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Debatendo a Crise...Brainstorming! (Subprime/Credit Crunch/Crise Financeira)

Iniciado por Rui Leal, Outubro 07, 2008, 18:22

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tiagodandre

Apoio ao sector financeiro
CGD, BCP, BES, BPI e Santander Totta admitem recorrer à garantia do Estado

Os cinco maiores bancos divulgaram comunicados em que dizem que poderão recorrer à garantia de 20 mil milhões de euros.
Pedro Lima
17:48 | Sexta-feira, 24 de Out de 2008

Luiz Carvalho
Três dos maiores bancos portugueses admitem vir a recorrer do apoio do Estado para se financeiarem
Caixa Geral de Depósitos, BCP, BES, BPI e Santander Totta admitem vir a recorrer à garantia do Estado, embora não tenham indicado em que montantes.

O plano anunciado pelo Governo prevê a disponibilização de 20 mil milhões de euros de apoio ao sistema financeiro.

"A Caixa Geral de Depósitos poderá vir a equacionar, se as respectivas condições lhe forem favoráveis, realizar uma emissão obrigacionista garantida, contribuindo, desta forma, para a redinamização dos mercados", diz o banco público.
"No âmbito do plano de liquidez estabelecido para o exercício de 2008, o BCP prevê proceder à emissão de dívida relativamente à qual será considerada a solicitação de garantia pelo Estado", anuncia o BCP em comunicado.

"As decisões finais a tomar a este respeito dependerão das condições relevantes de mercado e das alternativas disponíveis, cuja análise aprofundada agora se iniciou", acrescenta a nota, referindo ainda que "em devido tempo, e em função das conclusões, será, se for caso disso, desencadeado o procedimento previsto na legislação". para os efeitos antes referidos.

Já o BES refere que "considera solicitar a utilização do sistema de garantias no âmbito do seu plano financeiro para 2008/2009".

O BPI informa também que, "em função do que venham a ser as condições de mercado, poderá vir a utilizar as garantias em apreço no âmbito do programa de financiamento de médio e longo prazos".

O Santander diz, por seu lado, que "considera requerer a utilização do sistema de garantias previstas na referida legislação, fazendo depender a efectiva emissão de dívida da análise circunstancial do mercado e opções disponíveis".

"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

bluexip

entrevista a Silva Lopes:

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/434309

"
Quando esteve no BdP era assim?
No meu tempo era fácil. Os bancos eram nacionalizados. Eu pegava no telefone e dizia ao fulano tal: veja lá os empréstimos que anda para aí a fazer, não empreste mais. Ele não emprestava. Agora, provavelmente alguns bancos privados têm mais força que o BdP.
"

mai nada :)

cumprimentos,
bluexip
Ever wonder why fund managers can't beat the S&P 500? 'Cause they're sheep, and sheep get slaughtered.
- Gordon Gekko in Wall Street

tiagodandre

Publicado 30 Outubro 2008  13:00
Pedro  Santos Guerreiro


Loucura

"Tudo cai, tudo tomba, derrocada pavorosa!". É o início de um poema de Florbela Espanca mas podia ser o arranque de um comentário de Bolsa. Não, todavia, o de hoje. Mas, quem sabe, o de amanhã?


Por que é que a bolsa de Nova Iorque subiu 11% esta terça-feira? Por que é que, nesse dia, as acções da Volkswagen dispararam dos 200 para os mil euros (quase 400%!), caindo para 500 (50%) ontem? Por que é que o Santander apresentou os maiores lucros trimestrais da banca mundial e as cotações caíram? Por que é que a lógica nos falha para compreender esta bipolaridade, que alterna grande euforia e depressão profunda entre um dia e outro?

Num livro que enfadaria a poetisa Florbela, um matemático espanca a nossa necessidade compulsiva de racionalizar os acontecimentos, que, ora nos conduz às explicações, ora nos leva ao psiquiatra por não estarmos programados para a falta delas. O livro chama-se "O Cisne Negro", é de Nassim Taleb (um professor de probabilidades que fez carreira em Wall Street) e tem sido muito citado nestes dias. Da mesma maneira que até à descoberta da Austrália o mundo juraria ser impossível existirem cisnes negros, o livro dedica-se aos acontecimentos imprevisíveis que têm grande impacto e para os quais é, depois, desenhada uma explicação "oficial" que os faz parecer menos aleatórios e mais previsíveis. A actual crise financeira é um Cisne Negro.

