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Fed & BCE - Bancos Centrais e suas políticas!

Iniciado por Semitela, Agosto 31, 2007, 10:43

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Semitela


Boas,

O mercado parece convencido de que as taxas vão baixar nos Eua e começa-se a falar em 50 ou 75 pb já no dia 18 .
Acho que estão um pouco optimistas demais. ::)
A mim parece-me mais plausível um corte de 25pb ou mesmo uma manutenção para aguardar por mais dados .

O euro avançou de forma forte por acreditar no corte de 50pb e na subida do Bce .

Poderá haver surpresas e volatilidade acrescida no dia 18 pelas 19h15 (hora portuguesa).

Abraços


sabao

 Boa Noite,
Desde já os meus parabens ao administrador e todos os participantes deste magnifico forum.

Como todos nós sabemos, terça feira irá realizar-se a reunião do fed para debater e anunciar as medidas imediatar para esta crise. Uma das medidas penso que será a descida das taxas de juros ( 0.25 ou 0.5) . Seria util  (em especial para quem não é muito entendido nestas materias de bolsa, vulgo iniciantes como eu) que os "entendidos" da materia fizessem um comentario a estas alterações assim como quais serão as diferenças imediatas entre a descida de 025 ou 05 na taxa de juro

Muito obrigado

Pedro

Semitela

The Fed will have to cut rates
Published: September 16 2007 18:40 | Last updated: September 16 2007 18:40
Imagine a computer. Inside it a billion microprocessors run a mathematical system of awesome complexity. Numbers pulse on a hundred screens feeding you alarming but confusing information from the machine. The only controls are three buttons: marked 0bp, 25bp, and 50bp. You must guess the effects of each button and then press the one that will bring calm.

That is what Chairman Ben Bernanke and the governors of the Federal Reserve have to do when they meet on Tuesday to decide whether and by how much to cut US interest rates. Their choice will determine whether credit markets stabilise, whether the US housing downturn becomes a recession and whether inflation is rekindled. It will define Mr Bernanke's term at the Fed. This is a meeting that matters.

Since the Fed last met on August 7 there has been a sharp shock to the money markets. Banks and their offspring – the conduits that issue commercial paper to fund portfolios of longer-term assets – are having to pay more to borrow if they are able to borrow at all. There has also been poor data on the real economy, including a weak payrolls report, that increases the risk of a recession or serious US slowdown.

That is what the Fed has to respond to. Its choices are no change, a quarter of a percentage point cut to its 5.25 per cent policy rate, or a bigger cut of half a point.

There is an economic case for keeping rates steady. One month of bad employment data should not be a cause for panic and the housing slowdown is yet to have a dramatic effect on consumer spending. The risks to growth have increased but the Fed must also worry about inflation. A world with oil at record highs, Chinese inflation of 6.5 per cent and a falling dollar is not one where price stability is guaranteed.

The other reason to hold rates – in the face of a market confidently expecting a cut – would be to discourage future episodes of speculative financial excess. It would end any notion of a "Bernanke put".

Mr Bernanke and his colleagues, however, have not signalled a hard line. If they were to hold rates tomorrow the stock market would fall by hundreds of points in minutes, money market rates would spike higher and the shock to confidence could create a recession where none was in prospect. A precautionary rate cut is justified because of the increased risks to growth. That need not create moral hazard.

A quarter point cut would formalise what the Fed is already doing: its open market operations have kept the Fed Funds rate well below target in recent weeks. A 25bp cut is widely expected and would signal a calm and measured approach to the turmoil. It is probably the action best justified by the data on the real economy we have seen to date.

The danger in a quarter point cut is that it has been anticipated so well that it will have little effect. One and three-month interbank rates might not move, increasing the premium to overnight rates, and making the Fed look impotent. That would be another blow to confidence, but market fine tuning cannot be a responsibility of the Fed.

A 50bp cut, by contrast, would deliver a positive shock: the markets believe it possible but are not fully discounting it. It would signal aggressive, pre-emptive Fed action to prevent a recession and, by doing so, might mean that rates do not have to be cut so far later.

But a 50bp cut would come at the cost of inflation-fighting credibility. The message the market would take is that the Fed will always cut in a crisis and that it worries more about growth than inflation. Another audience would hear that message too: the army of foreign investors who own US bonds and finance its trade deficit. The Fed must keep one eye on the dollar.

The best option tomorrow is a 25bp cut. That given, the statement that accompanies it will be crucial.

In its statement the Fed should make only the most oblique of references to the credit markets. Any suggestion that it will cut rates until they stabilise is a hostage to fortune and a spur to moral hazard.

The Fed should say that it remains concerned about the risk of inflation and should justify any rate cut by reference to an increased risk of severe recession.

Most of all, the Fed should say that future rate decisions will depend on future data, not just on growth but on inflation. A strong bias toward further rate cuts would do most of the harm of a 50bp move without many of the benefits.

