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Com uma aparente retoma dos Mercados nos USA e Europa..nos por cá..PSI?

Iniciado por xubi2, Maio 30, 2008, 22:33

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xubi2

"Rally" de final de ano?


As bolsas do Velho Continente terminaram a sessão com fortíssimas subidas, animadas pelo bom comportamento de Wall Street na passada sexta-feira e na sessão de hoje (pelo menos enquanto as bolsas de ambos os continentes estavam abertas). A nível macroeconómico e do outro lado do Atlântico, amanhã conheceremos o dado das vendas de casas em segunda-mão do mês de Outubro (previsão: queda de 2,9%). Parece que as declarações do futuro Presidente da maior economia do mundo sobre as suas intenções de reactivar a economia a qualquer preço agradaram os mercados. A nível empresarial, destacamos os "profit warning" dos gigantes 3M e Metlife relativamente ao exercício de 2009. A modo de anedota (ainda que já deveríamos estar mais do que habituados a este tipo de actuações por parte de todos os bancos de todo o mundo) soubemos que o norte-americano JP Morgan reviu em baixa o preço-alvo de fecho do S&P500 no final do ano para os 1.000 pontos face aos 1.125 pontos, o que fica 10% acima dos níveis actuais. Tecnicamente, podemos dizer que, se finalmente os índices de referência, em uníssono, conseguirem superar os máximos de há uma semana, poderemos assistir a uma continuidade da retoma que os aproxime, pelo menos, aos máximos de inícios de Novembro.

xubi2

 

É um querer e não poder


A sensação no mais curto prazo é boa, ainda que parece mais um "quero e não posso". Cada vez que vemos os índices do Velho Continente animados e superar os máximos do dia anterior, meia hora mais tarde vemo-los perder "momentum". Contudo, e do ponto de vista da análise técnica, começam a observar-se detalhes curiosos a ter em conta. Por um lado, temos o S&P500 que parece ter confirmado uma pequena formação de volta, pelo menos de curto prazo, em forma de Ombro-Cabeça-Ombro invertido cuja projecção mínima teórica deverá aproximá-lo dos 1.040 pontos (mas se encerrar abaixo dos 876 pontos a figura ficará anulada). Mas não é só isso. Se analisarmos título por título podemos ver como cerca de metade dos mesmos apresentam potenciais "fundos duplos", alguns confirmados e outros a caminho disso. O caso é que as sensações são boas, ou melhor dito, não são muito más.




xubi2

 Deixo estes documentos elaborados pelo banco BPI

-Gráfico SP 500
-Gráfico NDX
-Min e max do mercado
-Indicadores económicos

Bom proveito ;)

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Parece que sim, mas de momento não




Novamente os dados macroeconómicos hoje publicados do outro lado do Atlântico foram, no conjunto, piores do que o previsto. Tanto os pedidos iniciais de subsídio de desemprego como os pedidos contínuos foram piores do que o esperado, tal como o défice da balança comercial que subiu mais do que o previsto. Contudo, pelo lado positivo temos o índice de preços de importação que registaram uma queda mensal de 6,7% face aos 4,9% que previa o mercado (ainda que houvesse essa possibilidade depois da queda do preço do "ouro negro" nos últimos meses). Tecnicamente, pouco podemos acrescentar visto que estamos há duas sessões praticamente parados, sem mudanças significativas, o que já é raro depois da histeria diária dos últimos três meses. Por um lado, dá a sensação de que todos os índices poderão aproximar-se dos máximos de inícios de Novembro (Dow Jones: 9.650 pontos; S&P500: 1.007 pontos; Nasdaq-100: 1.380 pontos; Futuro do Xetra: 5.360 pontos e futuro do DJ Euro Stoxx50 nos 2.780 pontos). Contudo, algo falha: o volume. Este está a ser especialmente débil em todas as praças mundiais, mais baixo do que o habitual, e além disso a volatilidade está a começar a baixar com certa força (o que podemos interpretar como um aspecto positivo, pois esta tende a baixar quando as bolsas sobem). No entanto, quando os movimentos se estreitam costumam indicar também que, em qualquer momento, poderá registar-se um brusco movimento e a pergunta que todos nos fazemos será até onde? Vendo a descida da volatilidade podemos apostar num movimento em alta, mas será bom que caso se produzisse este fosse com um volume superior ao das últimas sessões para que possamos fiar-nos do mesmo.

