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Petrobras e os impactos dos preços do petróleo em suas operações...

Iniciado por zimermann, Novembro 17, 2008, 20:52

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zimermann

Petrobras: impactos dos preços do petróleo deixam analistas preocupados

Por: Gabriel Ignatti Casonato
17/11/08 - 17h40
InfoMoney


SÃO PAULO - Depois de observar as cotações do petróleo atingirem seus menores patamares em quase dois anos na última semana, a Merrill Lynch se mostra preocupada com os prováveis impactos do baixo preço da commodity nas operações da Petrobras (PETR3; PETR4), maior empresa brasileira em valor de mercado.

Em relatório divulgado nesta segunda-feira (17), o banco destaca o cenário recheado de incertezas para o rumo da economia global e, conseqüentemente, para o mercado petrolífero. "No curto prazo, a tendência para os preços do petróleo será determinada na maior parte pela tendência econômica", afirmam.

Desta forma, o estrategista de commodities da instituição, Francisco Blanch, prevê que, caso a economia mundial realmente entre em recessão - possibilidade cada vez mais próxima - os preços do óleo podem cair ainda mais, para baixo de US$ 50 por barril, o que poderia afetar seriamente os ganhos da estatal brasileira.

Efeitos preocupantes
O primeiro impacto citado por Blanch é que se as cotações da commodity continuarem baixas, o mais provável é que a Petrobras seja obrigada a reduzir seus preços praticados no mercado, fato que pressionaria de forma gradual o lucro da petrolífera nos próximos meses.

Além disso, o estrategista lembra que quanto maior for a desaceleração nos preços do petróleo, mais forte será a pressão exercida nos custos da empresa, correlação que já pôde ser vista em seu balanço referente ao terceiro trimestre, divulgado na última terça-feira (11).

Embora tenha trazido importantes recordes, os resultados da companhia no período decepcionaram a maioria dos analistas principalmente pelo preocupante aumento nas despesas, evento que levanta dúvidas quanto a capacidade da Petrobras de arcar com os necessários novos investimentos.

Plano estratégico deve ser adiado novamente
Por falar em investimentos, a Merrill Lynch acredita que os investidores da estatal devem ter que esperar ainda mais pela divulgação do aguardado Plano Estratégico da companhia, que depois de ser adiado para dezembro deste ano, tem boas chances de ser novamente atrasado para o primeiro trimestre de 2009, avalia o banco.

De acordo com a instituição, a grande dificuldade na elaboração de um plano, especialmente diante do ambiente de incertezas e da forte volatilidade que persiste no mercado, deve fazer com que os gestores da Petrobras aguardem um pouco mais para decidirem sobre os investimentos da empresa.

A previsão dos analistas do banco é de que a companhia anuncie um montante de aproximadamente US$ 112 bilhões para serem investidos até 2013, embora não descartem a possibilidade de que seja anunciada uma quantia mais elevada, entre US$ 130 bilhões e US$ 140 bilhões.

Otimismo no longo prazo
Deixando de lado os preocupantes impactos do baixo patamar do petróleo, a Merrill Lynch continua otimista com os papéis da Petrobras quando o assunto é longo prazo, haja vista a recomendação de "compra" do banco para os ativos.

O preço-alvo da instituição de R$ 41,00 para as ações ordinárias da companhia também sustenta a percepção positiva, já que corresponde a um bom potencial de valorização de cerca de 64% para os próximos doze meses.

zimermann

Petrobras diz que deve postergar projetos por causa da crise

Companhia vai priorizar exploração de óleo leve, o que incluirá o desenvolvimento da produção no pré-sal

Kelly Lima, da Agência Estado

RIO - A poucas semanas de divulgar a revisão de seu plano estratégico - já adiado por pelo menos quatro vezes -, a Petrobras está decidida a postergar projetos e priorizar apenas os que tenham retorno rápido e propiciem a retirada de óleo leve. A afirmação foi feita nesta terça-feira, 18, pelo gerente geral de novos negócios da área de Exploração e Produção da Petrobras, José Jorge de Moraes Júnior, em entrevista após participar do XII Congresso Brasileiro de Energia, no Rio.


Veja também:

De olho nos sintomas da crise econômica 

Lições de 29


Como o mundo reage à crise 

Dicionário da crise 


O caminho até o pré-sal




O cenário de crise econômica mundial, que acarreta uma maior dificuldade de obtenção de crédito, e o preço do barril de petróleo, abaixo de US$ 60, são as principais causas dessa revisão nos planos da empresa. "São ajustes que precisavam ser feitos e que vão aparecer no plano estratégico que a companhia vai divulgar em dezembro", disse Moraes Júnior.



Segundo ele, a idéia é postergar todos os projetos que visavam a antecipação da produção em campos de óleo pesado e também aqueles que tinham como objetivo o aumento da produção de campos maduros. As áreas do pré-sal e os reservatórios em que a Petrobras já possui infra-estrutura instalada e que tenham indícios de óleo leve (com maior retorno econômico) serão priorizadas no curto prazo para garantir a manutenção da curva de produção, segundo ele.



