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É tempo de sermos bravos

Iniciado por JoseABMachado, Novembro 28, 2008, 23:23

Tópico anterior - Tópico seguinte

JoseABMachado

A seguir a um Boom vem sempre uma derrocada e a seguir a uma derrocada um Boom .
Pessoalmente não sei se o próximo Boom se vai iniciar para a semana , para o mês que vém ou para o ano que virá . Isso é uma incógnita .
No entanto existem factos que merecem ser ponderados :

1)Existe uma forte implementação internacional de medidas pró activas a nível económico.

2)Existe um novo presidente nos Estados Unidos disposto a dar prioridade às questões económicas e financeiras.

3)O professor de economia da Universidade de Nova Iorque que em 2006 antecipou a actual crise financeira , Nouriel Roubini , prevê uma forte recessão global em 2009 e uma recuperação só em 2010-2011 . No entanto a Bolsa desconta por antecipação as viragens económicas e já em 1987 Marc Faber que tinha previsto o crash de 1987 errou redondamente quanto à recuperação do mercado .

4) O Risco/Prémio atingiu níveis extremos  , estando as avaliações a níveis extremamente baixos.

5) As taxas de juro dos bancos centrais estão a tender para mínimos absolutos .

Por estes e muitos outros factores eu compro e a partir deste momento sou comprador líquido no mercado .

10-Year
Period
   

Dow Jones Industrial
Average Return

1998-2008
   

(9%)

1988-1998
   

331%

1978-1988
   

165%

1968-1978
   

(19%)

1958-1968
   

77%

1948-1958
   

226%

1938-1948
   

14%

1928-1938
   

(49%)

1918-1928
   

254%

1908-1918
   

60%
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Cumprimentos
José AB Machado

camafeu

Também me parece que alguma coisa mudou nas últimas semanas, aquele pessimismo de que o mundo ia acabar parece agora um bocado descabido.


JoseABMachado

Wall Street encerra em alta com especulação sobre pacotes de estímulo económico
A praça nova-iorquina inverteu a tendência do dia e terminou a sessão mais curta de hoje em alta com os investidores a apostarem que os pacotes de estímulo económico que irão ser anunciados irão sustentar a Economia, tendo os índices Dow Jones e S&P 500 registado cinco sessões consecutivas de ganhos, na que foi a melhor semana dos últimos 34 anos para a Bolsa de Nova Iorque.

Pedro Duarte

Deste modo, o Dow Jones fechou a ganhar 1,17% para os 8829,04 pontos, enquanto que o Nasdaq Composite da bolsa electrónica cresceu 0,23% para os 1535,57 pontos.

Em destaque estiveram as acções das fabricantes automóveis General Motors e Ford, que ganharam 8,9 e 25%, respectivamente, devido às expectativas de que o Congresso dos EUA irá aprovar um empréstimo que permita a estas empresas sobreviver até à tomada de posse do presidente eleito Barack Obama.

Já os títulos do banco Citigroup dispararam 18%, depois do Governo ter garantido 306 mil milhões de dólares dos seus activos 'tóxicos' no fim de semana passado.

Em terreno negativo encerraram as acções das petrolíferas como a Hess Corp., que perdeu 5,7% depois dos preços do petróleo terem recuado abaixo dos 52 dólares por barril no NYMEX de Nova Iorque.

A retalhista Target Corp. perdeu por seu turno 3,9%, devido ao facto das empresas deste sector estarem a ser obrigadas a fazer descontos que vão até aos 70%, numa tentativa de atrair os consumidores, que se encontram com fortes dificuldades financeiras.

"Vai ser uma época natalícia realmente dura, mas os mercados já descontaram muito esta possibilidade, e temos enormes estímulos a caminho. Estamos cautelosamente optimistas", disse à Bloomberg um gestor de fundos.

Fonte Diário Económico
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Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

Demasiado Comprado Vs Demasiado Vendido
********
Cumprimentos
José AB Machado

JoseABMachado

Administração Obama
por Grupo Financeiro Pedro Arroja
13-11-2008

Comedido, calmo e conciliador. São estas as principais características do recém-eleito presidente dos EUA. Barack Obama herda uma das piores conjunturas económicas e sociais de sempre. Será, sem dúvida, um dos arranques de governação mais duros de que há conhecimento, num país submerso no grande desconforto dos números. O défice orçamental apontará para os 4% do PIB este ano e, eventualmente, 5% em 2009. A taxa de desemprego em Outubro atingiu os 6,5% e as previsões apontam para 8% no final do ano (um valor demasiado penoso para uma nação muito pouco habituada a esta magnitude). As ordens de despejo por execução de hipotecas aumentaram 71% no terceiro trimestre. A agência Moody's avança que 30 dos 50 estados já se encontram em contracção económica e que os restantes 20 podem resvalar para este cenário nos próximos meses. Obama terá de demonstrar que mais do que um exímio orador também será excelente ma resolução dos problemas.