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Euronext: Adopção da regra da variação mínima de cotações dinâmica


A Euronext informa que, a partir de 15 de Dezembro de 2008, irá proceder à adopção da regra da variação mínima de cotações dinâmica para os títulos pertencentes ao índice PSI-20 e ainda para a F. RAMADA.

De acordo com a nova regra:
- ordens com preço inferior a 10 Euros, o tick size será de 0.001 Eur;
- ordens com preço igual ou superior a 10 Euros, o tick size será de 0.005 Eur.

As restantes acções e valores mobiliários admitidos à negociação na Euronext Lisbon continuam a ser transaccionados com 2 casas decimais e variação mínima da cotação de 0.01 Eur.

No final da sessão de 12 de Dezembro de 2008, serão anuladas todas as ordens dos títulos com tick size de 0.001 Eur (ALTRI, BCP, BES, BPI, CIMPOR, EDP, J.MARTINS, P.TELECOM, REN, SONAECOM, SONAE SGPS, F.RAMADA, BRISA, EDP RENOVÁVEIS, MOTA ENGIL, PORTUCEL, SEMAPA, SONAE IND., TEIXEIRA DUARTE e ZON MULT).

Ainda de acordo com a mesma informação, a nova regra de tick size dinâmico será também aplicada aos restantes mercados da Euronext: em Paris no índice CAC 40 e SFB 80, em Amesterdão no índice AEX 25 e em Bruxelas no índice BEL 20.

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Senado dos EUA chumba apoios à indústria automóvel        



 
Depois de aprovado na Câmara dos Representantes, o plano de ajuda às três maiores empresas de automóveis dos EUA, no valor de 14 mil milhões de dólares, foi chumbado pelo Senado, graças ao voto contra dos Republicanos. Os sindicatos afirmam que estão em risco milhões de postos de trabalho e a Casa Branca já veio considerar a hipótese de soltar as verbas a partir do fundo de ajuda ao sistema financeiro (bailout).   

A General Motors, a Chrysler e a Ford, são as três maiores companhias de automóveis dos EUA e reclamam um empréstimo do Estado para ultrapassarem a crise em que se encontram. No caso da General Motors e da Chrysler pode mesmo estar em causa a falência iminente.

A indústria automóvel americana argumenta que os custos por hora de cada trabalhador são muito superiores ao que é gasto noutras empresas como a Toyota, a Nissan e a Honda. Perante a ameaça de despedimentos em massa (nas três empresas trabalham cerca de 2 milhões e 200 mil trabalhadores) os sindicatos concordaram em prescindir faseadamente de alguns benefícios e aceitaram mesmo reduções salariais, apelando tanto à Câmara de Representantes como ao Senado para que aprovassem o empréstimo de 14 mil milhões de dólares.

Mas se na quarta-feira a Câmara de Representantes deu o seu aval ao plano de ajuda, já na madrugada desta sexta-feira o Senado chumbou o empréstimo. A proposta ficou longe dos dois terços necessários, obtendo 52 votos a favor (40 democratas, 10 republicanos e 2 independentes) e 35 contra (todos repulicanos)

No centro da discórdia esteve o "timing" das cedências acordadas com os sindicatos. Os Republicanos queriam que a perda de benefícios dos trabalhadores fosse mais célere e começasse em força já em 2009, em vez de 2011 como propunham democratas e sindicatos, data em que expira o actual acordo entre sindicatos e administrações.

