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Cuidado que a escadaria descendente ainda não acabou!

Iniciado por alpino, Abril 08, 2008, 17:11

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alpino

Já se fala em perto de um milhão de milhões de $USD de prejuizos nos meios financeiros.
Prevê-se mais trovoada.

Quem avisa amigo é. :o

DUARTINI

Milhão de milhões? isso parece imensa fruta não. Para mim foi um valor que disparastes para o ar.
http://strapon.pt    http://sersexy.net

mibusiness

Citação de: DUARTINI em Abril 08, 2008, 17:29
Milhão de milhões? isso parece imensa fruta não. Para mim foi um valor que disparastes para o ar.

Eu já tenho visto por aí escrito que os prejuizos poderiam chegar ao Trilion e isso é milhão de milhões....

abraço

berrio

#3
Julgo que te estarás a referir ao 1,2 Biliões USD de perdas previstas pela Goldman Sachs?

1,2 Biliões USD - 12 zeros, o "Trillion" americano - de perdas GLOBAIS, dos quais 460 mil milhões USD - 9 zeros, o "Billion" americano - "pertencem" a Wall Street. Ou seja, a Goldman Sachs acha que ainda há mais muito mais write-offs a fazer - ainda só vamos em 250 mil milhões em Write-offs...

http://news.yahoo.com/s/nm/20080325/bs_nm/usa_credit_goldman_dc

Nota: a GS está a contar com write-offs de Subprime, Alt-A, Prime residential loans e Comercial Real Estate... ainda há ai muita "hipoteca sobreavaliada"  ::)
Abraços,
Guilherme Diaz-Bérrio
"Os economistas passam metade do tempo a fazer previsões. A outra metade passam-na a explicar por que se enganaram"
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cyborg

a minha vizinha é bruxa e disse-me que só acaba em meados de agosto...

ah ah ah ah ;D

cunps
www.dreamtech.pt

bons negócios

alpino

#5
Citação de: DUARTINI em Abril 08, 2008, 17:29
Milhão de milhões? isso parece imensa fruta não. Para mim foi um valor que disparastes para o ar.

FMI estima que as perdas geradas pela crise poderão chegar a quatro vezes o PIB português
Por Vítor Costa
David Clifford (arquivo)
in PUBLICO de 9-4-2008

Apesar de reconhecer que falhou nas contas do impacto da crise, o FMI diz agora que as perdas podem aproximar-se dos mil milhões de dólares
Começa a ser um mau hábito: sempre que surgem sinais de que as piores consequências negativas da crise financeira já terão passado, aparece um novo relatório a mostrar que, muito provavelmente, o pior ainda está para vir.

Ontem foi a vez de o Fundo Monetário Internacional (FMI), no seu relatório sobre a Estabilidade Financeira Global, lançar mais uma "bomba" e confirmar aquela que parece ser a principal característica da actual crise financeira: ninguém sabe ao certo a sua real dimensão.

E, medido em dólares, o que o FMI veio dizer não é desprezível. Afinal, o valor das perdas que as empresas financeiras terão de abater às suas contas deve estar muito acima dos 232 mil milhões de dólares já assumidos, segundo a agência Bloomberg, ou mesmo dos 600 mil milhões de dólares previstos pelo banco suíço UBS. As perdas deverão chegar aos 945 mil milhões de dólares (cerca de 601.700 milhões de euros), qualquer coisa como quase quatro vezes o PIB português, segundo a instituição liderada por Dominique Strauss-Kahn.

A divulgação desta nova estimativa já tinha sido aparentemente preparada de véspera com a entrevista do director-geral do FMI ao "Financial Times", onde defendia a necessidade de uma intervenção pública mais radical e apontava novas medidas que poderiam ser tomadas.

Ontem, o relatório do FMI reafirmou a necessidade destas medidas e veio confirmar os receios de que o pior ainda poderá não ter passado, ao admitir que os riscos para a estabilidade financeira se mantêm elevados. Mas o FMI sublinha ainda que a actual crise é mais do que um problema de liquidez nos mercados, reflectindo fragilidades profundamente enraizadas nos balanços das empresas e fracas bases de capital, o que quer dizer que os "seus efeitos deverão ser mais amplos, mais profundos e mais prolongados". O FMI advertiu ainda para o risco de se estar perante uma "séria crise de confiança e de financiamento que ameaça continuar por um período significativo".

Previsões falharam

A instituição liderada por Strauss-Kahn assume que houve um falhanço colectivo nas previsões sobre a amplitude da actual crise. Aliás, tal como ontem sublinhava a agência Bloomberg, faz agora precisamente um ano quando o FMI assegurava existir apenas um pequeno risco de uma ameaça sistémica séria. O FMI dizia que os testes conduzidos pela banca de investimento mostravam que, mesmo em cenários de baixa generalizada do preço das casas nos Estados Unidos, a maioria dos investidores expostos ao "subprime" através da securitização dos créditos de alto risco não enfrentariam perdas. Ontem, o Fundo admitiu que, só em virtude do declínio do preço das casas e do crédito malparado, haverá perdas de 565 mil milhões de dólares.

E é neste cenário que o FMI também apelou ontem aos bancos que divulguem assim que possível as suas perdas e defendeu que as autoridades devem preparar planos de contingência para lidar com os efeitos sobre a economia real que podem advir de grandes perdas de activos.

O relatório de estabilidade financeira do FMI divulgado ontem antecede a reunião de ministros das Finanças dos 185 países-membros do FMI que irão reunir-se em Washington a 12 e 13 de Abril. Hoje, serão ainda publicadas as previsões do Fundo para a economia mundial.

Crise em várias extensões

Preço das casas em queda no Reino Unido


O preço das casas no Reino Unido caiu 2,5 por cento em Março, segundo os dados ontem avançados pela Halifax, uma sociedade especializada em crédito hipotecário nas ilhas britânicas. Para o primeiro trimestre, a quebra de preços foi de cerca de 1 por cento.

Nos Estados Unidos da América decaiu em Fevereiro, mais do que o esperado, o número de americanos que compraram casas em segunda mão - 1,9 por cento para 84,6 pontos, que é o pior registo desde que o índice foi criado, em 2001.

Washington Mutual com injecção de 7 mil milhões

A Washington Mutual, a maior caixa de poupança e empréstimos dos Estados Unidos, anunciou ontem que um grupo de investidores injectou 7 mil milhões de dólares (4300 milhões de euros) na companhia. Perdas substanciais devidas a uma forte exposição ao mercado de subprime - que, aliás, derreteram 74 por cento do valor da empresa em bolsa - estiveram na origem desta operação. O grupo revelou ontem que deverá reportar perdas de 1100 milhões de dólares no primeiro trimestre deste ano e que será obrigado a abater activos de 1400 milhões de dólares.

Ano negro para Wall Street

O presidente executivo do banco de investimento Morgan Stanley, John Mack, afirmou ontem que este vai ser um ano muito difícil para as empresas financeiras. E acrescentou que, em 40 anos de carreira no sector, nunca presenciou uma crise tão profunda. Mack não tem ideia de quando é que a tempestade terá passado. Diz não ter dúvidas de que irá prolongar-se por mais alguns trimestres e que irá ter extensões nos bancos de menor dimensão e em mais instituições financeiras europeias.

Banco de Inglaterra disponibiliza mais liquidez

O Banco de Inglaterra prepara-se para injectar mais liquidez no mercado, ao colocar à disposição dos bancos com problemas uma nova tranche de 15 mil milhões de libras, segundo adiantou ontem o Financial Times on-line.