Moraes Júnior não detalhou projetos que serão alterados, mas citou ao menos o BC-10 - no Parque das Conchas, e operado pela Shell - que está entre os que serão antecipados de 2010 para 2009.



Ele admite, no entanto, que os atrasos em alguns projetos que estavam até agora sendo considerados importantes podem prejudicar a curva de produção da companhia em 2012 ou 2013. "Mas nada de muito significativo, principalmente porque até lá a expectativa é de que o preço do barril no mercado internacional já tenha estacionado num patamar mais alto e isso deverá viabilizar estes projetos novamente", disse.



Segundo Moraes Júnior, a Petrobras já confirmou o interesse em participar da 10ª Rodada da ANP, que acontece em dezembro, e tem interesse nas áreas maduras das bacias do Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Potiguar.



Sondas



Ele afirmou também que a licitação para a construção das 28 sondas de perfuração em elevada profundidade, que seriam encomendadas ainda este ano no mercado nacional, foi adiada para 2009. "Não há mais condições para fazer esta licitação este ano", disse.



Por outro lado, o executivo disse que a crise econômica pode trazer um arrefecimento nos preços destes equipamentos no curto prazo, o que permitiria à Petrobras reduzir seus custos de exploração e produção na área do pré-sal. Ele garantiu que o atual preço do barril de petróleo, na casa de US$ 60, não compromete o desenvolvimento do pré-sal e que esta área será uma das prioridades da empresa.



Ainda segundo Moraes Júnior, a companhia pretende voltar a perfurar em 2009 os blocos de Jupiter, Iara e ainda o prospecto de Azulão (antigo Ogum) que é operado pela Exxon na área em torno de Tupi, na Bacia de Santos. A idéia, segundo ele, é que estejam operando naquela região 14 sondas de perfuração em 2012, e que a área já esteja produzindo um milhão de barris em 2015.



Indagado sobre a necessidade de unificação das áreas do pré-sal e de que forma que isso atrapalharia os planos de desenvolvimento, ele comentou que "ainda é cedo para avaliar". "De acordo com estudos preliminares que possuímos, há a perspectiva de que 50% de toda a extensão de 800 quilômetros em que identificamos a camada de sal esteja nas mãos da União, ainda sem concessão", disse.

zimermann

Dilma reforça que investimentos na camada pré-sal estão garantidos 

Valor Online  21/11/2008 15:57
   
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que os investimentos da região do pré-sal não serão adiados. Segundo ela, o governo brasileiro enxerga a aplicação de recursos no pré-sal como fundamental para garantir o crescimento do país.


Segundo Dilma, os investimentos no pré-sal já estão garantidos mesmo num cenário de queda do preço do petróleo. Desde ontem o preço do barril está oscilando abaixo de US$ 50, depois de ter atingido US$ 147 neste ano.

"A decisão do governo de manter os investimentos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e do pré-sal é muito importante porque é um recurso eminentemente anti-cíclico. Ao manter o nível elevado desses investimentos possibilitamos que o Brasil saia dessa conjuntura de crise aproveitando oportunidades", frisou a ministra.

A ministra também comemorou a notícia anunciada nesta manhã pela Petrobras, da descoberta de óleo leve em dois poços perfurados no pré-sal do litoral do Espírito Santo.

"Isso significa que estamos caminhando na direção de constituir o pré-sal como uma das soluções econômicas para os próximos anos e décadas" acrescentou a ministra.

Segundo ela, a tendência é que os custos de exploração do pré-sal caiam ao longo do tempo. "Quanto mais se desenvolve a produção, menor é o custo operacional e de produção" disse.

A ministra destacou ainda que o recuo do valor do barril não deverá ser repassado pela Petrobras para os preços de derivados no curto prazo. "Nós vamos esperar a volatilidade cair, porque senão se criaria um mercado absolutamente anárquico no Brasil", comentou.

(Rafael Rosas | Valor Online)


zimermann

Petrobras notifica ANP sobre descoberta de petróleo no estado da Bahia

Por: Rafael de Souza Ribeiro
25/11/08 - 10h54
InfoMoney


SÃO PAULO - A Petrobras (PETR3, PETR4) informou a ANP (Agência Nacional do Petróleo) sobre uma nova descoberta de indícios de hidrocarboneto na costa brasileira.

De acordo com o site da agência, foi encontrado petróleo no bloco BM-J-3, localizado na bacia de Jequitinhonha, no estado da Bahia, em lâmina d'água de 2.336 metros.

No dia 21 de novembro, a estatal revelou uma descoberta de entre 1,5 bilhão a 2 bilhões de barris na região do pré-sal.

zimermann


26/11/2008 - 07h39
Álcool brasileiro desembarca na África "discretamente", diz "El País"
da BBC Brasil

Uma reportagem desta quarta-feira do jornal espanhol El País afirma que "discretamente" o álcool brasileiro está desembarcando no continente africano e que o objetivo do governo brasileiro é aumentar sua influência na região e promover o "combustível em escala planetária".

