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Com uma aparente retoma dos Mercados nos USA e Europa..nos por cá..PSI?

Iniciado por xubi2, Maio 30, 2008, 22:33

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xubi2

 CMVM proíbe "short selling" sobre títulos financeiros nacionais
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) juntou-se a uma série de reguladores mundiais na proibição do recurso a operações de vendas a descoberto, o "short selling", sobre títulos de instituições financeiras. A medida deverá entrar em vigor já amanhã, e por tempo indeterminado.

Depois da Alemanha, França, Holanda, Bélgica, Austrália e a Ilha Formosa (Taiwan), terem seguido o exemplo dos EUA e ao Reino Unido na abolidação temporária deste mecanismo que permite aos investidores ganhar com a queda das acções, hoje, a CMVM anunciou a adopção de medida semelhante.

Em comunicado, o regulador afirma que "durante um período limitado, os membros do mercado Euronext e do PEX devem recusar as ordens de venda de acções e outros valores mobiliários com elas relacionadas relativas a empresas financeiras cotadas na Euronext Lisbon quando o ordenante não lhes assegure, no momento em que é dada a ordem de venda, a disponibilidade prévia integral dos valores mobiliários objecto da ordem".

"Estão em causa posições relativas a acções do Banco Comercial Português, do Banco BPI, do Banco Espírito Santo, do Banco Popular, do Banco Santander Central Hispano, do Banif SGPS, do Finibanco Holding e do Espírito Santo Financial Group", acrescenta a entidade presidida por Carlos Tavares.

O Conselho Directivo da CMVM, que na sexta-feira aprovou a obrigatoriedade dos intermediários financeiros revelarem as operações de "short selling" no dia posterior à sua realização, determina que os membros dos mercados divulguem informação ao público sobre os investidores que assumam uma posição curta ("short selling") sobre acções de empresas financeiras que excedam 0,25% do capital social das mesmas".

Foi aprovado ainda um regulamento que estende esta obrigação de divulgação aos próprios investidores, impondo igualmente o dever de comunicação à CMVM "dessas posições curtas e de outras detidas em acções de empresas não financeiras cotados no Euronext Lisbon".

"Esta decisão da CMVM atende às circunstâncias excepcionais que atravessam os mercados de capitais bem como às consultas entretanto mantidas no âmbito do Colégio de Reguladores da Euronext, tendo em vista a harmonização das regras sobre esta matéria nos respectivos mercados", conclui o comunicado da CMVM.

Beagle

Citação de: xubi2 em Setembro 22, 2008, 22:20
CMVM proíbe "short selling" sobre títulos financeiros nacionais

Boa noite,

E logo já temos informação actualizada e "fresquinha"... eh eh...

CMVM Torna Obrigatório Reporte Diário de Informação sobre Operações de Short Selling
19 de Setembro de 2008

O Conselho Directivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em reunião extraordinária, aprovou uma instrução que torna obrigatório o reporte diário à CMVM de informação sobre as operações de short-selling.

Esta obrigação recai sobre os membros da Euronext Lisbon e sobre os membros do sistema de negociação multilateral PEX.

Consideram-se operações a descoberto (short-selling) as operações em que o vendedor não tenha a titularidade dos valores e as operações em que o vendedor detém essa titularidade por via de empréstimo ou de outra forma de crédito.

Deverão ser reportadas à CMVM as quantidades de valores mobiliários objecto de operações a descoberto desde que tenham sido realizadas na Euronext e no PEX. Os valores mobiliários abrangidos são as acções e os valores que dêem direito à sua aquisição, subscrição ou conversão.

O reporte deve ser feito através do preenchimento de um quadro padronizado em formato "Excel", disponibilizado pela CMVM, deve distinguir as operações feitas pelos membros das efectuadas por ordem dos clientes e deve ser enviado diariamente até às 12h00 do dia de negociação seguinte ao da realização das operações.

