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BCP - (MBC.LS)

Iniciado por Pedro Miranda, Setembro 03, 2007, 06:06

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chaparro

Isto está é a preparar-se uma sexta feira negra sem pré-aviso.

Se os States passam para o vermelho vem tudo por aí abaixo. O BCP apesar de completamente esmifrado nas quedas só para cobrir a dívida do Berardo tem mais imparidades que o estado teve com o BPP (e o berardo só tem 6%).

Enfim é deixar falir e começar de novo.

jgm

A queda continua. Aí se os USA abrem hoje em red a coisa ainda caí hoje para 37 "Centimetros".

fisher

#1397
Caro Vicdom.
Não ligue ao que eu disse sobre o BCP porque já lá vão vários anos que não estudo o BCP.

Eu disse por palpite que estaria super valorizado porque convenci-me que o valor nominal das acçoes seria muito baixo, que andaria por volta de 0,25€ ou 0,20€. mas estive a ver melhor e julgo que ainda está a 1 Euro. Por isso esqueça o que eu disse.  

Mas recentemente vi uma noticia que dizia que o Bcp iria modificar o valor nominal para acções sem valor nominal. Bom eu não sei o que são acções sem valor nominal penso que seria impossivel , mas acho que é um sinal de que a empresa está com muitas dificuldades.

Mesmo assim não tenho grandes esperanças neste banco. Veja com o valor nominal de 1€ já só vale 0,40€ alguma coisa de muito mal irá contecer nos próximos anos certamente.

Por outro lado os Bancos devem de aldrabar muito as contas . Não se justica que apresentem todos os anos muitos milhões de lucro e agora fica-se a saber que estão tesos. Isto não faz sentido .



fisher

chaparro

Caríssimo Fisher,

Saiu no ano passado legislação que estabelece que os VN já eram. Dantes era impossível fazer um aumento de capital abixo do valor nominal desde a altura em que a legislação saiu, o Valor nominal acabou. Até contabilisticamente isto vem levantar questões que antes não se colocavam.

VN registava-se na 521
Prémio de emissão 54

E não era possível haver desconto. Agora já é. No fundo o Valor nominal das acções deixou de ter significado (até contabilisticamente). Aliás o Código das Sociedades Comerciais mantém-se adaptado à antiga realidade, ou seja, está completamente desfazado em relação à realidade actual.


chaparro

A coisa tá verdadeiramente negra. Não há resgate grego que salve o BCP. Começo a acreditar na visita aos 0,30. O que é algo de verdadeiramente extraordinário... e ilucidativo do que está para acontecer ao País.

vicdom

 O valor nominal não é mais do que o capital social a dividir pelo nº acçoes emitidas.

N sendo um expert na materia sempre digo que:
A emissão de acções sem valor nominal  é p não estar a fazer uma alteração previa do capital social de forma a poder emitir ao VN + Prémio.
Neste caso o BCP teria de fazer uma redução do capital social p menos de metade antes da operação de aumento de capital e no final da operação voltaria a aumentar o capital social p voltar ao mesmo VN.

Como a legislaçao permite emitir novas acções sem VN, evita-se todo este processo.

De qq forma o VN duma acção n tem qq relação com a sua cotação em bolsa, apenas serve um propósito juridico definido no CSC.



npl

Citação de: fisher em Junho 24, 2011, 15:38
Por outro lado os Bancos devem de aldrabar muito as contas . Não se justica que apresentem todos os anos muitos milhões de lucro e agora fica-se a saber que estão tesos. Isto não faz sentido .

O negócio bancário quando apresenta prejuízos fá-lo em grande.

Porquê?
Porque muito valor contabilísitco relativo a prejuízos resultantes da alteração do valor de mercado dos bens que foram dados como garantia ao banco pelos empréstimos, só são levados a balanço após se executar penhoras/vendas,
após reunidas certa condições.
Entre elas o banco preferir apresentar prejuízos num só ano e nos outros anos todos lucros, ainda que o prejuízo desse ano supere a soma dos lucros de todos os outros anos...