"Discretamente e sem fazer ruído, há dois anos que o Brasil desembarcou na África com o objetivo de dar um novo impulso a sua estratégia de implantar mundialmente a energia verde, mas também para fazer negócios e consolidar sua influência em toda a região", afirma o texto assinado pelo jornalista Francho Barón.

"Tudo isso em um momento em que a China também tem seus olhos voltados para as matérias-primas e a mão-de-obra do continente negro."

Segundo ele, o Brasil está de olho na África porque o continente reúne todos os elementos necessários para o cultivo da cana-de-açúcar: os "vastos hectares de terrenos baldios", o "generoso sol" e a mão-de-obra.

"Lula tem 15 países"

O jornal afirma que o interesse do Brasil no álcool começou nos anos 70 durante a crise do petróleo, e que agora "Brasília acredita que chegou o momento de lançar este negócio a uma escala planetária".

"É preciso considerar também o conhecido interesse do (presidente brasileiro) Lula de criar uma área de influência estratégica brasileira no continente africano, algo que se reflete claramente nas sete visitas oficiais que já fez à região desde que virou presidente. Mais de uma por ano."

Em outro texto, o "El País" afirma que "Lula já tem 15 países ao seu lado", citando o interesse na produção de álcool de Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

O jornal cita o exemplo de Gana como modelo da forma brasileira de promoção do álcool, que terá a Europa como público alvo.

O Brasil instalou em Gana um escritório da Embrapa para supervisionar projetos de álcool do país que serão financiados com crédito do BNDES. Uma firma sueca, a Svenks álcoolkemi AB, já teria se comprometido em comprar o álcool de Gana por dez anos.

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Petrobras só teria prejuízo com petróleo abaixo de US$ 35


Analistas apostam que governo vai segurar por quase um ano a redução do preços da gasolina e do diesesl

Por Márcio Juliboni /| 18.11.2008 | 8h20


Portal EXAME  Nesta segunda-feira (17/11), o petróleo fechou em seu menor patamar desde janeiro de 2007, pressionado pelas notícias de que o Japão entrou em recessão e de que a CNPC, maior petrolífera da China, registrou queda na demanda no terceiro trimestre. O barril para entrega em dezembro fechou o dia cotado a 54,95 dólares na Bolsa de Nova York. Isso significa um recuo de 63% sobre o recorde de 147,27 dólares atingido em meados de julho. Alguns analistas já arriscam dizer que, diante da freada da economia mundial, o barril poderia descer ainda mais. Mas até que ponto a Petrobras, que tem planos ambiciosos de investimentos para os próximos anos e precisa tocar também seu dia-a-dia, pode resistir ao petróleo barato? Os investidores, por exemplo, não gostaram de ver os custos de produção da estatal subirem no terceiro trimestre a ponto de comprometer o resultado operacional e suas margens.

Para os analistas, o limite para que a Petrobras continue operando no azul é de 35 dólares por barril. "Até esse valor, a empresa conseguiria cobrir todos os custos e ainda dar lucro", afirma Lucas Brendler, analista de investimentos da Geração Futuro. Luiz Otávio Broad, analista da corretora Ágora, concorda. "Esse é o parâmetro". Segundo os especialistas, a própria Petrobras não aprova nenhum projeto que seja inviável com uma cotação de petróleo de 35 dólares. "É o que a empresa chama de preço de robustez", afirma Broad.

Isso significa que o petróleo ainda precisaria cair mais 36% para colocar a diretoria da estatal e os investidores em alerta. Os especialistas, contudo, acreditam que são remotas as chances de um tombo destes ocorrer. Primeiro, porque a Opep, cartel que reúne os principais países produtores, cortaria a produção para equilibrá-la com a demanda caso os preços continuem em queda acentuada. Depois, porque o aumento dos custos de produção tende a impor limites para a queda. "Acredito que o petróleo já está perto de sua mínima", afirma Felipe Asenjo Wilkins, chefe da área de pesquisas da chilena FIT, uma gestora de ativos.

No terceiro trimestre, a Petrobras viveu uma situação bastante confortável. Embora em queda, o preço médio de venda do barril praticado pela estatal foi de 100,58 dólares, no Brasil, e de 68,74 dólares no exterior. Ao mesmo tempo, o custo de produção ficou em 30,27 dólares por barril, no mercado interno, e de 5,16 dólares no exterior. No acumulado do ano, o custo médio de extração está em 28,77 dólares, para um preço médio de vendas de 97,51 dólares. "Não vejo nada no médio prazo que possa trazer prejuízos à Petrobras", diz Mônica Araújo, estrategista-chefe da corretora Ativa.

