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BCP - (MBC.LS)

Iniciado por Pedro Miranda, Setembro 03, 2007, 06:06

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tiagodandre

BCP...a mostrar que quer dar continuidade ao movimento do final da última sessão...

E quando falo em BCP...serve também para o seu apêndice (TDU)!....

Reacção ao toque nos 1,70€...valor a considerar agora como referência, para eventuais novos testes aos mínimos...

cump.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Aumento de capital de mil milhões elevará rácio de capital do BCP para 6,4%

A Espírito Santo Research estima que um aumento de capital de mil milhões de euros, do Banco Comercial Português (BCP) poderá elevar o rácio de capital do maior banco privado nacional para os 6,4%, um nível superior ao definido pela instituição para o final de 2008.

"Pensamos que o ?Core Tier 1? poderá estar, actualmente, nos 4,8% (contra os 5,2% verificados no final do terceiro trimestre, que o último número oficial)", afirmam os analistas Tiago Bossa Dionísio e Carlos Cobo. O rácio de capital do BCP está num nível que o mercado considera alarmante e que poderá obrigar o banco a financiar-se, através de um aumento de capital.

O BCP, em comunicado enviado à CMVM, esta manhã, afirma que "conforme comunicações efectuadas no dia 1 de Fevereiro e no dia 18 de Janeiro do corrente ano, não foi tomada qualquer decisão" relativamente à realização de um aumento de capital, tal como avança a edição de hoje do "Diário Económico" e que têm vindo a ser ponderados diferentes cenários de suporte ao desenvolvimento da actividade futura".

A publicação económica afirma que o BCP está a preparar um aumento de capital de até mil milhões de euros, numa operação que deverá ser anunciada ainda esta semana. Para os analistas da ES Research, "assumindo um desconto de 10% face ao preço de fecho de ontem, um aumento de capital de mil milhões representaria cerca de 18% do valor de mercado do BCP"

"Segundo as nossas estimativas", este aumento de capital colocará "o ?core Tier 1? em 6,4%" e diluirá em "11% os lucros por acção de 2008 (estamos a assumir um retorno de 4% do aumento de capital)", salientam os analistas da ESR, Tiago Bossa Dionísio e Carlos Cobo.

Para o banco de investimento, este aumento de capital é "a grande razão para a forte pressão vendedora dos títulos do BCP", este ano. As acções do banco já perderam mais de 39%, em 2008, e têm atingido mínimos de mais de quatro anos. Hoje, os títulos do BCP [bcp] já estiveram a perder quase 4%, mas seguem agora a subir 0,28% para 1,775 euros.

2008/02/13 - 10:04
Fonte: Canal de Negócios
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

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tiagodandre

E quem é que já começou a "trabalhar"?....  :D

Joe Berardo
"Gostava de comprar mais acções, mas tenho limitações"

Joe Berardo, um dos maiores investidores privados da bolsa portuguesa e accionista de referência do BCP, não está assustado com a possibilidade da instituição vir a recorrer a um aumento de capital para melhorar a situação financeira.

"Se for necessário temos que fazer um aumento de capital", disse o investidor ao Jornal de Negócios. Berardo escusou-se a dizer se defende esta solução, mas acredita que se essa for a decisão da administação "todos temos a beneficiar com isso". Para já, o importante "é fechar as contas de 2007", disse o investidor. No entanto, "espero que a administração clarifique esta questão" quando apresentar os resultados no dia 19 de Fevereiro.

Joe Berardo afirmou ainda que "gostava de comprar mais acções, mas tenho limitações".

Publicado 13 Fevereiro 2008 0:09
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Complic8

Quando todos esperavam que o BCP caísse com a noticia do aumento de capital... dispara para cima!!!??
A nossa bolsa tem destas coisas... ainda é mais díficil de perceber que as mulheres!  :P

Mas, se analisarmos bem as coisas, O BCP já bem corrigindo há algum tempo o hipotético aumento de capital... e esta notícia foi assimilada como início de uma nova era de crescimento e estabilidade... será para manter???

O Sr. Berardo continua a surpreender tudo e todos... está a perder muito dinheiro com o BCP... a pagar juros do empréstimo (digo eu  ;)) e ainda diz que gostava de comprar mais...?

