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Uma questão de contas

Iniciado por alpino, Junho 28, 2008, 12:53

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alpino

Num semiciclo baixista podemos imaginar que o resultado final do semiciclo altista (neste caso mais recente em meados de 2007) foi o seguinte: 20% dos jogadores abandonaram o casino a ganhar e cerca de 80% sairam a perder. É como na Dona Branca, uma minoria (que entrou no início) enche-se e a maioria (que entrou numa fase terminal) esvazia-se. lol

Ora, no que respeita ao casino de Lisboa, as cotações já não andarão longe dos seus valores naturais, e por isso pode ser altura de comprar para a longo prazo vender. Mas põe-se uma dúvida: comprar agora ou mais daqui a alguns anos?

A questão põe-se porque muito provavelmente as acções irão patinar durante anos, com poucas variações, já que a nova geração de jovens e principiantes jogadores ainda não existe e sem ela não haverá a quem enfiar o barrete. Porque os tubarões, esses irão manter o barco no fundo durante anos para se poderem encher de papelada ao preço da uva mijona e poderem fazer as OPA's ou fusões que lhes interessam, antes do novo semiciclo altista que há-de vir.

Ora, é uma questão de contas. Se comprarmos agora, teremos de deixar passar todos estes anos sem rendimento do capital jogado (investido), para só depois recuperarmos esse capital (vendendo). E correm-se alguns riscos, como seja nas fusões e OPA's, em que podemos ser surpreendidos com o desaparecimento do casino de certas empresas, entre as quais cujos títulos comprámos agora.
Mas, se esse capital for aplicado em depósitos a prazo ou outros instrumentos de taxa garantida, então, daqui a anos, antes do início do semiciclo altista, poderemos entrar no casino com um capital um pouco superior (= capital+juros). Corre-se menos riscos de grandes perdas, ainda que possamos ganhar um pouco menos visto podermos ter de comprar a preços um pouco superiores aos de hoje.

Agora escolham. lol

fernandex

Boas!

Na minha modesta opinião, o melhor será a segunda opção (aplicações com capital e, eventualmente, rendimento garantido).
Todavia acho que não podemos dar como certo que os mercados bateram no fundo e que agora vão começar a "andar de lado". Vamos ver o que acontece nas próximas semanas... A minha expectativa é que os mercados reajam na 1.ª quinzena de Julho, porque se não o fizerem, o cenário passa de negro a catastrófico!
Mesmo que os mercados recuperem nas próximas semanas, nada nos garante que batemos no fundo. Os mercados ainda podem cair muito mais; basta olhar para os gráficos de longo prazo que o Jesse nos deixou (/forumbolsa/index.php?topic=47534.msg94217#msg94217).
A eventual reacção em alta durante as próximas semanas, poderá ser aproveitada por quem ainda não saiu do mercado e o queira fazer...

Se os mercados bateram no fundo ou não, e se vão começar a "andar de lado ou não", não me atrevo a prever. Só acho que devemos ser prudentes. E ser prudente, neste momento, é estar de fora, a olhar com atenção...

Um abraço,

Fernandex.
"Natura non facit saltum" (máxima romana).

alpino

Citação

Mesmo que os mercados recuperem nas próximas semanas, nada nos garante que batemos no fundo. Os mercados ainda podem cair muito mais; basta olhar para os gráficos de longo prazo que o Jesse nos deixou.

Também acho que nos próximos meses e anos isto ainda vai cair mais, mas a amplitude da queda depende dos casinos. E depende também das empresas, os monopólios ou semi-monopólios tipo REN, EDP, PT, CIMPOR, BRISA, GALP, etc., aguentar-se-ão melhor, as outras, mais sujeitas à concorrência, serão mais fustigadas.

Esta crise é tetradimemsional: energética, financeira, bens alimentares e matérias primas. É muita coisa ao mesmo tempo, ao contrário de outras crises anteriores.

Prudência é a palavra de ordem nestas crises. Nada de precipitações. Os ciclos de longo prazo têm os seus períodos e comprimentos de onda próprios.

Mas outros tempos melhores virão, não tenho dúvidas sobre isso.