Investimentos

O principal dilema da Petrobras, segundo os analistas, não é conciliar os atuais custos de produção e de vendas do petróleo. O problema é o fluxo de investimentos. Recentemente, a estatal adiou a divulgação de seu plano de investimentos para os próximos anos. Os especialistas interpretaram a decisão como um sinal de que a empresa está reavaliando sua estratégia, diante da queda dos preços e do aumento dos custos.

Assim, o dilema da Petrobras é manter um forte programa de investimentos, o que poderia indicar alguma concessão a pressões políticas, ou se adequar a um fluxo mais modesto, porém mais condizente com uma eventual queda da geração de caixa. O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 14% do segundo para o terceiro trimestre, somando 15,6 bilhões de reais. O recuo refletiu o aumento de custos e foi um dos grandes responsáveis pela surra dos papéis da Petrobras, na Bovespa, no dia seguinte à divulgação de seu balanço. "É preciso saber se ela vai priorizar projetos menores, ou se vai prevalecer uma postura mais política de anunciar grandes investimentos", afirma Andres Kikuchi, analista da corretora Link.

Gasolina barata

As projeções também já começam a incorporar uma redução no preço dos derivados de petróleo no início do segundo semestre de 2009. "Os preços da gasolina e do diesel podem cair de 10% a 15% nas refinarias", avalia Broad, da Ágora.

O corte seria motivado pela diferença entre o preço médio dos combustíveis, no mercado internacional, e os praticados no Brasil. Durante a escalada do petróleo, a Petrobras demorou para elevar o preço dos derivados, porque esperou que a situação alcançasse um mínimo de estabilidade para determinar o tamanho do reajuste. Agora, os analistas esperam o mesmo comportamento neste momento de queda. Assim, o corte viria apenas a partir de julho do próximo ano. Estima-se que a gasolina esteja 55% mais cara que a comercializada no Golfo do México.

Dado o impacto dos combustíveis sobre a inflação, a relutância da Petrobras em mexer nos preços também tem um componente político. "O governo brasileiro sempre usa a Petrobras em suas estratégias para conter a inflação", afirma Wilkins, da chilena FIT. Ele lembra, ainda, que, embora a estatal possa perder dinheiro com a queda da cotação do petróleo, por outro lado isso é atenuado pela disparada do dólar. "Há dois efeitos atuando em direções opostas. Por isso, acho que a Petrobras não será tão afetada pela queda do petróleo", diz.






Lark

Abraço,
Lark

zimermann



Petrobras corta refinarias para investir no pré-sal

Apesar da crise no mercado de crédito e dos recentes problemas de caixa da Petrobras, o Palácio do Planalto avalia que a estatal terá condições de manter o cronograma de investimentos na exploração do petróleo do pré-sal nos próximos dois anos. Em contrapartida, porém, haverá um corte em outras áreas nesse período, principalmente em refinarias, para adequar o caixa da empresa a tempos de crise.

A expectativa do governo se baseia num dos cenários de investimentos da estatal elaborado para o desenvolvimento do pré-sal, ao qual a Folha teve acesso.

Nele, os valores de investimentos em 2009 e 2010 não são tão elevados: somam US$ 3,24 bilhões e US$ 3,30 bilhões respectivamente, montante que seria suportável mesmo dentro da nova realidade do mercado financeiro.

A conta começa a ficar mais salgada a partir de 2011, quando a previsão de investimento salta para US$ 5,12 bilhões. No ano seguinte, pula para US$ 11,85 bilhões.

Até lá, porém, o governo acredita que a crise tenha passado e que o acesso ao mercado de crédito internacional esteja normalizado, principalmente para projetos de geração de energia.

US$ 320 bilhões

Esses dados ainda não são definitivos, mas dentro do governo a avaliação é que eles fiquem próximos disso. Nesse cenário obtido pela Folha, o total de investimentos entre 2009 e 2020 na exploração do pré-sal pela Petrobras ficaria acima de US$ 320 bilhões.

Tanto no Palácio do Planalto como na Petrobras, a ordem é priorizar os projetos de exploração do pré-sal, considerado estratégico para desenvolvimento da estatal por conta de sua alta lucratividade. Nessa primeira fase do pré-sal, ressalta um assessor do presidente Lula, "não existe problema de partida", mesmo com a escassez de crédito.

Os investimentos ficam ainda mais pesados a partir de 2014, data anteriormente prevista para o início de uma produção em larga escala comercial do pré-sal. Em 2015, por exemplo, os desembolsos seriam de US$ 36,54 bilhões, atingindo o pico em 2018 (US$ 50,61 bilhões).

Para manter os investimentos previstos no pré-sal intactos, contudo, a Petrobras fará um "alongamento" no seu plano estratégico a ser divulgado até o fim do ano. A primeira vítima dessa revisão, segundo assessores presidenciais, serão duas refinarias "premium" (para produzir gasolina de melhor qualidade para o mercado externo), no Ceará e no Maranhão, projetos que sofrerão alterações no prazo original de implantação.