Exemplo elucidativo:

O BCP costuma ter por ano um valor de 300 milhões de euros de lucro.
Vamos supor que a carteira de crédito do BCP ronda os 100 mil milhões de euros.

Vamos dizer que 30 % dessa carteira está exposta a dívida soberana de países perifericos como Grécia, 15% nela mesmo.

Vamos assumir que a Grécia entra em default(incumprimento) e que todo(radical) o capital que lhe foi emprestado está perdido.

Então o BCP tem como prejuízo num único ano o equivalente a 50 anos de lucros...

Agora vamos dizer que o haircut do incumprimento(a reestreturação) reduz o valor das obrigações para 70% do que valiam anteriormente.

Então nesse caso o prejuízo do BCP corresponde a 15 anos de lucros.

Agora vamos considerar as outras exposições que o BCP tem às economias periféricas e respectivas imparidades/prejuízos a que está exposto devido à venda dos bens por valores de mercado abaixo daqueles que tinham sido inicialmente registados no balanço, antes da crise e da desvalorização das casas e dos bens dados como garantia em geral.

Assim se fica com uma noção do risco que esta envolvido com a banca e consequentemente da existência de falências de bancos como o Lehman brothers.
Napoleon: «L'art d'être tantôt très audacieux et tantôt très prudent est l'art de réussir.»

chaparro

Para o BCP o pior já passou. Há garantia de empréstimo à grécia e isso vai começar a valer em termos de cotação.

A haver um default grego não era um problema para o BCP. Era um problema para todas as empresas da Europa (bancos ou não bancos). Não percebi ainda como é que só o BCP está a pagar a fava (muito mais cara que os outros bancos).

A bonança regressa um dia destes... que os gregos já sabem que ou vem a massa (parte II) ou nem salários tem daqui para a frente.

chaparro

EU exec approves Greek bank state-aid extension

27/06/2011

BRUSSELS, June 27 (Reuters) - The European Commission said on Monday it had approved a six-month extension of a recapitalisation scheme for Greek credit institutions, as well as other bank support schemes in Greece.

"The European Commission has authorised under European state-aid rules a six-month extension, until December 31, 2011, of a scheme for the recapitalisation of credit institutions in Greece by the Hellenic Financial Stability Fund," the Commission said in a statement.

It added that it had also extended till the end of the year other Greek bank support, including a guarantee scheme and a bond-loan scheme.


npl

Citação de: chaparro em Junho 27, 2011, 12:08
A haver um default grego não era um problema para o BCP. Era um problema para todas as empresas da Europa (bancos ou não bancos).
Para mim desde o Verão passado que é um dado adquirirdo a Grécia não conseguir comprir as suas obrigações.

Citação de: chaparro em Junho 27, 2011, 12:08
Não percebi ainda como é que só o BCP está a pagar a fava (muito mais cara que os outros bancos).

O BCP tem (uma posição) um banco na Grécia.
Além disso lembro-me há mais de meio ano de me terem dito que o BCP comprou uma série de obrigações gregas a 11%.
Como da última vez que li, a taxa de juro grega já ía nos 16%, isso significa que se o BCP ainda detém as obrigações estas levam já uma desvalorização duns 5%...
Napoleon: «L'art d'être tantôt très audacieux et tantôt très prudent est l'art de réussir.»

jgm

BCP a caminho dos 30 cent e seguir os 25 cent. Depois pára a queda.

bancario

Muito bem...A Maya em acção.
Compra a descoberto e ganha dinheiro, simples, facil e barato.
Não consigo entender  como há individuos que  não sabendo (como é o meu caso) perdem tempo a escrever quando deviam era aprender com quem sabe, i.e, ler o que escreve quem sabe. ???

chaparro

Citação de: npl em Junho 26, 2011, 15:46
Citação de: fisher em Junho 24, 2011, 15:38
Por outro lado os Bancos devem de aldrabar muito as contas . Não se justica que apresentem todos os anos muitos milhões de lucro e agora fica-se a saber que estão tesos. Isto não faz sentido .

O negócio bancário quando apresenta prejuízos fá-lo em grande.


A Banca já utiliza desde a entrada em vigor do Sistema de Normalização Contabilística o Justo Valor (JV) nos seus activos financeiros (quer de curto prazo quer de longo prazo (desde que tenha a ver com participações em mercado regulado).