A Bolsa disparou 11%, porque "as acções estão a preço de saldo" e o desejo dos investidores entrarem no momento certo (quando bater no fundo) levou a um movimento de reentrada súbita. As acções da Volkswagem multiplicaram por cinco, porque foram "shortadas" de tal forma que, quando afinal subiram um pouco em vez de descerem, os fundos que especulavam tiveram mesmo que comprar as acções, fosse a que preço fosse. Uma demonstração, em carne viva (muitos fundos poderão falir, porque o feitiço se virou contra o feiticeiro), de que se mantém a especulação financeira que faz das acções esponjas que incham e desincham de forma desligada da realidade.

É, neste contexto de loucura (nome técnico: volatilidade), mais prudente analisar os movimentos de fundo do que o sobe--e-desce diário. Fazer comentários diários de Bolsa é uma auto-flagelação, porque muitas vezes o que está a acontecer é inexplicável. Mas as grandes tendências são inteligíveis.

Os resultados da banca, já apresentados nos Estados Unidos, em Portugal, em Espanha, mostram o impacto do descalabro, mas também a tentativa da sua contenção. António Horta Osório explicava-o ontem neste jornal de forma clara e transparente: os bancos terão de emprestar dinheiro em função dos depósitos que obtenham, e não o contrário. Isso significa que haverá menos crédito e que, em alguns países, é mesmo preciso "destruir" parte da carteira de crédito concedido. E, portanto, ou abdicamos do nosso estilo de vida, ou temos de trabalhar mais nos nossos empregos para mantê-lo.

Enormes bandos de cisnes negros sobrevoam o Ocidente e a intervenção dos estados para acalmar os mercados de crédito e dar segurança aos depositantes é o início do papel que deles se espera. A política monetária, continua Horta Osório, só pode baixar o custo do crédito, restando os governos para, através das políticas fiscais, estimular as economias e evitar que a recessão certa degenere na depressão improvável.

Venham a nós, queridos défices, que mais tarde vos pagaremos. Até lá, conclui Florbela Espanca, "rasgam-se as sedas, quebram-se os diamantes", enquanto "passa em tropel febril a cavalgada".

"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

A "grande" economia...e os seus governantes... ::)


Publicado 30 Outubro 2008  11:52
O legado de George W. Bush
Dois mandatos, duas bolhas especulativas, duas crises


A euforia das bolsas já tinha terminado quando George W. Bush assumiu o poder, em Janeiro de 2001. Vivia-se já em pleno esvaziamento da "bolha especulativa" em torno das "dotcom" que atingira o seu ponto alto em Março do ano anterior. A turbulência dos mercados, as fortes quedas das bolsas, o colapso de muitas das "start-ups" que nos anos anteriores tornaram milionários milhões de investidores e empresários, já estava a dar lugar a um crescimento do desemprego.

Para combater os efeitos da crise George W. Bush levava na bagagem um conjunto de promessas eleitorais que passavam pelo corte de impostos, que ajudariam à criação de emprego e ao fortalecimento da economia. Os escândalos contabilísticos em gigantes como a Enron ou a WorldCom ajudaram a derrubar a maior economia do mundo e acentuaram a ressaca da "bolha especulativa" das tecnológicas.

O "desaire" económico ajudou George W. Bush a cumprir a promessa aos eleitores, ao conquistar o apoio do Congresso para os primeiros cortes de impostos (em 2001 e 2003), que incluíam a devolução de dinheiro às famílias, e prometia mais emprego e mais investimento.

Mas de acordo com um estudo do Instituto de Política Económica, elaborado em 2006, o corte de imposto gerou, no espaço de cinco anos, um custo total de 929 mil milhões de dólares, e não surtiu o desejado efeito de estímulo ao investimento, à criação de emprego e ao fortalecimento da economia. A medida, a par dos cortes drásticos e prolongados nos juros de referência (até 1%) evitaram que os EUA entrassem em recessão, mas geraram uma outra "bolha", a do imobiliário, que está na base da actual crise financeira e económica. Bush entrou na Casa Branca a combater uma crise e sai com o país a atravessar aquela que já é classificada como a maior crise desde a Grande Depressão.



