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Fed & BCE - Bancos Centrais e suas políticas!

Iniciado por Semitela, Agosto 31, 2007, 10:43

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Semitela

Zona Euro 2007-12-18 11:29
BCE injecta soma recorde de 348 mil milhões de euros no sistema financeiro europeu
O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje ter colocado a maior quantidade de dinheiro de sempre no sistema financeiro europeu, de modo a aliviar as dificuldades por que passam os mercados de crédito, o que levou as taxas Euribor a registarem a maior descida diária de sempre.

Pedro Duarte

Segundo anunciou hoje em Frankfurt o BCE, foram cedidos num leilão excepcional um total de 348,6 mil milhões de euros com maturidade de 14 dias, a uma taxa marginal de 4,21%.

A Federação Europeia de Bancos adiantou que esta decisão levou os valores que os bancos cobram a cada um por empréstimos a duas semanas a caírem no valor recorde de 50 pontos base para os 4,45%, contra a subida de 83 pontos base verificada nas duas últimas semanas.

Os especialistas notam que este recuo é o primeiro sinal de que as tentativas dos banqueiros centrais de recuperar o mercado de crédito estão a ter sucesso, constituíndo uma resposta ao facto das instituições financeiras terem já apresentado perdas superiores a 48,5 mil milhões de euros devido à crise no mercado hipotecário de alto risco dos EUA (denominado de 'subprime').

Segundo afirmou à agência Bloomberg um especialista em Londres, "estas tácticas de força têm como objectivo mostrar ao mercado que os bancos centrais estão seriamente empenhados em superar a crise".

Já hoje o Banco de Inglaterra efectuou a primeira de duas operações especiais, oferecendo 16 mil milhões de euros a três meses aos bancos britânicos, enquanto que ontem a Reserva Federal (Fed) dos EUA injectou 20 mil milhões de dólares a um mês no sistema financeiro norte-americano, naquele que é o primeiro de quatro leilões destinados a superar a crise de crédito.

A queda da Euribor deve ser apenas e só temporária já que a inflação não vai dar tréguas penso eu de que . :(

Abraços e bons negócios .

Citação de: goncalonr em Dezembro 18, 2007, 12:23
Caro Semitela,

Acho que é a 1ª vez que venho a um tópico seu. Parabéns... à semelhança de outros similares é oportuno e importante.


Obrigado e participe sempre que achar oportuno ;)

Semitela

Aviso do Banco Central Europeu 2007-12-20 00:05
Europeus devem preparar-se para o pior
Jean-Claude Trichet, presidente do BCE, foi ontem ao Parlamento Europeu e deixou a notícia: os piores efeitos da crise financeira podem concretizar-se em 2008.

Luís Reis Ribeiro

Jean-Claude Trichet, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), foi ontem ao Parlamento Europeu falar sobre taxas de juro e crise financeira. Primeiro disse o que já se esperava – que a inflação é um problema, que os salários não podem subir muito, especialmente na Alemanha. Mas a meio do discurso confessou ao que vinha: "Dadas as incertezas, o processo de ajustamento no sistema financeiro [nos próximos tempos] deverá ser um desafio, e temos de estar preparados para a materialização dos riscos a qualquer momento". Na terça-feira, a Comissão Europeia disse algo parecido, mas em tons mais carregados. Que os recentes desenvolvimentos nos mercados financeiros "vão penalizar o crescimento do próximo ano" e que quanto "mais profunda e demorada" for a crise, "maiores as perdas da economia real".

E a realidade está cada vez mais dura. Mais severa para os bancos, porque têm de redesenhar toda a sua actividade e pagar os excessos dos últimos anos, e ainda mais para os consumidores e empresas, sobretudo para os mais endividados e expostos à subida das taxas de juro, como é o caso dos portugueses.

É por isso que as perspectivas apontam para uma manutenção da taxas de juro na zona euro ao longo de 2008, havendo já quem fale da necessidade de reduzi-las. No próximo ano, "tornar-se-á mais óbvio que estamos perante uma crise de solvência" e não apenas uma crise de liquidez, observou Joachim Fels, co-economista-chefe da Morgan Stanley, citado pela Bloomberg. "O BCE será forçado a inverter a marcha, a baixar taxas em vez de as subir" porque vai estar mais preocupado em combater o impacto da crise de crédito do que as pressões inflacionistas, reparou Fels. George Magnus, consultor da UBS, disse à mesma agência que em 2008, e possivelmente em 2009, "o assunto será um crescimento muito ensopado e uma inflação em declínio".