Pelo cronograma inicial de desenvolvimento do pré-sal, que o governo acredita ser possível manter, em março do próximo ano começa um teste de longa duração no campo de Tupi, com produção de 30 mil barris/dia. Em dezembro de 2010, entraria em operação um sistema-piloto de produção em Tupi, de 100 mil barris/dia.

Dentro da Petrobras, porém, há quem defenda uma mudança nesses prazos para adequá-los à nova realidade da economia, que já se refletiu na empresa por causa das dificuldades em obter financiamentos no mercado externo e tomada de empréstimos em bancos públicos brasileiros.

Segundo análise obtida no governo pela Folha, a necessidade de recorrer a financiamentos da Caixa Econômica Federal para cobrir deficiências de caixa tem origem no ritmo forte de investimentos da estatal nos últimos anos.

Antes da crise, a Petrobras vinha cobrindo facilmente eventuais buracos com recursos obtidos no mercado internacional para compensar a destinação de dinheiro de seu caixa para investimentos.

Agora esse tipo de operação ficou mais complicada e a estatal terá de alongar seu plano de investimentos exatamente para que ele não comprometa e encareça as operações diárias da empresa, como o pagamento de tributos -como o que gerou o recente empréstimo na Caixa Econômica Federal- e de fornecedores.

Indústria naval

A maior preocupação do Palácio do Planalto, no curto prazo, está na obtenção de financiamentos para desenvolver a indústria naval brasileira que dará suporte à exploração do pré-sal.

Nessa primeira etapa, os investimentos na indústria naval serão bem superiores aos necessários para a exploração.

Grosso modo, o cálculo é que de US$ 100 investidos no setor, US$ 70 serão para desenvolver a indústria e US$ 30 para a exploração nos primeiros anos. Depois, essa relação começa a se inverter.

Pelos cálculos iniciais, por exemplo, a meta até 2010 é concluir seis plataformas de grande porte e encomendar outras sete, contratar 28 sondas de perfuração de águas profundas e 49 navios para petróleo e derivados e dois superpetroleiros.

Nos planos do presidente Lula, boa parte desses equipamentos seria produzida com elevado conteúdo nacional para fortalecer a indústria naval brasileira. Para isso, contudo, terá de garantir crédito aos empresários do país diante da secura no mercado de crédito internacional.

VALDO CRUZ / da Folha de S.Paulo, em Brasília /  30/11/2008 - 12h04

zimermann

08/12/2008 - 10h08

China oferece US$ 10 bilhões ao pré-sal, diz ministro

da Folha Online

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou em entrevista concedida a Valdo Cruz e Humberto Medina que a China ofereceu um empréstimo de US$ 10 bilhões para a Petrobras investir na exploração do pré-sal. A entrevista foi publicada na edição desta segunda-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O ministro afirmou que os chineses podem exigir uma parcela da produção de petróleo como contrapartida ao empréstimo.

De acordo com Lobão, a estatal pode até receber parte das reservas internacionais brasileiras caso ela necessite de recursos para garantir a implementação de seu cronograma de investimentos

Ao dizer que não faltará à estatal recurso para investimentos, Lobão revelou que a "China está oferecendo à Petrobras US$ 10 bilhões em um primeiro momento" para desenvolver o petróleo do pré-sal e que, se necessário, o governo "usará parte das reservas externas do país", de cerca de US$ 200 bilhões, como empréstimo.

O ministro disse ainda que o novo modelo de exploração de petróleo pode ser definido na próxima semana e que a criação de uma estatal com o sistema de partilha de produção é a proposta que conta com maiores adesões.

Segundo ele, o modelo de partilha, semelhante ao adotado na Noruega, deverá ser implantado no pré-sal.

O ministro, no entanto, acrescentou que o presidente Lula quer um debate público antes da decisão final.

Na semana passada, o diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, havia afirmado que, apesar da crise financeira internacional, a empresa não vai diminuir os investimentos ou excluir projetos do novo plano de negócios 2009-2013, que deverá ser divulgado no próximo dia 19.

"A empresa não está pensando [em reduzir projetos]. Não é premissa deste plano a diminuição de investimentos e tampouco a exclusão e não realização de novos projetos", afirmou.

O executivo destacou que os projetos do pré-sal vão se somar ao que já está previsto no atual plano da companhia que engloba o período entre 2008 e 2012 e prevê investimentos totais de US$ 112,4 bilhões.

Leia a notícia completa na Folha desta segunda-feira

zimermann

12/12/2008 - 09h19
Petrobras vai mostrar habilidade de investir em meio à crise, diz Gabrielli
da BBC Brasil

A Petrobras vai demonstrar sua habilidade de investir em tempos turbulentos, segundo palavras do presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, em entrevista exclusiva ao diário britânico "Financial Times" ("FT") publicada nesta sexta-feira.