Publicado 28 Outubro 2008  11:17
O legado de George W. Bush
Oito anos em que só melhoraram dois de 25 indicadores económico-sociais


Até há pouco mais de um ano, George W. Bush ainda podia aspirar abandonar a Casa Branca com uma herança relativamente benigna na gestão dos assuntos domésticos, e alimentar a expectativa de um dia surgir nos Anais da História como um Presidente descrito a "preto e branco": sendo o "preto" o legado controverso, para não dizer desastroso, na frente externa e o "branco" a condução da economia.

Mas um estudo recentemente publicado por John Schmitt e Hye Jin Rho do Center for Economic Policy Research (CEPR) revela um balanço igualmente carregado de negro quando se analisa a evolução recente do desenvolvimento económico e social do país.

Partindo da pergunta "Está hoje melhor do que há oito anos?" - a mesma que serviu de lema na campanha que levou Ronald Reagan à presidência em 1981 - estes dois economistas seleccionaram 25 indicadores económico-sociais e concluíram que, em 23 deles, os norte-americanos estão pior do que antes da "era" Bush-filho, e que a mesma conclusão pode ser retirada quando a comparação deixa de ter por base o ciclo eleitoral e passa a centrar-se no ciclo económico.

A taxa de desemprego, tradicionalmente baixa num País onde é igualmente comum acumularem-se dois ou três empregos, passou de 4% para 6,1%, ao mesmo tempo que a inflação subia de 3,3% para 5,4%. Consequentemente, o designado "índice de miséria", que resulta da adição destes dois indicadores, passou de 7,7% para 11,5%.

A taxa de crescimento real dos salários, por seu turno, foi quatro vezes menor (8,2% entre 1992-2000 que compara com apenas 1,8% entre 2000-2008), o que se reflectiu fortemente na evolução do rendimento das famílias, que após ter subido 14,7% nos oito anos anteriores a Bush, praticamente estagnou (0,4%) durante os seus dois mandatos, tendo inclusive o valor do salário mínimo sofrido uma redução real, ainda que marginal, de 6,58 para 6,55 dólares/hora (a preços de 2008).

Num país onde as transferências sociais são relativamente reduzidas, a pobreza passou a ser uma realidade para 37,3 milhões de norte-americanos (12,5% da população), o que significa a emergência de 340 mil novos pobres durante os oito anos de Bush. Também o número de pessoas (e o peso na população total) sem seguro de saúde é agora mais elevado, o mesmo sucedendo com os grandes agregados: défice orçamental, externo e dívida pública são hoje todos mais elevados. Os únicos dois indicadores que registaram uma melhoria foram o crescimento da produtividade (explicável, em boa medida, pelo aumento do desemprego) e o salário mediano.

"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

vitorrslopes

Licões de um bear market..

Se tivesses comprado, há um ano, 1.000 Euros em acções da Nortel Networks, um dos gigantes da área de Telecomunicações, hoje terias 59 Euros.

Se tivesses comprado, há um ano, 1.000 Euros em acções da LucentTechnologies, outro gigante da área de telecomunicações, hoje terias
79 Euros.

Agora, se tivesses comprado, há um ano, 1.000 Euros em CERVEJA, não em acções, tivesses bebido tudo e vendido as garrafas vazias, hoje terias 80 Euros.

Agora tirem as vossas conclusões

Semitela

Boas,

Encontrei um excelente blog onde é explicado detalhadamente por um canal de televisão , as varias crises que têm afectado de forma mais ou menos severa o sistema financeiro mundial nos ultimos 10 anos .

O unico senão é os videos serem em francês 

Para mim não fez diferença mas poderá fazer a muitos dos leitores .

Peço licença então aos moderadores para expôr o link do blog :

http://swing-trading-on-cfd.blogspot.com/

sergio2089

Citação de: vitorrslopes em Outubro 30, 2008, 22:57
Licões de um bear market..

Se tivesses comprado, há um ano, 1.000 Euros em acções da Nortel Networks, um dos gigantes da área de Telecomunicações, hoje terias 59 Euros.

Se tivesses comprado, há um ano, 1.000 Euros em acções da LucentTechnologies, outro gigante da área de telecomunicações, hoje terias
79 Euros.

Agora, se tivesses comprado, há um ano, 1.000 Euros em CERVEJA, não em acções, tivesses bebido tudo e vendido as garrafas vazias, hoje terias 80 Euros.

Agora tirem as vossas conclusões
vou ja vender o meu papel todo e comprar cerveja... nao sei e se tenho dinheiro para os tremocos....

camafeu

#37
Dia 15 de Novembro os G20 vão-se encontrar:

"Ever single index, regardless of "credit rating" closed at all time lows.


