Ao voltar de férias, estou a actualizar as notícias e informações sobre os mercados, seleccionando as que, na minha opinião, merecem mais atenção. Parece, eu digo parece, que a eterna luta Bulls vs Bear está a ser ganha de forma cada vez mais clara pelos primeiros, independentemente de se manterem os biliões de dólares de dívida da grande maioria das big caps mundiais e dos triliões de défice comercial dos E.U.A, aliás sempre em crescimento acelerado.
Não há dúvida que estamos numa época em que notícias de biliões e triliões nos passam pelos olhos (através do monitor do PC, bem entendido!), a uma velocidade diabólica, e já ninguém liga a isso…
Também parece que a retoma começa a despontar no horizonte, isto se a neblina matinal não me estiver a enganar. Se for mesmo verdade, pode vir com uma força inesperada, fazendo com que todas as bolhas sejam reactivadas e fiquem cada vez mais redondas. Será que estamos só a meio da subida?
Mas no meio dos “montes” de informação, também me passou pelos olhos uma pequena história sobre o nosso conhecido Dick Grasso, personagem simpática para todo e qualquer visitante VIP da New York Stock Exchange, de que é o respectivo Chairman.
Pois o Sr. Grasso “levou para casa” recentemente, em remunerações especiais e incentivos, a engraçada quantia de 140 milhões de dólares (130 milhões de euros ou 26 milhões de contos, desculpem lá, para ainda melhor percepção). Logo por azar, o Presidente da SEC, instituição que é uma espécie de Inspecção-geral dos Mercados nos EUA, quer saber ao tostão como é que foi calculado aquele valor. Veremos no que dá!
Triliões, bolhas, retoma, Grasso, dólar, EDP, Outubro… fico a pensar nisto tudo e em muitas outras coisas, esforçando-me por relacionar os dados, tentando chegar perto da chave deste enorme puzzle.
Continuo a pensar e pasmo: 3 ou 4 triliões de défice comercial acumulado dos states e o mercado até dá um prémio subindo como sobe; centenas de biliões de dívidas de enormes empresas que esperarão outra oportunidade para limpar o passivo; muitos milhões de dólares para CEO´s à moda yankee, os quais têm como maior objectivo bater as estimativas definidas por eles próprios. Enfim, seja o que for que o futuro nos reserve, a situação está longe de ser brilhante!
Há minutos, tive a oportunidade de ouvir na TVI o comentador económico António P. Metello. Não é que tivesse esperança que ele dissesse alguma coisa de interesse, confesso que não tinha. Mas francamente é triste ver o nível a que chegou a intervenção económica na comunicação social portuguesa.
Não há dúvida que as férias dão um certo quebranto, mas descansem que, na minha próxima crónica, vou arregaçar as mangas e atacarei determinados temas sem contemplações.
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