A Petrobras deve anunciar nesta sexta-feira seu plano quinqüenal, depois de um atraso de três meses causado pela crise de volatilidade dos mercados, diz o jornal.

O plano deve trazer detalhes sobre como a Petrobras deverá explorar as reservas de petróleo da camada pré-sal que, segundo o jornal, "representam uma das poucas oportunidades para qualquer empresa de petróleo do mundo de garantir reservas substanciais nos próximos anos".

"A empresa lança planos quinqüenais todos os anos e uma de suas marcas registradas é a estimativa conservadora do preço do barril do petróleo", diz o FT.

Mas "neste ano", segundo o jornal, "esse dado pode não aparecer".

"A Petrobras estava executando projetos elaborados em planos anteriores, baseados em petróleo a US$ 16 o barril. O plano atual calcula um barril a US$ 35 --apenas US$ 10 a menos do que os preços atuais, mas menos do que um quarto dos preços de pico, poucos meses atrás."

"Chegamos a um preço", diz Gabrielli na entrevista, "mas não decidimos ainda se ele (o preço) será revelado ou não".

Gabrielli disse ao "FT" que todas as operações atuais são lucrativas, mas ele admitiu que "a Petrobras alterou suas prioridades em relação aos campos pré-sal e está se concentrando em maximizar o fluxo de caixa a curto prazo, ao mesmo tempo em que tenta avançar nos projetos a longo prazo".

O jornal indica que uma estratégia pode ser iniciar a exploração pelos campos de acesso mais fácil, como os da costa norte, que estariam a apenas 80 km da costa e embaixo de campos já existentes.

O "FT" diz ainda que a Petrobras é uma empresa com poucos débitos e que, apesar das dúvidas sobre sua capacidade de investimento, o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, "insiste que a empresa continuaria com os planos de construir quatro refinarias para permitir a exportação de produtos com valor agregado, em vez de apenas o petróleo leve da camada pré-sal".

Leia mais

Lark

Z., Volto a agradecer os updates à situação da exploração de petróleo no pré-sal.
Não para, cara! ;)
Abraço,
Lark

zimermann

   PETROBRAS: Produção de petróleo no Brasil soma 1.844.940 barris/dia em NOV. 
         São Paulo, 19 de dezembro de 2008 - A Petrobras anunciou que a produção média de petróleo no Brasil foi de 1.844.940 barris diários em novembro, aumento de 4,6% em relação ao mesmo mês do ano passado, porém decréscimo de 1,5% em relação ao volume produzido em outubro de 2008 (1.872.970 barris).

Segundo a estatal, a redução da produção em novembro foi conseqüência de paradas programadas nas plataformas do Pólo Nordeste da Bacia de Campos, que já voltaram a operar normalmente.

A produção de gás natural nacional atingiu a média diária de 51,241 milhões de metros cúbicos, montante 16,7% superior a novembro de 2007, porém 4,8% menor que o volume de outubro de 2008 (53,717 milhões de metros cúbicos).

Na soma dos volumes de petróleo e gás natural, a produção média dos campos nacionais alcançou 2.167.236 barris de óleo equivalente (boe) por dia em novembro. Foi um volume 6,4% maior que novembro de 2007, mas 1,9% abaixo do volume de outubro (2.210.839 barris).

Já a produção total de petróleo e gás da estatal (Brasil e exterior) atingiu 2.403.403 barris equivalentes por dia, aumento de 6,5% sobre o mesmo mês de 2007 e redução de 1,5% em comparação com outubro de 2008 (2.440.367 barris).


Fonte: Agencia Leia/CMA

 


zimermann

Novo cenário obriga Petrobrás a rever planos para o gás
Com reservatórios de hidrelétricas cheios, estatal revende cargas importadas

Nicola Pamplona

A queda do preço da energia levou a Petrobrás a rever seus planos para importações de gás natural liqüefeito (GNL). O combustível é tido como solução emergencial para resolver o problema energético que se vislumbrava no País para o início do ano. Com os reservatórios das hidrelétricas cheios, que reduzem a possibilidade de uso do GNL, a estatal foi obrigada a revender algumas das cargas compradas no mercado externo a toque de caixa para trazer ao Brasil.

A primeira carga chegou ao País no fim de novembro, no navio regaseificador Golar Spirit, que está fundeado no porto de Pecém, no Ceará. O combustível, porém, só deve ser inserido na rede de distribuição de gás em meados de 2009, quando se espera aumento no preço da energia, em virtude do fim do período de chuvas de verão.

Segundo a diretora de gás e energia da Petrobrás, Graça Foster, o uso do GNL em térmicas só é viável com a energia na casa dos R$ 200 por megawatt/hora (MWh). Esta semana, o MWh negociado no mercado atacadista estava em R$ 91,74 por MWh. Para janeiro, diz Graça, os preços são estimados entre R$ 90 e R$ 100.