The economic machine is hard to read at the best of times, but the outcome of the present turmoil is especially hard to foresee. The Fed's policy should be to respond to data on and risks to the real economy in a coherent and predictable way. For Mr Bernanke to be remembered as a great central banker he will need to press the right button in this crisis.

o_steve

esta reunião da FED parece ser um "pau de 2 bicos" pois os mercados estão á espera de um corte nas taxas de juros para ver se animam, mas o petroleo também está deste corte nos juros para continuar a sua escalada, que também não é nada bom para a bolsa. O que irá acontecer se realmente existir um corte nos juros de 0,50 pts? agradecia comentários.bn.

_zzz_

é hoje... Vamos lá a ver como os mercados reagem

DUARTINI

http://strapon.pt    http://sersexy.net

Semitela


_zzz_

 Fed reduz juros em 50 pontos base para 4,75%
(18-09-2007 - 19:15)

A Reserva Federal dos EUA decidiu reduzir a sua taxa de juro de referência em 50 pontos base (pb) para 4,75%, dos anteriores 5,25%. Esta é primeira vez que a autoridade monetária da maior economia do mundo efectua um corte nos juros desde 2003 e é superior ao que o consenso do mercado estava à espera. A maioria dos economistas aguardava uma descida de apenas 25 pontos. 




nao tava à espera de um corte destes... Pelo menos as acçoes que acompanho no NASDAQ tão a subir e bem...

tupan

è a primeira vez que participo neste forum. Antes de mais desejo bons negócios para todos os forenses como desejo para mim. Nao tenho grandes conhecimentos bolsistas mas cá ando bem ou mal.

Qto ao senhor Bernanke não sei se foi bom esta descida se ele não devia de se ter ficado pelos 0,25 deu um sinal de desespero que o mercado se irá lem,brar da<qui a uns dias ou o mais tardar no começo do proóximo ano.

Os mercados agora vão entrar em euforia e pode ser que aqueles que estão perder como eu recuperem do tombo destas últimas semanas.

Só é pena que Portugal não eteja na mesm hora que os EUA

um abraço

_zzz_

um artigo interessante...

http://www.businessweek.com/investor/content/sep2007/pi20070918_127568.htm?chan=top+news_top+news+index_top+story


Só sei que na 2a feira nao comprei mais porque tava com receio da decisao, e pelos vistos fiz mal :(

Zuca

eu não sei até que ponto a descida de 0,50 é um sinal de desespero ou é antes um sinal de que o FED não tem problemas em mexer nas taxas de forma não ortodoxa, mas o mercado parece que gostou, e muitas analistas diziam que se descesse 0,50 o mercado não ia gostar.
mas vendo bem as coisas, se há problemas no crédito e a economia esta a arrefecer, o corte vai ajudar nesses dois sentidos, e eles melhor do que ninguém devem saber o que estão a fazer.
Zuca

Semitela


Boas,

E depois de 50 pb de corte , há quem já diga que vêm aí mais  :o Como se fosse bom sinal   :(

Mas pronto , o que conta são as expectativas , e o mercado gosta destes cortes  . Quem não deve gostar é a zona euro que está sob pressão nomeadamente o sector exportador que não tardará a mostrar esse facto .

Veremos o que acontece na próxima reunião .

Abraços

Semitela

Crise nos mercados de crédito 2007-09-28 16:32

Fed injecta 4,75 mil milhões de dólares no sistema financeiro

A Reserva Federal (Fed) norte-americana injectou hoje 4,75 mil milhões de dólares (3,33 mil milhões de euros) no sistema financeiro, através de uma operação de recompra com vencimento a três dias, revela o site 'Invertia'.

Tiago Figueiredo Silva

A entidade presidida por Ben Bernanke adianta que a operação, composta por títulos hipotecários e de agência, recebeu pedidos de 23,75 mil milhões de dólares (16,70 mil milhões de euros).

Com esta nova operação, a Fed já colocou à disposição do mercado um total de 409,45 mil milhões de dólares(287,90 mil milhões de Euros) desde o passado dia 9 de Agosto .


Bem já alguém ouviu o contrario : isto é, alturas em que se retira liquidez do mercado ? É que se se adiciona somente isto não tem lógica ( cria-se dinheiro a custa de quê ? de ar ?

Abraços

berrio

Citação de: Semitela em Setembro 30, 2007, 12:46
Bem já alguém ouviu o contrario : isto é, alturas em que se retira liquidez do mercado ? É que se se adiciona somente isto não tem lógica ( cria-se dinheiro a custa de quê ? de ar ?

Abraços

Bem tecnicamente é comum haver alturas em que os BCs retiram liquidez do mercado nas operações Repo. O dinheiro na prática cria-se à custa de inflação. Crias mais massa monetária por via da "impressora". Mas voltando aos bancos centrais, antigamente existiam BCs (inclusivé a FED) que para mexerem nas taxas de juro não mexiam na referência mas sim na liquidez: quando queriam baixar injectavam dinheiro, quando queriam subir retiravam liquidez aos bancos. (comentou-s inclusivé que as operações de injecção de liquidez em Agosto eram um corte de taxas encapotado... ;))

Abraços,
GDB
Abraços,
Guilherme Diaz-Bérrio
"Os economistas passam metade do tempo a fazer previsões. A outra metade passam-na a explicar por que se enganaram"
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