Esta instrução entrará em vigor na próxima 2ª feira, dia 22 de Setembro, e o primeiro reporte de informação deverá ser feito até às 12h00 do dia seguinte (3ª feira, dia 23 de Setembro).

A adopção destes procedimentos especiais de supervisão e o acompanhamento mais próximo de certas actuações que poderão configurar práticas de manipulação de mercado ou violação do dever de defesa de mercado justifica-se pelo actual contexto dos mercados.

A CMVM entende que é necessária a recolha, de forma sistemática e com frequência diária, de informação sobre todas as operações de venda a descoberto que sejam efectuadas, designadamente sobre acções que se encontrem admitidas à negociação em mercado regulamentado a funcionar em Portugal.

Esta decisão da CMVM tem também presente a troca de informações que sobre esta matéria se tem verificado entre autoridades de supervisão no âmbito do Committee of European Securities Regulators (CESR).

Instrução da CMVM nº 1/2008 sobre Operações de Venda a Descoberto - http://www.cmvm.pt/NR/exeres/43CA9078-AA08-4131-B798-6F68214982FB.htm


Fonte: http://www.cmvm.pt/NR/exeres/9BE59747-214A-4CA2-972A-1AB66E6447F8.htm

Saudações.

xubi2

De novo, muitas dúvidas...




Apesar das quedas de segunda-feira e de ontem, na grande maioria dos índices mundiais, não faz sentido algum que voltemos a pensar no regresso aos mínimos da semana passada. A correcção acumulada estes dias é algo totalmente lógico depois das subidas históricas da passada sexta-feira em todos os mercados mundiais. Tecnicamente, actualmente, estas correcções encaixam na perfeição dentro de um cenário altista de curto prazo, já se verá se, talvez, se prolongue umas quantas semanas ou inclusive até inícios do ano que vem, tudo pode ser. O mais interessante é que na sexta-feira passada muitos índices negociaram volumes históricos ou muito perto de o conseguir, e esse tipo de sessões costumam ser indicativos de um fundo de mercado de curto/médio prazo. Por outro lado, o volume das quedas está a ser sensivelmente inferior ao das subidas, e isso costuma ser indicativo de que provavelmente e depois desta correcção, os mercados continuem com a retoma até, pelo menos, aos máximos de inícios de Setembro. Outra variável a ter em conta continua a ser a volatilidade actual, que apesar das subidas da semana passada continua a arriscar leituras muito altas, típicas de fundos de mercado. A chave para a sessão de amanhã será a interpretação dos mercados sobre as declarações do presidente da Reserva Federal (FED), Ben Bernanke, e do Secretário do Tesouro, Henry Paulson, sobre os detalhes do plano de resgate, visto que actualmente a incerteza é máxima.

JPM

Não posso estar mais de acordo, embora continue a realizar +valias todas as semanas.
Nota: ver futuros dos estates, está tudo em alta.

Beagle

Bom dia,

Se repararem bem no comunicado da CMVM sobre as restrições ao short selling das financeiras, esta prática continua a ser possível desde que sejam assegurados alguns pré-requisitos.

A situação não é assim tão "catastrófica" nem é o "fim do mundo" para os shorts.

Até à introdução destas novas regras, era suficiente que o short seller demonstrasse ao intermediário financeiro possuir condições que lhe permitissem, até ao final da sessão, obter os títulos visados e a cuja alienação pretendia proceder, para que a operação de short selling fosse autorizada. Na prática, isto equivalia a poder colocar uma ordem de short selling no início da sessão, adquirindo as acções (covering) apenas no final do dia.