Mas para já penso que ainda será cedo para tirar conclusões sobre esta subida... será para manter? Ou amanhã volta a cair?

Abraço e bons negócios!
"Show me the money"

Pedro Miranda

Citação de: Complic8 em Fevereiro 13, 2008, 13:16
Quando todos esperavam que o BCP caísse com a noticia do aumento de capital... dispara para cima!!!??
A nossa bolsa tem destas coisas... ainda é mais díficil de perceber que as mulheres!  :P

Viva Complic8,

Não penso que seja dificil de perceber, é completamente corrente que isso aconteça, da mesma forma que uma empresa sobe bastante antes de sairem resultados, e depois desce depois de apresentar bons resultados... Se não fosse assim, bastava ler noticias para se ganhar dinheiro na bolsa.

Especificamente sobre o BCP até mencionei ontem o seguinte:
Citação de: Pedro Miranda em Fevereiro 13, 2008, 01:00
Voltando ao caso do BCP, penso que o mercado está claramente já a descontar um aumento de capital, pelo que novidades sobre assunto poderão ser razão de especulação, eventualmente um anuncio de que vão de facto aumentar o capital poderá até significar o fundo na cotação (a velha teoria de comprar as más noticias e vender as boas noticias, dado que já estão descontadas pelo mercado)

abraço,
Pedro Miranda
www.clubeinvest.com

tiagodandre

KBW baixa "target" do BCP e considera que as acções "não são atractivas"

A Keefe, Bruyette & Woods (KBW) baixou a avaliação das acções do Banco Comercial Português (BCP) para 2,10 euros, mantendo a recomendação de "underperform", depois de ter revisto as suas estimativas para o maior banco privado nacional. Para a casa de investimento, apesar da forte queda este ano, as acções do BCP continuam a "não ser atractivas".

"Ajustámos os nossos números em Janeiro. Agora, reduzimos em mais 5% as nossas estimativas para os resultados do banco em 2007, deixando inalteradas as previsões para 2008 e 2009", afirma o analista Antonio Ramirez numa nota de "research" de ontem, em que a KBW apresentou a sua antevisão para as contas que o BCP vai apresentar na próxima terça-feira.

"Estimamos que os ganhos de 258 milhões, antes de impostos, sejam anulados por uma série de itens negativos", como as "reformas dos anteriores membros do conselho de administração, a parcial imparidade da posição no BPI, custos adicionais relaccionados com a OPA sobre o BPI e um aumento nas provisões da nova gestão, para limpar os problemas passados".

A KBW prevê que o BCP anuncie lucros de 558 milhões de euros, referentes ao total do ano, sendo que no trimestre, o banco liderado por Santos Ferreira deverá anunciar resultados líquidos de 155 milhões e "um fraco rácio de capital de 4,9%, com risco de queda para 4,6%".

A debilidade nos rácios do BCP tem levado o mercado a especular acerca da necessidade do banco recorrer a um aumento de capital. Esta perspectiva tem penalizado a cotação do banco em bolsa. As acções do BCP [bcp] acumulam uma quebra de 35% em 2008 e estão a negociar em mínimos mais de quatro anos.

"Apesar da queda acentuada, as acções continuam a não estar atractivas", afirma a KBW, acrescentando que o BCP "está a negociar a 9,.4 vezes e 7,7 vezes os lucros estimados para 2008 e 2009, respectivamente, um prémio face aos pares locais e de 7,9 vezes e 6,9 vezes face aos bancos europeus".
 
2008/02/13 - 12:15
Fonte: Canal de Negócios
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

tiagodandre

Aumento de capital no BCP 2008-02-14 00:05
BCP estuda sair da Grécia, EUA e Turquia


A cinco dias de serem conhecidos os resultados do BCP, ganha força a hipótese de o banco vender parte das operações que tem no estrangeiro. O objectivo é dar um novo rumo ao crescimento e encontrar meios para o financiar. O aumento de capital é outra medida que vai mesmo avançar.

Sílvia de Oliveira e Tiago Freire

Não existem dúvidas sobre o reforço dos capitais até mil milhões de euros. O dilema do BCP está agora, a poucos dias da divulgação dos resultados de 2007 – terça-feira –, entre vender ou não os bancos que controla na Grécia, Turquia e Estados Unidos. Se sim, o encaixe obtido com a venda destas operações poderá fazer com que o banco opte por avançar com um aumento de capital mais pequeno. "Neste momento, estão a ser ponderados vários cenários, entre os quais o da alienação de activos. É por isso que ainda não está decidido o montante do aumento de capital", disse uma fonte contactada.