O cenário é bem diferente de um ano atrás, quando os altos preços levaram a estatal a anunciar antecipação do início das operações do terminal de GNL de Pecém. No fim de 2007, a necessidade de deslocar gás natural para térmicas levou a empresa a reduzir o suprimento das distribuidoras ao volume contratual - muitas empresas vinham consumindo acima do previsto em contrato.

Como resultado, indústrias e postos de gás natural veicular (GNV) tiveram o fornecimento reduzido, situação que provocou transtornos. Em janeiro, os reservatórios das hidrelétricas atingiram o limite mínimo de segurança estabelecido pelo governo e o preço da energia saltou para mais de R$ 500 por MWh. Isso significa que todas as usinas com preços inferiores a este já estavam em operação.

A Petrobrás marcou, então, a chegada do GNL para julho, a fim de contribuir com o suprimento de energia durante o período seco. Alguns atrasos levaram à inauguração do terminal de Pecém em agosto, em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente, as instalações estão em fase de comissionamento, quando os equipamentos são testados. O Golar Spirit tem capacidade para armazenar um volume de GNL equivalente a 77 milhões de metros cúbicos de gás natural. Pode regaseificar e inserir na rede sete milhões de metros cúbicos por dia, que estão reservados para a geração de energia em térmicas da região.

Graça diz que a empresa optou por trazer o navio cheio, mesmo sem boas perspectivas de venda do gás, porque precisava testar os equipamentos. Outras cargas que haviam sido encomendadas, porém, foram revendidas.

"Quando vimos que os preços não iam ficar no mesmo nível de 2007, decidimos negociar as cargas", conta a executiva, afirmando que as negociações foram vantajosas para a empresa. Calcula-se no mercado que a estatal perca em torno de US$ 50 mil por dia em que mantém a carga parada em Pecém. Graça diz que uma cláusula contratual a impede de comentar o número.

Ela afirma, porém, que não pode vender a carga do Golar Spirit, já que é importante para os testes. O ideal, acrescenta, seria manter o navio vazio no terminal e só abastecê-lo quando o preço da energia começar a subir, indicando que o GNL se tornará competitivo.

"Mas imagina se, com o preço chegando a R$ 200, ainda tivéssemos que fazer o comissionamento." Segundo projeções do mercado, o preço da energia só estará bom para o GNL em meados do ano que vem. A Petrobrás espera que até lá já tenha inaugurado o segundo terminal de GNL brasileiro, na Baía de Guanabara, com capacidade para 14 milhões de barris por dia. "Em julho vai ter entra-e-sai de navios da Baía. As térmicas vão estar operando e não teremos Mexilhão?, comenta ela, referindo-se ao campo de gás na Bacia de Santos, que só deve iniciar as operações em 2010, garantindo volumes adicionais para a região Sudeste.

De qualquer forma, especialistas esperam um ano menos apertado com relação à oferta de gás e de energia no Brasil. Primeiro, porque a crise econômica deve provocar alguma desaceleração no consumo. Segundo, porque o governo optou por despachar as térmicas em quase todo 2008 para recuperar os reservatórios das hidrelétricas. "Há ainda alguma oferta adicional de gás de Santos e do Espírito Santo", acrescenta o diretor da consultoria GásEnergy, Marco Tavares.

A própria GásEnergy decidiu investir em GNL e prepara-se para participar nos próximos leilões de energia do governo com uma térmica movida ao combustível. A idéia é construir um terminal no Rio Grande do Sul, com capacidade para regaseificar 5 milhões de metros cúbicos por dia, abastecendo uma usina de mil megawatts. "Vai ter sobra de 25% do gás que queremos vender no mercado local", diz Tavares. O investimento é de US$ 1,25 bilhão.
Tavares reconhece que o GNL não tem mercado durante o período de chuvas e reservatórios cheios. Mas diz que sua empresa procura desenhar uma engenharia financeira que garanta a operação da térmica por um maior período do ano.
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zimermann

   RETROSPECTIVA 2008: Queda do preço do petróleo trava decisão do pré-sal 
         
Brasília, 26 de dezembro de 2008 Apesar do ano promissor, recheado pelo anúncio de novas descobertas de petróleo na camada do pré-sal, 2008 termina sem uma definição das regras para a exploração dos novos campos encontrados.

Se por um lado o governo se viu estimulado pelas boas perspectivas de ganhos, por outro, esbarrou na queda vertiginosa do preço do barril, de US$ 140 para menos de US$ 40,00, que ainda não mostra sinais de estabilização. Diante disso, a pressa pela definição das novas regras deu lugar a um compasso de espera.

Mesmo com a afirmação do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de que o governo não está preocupado com os efeitos da queda do preço do petróleo e a inviabilização econômica da exploração do pré-sal, foram as suas próprias previsões para a definição do novo marco regulatório que não se confirmaram. Após sucessivos adiamentos, esperava-se para 16 de dezembro a realização de uma última reunião da comissão de ministros que discutem as regras do pré-sal, o que não ocorreu. "A queda dos preços não vai impedir uma decisão sobre o novo marco regulatório. Eles não podem continuar caindo. Basta que os produtores de petróleo decidam reduzir sua produção e os preços sobem um pouco e se estabilizam", disse Lobão, no início de dezembro, à Agência Leia.