A crise arrasta-se há mais de quatro meses, as estimativas dos prejuízos associados ao 'subprime' quintuplicaram face às contas iniciais (fala-se de quebras entre 250 a 500 mil milhões de dólares), a agência Standard & Poor's acusa os bancos de, até à data, apenas terem revelado 25% das perdas efectivas que podem ser directamente imputadas ao 'subprime'. Uma ronda pelos últimos relatórios dos bancos permite concluir que os prejuízos vão em 60 mil milhões de dólares, com UBS, Citigroup, Merrill Lynch e Morgan Stanley à cabeça.

A confusão está instalada nos mercados e parece haver apenas uma certeza: os bancos, europeus e não só, ainda não disseram toda a verdade sobre a contaminação dos seus activos à crise do 'subprime'. Esta falta de informação mina a confiança e a suportar taxas de juro bem mais altas do que o normal (em máximos de quase sete anos), apesar das perspectivas serem para o BCE manter juros em 2008 ou até cortar. Ou seja, os europeus, consumidores e empresas, já estão a pagar um preço mais alto pelo ajustamento em curso nos mercados financeiros e ainda a crise vai no adro, antevêem especialistas e grandes instituições internacionais.

Esta semana o BCE 'afogou' o mercado em dinheiro fresco e barato, gerando um verdadeiro tumulto. Ontem, a autoridade da moeda única voltou a intervir: realizou uma operação para secar a liquidez "excessiva" gerada pelas medidas de emergência dos últimos meses, fez mais um empréstimo aos bancos em que a procura acabou por ser das mais baixas de sempre, mas injectou a primeira tranche de dez mil milhões de dólares (relativa à operação concertada com outros bancos centrais) que apenas satisfez metade das necessidades declaradas pelos bancos comerciais. As taxas de juro Euribor desceram pelo segundo dia consecutivo, mas os analistas continuam convictos de que o problema de fundo permanece. E que a crise vai continuar a evoluir em ciclos 2008 a

Semitela

Zona Euro 2007-12-27 12:09

BCE absorve 145,6 mil milhões de euros à taxa de 4%

O Banco Central Europeu (BCE) retirou hoje 145,64 mil milhões de euros do sistema financeiro a uma taxa de juro fixa de 4%, através de uma operação de ajuste com vencimento a um dia.

Cristina Barreto

Segundo a Europa Press, a instituição presidida por Jean Claude Trichet, cuja intenção era a de retirar até 150 mil milhões de euros, adiantou que recebeu ofertas por parte de 49 bancos da zona euro.

O BCE explicou que "continua disposto a conduzir os níveis de liquidez até atingir condições mais equilibradas para alinhar as taxas de juro a curto prazo com o juro mínimo da oferta".
 


berrio

Que engraçado... Se fizerem as contas, não só o senhor Trichet já absorveu os 350 mil milhões que tinha injectado à duas semanas como ainda absorveu mais uns 70 mil milhões, mais ou menos milhar de milhão...
Abraços,
Guilherme Diaz-Bérrio
"Os economistas passam metade do tempo a fazer previsões. A outra metade passam-na a explicar por que se enganaram"
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Brokas

Pois...crise de liquidez...ou crise de confiança?.

cax

Citação de: Brokas em Dezembro 27, 2007, 16:38
Pois...crise de liquidez...ou crise de confiança?.

Realmente......

A primeira parece controlada ou pelo menos está  a fazer-se um esforço nesse sentido, agora a segunda........... vai demorar o seu tempo.

goncalonr

O que me parece é que as somas que o BCE está a retirar do mercado têm a ver com o prazo das mesmas: tudo o que op BCE está a absorver é valores de muito curto prazo. Neste momento, os bancos não têm problemas de liquidez para prazos até 1 mês - e julgo que isso se vê nas cotações da Euribor até esse prazo. Os bancos estão é alarmardos com o que se pode passar daqui a 3 meses, e esses empréstimos foram totalmente absorvidos na semana passada.

Julgo que estes movimentos têm mais a ver com maturidades dos empréstimos e necessidades dos bancos para os diferentes prazos.

