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BdP revê em alta crescimento da economia

Iniciado por notiCIas, Julho 17, 2006, 18:17

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A economia nacional deverá crescer, em termos reais, 1,2 por cento em 2006 e 1,5% em 2007. Estas são as novas e mais favoráveis previsões do Banco de Portugal (BdP), anunciadas esta segunda-feira.

A actividade económica deverá, assim, registar uma recuperação moderada ao longo deste e do próximo ano, depois do PIB ter aumentado 0,3% em 2005, refere o Boletim de Verão do BdP.

A actual projecção comporta uma revisão em alta das perspectivas de crescimento da economia portuguesa em 2006 e 2007 (mais 0,4 e mais 0,5 p.p., respectivamente), face à projecção publicada no Boletim Económico do Inverno de 2005. Em 2006, esta revisão reflecte, em parte, o facto do perfil de recuperação da actividade ao longo do ano de 2005 e no primeiro trimestre de 2006 ter sido mais acentuado do que o antevisto na projecção anterior, bem como a incorporação de nova informação do comércio internacional.

Ainda assim, a recuperação da actividade económica em 2006 e 2007 deverá continuar a ser fortemente condicionada por um conjunto de desequilíbrios que se acumularam ao longo dos últimos anos e que deverão limitar o crescimento da procura interna no futuro próximo.

O BdP fala em particular, no elevado nível de endividamento das famílias portuguesas, no actual contexto de subida das taxas de juro, que poderá determinar um aumento do peso do serviço da dívida nas despesas das famílias, condicionando o crescimento tanto do consumo privado como do investimento em habitação.

Por seu lado, o desequilíbrio orçamental e a consequente necessidade de contenção das despesas das Administrações Públicas implicará um baixo crescimento quer do consumo quer do investimento públicos.

Adicionalmente, e apesar de um ritmo elevado de crescimento dos principais mercados de destino das exportações portuguesas, dois fenómenos a nível internacional têm-se revelado particularmente penalizadores para a economia portuguesa: o aumento do preço do petróleo para níveis historicamente altos, atendendo ao elevado grau de dependência do petróleo por parte da economia portuguesa e a acrescida concorrência internacional em mercados em que as exportações portuguesas revelam uma forte especialização, decorrente da integração no comércio internacional de algumas economias de mercados emergentes.

Exportações mais favoráveis

Neste contexto, as actuais projecções contemplam a manutenção do processo de divergência real da economia portuguesa face à área do euro que se tem verificado desde 2002. Ao nível da composição do crescimento, a recuperação moderada da actividade económica projectada para 2006 e 2007 assenta essencialmente num comportamento mais favorável das exportações líquidas, na medida em que o contributo da procura interna se deverá manter em níveis próximos dos estimados para 2005.

O comportamento das exportações líquidas ao longo do horizonte de projecção é determinantemente marcado pela aceleração das exportações de bens e serviços face ao observado em 2005. À semelhança do verificado nos primeiros cinco meses de 2006, estas deverão retomar um crescimento mais em linha com a procura externa dirigida à economia portuguesa, após as significativas perdas de quota de mercado registadas em 2004 e 2005. A evolução das exportações contemplada na actual projecção está, no entanto, sujeita a um elevado nível de incerteza, acrescenta o banco central.


Agência Financeira
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