As ''maroscas'' com off-shores em bancos como o BCP ou com participações ''estranhas'' aos mercados é cada vez mais difícil. Até os off-shores tem que informar as autoridades Fiscais e Banco de Portugal, portanto jogadas do estilo BPN a comprar uma empresa na conchichina e derreter milhões de euros numa só transacção estão proibidas no sistema regulado.


Quanto a isso acho que estamos conversados. Quanto ao reconhecimento de perdas por redução de justo valor ou de imparidades elas acontecem de 3 em 3 meses quando há apresentação de contas e possíveis maroscas são auditadas e como há responsabilidade (criminal se for caso disso, cível e a nível da OROC) dos auditores eles de certeza não vão meter as mãos no lume pela Banca.


O problema é grave e é de tesouraria... as Imparidades vem da dívida dos clientes e é isso que está a estrangular a banca. E ainda não temos o problema com as hipotecas das casas com a dimensão que Grécia, Irlanda e Espanha tiveram...

chaparro

Parece que houve meia dúzia de malucos que levaram quase 5.000.000 acções no fecho a preço de saldo...

Não me digam que é o smart money. Esses gajos não pá que eu vendi a perderi... tou quilhado. E agora como é que pago a renda prá semana??

npl

Citação de: chaparro em Junho 27, 2011, 23:57
A Banca já utiliza desde a entrada em vigor do Sistema de Normalização Contabilística o Justo Valor (JV) nos seus activos financeiros (quer de curto prazo quer de longo prazo (desde que tenha a ver com participações em mercado regulado).

Isso não invalida aquilo que referi.
O justo valor dos bens vai reduzir-se... pela simples razão da economia portuguesa estar a com cada vez ficar menos massa monetária em circulação.

Logo se os bens "se mantêm"(a degradação/quantidade dos imóveis vai-se dar a um ritmo muito mais baixo que a diminuição da massa monetária) os preços têm que baixar.

Citação de: chaparro em Junho 27, 2011, 23:57
As ''maroscas'' com off-shores em bancos como o BCP ou com participações ''estranhas'' aos mercados é cada vez mais difícil. Até os off-shores tem que informar as autoridades Fiscais e Banco de Portugal, portanto jogadas do estilo BPN a comprar uma empresa na conchichina e derreter milhões de euros numa só transacção estão proibidas no sistema regulado.

Quanto a isso acho que estamos conversados. Quanto ao reconhecimento de perdas por redução de justo valor ou de imparidades elas acontecem de 3 em 3 meses quando há apresentação de contas e possíveis maroscas são auditadas e como há responsabilidade (criminal se for caso disso, cível e a nível da OROC) dos auditores eles de certeza não vão meter as mãos no lume pela Banca.


Caro Chaparro, tem assim tanta confiança nas autoridades de supervisão? Em Portugal?
Que aconteceu ao Constâncio quando a sua obrigação fôra refrear o consumo desenfreado assente em crédito e fiscalizar as práticas bancárias que fomentavam esse consumo?
Foi promovido para Bruxelas...

Além disso não se pode dar justo valor àquilo que ainda vai sofrer a respectiva correcção...


Citação de: chaparro em Junho 27, 2011, 23:57
O problema é grave e é de tesouraria... as Imparidades vem da dívida dos clientes e é isso que está a estrangular a banca. E ainda não temos o problema com as hipotecas das casas com a dimensão que Grécia, Irlanda e Espanha tiveram...


Pois como eu disse, a correcção do justo valor ainda está para vir quando os bens dados como garantia dos empréstimos começarem a ser vendidos "ao desbarato" em haste pública (pela banca).

Se o produto nacional não sobe não há bens(produto) que sustentem o valor dos imóveis/bens que serviram de garantia aos empréstimos.
Mesmo que os europeus do norte os comprem e se tornem donos de Portugal a este facto terá sempre que estar associada uma redução de justo valor para os incentivar a tais compras.
Napoleon: «L'art d'être tantôt très audacieux et tantôt très prudent est l'art de réussir.»