De acordo com o comunicado da CMVM - http://www.cmvm.pt/NR/exeres/A04EA0E5-8B9E-49E2-8E54-E5B956C1F8F9.htm?WBCMODE=presentationunpubli - clarificando e limitando o regime de short selling, é expressamente afirmado que "(...) durante um período limitado, os membros do mercado Euronext e do PEX devem recusar as ordens de venda de acções e outros valores mobiliários com elas relacionadas relativas a empresas financeiras cotadas na Euronext Lisbon quando o ordenante não lhes assegure, no momento em que é dada a ordem de venda, a disponibilidade prévia integral dos valores mobiliários objecto da ordem (...)", ou seja, desde que o short seller assegure a disponibilidade prévia integral dos valores mobiliários objecto da ordem, esta prática continua a ser possível.

Assim, as operações de short selling são possíveis desde que o ordenante da venda garanta a obtenção da totalidade dos títulos em questão até à transmissão da ordem (artigos 325º e 326º do Código dos Valores Mobiliários).

Na prática, o que está a ser limitado é a prática do naked shorting, contra a qual penso que a grande maioria estará de acordo (mesmo os short sellers "éticos") e estranho que poucos tenham ainda percebido isso, incluindo os especialistas em mercados de capitais.

Se todos (excepto os que o praticam) condenam o naked shorting, qualquer regra que formalize a sua proibição é benvinda. Penso pois que houve "over reaction" às notícias que alegavam a proibição de short selling, quando a realidade é bem diferente.

O mercado não vai acabar... os fundos não vão "estoirar"... ainda que transitoriamente talvez lhes fosse benéfico criar essa ideia, passível de, mais uma vez, ser explorada no mercado. O mundo não acabou com estas medidas e não vai acabar. Como investidor, que necessita de ter confiança nos mercados e nas entidades reguladoras, tudo o que nos possa proteger da especulação selvagem e da manipulação desmedida, terá a minha concordância.

Saudações.

xubi2

Outra vez em suportes



Temos novamente os principais índices accionistas em níveis de suportes relevantes. Desde que na passada quinta-feira os mercados atingiram mínimos anuais "intraday", e depois da fortíssima subida de sexta-feira, podemos observar como todos eles se encontram a corrigir cerca de 50-61,8% de todo o impulso ascendente. Assim que, sempre que não se perfurem em baixa os referidos níveis, as quedas das últimas sessões não deverão ser preocupantes. De facto, não terá lógica nenhuma que depois de retomar com volumes de negociação históricos e de as quedas apresentarem volumes "muito baixos", os mercados voltassem a visitar os mínimos da semana passada. Do outro lado do Atlântico, conhecemos o dado de vendas de casas em segunda mão, que desceram 2,2% no mês de Agosto, depois de alcançar uma taxa anualizada de 4,91 milhões de unidades (a estimativa do consenso de mercado era de 4,95 milhões). Por outro lado, a média dos preços registou uma forte queda, de 9,5% face ao mês anterior, para os 203.000 dólares. Convém ainda apontar as declarações do presidente da Reserva Federal, Ben Bernanke, que advertiu que "os mercados necessitam de sinais claros", sendo que a volatilidade actual é extrema e os movimentos muito irregulares.

xubi2

Era de se esperar




Desde a passada sexta-feira, quando os mercados registaram subidas históricas (em muitos dos índices), advertimos para a possibilidade destes pararem para "ganhar fôlego" antes de tentar alcançar cotações mais altas. Deste modo, actualmente poder-se-á dizer que a maioria dos índices corrigiu exactamente até níveis entre o 50-61,8% do retrocesso de Fibonacci de todo o impulso ascendente desde os mínimos da semana passada. Outra pista foi-nos dada pelo volume, pois a teoria diz-nos que, quando uma subida se verifica com muito volume (como foi o caso) e as correcções posteriores o fazem com volumes decrescentes, o mais normal é que o movimento posterior à correcção seja novamente em alta. No entanto, para confirmar um novo impulso ascendente é necessário que os preços se coloquem (em valores de fecho) acima dos máximos "intraday" da passada terça-feira. Mas, além disso, o índice VIX (que mede a volatilidade) continua a registar leituras típicas de fundo de mercado e até ontem a leitura era a mesma que marcava exactamente nos mínimos do passado mês de Janeiro, em pleno "crash das bolsas". Assim, apenas se se confirmarem preços de fecho acima dos máximos de anteontem ficaria confirmado um novo impulso ascendente e, em teoria, uma queda considerável da volatilidade nos mercados.