Ao que o Diário Económico apurou, a dúvida está agora em aceitar ou não uma proposta de compra feita por um dos maiores bancos gregos ainda antes de Santos Ferreira assumir a presidência do BCP. Segundo uma das fontes contactadas, a oferta para o bloco dos negócios na Grécia, na Turquia e nos Estados Unidos mantém-se em cima da mesa. E o valor da operação poderá rondar os 800 milhões de euros. Esta proposta poderá ser a via escolhida para um reforço imediato da solidez financeira do BCP. E neste caso, o aumento de capital poderia ficar-se pela metade do inicialmente previsto, ou seja, 500 milhões de euros. Na opinião de um analista que acompanha a banca nacional, o negócio grego do BCP está avaliado entre 500 e 600 milhões de euros, enquanto a Turquia pesará cerca de 200 milhões de euros. Já as actividades nos EUA - pouco significativas e ligadas sobretudo ao apoio comercial à comunidade portuguesa - tem um valor mais residual.

A vantagem para o BCP da venda destes activos seria a de exigir um esforço menor aos accionistas, num momento de grande turbulência dos mercados financeiros. A necessidade de fortalecimento dos rácios de capital é um dado adquirido e assumido pelo próprio banco. Ontem mesmo, na sequência da notícia do Diário Económico, o BCP prestou esclarecimentos ao mercado: "O conselho de administração executivo informa que no âmbito da revisão em curso do projecto estratégico Millennium 2010, têm vindo a ser ponderados diferentes cenários de suporte ao desenvolvimento da actividade futura do banco, nomeadamente no que toca ao reforço dos capitais próprios", refere o comunicado.

Esta necessidade já tinha sido detectada por vários analistas. Uma expectativa que se tem reflectido na forte queda das cotações do BCP na bolsa. A desvalorização dos títulos resulta também da incerteza sobre os montantes que podem vir a estar envolvidos, da incerteza e do facto de se antecipar uma redução acima do esperado dos resultados do BCP relativos a 2007.

Segundo uma das fontes contactadas pelo Diário Económico, os números de Filipe Pinhal, ainda preliminares, apontavam para um lucro de aproximadamente 600 milhões de euros. Agora, depois do exame da equipa de Santos Ferreira, os resultados líquidos a anunciar na próxima terça-feira poderão ficar aquém dos 500 milhões de euros. "A nova administração entendeu reforçar bastante o nível de provisionamento", sublinhou uma fonte. Para além do problema das 'off-shores', que está a ser investigado pelas autoridades de supervisão e pelo DIAP, a crise financeira exige uma maior prudência e de liquidez.

Assim, a venda de activos, conjugada com um aumento de capital mais limitado, daria ao BCP um maior conforto nos rácios e garantiria o necessário músculo financeiro para atacar, de forma mais decidida, a expansão internacional do grupo. Isto, num momento em que se avolumam as perdas relativas à participação no BPI. A primeira e única versão oficial do programa Millennium 2010, previa a abertura de 70 novos balcões na Grécia até 2010, e a conquista de 120 mil novos clientes, para um total de 385 mil. Já a Turquia nem sequer surge segmentada nesse plano, mais um sinal de que não faz parte do eixo central da estratégia do grupo. Neste país, o antigo BankEuropa centra-se sobretudo no serviço a clientes do segmento afluente, nas quatro maiores cidades turcas.

A descida dos dividendos a pagar aos accionistas é outro cenário, embora só por si não chegue para o fortalecimento de que o BCP precisa. Acresce que seria uma medida impopular junto dos accionistas e traduzir-se-ia na primeira quebra de uma "promessa" feita no último Dia do Investidor, em que o banco se comprometeu a aumentar o dividendo por acção e não baixar o rácio 'payout' dos 40% dos resultados líquidos.