O fato é que, desde que especialistas começaram a alertar para o baixo retorno da exploração do petróleo do pré-sal com o barril abaixo dos US$ 60,00, o governo começou a dar sinais de que não tinha tanta pressa para decidir o modelo de exploração. Para o professor do Instituto Geociências e pesquisador do Centro de Estudos de Petróleo (Cepetro) da Unicamp, Saul Suslick, o governo cometeu um erro ao criar a expectativa de aumento imediato da arrecadação com a exploração na camada no pré-sal. Na opinião do especialista, todo o barulho em torno das mudanças das regras foi desnecessário porque nenhuma nova reserva será explorada em menos de oito anos. "Essa renda, se aparecer, não será com rapidez. O governo se precipitou", disse. Suslick vai ainda mais longe. Ele diz que não adianta mudar o marco regulatório sem que haja, de fato, confirmação de reservas e perspectiva concreta de exploração. "A proximidade de um novo marco regulatório não vai afetar a renda petroleira", avaliou. O professor disse ainda que a Lei do Petróleo é muito atual e que uma eventual mudança na arrecadação poderia ser feita apenas com a alteração das alíquotas das participações especiais do governo. O modelo ainda não está definido.

Até agora a única certeza é a de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá um cardápio de propostas com opções que vão da criação de uma nova estatal para gestão dos recursos do pré-sal, hipótese da adoção do modelo de partilha da produção, ao fortalecimento da Petrobras. "Em qualquer circunstância, a Petrobras será fortalecida. Ela é importante para todo sistema", disse Lobão.

Com base nos novos preços do petróleo e na necessidade de elevação dos investimentos já anunciados, a Petrobras ainda estuda a revisão do seu plano de negócios para o período de 2009 até 2013.

A expectativa é de que o documento revele o apetite para a prospecção na camada do pré-sal. Após a última reunião de seu conselho de administração da Petrobras em 2009, a estatal divulgou uma nota informando que, devido às "incertezas e volatilidades dos diversos mercados", a definição do plano ficou para janeiro.

Ainda segundo as definições do conselho de administração da Petrobras, que se reuniu no dia 19 de dezembro e contou com as presenças dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, as avaliações sobre os investimentos para exploração do petróleo do pré-sal "indicam a viabilidade" dos projetos. A falta de recursos ou crédito não será, aparentemente, o problema para os investimentos da estatal. Ofertas de crédito para a Petrobras, especialmente após as descobertas do pré-sal, começaram a surgir mesmo durante a crise financeira internacional.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, interlocutor do governo procurado para ouvir propostas de crédito à estatal, só a china ofereceu US$ 10 bilhões em linhas de financiamento para prospecção e exploração no pré-sal.

Também já procuraram o ministro com ofertas "generosas" os Emirados Árabes, Japão e Canadá.

Para o professor Suslick, da Unicamp, independentemente da disponibilidade de crédito para a Petrobras, o fato concreto no mercado de petróleo é que todas as empresas estão recalculando os riscos diante da queda do preço da commodity.

Embora configure investimento de longo prazo, a produção demandaria estudo de viabilidade mais aprofundado mesmo nas reservas do pré-sal, tidas como de baixo risco exploratório. Márcio Pacelli / Agência Leia

Fonte: Agencia Leia/CMA


zimermann



Quinta-feira, 15 de janeiro de 2009, 15h06

Repsol anuncia descoberta de óleo na Bacia de Santos


A companhia de exploração de petróleo espanhola Repsol anunciou hoje ter encontrado indícios de petróleo e gás no bloco BM-S-48, na Bacia de Santos, onde tem parceria com a Petrobras e a Woodside. O poço foi batizado de Panoramix e está localizado a 185 quilômetros do litoral paulista, próximo ao campo de Merluza, primeiro produtor da bacia.

A Repsol não divulgou o volume de petróleo encontrado, alegando que precisará de novos testes para quantificá-lo. "A estimativa dos volumes de hidrocarbonetos somente será possível em uma etapa posterior à fase preliminar de avaliação", afirmou, em nota oficial. Os indícios foram encontrados em profundidades entre 3.760 metros e 4.602 metros.

A Repsol é a segunda companhia em número de concessões e a terceira em produção de petróleo no Brasil, com participação em 24 concessões exploratórias na costa brasileira, algumas delas na área do pré-sal na Bacia de Santos. A companhia é sócia ainda da Petrobras no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos (RJ). Recentemente, vendeu suas operações brasileiras de distribuição de combustíveis para a AleSat.

Publicado em: 15 de janeiro de 2009, 15h06
Alterado em: 15 de janeiro de 2009, 15h06