xubi2

Democratas dizem que houve progresso em negociações de plano de resgate
Plantão


WASHINGTON - Líderes democratas da Câmara de Representantes dos Estados Unidos disseram, nesta sexta-feira, que as negociações sobre um plano de resgate financeiro se recuperaram do revés de quinta-feira e se mostraram abertos a incluir idéias dos republicanos, que rejeitam o pacote de medidas.

- Acredito que estejam fazendo progressos - disse, em entrevista coletiva, a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

- Estamos de volta ao caminho do progresso, após o problema de ontem - declarou, por sua vez, Barney Frank, presidente do Comitê de Serviços Financeiros.

Ontem, um grupo de legisladores dos dois partidos fecharam um princípio de acordo sobre o plano, mas em uma reunião com o presidente dos EUA, George W.Bush, os republicanos da Câmara dos Representantes rejeitaram o plano e apresentaram uma proposta alternativa. Nesta sexta-feira, os republicanos da Casa enviaram, pela primeira vez, seus representantes às negociações, segundo Frank.

Pelosi assinalou que os democratas querem que o plano final dedique fundos para os seguros que garantam os títulos vinculados a hipotecas, uma idéia antecipada pelos republicanos da Câmara dos Representantes.

Barney Frank, por sua vez, explicou que o Departamento do Tesouro aceitou, nesta sexta-feira, que sejam fracionados os US$ 700 bilhões, que comporão o montante total do pacote em várias parcelas, ao invés de receber uma autorização para usá-lo integralmente de uma vez.

O governo também aceitou a limitar os bônus dos executivos das empresas que se beneficiarem do programa, que se crie um mecanismo de supervisão e que os contribuintes obtenham direitos para a compra de ações (''warrants''), segundo Frank.

Os democratas contam com a maioria dos assentos das duas câmaras do Congresso, mas Pelosi assinalou que seus líderes não dispõem dos votos suficientes para aprovar o pacote sem o apoio dos republicanos da Câmara dos Deputados, já que alguns membros de seu partido também poderiam votar contra o projeto.

Para pelosi, os dois partidos devem participar da mesma maneira da aprovação do programa, que pretende adquirir a dívida podre dos bancos.

Estava previsto que o Congresso concluísse suas seções nesta sexta-feira e iniciasse um recesso, tendo em vista as eleições de 4 de novembro, mas seus líderes decidiram mantê-lo funcionando até que se chegasse um acordo.

     



http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/09/26/democratas_dizem_que_houve_progresso_em_negociacoes_de_plano_de_resgate-548428040.asp

xubi2

Decisão
Casa Branca prevê que plano seja aprovado até segunda-feira


Reuters 



A Casa Branca afirmou nesta sexta-feira (26) não ver razão alguma pela qual o pacote de resgate do sistema financeiro dos Estados Unidos não seja finalizado até segunda-feira (29).

De acordo com a Casa Branca, ainda há muito trabalho a ser feito sobre a legislação do pacote de resgate do sistema financeiro dos Estados Unidos, mas os esforços continuam caminhando em uma direção positiva.

"Temos muito trabalho a fazer, mas as coisas continuam indo na direção correta", disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino. Ela acrescentou que o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, está no Capitólio conversando com parlamentares.

Rapidez

O presidente George W. Bush disse que os US$ 700 bilhões para os bancos serão liberados. "Precisamos rapidamente de um plano de resgate dos bancos em dificuldades", afirmou o presidente dos EUA, em um rápido comunicado na televisão. Para Bush, "existe falta de acordo sobre alguns aspectos do plano de resgate, mas não que alguma coisa precisa ser feita".

