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Queda inesperada das reservas de crude impulsiona preços

Iniciado por notiCIas, Março 22, 2006, 17:30

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Queda inesperada das reservas de crude impulsiona preços

As reservas norte-americanas de crude desceram 1,31 milhões de barris na semana terminada em 17 de Março, para 338,6 milhões, o que correspondeu a uma grande disparidade face ao aumento de 2,75 milhões previsto pelos analistas. As cotações do petróleo reagiram de imediato em alta a estes dados, invertendo a tendência de queda.

O West Texas Intermediate [Cot] para entrega em Maio ganhava 0,34% no mercado nova-iorquino, estabelecendo-se em 62,55 dólares por barril. Em Londres, o «brent» do Mar do Norte [Cot] valorizava 0,14% , fixando-se em 62,22 dólares.

Os 15 analistas inquiridos pela Bloomberg esperavam um aumento médio de quase três milhões de barris, o que colocaria os inventários de crude no nível mais alto dos últimos sete anos. Os preços do petróleo estavam a cair nos últimos dias, a antecipar esse volume, que afastava os receios de que possíveis cortes de oferta por parte da Nigéria, Irão e Iraque pudessem ter consequências.

As instalações petrolíferas das empresas estrangeiras a operar na Nigéria têm sido alvo de ataques dos rebeldes do país, o que tem reduzido a sua produção. O Iraque também está sob fogo, numa altura em que aumentam as tensões com os EUA, e o Irão continua a insistir no seu programa nuclear – o que pode valer-lhe a imposição de sanções por parte do Conselho de Segurança da ONU, levando eventualmente Teerão a responder com um corte da sua oferta de crude.

Os «stocks» de gasolina diminuíram 2,32 milhões de barris, contra a estimativa de quebra de um milhão. Quanto às reservas de destilados – gasoléo e combustível para aquecimento -, desceram 870 mil barris, quando os analistas previam uma redução de 2,1 milhões.

Entretanto, a produção de crude da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) diminuiu em 200.000 barris por dia desde o início do mês, para 29,8 milhões de barris diários contra 30 milhões em Fevereiro, devido à menor produção da Nigéria e do Iraque, segundo as estimativas preliminares da PetroLogistics.

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