The Paulson fiasco of a press conference basically told the markets that RMBS (Residential Mortgage Backed Security) has no market because the government will not longer be the "market of last resort" to bail out Sheila's banks and prevent an all out flight of capital out of this country.

While everyone is converting and coveting dollars to settle all debts, trades and instruments before this Saturday's G20 meeting and rumored currency re-alignment, the fear factor is going to driver prices on equity and bond markets even lower causing the most terrifying series of cascading cross-defaults you could ever imagine. If you think you will see any relief from the CMBS (Commercial Mortgage Backed Security Markets) forget about it.

The realization that the Federal Reserve and Treasury no longer have the back of the investor is causing people to run from the bond market at any price."


"We are talking about the potential, in my opinion of twenty percent unemployment, using the BLS headline number not the tables I prefer, by the end of 2009. The United States could easily run a 4 trillion dollar deficit next year which will accelerate exponentially with each passing year due to interest and other liabilities going forward. I'm not blowing smoke up your skirts folks, these are conservative guesstimates at this time since we have a socialist minded administration moving into the White House."


http://johngaltfla.com/blog2/2008/11/13/teotwawki-is-upon-our-financial-markets/


Dois blogs financeiros com charts declarando que o sistema financeiro pode estar na bancarrota.

http://ftalphaville.ft.com/blog/2008/11/06/17903/fed-capitulates-the-central-bank-is-broken/

http://benbittrolff.blogspot.com/2008/11/really-scary-fed-charts-nov-us-bankrupt.html


Entrevista a Ron Paul (candidato presidencial e congressita independente) no programa de Alex Jones.

http://br.youtube.com/watch?v=uqN2EKuXX2g&eurl=

http://br.youtube.com/watch?v=uo29Oa-e61I&feature=related

zimermann

Três aspectos motivaram crise financeira

É a hora de os governos dos países emergentes deixarem claro que não pode haver uma volta a um passado de desigualdades

A CRISE que se está abatendo sobre as finanças e, em decorrência, sobre a economia produtiva do mundo inteiro ainda não mostrou a sua cara completa, mas é possível fazer alguns comentários sobre o seu caráter. Ela é perversa por várias razões.

Em primeiro lugar, ela é inédita. Pelas suas proporções, pelo aspecto inovador dos mecanismos de alavancagem financeira que a produziram e pelo fato de ocorrer no centro econômico de um sistema efetivamente globalizado, dela decorrerão conseqüências cujo alcance ainda não é de todo previsível.

O aspecto "perverso" que mais chama a atenção é que essa crise ocorre em razão de tendências que são inerentes ao capitalismo e que se manifestam em uma ocasião em que já ninguém discutia a validade e a viabilidade do próprio sistema econômico, visto por todos como o único possível, sem alternativas, após ter derrotado o comunismo de estilo soviético e dominado por completo a economia internacional.

Essa unificação do mundo econômico sob a hegemonia do capitalismo financeiro aliada ao enorme progresso ocorrido no campo da informática deu aos financistas globais um gigantesco poder, que foi usado, como é natural nesse sistema, para gerar lucros cada vez maiores.

O mercado de papéis sofisticou-se a tal ponto que chegou a acreditar que a sua engenharia financeira seria capaz de alavancar recursos que, só nos EUA, por exemplo, eram 35 vezes maiores do que os existentes na economia real; e que isso poderia ser feito indefinidamente. Não foi assim. E o problema gerado pela falta de anteparos regulatórios à ganância desmesurada dos financistas globais agora terá de ser pago por todos, mesmo os que, como nós, aqui no Brasil, não tínhamos nada a ver com isso.

Pior ainda: na prática, os únicos que detêm conhecimento técnico e informações suficientes sobre as operações financeiras globais são os próprios operadores dos mercados financeiros globais. Para resolver os problemas criados nos bancos e na roleta dos papéis, as soluções terão que ser necessária e incontornavelmente técnicas para atuar eficazmente sobre os mercados, diminuir os impactos negativos e restaurar algum vigor ao sistema capitalista global. Pouco importa que esse sistema esteja caindo aos pedaços e que tenha perdido a confiança dos seus próprios agentes econômicos. Não há alternativas a ele. Ninguém tem alternativas.