No entanto, ele admitiu que os EUA "têm um grande problema". Segundo o presidente, "o processo legislativo não é bonito". "Nós vamos aprovar um plano de resgate", disse Bush, que se disse confiante na busca de um consenso entre os partidos Republicano e Democrata para a aprovação do pacote.

Impasse

Após o anúncio de um acordo preliminar entre os partidos democrata e republicano durante a tarde de quinta-feira, o plano de socorro de US$ 700 bilhões do governo americano para o setor financeiro enfrenta um impasse.

Uma reunião realizada no fim da tarde na Casa Branca que contou com a presença do presidente George W. Bush, dos pré-candidatos Barack Obama e John McCain e de líderes dos dois principais partidos não conseguiu obter um consenso sobre o pacote econômico.

Os líderes dos partidos seguirão reunidos nesta sexta com os principais especialistas econômicos do governo, na esperança de alcançar um acordo antes do recesso parlamentar americano. A interrupção deveria começar hoje, mas poderá ser adiada devido às negociações.

Falta de consenso

Após participar da reunião, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, afirmou que o acordo virá "no devido tempo", mas que são necessárias novas reuniões para que se chegue a um consenso.

"Ainda são necessárias discussões entre o presidente George W. Bush e seus aliados republicanos - incluindo John McCain, o candidato do partido - para que eles definam "o que querem exatamente", afirmou o senador à rede de TV "CNN".

Segundo ele, do ponto de vista democrata, o programa de ajuda não pode ser um "socorro aos CEOs" (executivos de bancos), mas sim ter o objetivo de evitar problemas sérios para o contribuinte americano, incluindo a desvalorização dos planos de aposentadoria.

Por sua vez, McCain também se disse otimista. "Tenho confiança que conseguiremos um acordo que agrade à maioria dos colegas do meu lado, assim como a maioria do outro lado", declarou em entrevista à rede de TV "CBS".


O candidato republicano negou que um acordo teria sido alcançado anteriormente. "Eu sabia, ao entrar, porque já havia estado com meus colegas republicanos na Câmara, que nunca houve um acordo. Mas eu acredito que a reunião foi importante para fazer o processo avançar", afirmou McCain.





http://emsergipe.globo.com/nesseinstante/exibir_noticia.asp?id=101477&tit=DECIS�O+CASA+BRANCA+PREV�+QUE+PLANO+SEJA+APROVADO+AT�+SEGUNDA-FEIRA

S.Costa

xubi2

Democratas informam sobre "progresso" em negociações para plano de resgate

Washington, 26 set (EFE).- Líderes democratas da Câmara de Representantes (Baixa) dos Estados Unidos disseram hoje que as negociações sobre um plano de resgate financeiro avançaram, depois do revés sofrido na última quinta-feira, e se mostraram abertos a incluir idéias dos republicanos que antes eram rejeitadas.



"Acho que estão ocorrendo progressos", disse em entrevista coletiva a presidente da Câmara Baixa, a democrata Nancy Pelosi.



"Estamos outra vez no caminho do progresso, após o problema de ontem", declarou, por sua vez, Barney Frank, presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara Baixa.



Ontem, um grupo de legisladores de ambos os partidos chegou a um princípio de acordo sobre o plano, mas em reunião com o presidente dos EUA, George W. Bush, os republicanos da Câmara o rejeitaram e apresentaram uma proposta alternativa.



Hoje, os republicanos da Câmara enviaram pela primeira vez sua equipe para as negociações, segundo Frank.



Pelosi declarou que os democratas estão dispostos a fazer com que o plano final dedique fundos para seguros que garantam títulos vinculados a hipotecas, uma idéia adiantada pelos republicanos da Câmara Baixa.



Frank explicou que o Tesouro aceitou hoje o fracionamento dos US$ 700 bilhões que comporão o montante total do pacote em várias partes, em vez de receber autorização para seu uso todo de uma vez.



