores energéticos e das commodites, as correcções já se começam a verificar, e como tal, se todos os investimentos estiverem aí concentrados, a surpresa irá ser desagradável.

Assim sendo, em primeira linha, deveremos seleccionar os sectores, índices ou categorias mais promissores.

Ora, é quanto a este ponto que gostaria de centrar a discussão.


Esquecendo um pouco o sector das acções mundiais e dos mercados emergentes globais (que em investimentos de longo prazo serão sempre rentáveis – veja-se o comportamento de determinados fundos apesar das várias crises já passadas, seja a crise asiática dos anos 80, seja a bolha das empresas tecnológicas dos anos 90, seja a actual crise),
Seria interessante tentar analisar que sector, índice ou categoria, num investimento de médio prazo, poderia melhor potenciar um investimento.

Pessoalmente, estou convencido que o sector accionista será o mais prometedor.
Este sector corrigiu bastante nos últimos tempos e os sinais de retoma poderão estar a surgir, se bem que ainda não são claros.
Exclui-se assim o sector das obrigações e outros que tais.

Quanto ao sector das commodities e sector energético, a agitação já é muita e as correcções já começam a sentir-se nos fundos de investimento. Penso não ser a melhor opção neste momento.

A meu ver, a aposta (ainda arriscada, mas potencialmente compensadora) poderá estar no mercado accionista europeu – fundos de acções europeias de grande capitalização.

Interessante poderá ser também os fundos de mercados emergentes que acompanhem índices de certos países – leste europeu, Rússia, etc.

Um sector que poderá vir a tornar-se muito interessante daqui a algum tempo será o sector financeiro. Depois das grandes correcções sentidas por este sector e depois de declaradas todas as perdas a nível mundial, acho que será um sector de valorização futura.

De qualquer modo, isto são as opiniões pessoais de quem pouco percebe disto.

Assim sendo, agradecia que todos os interessados aqui pudessem colocar as suas achegas, críticas e sugestões.

Cumprimentos e bons negócios para todos,


Rui Leal

Bons Dias:

Muito rapidamente, aqui fica um "raio x" à minha carteira.

As rentabilidades irei referi-las posteriormente.

Entretanto, e desde o início, já fiz um pequeno reajustamento da carteira que posteriormente melhor explicarei.

Cumprimentos e Bons negócios,

Rui Leal

Boa Tarde:

Aqui fica a rentabilidade da minha carteira, à data presente:

BlackRock Global Funds - World Mining E2 EUR - (+) 3,7%;
JPM Eastern Europe Equity EUR D Acc - (+) 1,4% (fundo subscrito este mês)
DWS Brazil Acc - (+) 4,4%;
CAAM Funds Volatility Euro Equities S Acc - (+) 1,4%;
Parworld Agriculture Classic Acc - (+) 10,8%;

Não está acorrer mal a rentabilidade da carteira, até considerando o estado actual dos mercados.

A partir deste momento considero a minha carteira estabilizada durante os próximos meses.

À partida qualquer reajustamento que possa fazer será de pequena monta.

Cumprimentos e bons negócios,