De acordo, portanto, com a lógica perversa estabelecida pelo sistema, cabe aos próprios responsáveis pela crise consertar os erros que a provocaram. Se o capitalismo global agora pede ajuda aos governos -que ele próprio queria diminuir e subjugar-, é porque os governos tampouco têm alternativas e têm que salvar o sistema. Deverá haver uma maior regulação dos mercados financeiros, mas, no que depender do setor financeiro, o sistema terá que ser operado por quem sabe operá-lo, e nós sabemos quem são eles.

Em conseqüência, vamos viver os próximos anos com um sistema remendado, desacreditado e gerido pelos mesmos que o levaram à beira da insolvência global.

Ninguém poderá ficar surpreso se os mecanismos de alívio e correção de que o sistema ainda dispõe forem empregados para transferir recursos da periferia para o centro do capitalismo e para exportar a recessão do centro para a periferia. E isso não é aceitável.

Para que haja um projeto de solução justa para a crise, é preciso reforçar -na verdade construir- uma nova regulação internacional, mais sólida, justa e democrática. A crise não pode ser resolvida com decisões de âmbito apenas nacional e muito menos de caráter protecionista.

Deve-se aproveitar o momento para gerar um regime internacional de tomada de decisões mais equilibrado, que consulte os verdadeiros interesses globais -os da humanidade.

Nesse sentido, a conferência internacional do próximo dia 15 deve ser vista como um primeiro passo de uma discussão longa e intensa em favor do estabelecimento de uma nova arquitetura financeira internacional que corrija de maneira mais equânime os desequilíbrios gerados pela ganância infrene dos agentes financeiros.

É a hora de os governos atuarem com independência, lucidez e perspectiva de longo prazo. É a hora de os governos dos países emergentes deixarem claro que não pode haver uma volta a um passado de desigualdades. O mundo já vinha mudando e a incúria dos financistas globais apenas acentua o sentido e a velocidade dessa mudança.

JOSÉ VIEGAS FILHO , 66, é embaixador do Brasil na Espanha. Foi ministro da Defesa (2004-2005).





camafeu

#39
The G-20's Secret Debt Solution


If you think this weekend's G-20 meetings in Washington are only about designing short-term fixes to the financial system and regulatory reforms for banks, hedge funds, brokers, mortgage companies and investment banks ... think again.

Behind the scenes, a far more fundamental fix is being discussed — the possible revaluation of gold and the birth of an entirely new monetary system.


http://www.moneyandmarkets.com/the-g-20s-secret-debt-solution-27996

zimermann

O que Fazer Nesta Crise?


Toda crise tem sete fases.

Fase 1.. Não há problema na economia, diz a autoridade econômica, é tudo boato.
Fase 2. Sim, temos um problema mas tudo está sob controle..
Fase 3. O problema é grave mas medidas corretivas já foram tomadas.
Fase 4. O problema é muito grave mas as medidas emergenciais surtirão efeito.
Fase 5. Pânico geral e salve-se quem puder.
Fase 6. Comissões de inquérito e caça aos culpados.
Fase 7. Identificação e prisão dos inocentes.

Os Estados Unidos e a Europa estão na fase 5. Brasil, China e Índia estão na Fase 3. Precisamos nos proteger contra a possibilidade de chegarmos na Fase 5, quando basta um entrevistado na televisão afirmar "que esta crise é igual ou pior que a de 1929", como vários já falaram, ou escrever no jornal "as conseqüências da crise chegaram definitivamente no Brasil", como já foi publicado, e gerar pânico por aqui.

Não, a crise ainda não chegou no Brasil, ainda estamos na Fase 3 e mesmo se crescermos 0% este ano, o que ninguém prevê, toda empresa irá vender a mesma coisa no ano que vem. Sua promoção pode estar em risco mas não o seu emprego.
Ademais esta crise nada tem a ver, nem terá, com a severidade da crise de 1929, quando 25% dos trabalhadores perderam seus empregos e que durou até 1940 com 14%. Na pior das hipóteses, o desemprego nos Estados Unidos aumentará 3%, mesmo assim só por 24 meses.