Apesar da difícil conjuntura económica, Obama foi presenteado durante a sua campanha e após a vitória nas eleições com inúmeras manifestações de apoio. A Europa demonstra a sua vontade em reforçar as relações para combater mais eficazmente a crise financeira. O continente africano acredita numa relação com menores desigualdades e maiores benefícios. Alguns dos países do Médio Oriente que integravam o "Eixo do Mal" de Bush conjecturam a paz entre as comunidades. O polémico chefe de Estado Hugo Chávez já evidenciou a sua vontade em desenvolver uma agenda bilateral com os EUA em prol do bem-estar dos dois povos. O Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano salienta novas relações entre os países baseadas no respeito da soberania, na igualdade e cooperação. Todo este movimento social de apoio fortalece um novo dinamismo governativo. Mas Obama terá de avançar com medidas concretas que relancem um novo ciclo de crescimento económico.

Ao contrário do que foi apontado por alguns críticos, Obama apresentou durante a campanha várias propostas. Elaborou uma lista de 200 medidas da administração Bush que serão modificadas ou até suspensas. Obama fez o trabalho de casa e colocou 12 assessores a trabalharem silenciosamente na análise e identificação de possíveis alterações de políticas e regulamentações que podem ser implementadas logo após a sua tomada de posse a 20 de Janeiro. Entre elas está a revogação da medida que negou à Califórnia o direito de regular as emissões de dióxido de carbono dos automóveis, o final das limitações impostas em 2001 por Bush ao financiamento de pesquisas com células estaminais e a promoção do controlo das alterações climáticas.

Para combater a crise, o seu programa governativo prevê a adopção de um plano de ajuda à classe média e às famílias com rendimentos mais baixos, em contrapartida de um aumento dos impostos nas famílias de rendimentos mais elevados, nomeadamente na remuneração de capital e distribuição de dividendos. Será posto em prática um novo plano de apoio ao consumo no valor de 200 milhões de dólares. As famílias com um rendimento inferior a 150 mil dólares por ano vão receber 1000 dólares no término do ano fiscal. No âmbito da saúde, a generalização do seguro de saúde custará ao estado 60 a 70 mil milhões de dólares. O imposto sobre o rendimento com incidência em 10 milhões de famílias será eliminado. Para além da aposta tecnológica e nas energias renováveis, Obama quer criar um Banco Nacional de Reinvestimento em Infra-estruturas essenciais ao crescimento económico. O governo deverá contribuir com 60 mil milhões de dólares para este projecto. Muito agradados com a vitória de Obama ficaram os representantes do sector automóvel. A GM, a Chrysler e a Ford, três empresas da vanguarda industrial e tecnológica do país que enfrentam um panorama "negro", não foram contempladas pelos apoios do governo de Bush. Rahm Emanuel, o chefe de gabinete nomeado por Obama, já declarou importância vital do sector.

As previsões apontam para que o próximo ano apresente o pior resultado económico dos últimos anos. Até à tomada de posse de Obama os índices bolsistas não terão movimentações muito significativas. Os produtores, os consumidores, os investidores e os governos vão marcar um compasso de espera para saber se Obama é mesmo o homem certo para o desafio.

Juliana Silva
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Cumprimentos
José AB Machado

camafeu

#5
Para não sermos demasiado optimistas parece que a conjuntura vai proporcionar um balão de oxigénio nos próximos meses e até talvez no próximo ano mas isto ainda pode virar lá mais para a frente, depende da performance da administração Obama.

http://www.inteldaily.com/news/173/ARTICLE/8827/2008-11-24.html


Comentador

 
Cumprimento-o pelo tópico que decidiu abrir! A sua opinião é relevante e apresenta várias justificações adequadas.

No entanto, eu estou em desacordo consigo e vou muito sinteticamente explicar porquê.

Em primeiro lugar, não penso ter havido uma derrocada no mercado: mais propriamente, estamos num Bear Market, dos mais agressivos e fortes de que há registo. Chegados aqui, é difícil imaginar que tendo as causas profundas que são conhecidas por todos, este nosso Bear decida baixar os braços e ficar por aqui, ainda por cima por causa de um conjunto de medidas financeiras altamente discutíveis a médio prazo (mas muitas delas, indispensáveis no curtíssimo prazo, é isso que é dramático).