Tanto Obama como Bush lamentaram o falhanço do plano, tendo a Casa Branca anunciado que vai considerar a possibilidade de utilizar uma parte do fundo de salvamento do sistema financeiro para acudir a indústria automóvel. Este plano englobou uma verba de 700 mil milhões de dólares, com uma primeira  tranche de 350 mil milhões, da qual já só sobram 15 mil milhões.

xubi2

Com esquadro e transferidor


Tecnicamente, a sessão foi muito interessante, apesar do susto, já que na passada segunda-feira os mercados subiram com muita violência deixando um importante "gap" ascendente em todos os índices europeus. Deste modo, os referidos "gaps" foram preenchidos no "tick" nos mínimos "intraday" da sessão de hoje e, a partir daí, começaram a recuperar com força. Assim, o "gap" para o futuro do Xetra alemão encontra-se nos 4.524 pontos e para o futuro do DJ Euro Stoxx50 nos 2.338 pontos. E o que quer isto dizer a nível de "trading"? Que sempre que os índices não anulem os referidos "gaps", isto é, encerrem abaixo, não teremos sinais adicionais de debilidade nos mercados no curto prazo, pelo que o cenário de voltar a visitar os máximos de inícios de Novembro ficará intacto. A nível macroeconómico, foi dado a conhecer a confiança dos consumidores dos EUA, medida pela Universidade de Michigan, relativa ao mês de Dezembro que surpreendeu os mercados pelo seu avanço. De facto, registou uma leitura muito melhor do que o esperado pelos mercados, o dado subiu para os 59,1 pontos quando se esperava uma queda até aos 54,8 pontos, face aos 55,3 pontos anteriores.

xubi2

Sessão para esquecer


A primeira sessão da semana prometia ser claramente altista, depois da recuperação das bolsas do outro lado do Atlântico, na última parte da sessão de sexta-feira, e do bom comportamento, esta manhã, das bolsas asiáticas. Contudo, a alegria durou pouco pois após um início de sessão claramente altista vimos as bolsas do Velho Continente inverter de terreno positivo para negativo. A nível macroeconómico, a notícia mais importante da economia norte-americana, foi a produção industrial do mês de Novembro, que sofreu uma contracção de 0,6% face ao mês anterior, quando se previa uma quebra de 0,8%. De qualquer forma, o dado passou pelo mercado sem pena nem glória e as bolsas de todo o mundo estão mais dependentes da decisão sobre política monetária que adopte amanhã a Reserva Federal norte-americana, com o mercado a descontar já um corte de 50 pontos base, que deixará, deste modo, o preço do dinheiro nos 0,50%. Tecnicamente, não apreciaremos sinais de debilidade enquanto o futuro do Xetra alemão cote acima dos 4.524 pontos e o futuro do DJ Euro Stoxx50 o faça acima dos 2.338 pontos.