Se tivessem líderes administrativos socialmente responsáveis, eles já teriam ido a público garantir que manteriam o nível de emprego de suas empresas nos próximos 12 meses. Hoje custa mais para se treinar um novo funcionário do que para mantê-lo fazendo algo por 12 meses.
Depois que Alan Greenspan e Nouriel Roubini saíram dizendo que a crise era igual à de 1929, todos os americanos pararam de gastar, aumentando sua poupança e prevendo o pior.  Ninguém sabe quem serão os 25% de desempregados. Quando 100% dos consumidores param de gastar por um único mês, cria-se uma espiral recessiva imprevisível. Outra alternativa seria alertar os 3% que talvez sejam demitidos para economizar, para que os 97% possam manter normalmente suas compras evitando a espiral recessiva.

Na crise de 1929, 4.000 bancos quebraram, e a mera referência a 1929 como fizeram Greenspan e Roubini, leva pessoas leigas a correr para os bancos, o que aconteceu agora na Europa.
A imprensa perdeu a capacidade de filtrar e processar informação premida pelo tempo exíguo para colocar tudo na internet. Publicam o que vier, especialmente se for notícia ruim.
Nenhum banco comercial irá quebrar, nenhum ainda quebrou nos EEUU, e mesmo se forem um ou dois, nada se compara com 4.000. Bancos sempre quebram mas ninguém percebe. Mesmo se quebrarem, o seu dinheiro, ao contrário de 1929, está no fundo DI e não no Banco. O Fundo DI está no SEU NOME e dos demais cotistas, e se um banco brasileiro quebrar, o que não vai acontecer, seu dinheiro está salvo. No máximo você terá de esperar uma semana para a troca de administrador do seu fundo. O dinheiro está aplicado em títulos do tesouro em SEU NOME, não do Banco.

Deixar o dinheiro onde está é o mais seguro. Se você resgatar o seu fundo DI, o dinheiro cai na sua conta, e se o banco quebrar justo neste dia, você vira um credor do banco. Nossos bancos estão recebendo depósitos dos apavorados estrangeiros. Muita gente em pânico está saldando suas cotas em fundos de ações e o seu gestor é OBRIGADO a vender uma ação mesmo com ela caindo 20% no dia, algo que você jamais faria.
Acionistas majoritários não estão em pânico, nem podem nem querem vender suas ações. Só os minoritários se sentem uns idiotas porque não venderam na "alta".

Não temos bancos de investimento no Brasil. De fato, Roberto Campos implantou neste país este mesmo modelo americano que está ruindo, mas felizmente foi uma lei que "não pegou". Problema a menos.
Só temos bancos comerciais, e estes são muito bem controlados pelo Banco Central. Além do mais, nossos bancos têm dono, e por isto estão pouco alavancados, 4 a 5 vezes, contra 20 a 25 vezes dos bancos de investimentos americanos.

O Brasil não está alavancado. Nossos créditos diretos ao consumidor não passam de 36% do PIB, e devem crescer para 40% no ano que vem. Os Estados Unidos estão alavancados em 160% do PIB e é esta desalavancagem súbita que está causando problemas.

Nosso Banco Central, adotou o que venho alertando há anos a países e famílias - a política de ter reservas para os dias de crise e hoje temos US$200 bilhões. Pela primeira vez o Brasil tem reservas para sustentar uma crise duradoura, sem ter que se endividar para cobrir furos de caixa.
Temos um sistema financeiro dos mais modernos e rápidos do mundo implantado devido à inflação galopante dos anos 90. Nos Estados Unidos demora-se duas semanas para se descontar um cheque entre bancos, por isto o sistema travou. Nenhum banco confia em outro banco numa crise destas.

Esta é a hora para disseminar a nossa força, as nossas reservas, a competência de Henrique Meirelles, primeiro administrador financeiro (Coppead) a comandar o nosso Banco Central, e já se nota a diferença. Está na hora de mostrarmos ao mundo que como a China e Índia, nós vamos crescer via mercado interno, com produtos populares, tese que há anos venho defendendo.

Esta é a hora de mostrar o que DÁ CERTO no Brasil em vez de conseguir fama no rádio e na televisão mostrando o que poderia dar errado. Lembre-se que os verdadeiros culpados já estão se movimentando para culpar os inocentes, e assim saírem incólumes e mais poderosos.



Stephen Kanitz

[email protected]  Avalie este site  www.kanitz.com


camafeu

Ondas de demissão estão próximas

No último comentário sobre o mercado, eu escrevi sobre os diversos Estados que estavam à beira da bancarrota, principalmente na Europa Oriental. Isso continua. A "cavalaria" do Fundo Monetário Internacional (FMI), após anos de marasmo, trabalha a plena capacidade. Um Estado após o outro precisa ser salvo. No momento, principalmente na Europa Oriental. Por toda a parte é a mesma coisa: formação de uma gigantesca bolha de crédito através de insensatos bancos ocidentais. Consumo pelo crédito cria um imenso déficit do comércio externo. Então o estouro da bolha com fuga de capitais, desvalorização da moeda e ameaça de falência do Estado.