O Governo também conseguiu limitar os salários dos executivos das empresas que possam vir a se beneficiar do programa, a criação de um mecanismo de supervisão e que os contribuintes obtenham direitos para a compra de ações ("warrants"), segundo Frank.



Os democratas também querem dar poder aos juízes para renegociar as hipotecas de pessoas que se declararam em quebra, para que estas possam permanecer em suas casas.



No entanto, Frank reconheceu que esse assunto é "controvertido", dada a oposição dos republicanos.



Os democratas contam com a maioria das cadeiras no Congresso, mas Pelosi afirmou que seus líderes não dispõem dos votos suficientes para aprovar o pacote sem o apoio dos republicanos da Câmara Baixa, já que alguns membros de seu partido poderiam votar também contra o projeto.



Pelosi afirmou que "os dois partidos devem participar da mesma forma" na aprovação do programa, que pretende adquirir a dívida de qualidade duvidosa dos bancos.



Estava previsto que o Congresso terminasse hoje suas sessões e iniciasse um recesso para até depois das eleições gerais de 4 de novembro, mas seus líderes decidiram mantê-lo aberto até a obtenção de um acordo. EFE

´

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL775732-5602,00-DEMOCRATAS+INFORMAM+SOBRE+PROGRESSO+EM+NEGOCIACOES+PARA+PLANO+DE+RESGATE.html

S.Costa

xubi2

Presidente dos EUA receia recessão "profunda e dolorosa"

Bush afirma que há "acordo geral" sobre princípios do plano de recuperação financeira

O presidente norte-americano, George W. Bush, afirmou hoje que existe "um acordo geral" sobre os princípios do plano de recuperação do sistema financeiro previsto para o país, que espera ver aprovado pelo Congresso "muito em breve", admitindo recear uma recessão "profunda e dolorosa" caso nada seja feito.

Durante a sua mensagem semanal radiofónica, Bush manifestou-se optimista sobre as negociações que decorrem durante o fim-de-semana no Congresso para aprovação do plano, que prevê o uso de 700 mil milhões de dólares (cerca de 480 mil milhões de euros) para comprar aos bancos dívidas "incobráveis", sobretudo relacionadas com hipotecas.

Mas o chefe de Estado, reconhece que muitos eleitores norte-americanos têm dúvidas sobre o plano, por este, a concretizar-se, comprometer um elevado volume de recurso públicos. "Sei que muitos de vocês estão frustrados com esta situação. Quando o Governo pede que paguem pelos erros de Wall Street, não parece justo", admitiu.

No entanto, alertou, se o Governo não fizer nada para parar a hemorragia dos mercados financeiros, o país poderá sofrer uma recessão "profunda e dolorosa" devido à restrição do crédito que os bancos estendem às empresas e cidadãos. "Toda a nossa economia está em perigo", reiterou.

Bush sublinhou ainda que o custo do plano de recuperação será "muito menos" do que os 700 mil milhões de dólares previstos, já que com esta soma serão comprados muitos activos cujo valor "provavelmente subirá com o tempo". "O Governo poderá recuperar grande parte deste gasto, senão mesmo todo", antecipou.

Durante o dia de hoje continuaram as negociações entre os líderes republicanos e democratas no Congresso norte-americano. Foi entre a minoria republicana que se levantaram mais objecções ao plano, considerando os mais relutantes que este programa parece mais próprio de um governo socialista do que de uma economia de mercado livre.

xubi2

U$ 630 milhões
EUA aprovam lei para financiar governo federal até 2009

   


O Congresso dos Estados Unidos aprovou neste sábado (27) uma lei que libera quase US$ 630 bilhões para financiar o governo federal até março de 2009, incluindo US$ 25 bilhões em empréstimos de baixo custo para as montadoras norte-americanas em dificuldades. O Senado aprovou a medida, sobre uma base bipartidária, por 78 votos a favor e 12 contra. A lei havia passado facilmente pela Câmara dos Representantes no início da semana, por 370 votos a favor e 58 contra, e agora seguirá para a Casa Branca para sanção do presidente George W. Bush. A administração Bush não expressou seu apoio à medida, mas legisladores de ambos os partidos no Congresso indicaram que eles esperam que o presidente sancione a lei.