Abraço a todos.

bluexip


[Excerpted from The Elliott Wave Theorist, December 2007; online now]


Is money tight or loose? Most people would laugh at this question and say that, with the Fed being so "accommodating," money is obviously loose. But that is not my view. The Fed has always followed the T-bill rate when setting its discount rate and Fed funds target. From its February 2007 high, the U.S. T-bill rate has fallen 2.33 percent, but the Fed has lowered rates only one percent. Aside from the lower rates in its new repo auction scheme, it is still charging more than a full point above the T-bill rate, which is more than it normally would charge for its loans. The reasons are instructive.

The first reason for the slow rate reduction is that professional and public opinion is angry at the Fed for having fostered, through its role as lender of last resort, the bubble of loose money that supported the real estate mania and its sour resolution. So the Fed has decided that it wants to appear conservative and responsible by lowering rates slowly, even though the market rate for T-bills calls for a faster reduction. In other words, the Fed is sensitive to criticism and is therefore subject to outside opinions. This is not the way monetary engineering is supposed to work, is it? The public's emotions and opinions are not supposed to affect its decisions. But they do. That's just one of the problems with monetarism.

The second reason for the slow rate reduction is that inflation has raged up to this point, so many among the Fed's governors, quite naturally, fear inflation. But past and future trends are two different things. Inflation has raged, but deflation is next. Yet it takes a historian, not an economist, to see it coming. The Fed, then, is reacting to the past. Today's announcement of the biggest monthly jump in the Consumer Price Index in over two years is the kind of news that fans inflation fears even after they are no longer valid. The CPI lags all other indicators of inflation. To make policy based on the CPI is to be behind the curve. Home prices are already falling, and if the U.S. dollar and precious metals have reversed trend, they will be leading indicators of the real problem: deflation. So the Fed is basing its conservatism on old news, keeping money tight and not realizing that it is doing so.

But hey, I'm all for it. Whatever hastens the debt implosion so we can get past it and—one would hope—rebuild a valid (i.e. free market) monetary system is welcome.

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cumprimentos,
bluexip
Ever wonder why fund managers can't beat the S&P 500? 'Cause they're sheep, and sheep get slaughtered.
- Gordon Gekko in Wall Street

Semitela

Zona Euro 2008-01-15 13:05

BCE cede 190,5 milhões de euros à taxa marginal de 4,16%

O Banco Central Europeu (BCE) anunciou hoje que cedeu 190,5 mil milhões de euros (280,05 mil milhões de dólares) à taxa de juro mínima, chamada marginal, de 4,16% no âmbito do leilão semanal para injectar liquidez no sistema financeiro da Zona Euro.

Mafalda Aguilar

Segundo um comunicado divulgado hoje pelo BCE, na operação participaram 281 bancos comerciais da Zona Euro, que pediram 242,1 mil milhões de euros (359,74 mil milhões de dólares)

As instituições de crédito tentaram ficar com o dinheiro a uma taxa de juro mínima de 4% e a um máximo de 4,26%. O BCE cedeu a liquidez a uma taxa de juro média de 4,21% e com um vencimento a sete dias.



Semitela

Riscos sobre a economia agravaram-se "de forma significativa", diz membro do BCE
(17-01-2008 - 10:19)


As perspectivas de evolução da economia da Zona Euro estão agora mais ensombradas, tendo os riscos que pesam sobre o crescimento sofrido um aumento "significativo", diz Klaus Liebscher, governador do banco central austríaco e membro do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu.

"Os riscos que rodeiam as perspectivas de crescimento aumentaram significativamente", escreve o governador hoje no diário austríaco "Oesterreich". Liebscher acrescenta que, ainda assim, espera que a Zona Euro tenha uma "expansão robusta" de cerca de 2%.

É a segundo dia consecutivo que membros do BCE vêm a público sublinhar o maior grau de incerteza que paira sobre a economia europeia, dando a entender que o cenário de uma descida das taxas de juro, fixadas em 4%, poderá estar a sair da gaveta dos governadores, apesar de a aceleração da taxa de inflação – que em Dezembro se manteve em 3,1%, o máximo de seis anos – recomendar precisamente o contrário, ou seja, um endurecimento das condições de crédito.

Ontem foi a vez de Yves Mersch, governador do banco central do Luxemburgo e um dos "falcões" em Frankfurt, frisar que o BCE tem de ser "cauteloso" na gestão da política monetária, depois de ter dado indicações de que as previsões de crescimento para a Zona Euro, actualmente cifradas em torno de 2%, poderão ter de voltar a ser revistas em baixa.