As três opções em análise pela equipa de Santos Ferreira

1 - Não vender negócios e aumentar capital
É o plano mais simples mas aquele que levaria a um maior esforço dos accionistas. Em cima da mesa está, nesta via, um aumento de capital de perto de mil milhões de euros, reservado a accionistas e com desconto face aos preços de mercado. Está ainda em aberto o recurso, como já sucedeu, à venda de obrigações convertíveis em acções. Nesta via, pede-se um esforço acrescido aos accionistas mas não se toca na estrutura – nomeadamente geográfica – da actividade do grupo, permitindo gerar mais ganhos no médio prazo. Um aumento de capital de mil milhões de euros daria ao BCP conforto para um período razoavelmente alargado. Os rácios de capital ficariam acima do exigível e haveria meios para provisionar os riscos da crise e suportar o crescimento internacional da rede de balcões.

2 - Vender negócios e alienar menos capital
É uma solução de compromisso, que está a ser equacionada. Permitiria mitigar o esforço adicional pedido aos accionistas, muitos deles com significativas perdas acumuladas. As actividades na Grécia são aquelas com maior possibilidade de virem a ser alienadas. O BCP recebeu uma proposta para a venda da Grécia, mas num pacote que incluiria também a Turquia e os EUA. Naturalmente podem surgir outras vias, como a venda, em separado, de todos ou alguns destes mercados. Este negócio levaria o BCP a concentrar-se em mercados menos maduros – como a Polónia e sobretudo a Roménia – e encaixar montantes que poderiam ser utilizados, pelo menos parcialmente, nestas operações. Neste cenário, o aumento de capital poderia ser de metade do inicialmente estimado, ou seja, de 500 milhões de euros.

3 - Vender participações e cortar dividendos
Um cenário mais extremo, mas que não exigiria mais dinheiro aos accionistas, passa por vender participações – nomeadamente no BPI – e colocar um travão a fundo na distribuição de dividendos aos accionistas. A participação no BPI, de perto de 10%, fazia sentido num cenário de fusão, que aparentemente está afastado. No entanto, a forte queda das acções do banco liderado por Fernando Ulrich, nos últimos meses, não torna esta venda uma operação atractiva neste momento.
O corte de dividendos seria também uma medida claramente impopular, mas eventualmente mais fácil de aceitar pelos accionistas, sobretudo se fosse uma solução de curto prazo. De qualquer forma, mesmo este plano mais conservador poderá não ser suficiente para as necessidades do banco, sendo o mais improvável.

"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

aleixon

#292
Aumento de capital + venda de activos (ainda por cima das vacas leiteiras!)!

Lindas contas que devem estar por aí a aparecer... Que linda estratégia....

Um banco que passa de comprador (OPA BPI) a vendedor!

Numa única frase: perderam o Norte.

BN

fig

Eles que vendam as 56 milhões de acções da ADSX que compraram com preço médio de 4 e 5$ ;D
Já agora só para dizer que a ADSX desapereceu do mapa ;D chama-se a isto gestores de topo que ganham fortunas mas não sabem mesmo o que fazem ....entraram na euforia e foi o que se viu
Por isso mais uma vez fica provado não é quem gere muitos milhões que sabe o que faz .....pois vão para lá só porque tem a porcaria de uma licenciatura e mestrado (que muitos não podem tirar)  e uma cunha
Abraço.
fig


O triunfo não se mede pelo estatuto que se atingiu na vida, mas pelos obstáculos ultrapassados no caminho.

anonimo111

O BCP usou uma sociedade imobiliária controlada pelo próprio banco para esconder as perdas decorrentes da utilização irregular de sociedades "off-shores" para financiar a compra de acções próprias. Prejuízos que terão superado os 200 milhões de euros e que ainda não foram totalmente reconhecidos nas contas da instituição agora liderada por Carlos Santos Ferreira.

Ao que o Jornal de Negócios apurou, a Comercial Imobiliária, criada no final dos anos 80 e através da qual o BCP está a participar no projecto de reconstrução da Baía de Luanda, adquiriu os títulos do banco que eram detidos pelas "off-shores", por forma a permitir a liquidação daqueles veículos. Esta transacção gerou perdas que terão superado os 200 milhões de euros, que terão sido disfarçadas através da reavaliação do projecto imobiliário em curso na capital angolana.