Ora, este Bear não tem características para acabar em pouco mais de um ano, dado que a sua descida foi fortíssima exactamente em paralelo com medidas financeiras globais super extraordinárias como nunca aconteceu antes e sem sucesso, até agora, nem para os mercados nem tão pouco para a economia.

O que acontece é que todos aguardamos há algumas semanas um rally que, como é apanágio dos Bear Markets, poderá numa ocasião como esta durar algumas semanas ou até mesmo alguns meses.

O problema é que não conseguimos arranjar um bottom digno desse nome, com exaustão quanto baste (escrevi um tópico sobre isso há uns dias). E, por isso, temo que este counter rally que parece estar em curso, e no qual eu não acredito muito aliás, não possa ter a força necessária para se aguentar muito mais tempo.

Mas ainda há outro aspecto. Com rallies fortes ou fracos (que existirão sempre porque nenhum mercado desce ou sobe em linha recta), os terríveis problemas que o horizonte de médio prazo (mais de um ano) nos apresenta, e especialmente a incerteza de nova onda de problemas tão ou mais graves do que os que já ocorreram, levam-nos a pensar que esta tendência primária de descida, este furioso Bear Market, pode e deve parar para "descansar", mas muito provavelmente não vai ficar por aqui.

Como quero ser muito sintético, vou só apresentar mais um aspecto que considero fulcral. Como sabe, o anterior Bear de 2000-2002 foi muito mais ameno do que este está a ser e por isso acho que a actual descida será muito mais profunda e terá obrigatoriamente de quebrar em larga escala o mínimo de 2002 nos índices mais importantes, como é o valor de 776.76 em fecho no SP500 (em 09.10.2002).

Por agora, o SP500 só conseguiu fechar com muito ligeira quebra, a 752.44 a 20 de Novembro passado, o que é manifestamente muito pouco, na minha perspectiva. Ainda para mais, e isto é muito importante, quer no DOW quer no NASDAQ ainda falta descer um bom bocado para serem atingidos os mínimos de 2002.

Se fossemos já assistir a uma subida sem olhar para trás, era caso para o Bull, em hibernação, abrir um olho e dizer para o terrível e malfadado Bear:

- Afinal, ó espertalhão, tanto trabalho para nada!

Bom fim-de-semana
Comentador



BEIRA

Eu concordo inteiramente consigo. Não consigo é entender aqueles que tentam arranjar sempre argumentos para dizer que estamos em Bear.
O que aconteceu no passado não é garantia para ocorrer no futuro. Queriam que os indíces fossem quebrados- e foram, que tivesse ocorrido uma subida forte indicativa-ocorreu.
Continuam a querer estar em sentimento pessimista, ...francamente, não entendo!

Comentador


Caro Beira,

Citação de: BEIRA em Novembro 29, 2008, 21:12
Não consigo é entender aqueles que tentam arranjar sempre argumentos para dizer que estamos em Bear.

Estamos efectivamente em Bear Market, não acredito sequer que haja alguém que hoje ainda tenha dúvidas sobre isso. Para perceber o que se anda a fazer no mercado a primeira coisa é saber onde temos os pés assentes.

Meu caro BEIRA, então na sua opinião estamos em quê? Em Bull Market?

Eu julgava que podia emitir opiniões, contribuindo para uma troca salutar de conhecimentos e experiências. Mas assim, torna-se difícil! A não ser que me explique bem o que tem em mente quando escreveu o seu post, que eu aliás me abstive de comentar na sua totalidade, por motivos óbvios.

Comentador





BEIRA

Caro Comentador:

Acho salutar a divergência de opiniões e aceito a sua posição. Não veja um ataque pessoal o meu anterior post.
Nunca o fiz e nunca  utilizarei este espaço de liberdade para atacar quem quer que seja. A liberdade exige respeito e é isso essa postura que tenho perante si e por todos os elementos desta comunidade.
Feita esta ressalva que julgo importante, vamos aos factos :
O fim de uma tendência é marcado por uma forte subvalorização (no caso de bear) dos títulos - aqui concordará que atingimos valores impensáveis.
Ao que se segue uma subida inicialmente violenta, depois com um declive menos acentuado, havendo a possibilidade de algumas pequenas quebras neste caminho. O que é que estivemos a assistir durante as últimas semanas?
De uma forma mais geral a bolsa antecipa sempre o ciclo económico da economia real, prevendo-se uma retoma desta no final do próximo ano, é certo que a bolsa começa a antecipar este ciclo.
Ora é aqui precisamente que muitos insistem em fazer disto "pescada de rabo na boca" a bolsa antecipou a crise económica e agora por força desta a bolsa continuará a cair, então pergunto eu: estamos infinitamente sempre a descer?
A isto acresce que muitos defendiam que era necessário os índices americanos atingirem os níveis de 2002 para depois termos a retoma. As bolsas fizeram esse movimento, mas os que defendiam isso como autenticos profetas da desgraça defendem agora que não basta, têm que baixar mais 20% porquê? Porquê não 30, ou 40?
Se é verdade que a crise é mais severa, regra geral as empresas ao longo destes anos criaram valor e portanto idêntica cotação significa na prática que foram atingidos níveis mais baixos que em 2002. Junte-se a inflação e veja-se a que nível real se está.
Além disso há uma intervenção a nível global com medidas nunca anteriormente tomadas, obrigando a uma recuperação muito mais rápida que no passado.
Cumprimentos a todos

JoseABMachado

Muito obrigado a todos os que até ao momento decidiram intervir. Gostaria que muitos mais expusessem as suas ideias.

Do meu ponto de vista ressalvo três aspectos que me parece que devem ser tomados com muita atenção em linha de conta por todos os membros do Clube Investe : 

1)As árvores não sobem ao céu e o chão tem sempre fundo... lembrem-se dos apologistas do petróleo a 200 USD...

2) Se esta crise não têm precedentes históricos de referência, as medidas globais que estão a ser tomadas também não... " É possível " que possamos assistir a um disparo do GDP global ,inesperadamente... lembrem-se da história de Golias (Bear Market) e David...

3) Nos Topos e Fundos de mercado nunca estamos de acordo. Na verdade nas subidas existem sempre razões para subir mais ( Lembrem-se dos Targets alucinantes indicados ) e nas descidas igualmente . Aliás a notícia segue implacavelmente a tendência. Não dê crédito a tudo o que lê.

Termino esta referência lembrando um único aspecto. Que importância merece aos investidores as opiniões de supostos especialistas com suposta informação privilegiada que viram as suas empresas de investimento desmembradas, falidas ou compradas. Será que andavam distraídos com as suas próprias casas  ou como diz o ditado " Em casa de ferreiros  ... "
A minha opinião é:

Não sei se estamos no fundo, mas o meu instinto diz:

- Compra .
   
********
Cumprimentos
José AB Machado

fernandex

Boas!

Parabéns ao José AB Machado pelo interessante e pertinente tópico que lançou.
Julgo que, essencialmente, estamos aqui a discutir se o bear market que se iniciou no segundo semestre de 2007 já atingiu ou não o seu fundo, e se o que agora estamos a assistir é o início de um novo bull market ou se se trata apenas de um rally dentro do bear market.

Eu não consigo ter opinião formada sobre o assunto, embora preferisse que estivessemos já no arranque de um novo bull market. A minha intervenção neste tópico é, assim, para dizer que é muito arriscado estar neste momento a abrir posições longas com um objectivo de longo prazo. Claro se se vier a verificar que efectivamente o novo bull market já arrancou, quem comprar agora irá ganhar bastante mais dinheiro do que quem esperar por dados mais sólidos que confirmem a tendência, mas o risco que correm é muito maior.

Pessoalmente acho que nunca devemos ter a ambição de adivinhar o momento de reversão da tendência. Devemos antes seguir a tendência, sabendo que isso implica não aproveitar todo o bull market. Essa perca dos primeiros ganhos do bull market (que por vezes são muito significativos) são um seguro que compramos. Claro que isto é uma estratégia, e cada um tem (ou deve ter) a sua, conforme o risco que está disposto a aceitar.

Para quem investe no médio/longo prazo e não tem espírito de jogador de casino, julgo que a estratégia de seguir a tendência é a mais consistente e lucrativa. A questão coloca-se em saber quando a tendência (de subida ou de queda) de médio/longo prazo está confirmada. O Jesse costuma referir os máximos e mínimos sucessivamente superiores para estar longo e os sucessivamente inferiores para estar curto (ou estar fora). E também o uso da EMA 200, entrando longo quando as cotação ultrapassam esta média móvel e abandonando o mercado quando as cotação caem abaixo da EMA 200.
Outra forma bastante consensual de confirmar uma tendência de médio/longo prazo, e que eu acho particularmente eficaz, é esperar pelo cruzamento da EMA 200 e da EMA 50. Ou seja comprar em força quando a EMA 50 ultrapassa em alta a EMA 200, e abandonar o mercado quando a EMA 50 passa para baixo da EMA 200. Outros indicadores existirão... O importante é arranjar um que demonstre ter dado frutos no passado e que seja mais ou menos consensual. O mais importante até nem será o momento de entrada, mas sim o momento de saída. Normalmente os investidores ganham amor ao papel e custa-lhes reconhecer a chegada de um novo bear. É preciso ser disciplinado! Cut the losses, and let the profits run...