Nos últimos dias têm surgido sinais que indicam que a Europa poderá estar mais vulnerável do que se suponha ao impacto das perdas tremendamente avultadas ocorridas pelos grandes bancos mundiais em resultado do colapso no "subprime". O nível de confiança dos investidores alemães, actualizado nesta semana pelo instituto ZEW, caiu para mínimos de 15 anos.

Ao mesmo tempo, a probabilidade de os Estados Unidos entrarem em recessão, possivelmente prolongada e acompanhada de inflação, parece cada vez mais materializada. Dois dos maiores Estados norte-americanos, Califórnia e Florida, estarão já a sofrer uma contracção na actividade económica, segundo economistas hoje citados pelo "Financial Times". Se fosse uma economia autónoma, lembra o jornal, a Califórnia seria a 8ª potência mundial, com a Florida a integrar o Top-20.

Semitela

Intervenção perante a comissão de orçamento da Câmara dos Representantes

Reserva Federal propõe plano para evitar recessão económica dos EUA

17.01.2008 - 15h15 AFP

O presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ben Bernanke, defendeu hoje a implementação de um plano imediato e temporário face ao perigo de uma recessão no país e de derrapagem orçamental.

"Concordo que uma medida orçamental pode ser útil" em apoio à economia, defendeu Bernanke num discurso proferido perante a comissão de orçamento da Câmara dos Representantes.

Bernanke advertiu que a concepção e implementação desse plano de apoio à economia é "crucial", e que qualquer medida mal concebida pode ser "contraproducente". O responsável máximo da Reserva Federal adiantou ainda que as essas medidas não devem "comprometer a disciplina orçamental no longo prazo".


Jeab

Olá Semitela
Estou a ouvi-los em directo no canal Bloomberg e sinceramente ainda estou mais confuso c/ a conversa encapotada. Podes esclarecer ;D,(se soberes,claro).
vai ou não o FED baixar .50% no final do mês? Ou vão arranjar maneira de assumir/prolongar no tempo as dívidas do subprime?
Obrigado
Jeab
Não culpe o mercado pelas suas perdas

Semitela

Citação de: Jeab em Janeiro 17, 2008, 17:43
Olá Semitela
Estou a ouvi-los em directo no canal Bloomberg e sinceramente ainda estou mais confuso c/ a conversa encapotada. Podes esclarecer ;D,(se soberes,claro).
vai ou não o FED baixar .50% no final do mês? Ou vão arranjar maneira de assumir/prolongar no tempo as dívidas do subprime?
Obrigado
Jeab

Isso ninguem sabe  ;D

Mas 25pb já devem estar descontados pelo mercado . Por isso preparem-se caso a FED não corte mais - vem aí o Urso .

Abraços

DUARTINI

ñ sei sei. com as quedas q têm acontecido nos ultimos dias pode ser que já estejam descontados até os 50pb. Pode ser que desta vez seja ao contrário que da ultima. ñ creio, mas pode ser. É pq da ultima vez antes da FED ter baixo os juros o mercado comportava-se bull, depois passou a bear pq estava tdo a espera q possivelmente a FED baixava 50pb. Desta vez o mercado tem-se comportado bear antes do corte. Falta esperar pelos proximos dias para ver se continua bear ou ñ. Depois da baixa da taxa de juro pode ser q desta vez se passe tdo ao contrário do q da ultima vez. Estaremos tdos cá para ver.
http://strapon.pt    http://sersexy.net

bluexip


viva,

uma pequena provocação: who kares? :)

o mercado vai ter rally. a situação é no brainer. faça lá o que a FED fizer.

os mercados estão a fazer o movimento de queda todo de uma só vez...
há que manter os olhos na bola. tudo o resto é folclore.

daqui a um mês já se vai "duvidar" da crise novamente. as coisas vão parecer melhores. a conversa vai começar com o "rebound técnico" como de costume.

na minha modesta opinião estamos na oportunidade do ano do lado longo.

escolham as acções/activos com calma e vão abrindo as vossas posições sem pensar no que acontece ou deixa de acontecer com a FED.

já está "tudo" vendido e agora que estamos na zona de targets dos movimentos é que as volatilidades estão a subir e se tem duvida do que vai sair daqui...

não racionalizem demasiado...

cumprimentos,
bluexip

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