Por sorte a cavalaria do FMI não viaja mais a cavalo, mas sim de avião. Caso contrário ela não conseguiria chegar a tempo para muitos Estados necessitados. O FMI não faz nada novo: ele despeja mais dinheiro nestes Estados decadentes.

Bancarrota dos transportes

O estouro da bolha do leste europeu leva a uma drástica queda das importações nestes países. A venda de automóveis caiu 60% na Rússia (quase tudo era vendido a crédito). Pior foi o ramo de caminhões. O número de novos pedidos na MAN caiu 50%. Catastrófica parece ser a situação da Volvo: os pedidos do terceiro trimestre de 2008 caiu para 155, ao contrário dos 44.000 pedidos do mesmo período do ano passado!!!

Aqui o relato de um expedidor no Gelbe Fórum

Contratos teriam sido cancelados formalmente, seus clientes teriam reduzido a jornada de trabalho e estão diante do fechamento das respectivas fábricas; sua grande frota é financiada através de contratos de leasing, mas ele consegue se segurar devido à boa reserva, esperando que o mercado se recupere depois da limpeza. A maior parte de seus concorrentes não estão tão capitalizados, e os contratos de leasing vão estourando um após os outros. No pátio da Daimler, os caminhões iriam ser empilhados literalmente.

Todo o transporte industrial desaba em uma longa frente. Como é produzido menos, diminui a quantidade a ser transportada. As "paredes de caminhões" nas auto-estradas alemãs devem também ter desaparecido em sua maior parte. Como o índice de transportes marítimo desceu ao chão desde o verão de 2008, já deve ser de conhecimento geral.

Nas últimas de Bill Buckler aparece que os EUA desativam 17 de 29 altos-fornos, isso significa 58% da capacidade. No Brasil e na China a situação não deve parece melhor.

Transporte e consumo de aço: são dois indicadores seguros da situação da economia mundial. Ambos mostram uma bancarrota jamais vista da economia real mundial. A maior aceleração desta bancarrota começou em setembro de 2008.

Ondas de demissão

No momento, as empresas e o empresariado esperam que a situação melhore logo. A vista disso trabalhadores temporários são dispensados, mas o quadro fixo de funcionários permanece – ainda. Mas isso irá mudar logo quando clarear aos responsáveis que uma profunda recessão está à porta. A grande onda de demissões deverá vir no início de 2009. Eu calculo cerca de 40-50% de desemprego ao final de 2009 para a maioria dos países. A bancarrota final do Estado deverá então chegar até nós.

Já providenciou os botes salva-vidas (ouro e prata)? Logo eles serão necessários.

Walter Eichelburg

http://www.rohstoff-spiegel.de/count.php?url=rs_2008-23.pdf


Peter Schiff October 28 2008 Bloomberg - Open Exchange



http://www.europac.net/Schiff-Bloomberg-10-28-08_lg.asp


Gerald Celente predicts revolution, food riots and tax rebellions by 2012


http://www.infowars.com/?p=5938

http://br.youtube.com/watch?v=46MEqEgdLTg&eurl=


chines

Vejamos.
O senhor A comprou 10 acções a valerem 1 € cada.
Passdo 1 ano as acções do senhor A valorizaram 10 € cada.
Então a fortuna do senhor A era de 100 €.
Como pensava que iam subir mais, pediu um emprestimo bancário de 50 € dando como garantia as acções, os quais gastou numa viagem.
...Azar da vida, a empresa faliu e o senhor A além de ter perdido os 10 € iniciais ficou a dever 50 € ao banco...
Como era muito dinheiro e o senhor A não tinha NADA...o banco ardeu com os 50 €...e faliu

Esta enfantização é simbiloca mas foi o que se passou, e explica o motivo deste grande crash finaceiro. E quanto mais os mercados caem, pior.
ATENÇÃO que muitos titulos JÁ estão ABAIXO dos preços da OPV, o que significa que agora sim estão a haver percas reais.

Foi o meu contributo.


tiagodandre

Para evitar a dispersão dos conteúdos, foram juntos vários tópicos...

Cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)