xubi2

    A ECONOMIA NORTE-AMERICANA NOS PRÓXIMOS TEMPOS




Os sintomas de depressão da actividade económica acumulam-se. O PIB do terceiro trimestre reflecte uma
economia em forte processo de travagem extensível a todos os sectores de actividade. Paralelamente, os
indicadores mais recentes apontam para o prolongamento do período recessivo. Neste cenário, a Reserva
Federal deverá voltar a descer taxas em Dezembro, devendo este ser o último movimento do ciclo; e o dólar
está a ser pressionado em baixa
A economia
O cenário é bastante adverso: perspectivam-se quedas sucessivas da actividade económica no horizonte de
um ano, devendo os maiores ritmos de contracção concentrar-se no 4T08 e nos primeiros meses do próximo
ano. De facto, são visíveis os sinais de travagem abrupta do consumo privado (no conjunto do G3, as vendas
de automóveis caíram de 15.2 milhões de unidades no 1T08 para 10.6 milhões em Outubro); o colapso do
sector imobiliário tem estado a propagar-se rapidamente aos restantes sectores do investimento: os gastos em
infra-estruturas e equipamentos sofreram uma contracção no terceiro trimestre e os indicadores avançados
(encomendas de bens duradouros, por exemplo) apontam para o agravamento desta tendência. No mercado
de trabalho, as notícias também são desfavoráveis, (pedidos semanais de subsídio de desemprego atingiram o
nível mais alto dos últimos 26 anos); e o défice comercial agravou-se de $56.6 MM para $57.2 MM em
Outubro. Por outro lado, a interrupção dos habituais mecanismos de concessão de crédito (o crédito a
particulares caiu 0.8% yoy no terceiro trimestre, a primeira queda desde que os registos começaram em
1950, e o crédito ao sector empresarial desacelerou pelo quarto trimestre consecutivo de um crescimento de
5.6% yoy para 2.9% yoy), a acumulação de stocks pelas empresas, o aumento do desemprego para níveis
máximos desde inícios da década de 90, sugerem que a actual conjuntura se deteriorará ainda mais a muito
breve trecho. A queda dos preços dos combustíveis, suscitando uma breve estabilização dos índices de
confiança, confere algum conforto ao rendimento disponível das famílias, pelo menos temporariamente. Mas
sem a restauração da confiança no sistema bancário e a reposição do funcionamento dos mecanismos
habituais de concessão de garantias e financiamento, dificilmente surtirão efeito significativo quaisquer
medidas económicas, de índole fiscal ou monetária. Confirmando esta apreciação pouco optimista, a NBER
(National Bureau of Economic Research) anunciou que os EUA estão em recessão desde Dezembro de 2007,
considerando recessão quando existe um declínio significativo da actividade económica, visível em todos os
sectores de actividade, prolongando-se mais do que apenas alguns meses, e cujos efeitos são visíveis ao nível
da produção, emprego, rendimento real e outros indicadores.
Quando as condições financeiras normalizarem, regressará o crescimento. A passagem de testemunho para a
nova administração, na viragem do ano, e o antecipado anúncio de um novo pacote de estímulos fiscal com
maior dimensão que o último (esperam-se entre 500 e 800 mil milhões de dólares) poderão ser
determinantes para a geração de um novo ciclo virtuoso de crescimento, em que, no entanto, os ritmos de
expansão serão menores que no passado recente, em parte graças aos efeitos riqueza negativos. Entretanto, o
encolhimento e os novos contornos do sistema financeiro significarão, possivelmente, também uma menor
apetência para a concessão de crédito, reduzindo os efeitos da alavancagem na economia.
Pela positiva, a inflação deverá declinar para 1.5% em 2009, em resposta à abertura de um hiato negativo de
produto de dimensão significativa e à queda dos preços das commodities no mercado internacional. O
desequilíbrio externo encolherá também ainda que possivelmente apenas temporariamente.
A taxa dos fed-funds
A Reserva Federal reviu o seu cenário macroeconómico para o período 2008-10, antecipando um forte
arrefecimento do ritmo de crescimento da economia, desaceleração da inflação e aumento do desemprego.
Paralelamente, nas actas do último FOMC, a Fed reconhece que as condições de crédito se deterioraram