Se Bush não sancionar a lei até a meia-noite do próximo dia 30, o governo federal vai fechar. A lei é necessária porque os legisladores não conseguiram passar a maioria das 12 leis de gastos que eles precisam aprovar todos os anos para assegurar a continuidade das operações do governo federal. Na lei aprovada hoje, os democratas sofreram uma derrota significativa ao não conseguirem prorrogar a moratória para exploração marítima de petróleo e gás, que vence no final de setembro. Circularam rumores de que alguns democratas iriam tentar condicionar a prorrogação da moratória à lei de gasto do governo federal, mas tal movimento arriscava trazer o voto contrário dos republicanos e um veto da Casa Branca.

A não prorrogação da moratória sobre a exploração de petróleo e gás offshore significa que uma decisão sobre se os EUA vão permitir tal atividade ficará para o próximo presidente. O candidato republicano para a Casa Branca, John McCain, vem prometendo autorizar a exploração offshore, enquanto seu rival democrata, Barack Obama, tem dito que permitirá a atividade como parte de acordo para uma reforma da política energética mais ampla.


xubi2

Bush diz que há «acordo geral» sobre plano de recuperação do sistema financeiro

O presidente dos EUA, George W. Bush, afirmou este sábado que existe «um acordo geral» sobre os princípios do plano de recuperação do sistema financeiro do país, que espera ver aprovado pelo Congresso «muito em breve».

Durante a sua mensagem semanal radiofónica, Bush manifestou-se optimista sobre as negociações que decorrem durante o fim-de-semana no Congresso para aprovação do plano, que prevê o uso de 700 mil milhões de dólares (cerca de 480 mil milhões de euros) para comprar aos bancos dívidas «incobráveis», sobretudo relacionadas com hipotecas.

Ao mesmo tempo, reconheceu que muitos eleitores têm dúvidas sobre o plano, dado que este vai comprometer um elevado volume de recurso públicos.

«Sei que muitos de vocês estão frustrados com esta situação. Quando o Governo pede que paguem pelos erros de Wall Street, não parece justo», admitiu o presidente norte-americano.

No entanto, enfatizou, se o Governo não fizer nada para parar a hemorragia dos mercados financeiros, o país poderá sofrer uma recessão «profunda e dolorosa» devido à restrição do crédito que os bancos estendem às empresas e cidadãos.

Bush sublinhou ainda que o custo do plano de recuperação será «muito menos» do que os 700 mil milhões de dólares previstos, já que com esta soma serão comprados muitos activos cujo valor «provavelmente subirá com o tempo».

Beagle

Boa noite,

Eles estão a fazer uma maratona negocial para ter isto aprovado antes da abertura das bolsas nos EUA na próxima segunda-feira.

Tudo indica que vai haver "fumo branco" muito em breve. Como temos 5 horas de diferença para New York, não me admirava que tivéssemos mais um dia no encarnado seguido por mais um rally verdinho em Wall Street... as usual...

Saudações.

xubi2

Congresso dos EUA chega a acordo para resgate de US$700 bilhões
Da Reuters

WASHINGTON (Reuters) - Os líderes do Congresso dos Estados Unidos disseram na madrugada deste domingo que chegaram a um acordo para aprovar o pacote de ajuda de 700 bilhões de dólares para socorrer o mercado financeiro, mas ainda aguardam o acerto de últimos detalhes no papel para declará-lo como pronto.



"Fizemos um grande progresso", disse a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, após uma maratona noturna de negociações.



"Temos que acertar no papel para que possamos torná-lo formal."



(Reportagem de Kevin Drawbaugh e Donna Smith)