Terá sido na sequência destas operações que a Comercial Imobiliária procedeu, no primeiro semestre de 2007, a um aumento de capital de 207,7 milhões de euros. Um reforço "realizado por entradas em espécie [feitas] por actuais e novos accionistas", refere o anúncio publicado pela sociedade imobiliária no Portal do Ministério da Justiça.

Ao que o Jornal de Negócios apurou, o reforço de capital terá sido concretizado através da conversão de dívida anteriormente emitida pela sociedade em capital. Numa fase anterior, a Comercial Imobiliária tinha emitido papel comercial (dívida de curto prazo). Os subscritores destes títulos de dívida tê-los-ão devolvido à sociedade recebendo em troca as novas acções emitidas no aumento de capital.

mauper

Este é um facto já conhecido e descontado. É puro alarmista e de iniciado esta opinião.

anonimo111

Diz o JN que os prejuizos ainda nao foram totalmente reconhecidos nas contas do Banco, entao é puro alarmismo?
Bem que porderiam já estar descontados mas muito ainda esta para surgir, pelo que parece....

anonimo111

BCP esconde perdas de 'off-shores' em sociedade imobiliária
O BCP ainda não "limpou" do seu universo todas as perdas associadas à compra de acções próprias por parte de 'off-shores' controladas pelo próprio banco. Ao que se apurou, as participações detidas pelas várias 'off-shore' foram concentradas numa só, que acabou por ser adquirida pela Comercial Imobiliária, detida também pelo próprio BCP.



Esta empresa, que tem como principal projecto o financiamento da requalificação da Baía de Luanda, em Angola, acabou por ter de assumir as perdas associadas à operação, na sequência da desvalorização das acções. Desta forma, essas perdas ficaram dentro do próprio banco, sendo que o BCP acabou por ter de efectuar um reforço do capital da Comercial Imobiliária para fazer face a essa situação.

tiagodandre

DJ MARKET TALK: JP Morgan Reduz Preço Alvo BCP p/ EUR1,80

1205 TMG [DJ Bolsa] A JP Morgan reduziu o preço alvo do Millennium BCP (BCP.LB) para EUR1,80 face a EUR2,85 dado aumento da volatilidade em curso. Um analisa da JP Morgan cita a antecipação antes da apresentação de resultados de 07, na próxima semana, e a possibilidade de um aumento de capital para melhorar os rácios de solvabilidade. "Mas o risco de queda absoluto poderá ser limitado", dizem. Mantém recomendação 'underweight'. Acções +4,9% para EUR1,94.

Produzido para a Dow Jones Newswires pela Webtexto (+351 21 319 18 78)

(END) Dow Jones Newswires

February 14, 2008 07:19 ET (12:19 GMT)



Revêem estimativas em baixa
Analistas apontam para uma quebra de 30% nos lucros do BCP

2008/02/14   19:49

Programa Millennium 2010 traçado por Paulo Teixeira Pinto pode ser anulado
O resultado líquido do BCP deverá ter caído, pelo menos, 30 por cento no ano passado, face a 2006
, penalizado por custos e provisões não recorrentes cujo montante pode ainda fazer deslizar mais o lucro, estimam os analistas contactados pela «Lusa».

A queda de 30%, para 555,3 milhões de euros de lucro, contra 780 milhões no exercício de 2006, é a média das estimativas dos cinco analistas, alguns dos quais procederam, recentemente, a revisões em baixa das estimativas feitas há um mês.

Os valores estimados situam-se entre os 514 milhões de euros, do Banesto, que há menos de um mês apontava para 571 milhões, e os 574 milhões de euros do Banif, o que significa, a confirmarem-se, que o BCP terá um resultado inferior ao do BES.

Isto, depois de alguns bancos terem revisto em baixa as estimativas feitas em meados de Janeiro e outros admitirem que podem estar a ser «optimistas».

«Admitimos que possa haver uma revisão em baixa das nossas estimativas», refere a JP Morgan na sua análise sobre o BCP.

[b]«Existe um risco significativo de os resultados saírem abaixo do consenso», diz, por seu turno, o analista de banca da KBW, enquanto o Banif Investimento «não exclui» essa possibilidade[/b].



Programa Millennium 2010 em causa

Estes números põem também definitivamente em causa os objectivos do plano do plano traçado até 2010, ainda pela administração presidida por Paulo Teixeira Pinto.