consideravelmente no último mês, havendo sinais de que mesmo os sectores que ainda não tinham sido
afectados, o estão a ser agora. Todavia, aquele documento também torna claro que os membros do FOMC
estão preocupados quanto à redução do êxito da política monetária na promoção do crescimento, o que se
poderá reflectir na divisão entre os seus membros quanto aos movimentos futuros. Simultaneamente, dado
que a taxa dos fed-funds já se situa num nível muito baixo – 1% – o espaço de manobra da autoridade
monetária será limitado. Dadas as características da crise, a Reserva Federal poderá ainda anunciar mais um
corte de taxas, todavia, parece pouco provável a adopção de um cenário de taxas zero. Paralelamente a
Reserva Federal poderá anunciar que as taxas manter-se-ão baixas por um longo período de tempo, na medida
em que as perspectivas de retoma da actividade são limitadas, e focar-se nas chamadas medidas
quantitativas.
O dólar
A ampliação dos sinais de degradação económica e a preocupação com a situação do sector automóvel,
depois do Senado norte-americano ter chumbado o plano de ajuda aos "três grandes" (General Motors,
Chrysler e Ford), estão a erodir os recentes ganhos do dólar. Com a diminuição da aversão do risco, a
confiança transmitida pelo conjunto de planos de ajuda à economia fizeram ressurgir dois fenómenos: o carry
trade, usando o dólar como moeda financiadora de operações que visam a obtenção de maiores rendimentos
noutras moedas, já que as taxas de juro do USD estão muito baixas; o retorno dos especuladores ao mercado
do crude, que pretendem ganhar com o diferencial entre o preço actual baixo e o preço no mercado de futuros
mais alto.


por BPI
Cumprimentos

xubi2

Já não sabemos nem como interpretar o dado da inflação


Para a sessão de hoje os dados-chave eram o índice de preços no consumidor nos Estados Unidos e o resultado da reunião da Reserva Federal, no que se refere à política monetária (já com as bolsas do Velho Continente encerradas). E acontece que, o dado da inflação, do mês de Novembro, deixou-nos "gelados", e não sabemos se para bem ou para mal. Se perguntarmos a alguns analistas, dir-nos-ão que o dado é bom porque desaparece o "medo" a essa famosa palavra na moda ultimamente e, que muita gente não tinha ouvido nunca como é a "estagflação", isto é, o abrandamento económico somado à inflação. Assim, os riscos da inflação parecem desaparecer a ritmo forçado. Contudo, há quem diga que, se a descida tão brusca do índice de preços no consumidor se prolongar no tempo pode acarretar outros riscos quase maiores, como é a deflação (que não é mais do que uma queda geral dos preços para o conjunto da economia num período de tempo). O caso é que, a partir de hoje, é provável que fiquem mais na moda estes termos e haverá opiniões para todos os gostos. Em princípio, as bolsas não parecem tê-lo tomado de forma negativa, à vista das subidas que se verificaram, mas também é certo que, muito provavelmente, os mercados tenham descontado há semanas o pior dos cenários possíveis a nível mundial.

xubi2

Tarde de expectativa, tarde de decepção

Recorrendo a um famoso ditado, a sessão de hoje foi uma autêntica surpresa pelo lado negativo. E não porque tenha sido uma sessão fortemente baixista (ainda que tenha havido momentos em que os índices caíram com alguma amplitude), mas sim pela decepção daquilo que parecia poder ser uma clara sessão altista, depois do bom comportamento das bolsas norte-americanas ontem e da histórica decisão da Fed de cortar os juros directores para um intervalo entre os 0% e os 0,25%, nível nunca antes visto. A nível macro, do outro lado do Atlântico foi divulgado que o défice da conta corrente foi revisto em baixa, para 4,8% do PIB, contra 5,1% nos três meses anteriores (pelo que foi ligeiramente melhor do que o esperado). A nível empresarial, as atenções estiveram voltadas para os resultados da Morgan Stanley, que foram muito piores do que o esperado, ao anunciar perdas de 2.200 milhões de dólares no quarto trimestre. Amanhã será uma sessão repleta de dados relevantes, tanto para a Zona Euro como para a economia dos EUA. Vão ser divulgados os dados do IFO alemão, as vendas no retalho no Reino Unido e a balança comercial na Zona Euro. No outro lado do Atlântico vão ser conhecidos o indicador da Fed de Filadélfia, os indicadores líderes e os resultados da Fedex, Lennar e Oracle. Tecnicamente, não se observam sinais evidentes de solidez nos mercados, mas também é certo que não se percepcionam claros sinais de debilidade, pelo menos enquanto os futuros do índice DAX se mantiverem acima dos 4.524 pontos e os futuros do DJ Euro Stoxx50 se mantiverem acima dos 2.338 pontos.