Resumindo, acho muito cedo para estar já a comprar em força. Prefiro esperar pelo cruzar das EMAs a 50 e 200 dias. Pode ser um desperdício de tempo e dinheiro, mas é um seguro que se está a comprar! E o seguro morreu de velho.  :)


Cumprimentos, BN,

Fernandex.
"Natura non facit saltum" (máxima romana).

JoseABMachado

Viva fernandex

Obrigado pela oportuna participação .

Do meu ponto de vista e convém deixar este aspecto desde já esclarecido , não vejo qualquer elemento de impulso do mercado que sustente a passagem imediata para um Bull Market . Penso que isso terá ficado claro na introdução do tópico .

No entanto mostro um exemplo gráfico de seguida e convido quem se quiser pronunciar a encontrar alguma evidencia que demonstrasse o que se passou no momento seguinte ...

Gostaria também de referir que para mim ficou demonstrada nesta crise a superioridade da gestão de risco pela análise técnica sobre a análise fundamental . No entanto não quero ser purista e penso que a crise trás sempre os genes de grandes oportunidades .
********
Cumprimentos
José AB Machado

tojo

Antes de mais parabéns J. Machado pelo seus posts.

Na minha humilde opinião, ainda estamos em bear, até pelas inclinações das MM, e claro que tem de haver um ressalto mais ou menos violento.
Penso que para o ano, o mercado tornará a caír, talvez só lá para 2010 estabilize para em 2011/12 iniciar uma subida vindo das cinzas.É a minha opinião, vale o que vale, mas já vejo mt gente euforica a dizer que agora é a subir, pq já caíu muito. Vai subir mas são meros ressaltos. Tb espero entrar nesses ressaltos.

egas

Citação de: JoseABMachado em Novembro 28, 2008, 23:23
A seguir a um Boom vem sempre uma derrocada e a seguir a uma derrocada um Boom .
Pessoalmente não sei se o próximo Boom se vai iniciar para a semana , para o mês que vém ou para o ano que virá . Isso é uma incógnita .
No entanto existem factos que merecem ser ponderados :

1)Existe uma forte implementação internacional de medidas pró activas a nível económico.

2)Existe um novo presidente nos Estados Unidos disposto a dar prioridade às questões económicas e financeiras.

3)O professor de economia da Universidade de Nova Iorque que em 2006 antecipou a actual crise financeira , Nouriel Roubini , prevê uma forte recessão global em 2009 e uma recuperação só em 2010-2011 . No entanto a Bolsa desconta por antecipação as viragens económicas e já em 1987 Marc Faber que tinha previsto o crash de 1987 errou redondamente quanto à recuperação do mercado .

4) O Risco/Prémio atingiu níveis extremos  , estando as avaliações a níveis extremamente baixos.

5) As taxas de juro dos bancos centrais estão a tender para mínimos absolutos .

Por estes e muitos outros factores eu compro e a partir deste momento sou comprador líquido no mercado .

10-Year
Period
   

Dow Jones Industrial
Average Return

1998-2008
   

(9%)

1988-1998
   

331%

1978-1988
   

165%

1968-1978
   

(19%)

1958-1968
   

77%

1948-1958
   

226%

1938-1948
   

14%

1928-1938
   

(49%)

1918-1928
   

254%

1908-1918
   

60%
concordo com o que disse principalmente com a parte das muitas soluccoes e intervenccoes que os bancos centrais decidiram fazer, uma das quais o descer dos juros, o esagero nos desconto das accoes, a expectativa das medidas e da politica do novo presidente ;D como ja tinha dito e o J.MACHADO tambem referenciou isso a uns tempos em 1998 o mercado tambem teve uma forte queda e surpriendentemente sem ninguem o fazer prever deu completamente a volta e foi o que se viu ate 2000 ??? nao quer dizer isto que esteja optimista e ai teremos que analisar outros factores como as medias moveis entre outras analises para se confirmar pelo menos que o movimento comeca a ficar mais comprado que vendido ;D