«Não acreditamos que o BCP consiga atingir as metas do plano de negócio, que era de obter em 2010 um lucro superior em 70% ao conseguido em 2006», afirma KBW.

«Só com a divulgação de resultados se saberá qual o valor total das provisões que a nova administração entendeu fazer», com o reflexo no resultado líquido, sublinhou um outro analista.

A incerteza do nível de provisões, que traduzirá a «prudência» da nova equipa de gestão, liderada por Carlos Santos Ferreira, face a «eventuais surpresas», é aliás referida também pelos analistas como determinante para saber se o banco vai precisar de um aumento de capital e em que montante.

Os analistas recordam, ainda, que «os resultados estão distorcidos pela inclusão, no quarto trimestre, das mais-valias com as vendas de EDP e Banco Sabadell», mas nem estas nem o lucro acima do previsto nas operações internacionais «salvam» o resultado líquido consolidado do BCP.

Mais-valias de vendas anuladas

As mais-valias com as vendas da participação no Sabadell (2%) e uma parte (1,6%) da participação na EDP-calculadas pelos analistas entre 254 e 290 milhões de euros-são anuladas por custos com reformas e outros relacionados com as saídas dos membros da anterior administração (9) e ainda o antigo presidente e fundador, Jorge Jardim Gonçalves:o :-X

«O valor (destes custos) é aproximadamente equivalente», como refere o analista do Banesto.

A surpresa, pela positiva, veio das operações nos mercados externos, cujos lucros deverão superar as estimativas dos analistas (121 milhões de euros) aproximando-se dos 150 milhões de euros.

O Millenium bank da Polónia já comunicou ao mercado que obteve 88,5 milhões de euros de lucro e o Millennium bank da Grécia 15,6 milhões de euros, e Moçambique deverá ultrapassar os 35 milhões de lucro obtidos em 2006, superando, mesmo, os 40 milhões de euros.

O BCP divulga os resultados no próximo dia 19 de Fevereiro, depois da nova administração, que só tomou posse a meio de Janeiro, ter adiado a sua apresentação, já que estavam previstos para 22 de Janeiro.
"Aprenda com os erros alheios. Não viverá o bastante para cometer todos os erros." (Martin Vanbee)

"Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros." (Benjamin Franklin)

Pedro Miranda

Update:

Conforme esperado, o BCP iniciou um rebound exactamente depois de confirmar ao mercado o seu aumento de capital:
Citação de: Pedro Miranda em Fevereiro 13, 2008, 01:37
Aguardo um rebound técnico a qualquer momento, especialmente se sairem noticias a confirmar muitos dos dados negativos que estão a ser descontados, um rebound técnico num gráfico desta tipologia poderá até ser um movimento considerável,tendo por exemplo em conta a localização das referências de upside, mas nunca esquecer que será um movimento contra a tendência.

É um movimento normal, reagir em alta a uma má noticia que é esperada, pelo simples facto que o mercado se gere por novidades, neste caso, o que fez o BCP descer foi a expectativa dessa noticia, tendo descido o que tinha a descer antes do seu anuncio oficial (onde já não era novidade).

No último updade referi também o seguinte:
Citação de: Pedro Miranda em Fevereiro 13, 2008, 01:00Para trás o BCP tem deixado alguma referências de upside:
- 1.90 - mínimo relativo
- 2.19 – resistência de curto prazo
- 2.45 – EMA50 (com grande declive negativo)
- 2.68 – mínimo relativo
- 2.90 – resistência descendente + EMA200

No caso de um rebound técnico, e dependendo da volatilidade, o BCP poderá vir a ter fôlego para testar alguns destes valores, sendo que tipicamente costuma-se apontar a EMA50 como possível referencia, mas como referi atrás, não foi dado qualquer sinal de inversão.

Neste caso temos a EMA50 nos 2.40 euros, sendo para já o valor máximo que considero em termos de potêncial do rebound no curto prazo.

Tecnicamente nas time-frames mais alargadas, não se alterou nada, e temos uma tendência sustentada de baixa, pelo que não vejo para já grande interesse no BCP para estas time-frames sem alterações da sua situação fundamental frágil, ainda mais agravada com este AC.

Em anexo deixo um gráfico actualizado:

atentamente,
Pedro Miranda
www.clubeinvest.com