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MEMÓRIA CURTA DOS INVESTIDORES

Iniciado por zimermann, Dezembro 12, 2008, 18:07

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zimermann


No desejo de enriquecer ou de proteger o seu capital, os investidores esquecem de como as crise evoluem.

Um dos exemplos menos conhecidos e mais significativos das aventuras especulativas do século XX ocorreu na Florida, na década de 20. Quem conta é o economista John K. Galbraith, no livro O Colapso da Bolsa. Para ele, os americanos sempre tiveram um “desejo desenfreado de enriquecer, com o mínimo esforço possível”. E isso talvez se aplique à maioria das populações de países capitalistas.

O genial golpe especulativo no sul dos Estados Unidos tinha glamour: sol, praia, temperaturas amenas o ano todo, enfim, o lugar em que alguém sonha passar férias ou se aposentar. De acordo com Galbraith, o sonho passou ao inferno, sem nenhum pit stop. A classe média americana comprava terrenos – a maioria distante do mar, literalmente afundada em pântanos –, não porque tinha intenção de moradia, mas porque imaginava que, na semana seguinte, tais terrenos poderiam ser revendidos com lucro.

Um furacão cuidou de pôr fim ao movimento especulativo em 1926, que, na verdade, já exibia sinais de esgotamento. As perdas foram imensas para uma classe média próspera, que chegou a vender fazendas rentáveis para investir na suposta riviera americana. O mais intrigante é a memória curta dos especuladores. Entre esse episódio da Flórida e o crack da Nasdaq, houve a crise de 1929 e o colapso de 1987 em Wall Street, apenas para citar dois exemplos.

Outro episódio da ganância do mercado ocorreu na bolsa eletrônica americana Nasdaq, em 14 de abril de 2000. A moda era tecnologia da informação, incubadoras e sites de vendas. Havia uma crença generalizada de que os lucros seriam ilimitados no admirável mundo novo da internet. Os chamados especialistas alegavam que os bons e velhos conceitos de contabilidade não mais se aplicavam ao novo ambiente. Os investidores acreditaram, porque queriam enriquecer. Tomaram empréstimos e tinham certeza de que aquela roda da fortuna seria eterna.

Não foi. Após o pico de 5.132 pontos do Índice Nasdaq em 10 de março de 2000, até os analistas de bancos começaram a divulgar relatórios cautelosos sobre a valorização excessiva das ações de tecnologia. Os espertos saíram primeiro, como sempre, a porta ficou estreita e, em 14 de abril do mesmo ano, a bolsa famosa por seu megadisplay em Times Square derreteu 9,7%, para 3.321 pontos. O índice encerrou dezembro em 2.251 pontos, menos da metade do seu pico. Foi mais uma lição do quão sangrento pode ser um dia de fúria no mercado financeiro.

Nos dias atuais sofremos com as consequências do estouro da bolha imobiliária americana já previsto desde 2005 pelo menos , e de que todos nós já conhecemos boa parte dos detalhes...

Agora surge a observação de analistas de mercado a respeito da possivel formação de outra bolha devida a corrida de grandes investidores e países para a aquisição de títulos do tesouro americano visando proteção do capital...SE esta bolha ocorrer e estourar teremos o fim do atual sistema  internacional de economia...

Cubriclas


zimermann

Grato pela atenção amigo Cubriclas....

A situação desta crise piora constantemente com o aparecimento de novos escândalos financeiros semanais pelo mundo . Já  temo que em breve a massa sem dinheiro possa começar a atear fogo nos Bancos aí pela Europa...
Como diz um amigo meu, religiso fervoroso, "alavacagem é pecado capital e agora poderá levar muitos  para o inferno".

Estas crises, nós sabemos como começam mas não sabemos quando e como terminam.
Abraços.
Zimermann