xubi2

Deixo aqui para downlod o calendário de funcionamento em época natalício das principais praças mundiais  ;)

xubi2



Esperando que termine o vencimento



Os mercados do Velho Continente e os norte-americanos estão mergulhados num pesado movimento com ligeira tendência em alta. Certo é que não se apreciam sinais perigosos no curto prazo. Mas ainda que, em princípio, tudo aponte para que os mercados continuem com a retoma durante várias semanas (com as suas lógicas correcções), há que reconhecer que lhes custa muito avançar. No que se refere à sessão de amanhã, poder-se-á dizer que esta não se caracterizará pela importância de dados macroeconómicos, já que dos Estados Unidos não se publicarão dados importantes. Assim, na Europa conheceremos o índice de preços no produtor, do mês de Novembro, na Alemanha, que será o principal indicador a esperar. De qualquer forma, o mais importante é o facto de que amanhã é o último dia do vencimento a nível mundial do ano, o que a teoria nos diz que deverá ser uma sessão volátil até que todos os gestores e especuladores tenham realizado o "roll-over" deste vencimento até ao seguinte. Deste modo, é provável que finalmente os mercados continuem mergulhados na lateralidade dos últimos dias para animar a partir da próxima semana, sem a pressão que representa um vencimento destas características. A modo de anedota, poder-se-á dizer que, nos últimos vencimentos similares, os mercados moveram-se violentamente o dia seguinte ao mesmo, pelo que veremos se esta vez se cumpre, e em que sentido.


xubi2

Nasdaq quer alterar regras


Entretanto, o Nasdaq Stock Market, está a tentar obter aprovação regulatória para alargar o "perdão" concedido aos títulos que quebrem a fasquia de um dólar, uma vez que as acções estão a registar a sua maior queda anual desde 1931.

Nos termos da proposta, o limiar para retirar uma empresa do Nasdaq será ignorado até 20 de Abril, em vez de 16 de Janeiro conforme planeado inicialmente, referiu aquele mercado accionista em comunicado divulgado pela Bloomberg.

O Nasdaq pretende também suspender o requisito, imposto às empresas listadas, de manutenção de um valor de mercado de pelo menos cinco mil milhões de dólares.

Cerca de 120 títulos do Nasdaq têm actualmente um preço de dois dólares ou menos.

Este ano, a NYSE já retirou de bolsa 35 empresas por não cumprirem os requisitos – o maior número desde 2002. A NYSE normalmente dá às empresas mais tempo do que o Nasdaq para tentarem preencher os requisitos necessários para estarem cotadas naquele mercado.

xubi2

Por fim terminou o vencimento



Nas últimas sessões, os índices reduziram a sua volatilidade de forma considerável e, é provável que, de certa maneira, tenham estado "manietados" pelo estreito controle exercido sobre os futuros e o "rolo" ou transferência das posições deste vencimento ao seguinte. Uma vez este terminado é provável que, na semana que vem, os índices se movam de forma mais alegre, sem travões, ainda que haverá que ver se em alta ou em baixa. A próxima semana será especial no sentido em que muitas bolsas estarão encerradas mais de metade da semana e as do outro lado do Atlântico abrirão em muitos casos apenas meia sessão. Para a semana que vem e, do outro lado do Atlântico, convém destacar o produto interno bruto (PIB) do terceiro trimestre, a confiança dos consumidores, medida pela Universidade de Michigan, as vendas de casas novas, em Novembro, e as encomendas de bens duradouros do mesmo mês. Tecnicamente, não apreciaremos um novo sinal de força enquanto o Dow Jones não encerre acima dos 9.040 pontos e o S&P500 acima dos 930 pontos.