Caixagest Acções Japão e AF Japão são os únicos fundos
portugueses totalmente dirigidos para o mercado nipónico.
Os gestores de fundos de investimento internacionais têm vindo, nos últimas semanas, a reajustar as respectivas carteiras de modo a conferir uma maior exposição às acções japonesas, reagindo assim à forte recuperação da bolsa de Tóquio. Para os analistas, a indústria de fundos é a melhor opção para entrar no mercado nipónico, tendo em conta a especialização dos gestores. Em Portugal, o Caixagest Acções Japão, da Caixagest, e o AF Japão, da AF Investimentos do grupo BCP, são os únicos veículos de investimento deste tipo totalmente direccionados para as acções japonesas, apresentando, contudo, comportamentos e características relativamente diferentes.
«Os fundos de investimento europeus estão a entrar nas acções japonesas», sublinhou um operador do Shinsei Bank em declarações à Reuters. Em Portugal, os analistas consideram que a melhor solução para os investidores, particulares ou institucionais, entrarem no mercado nipónico é precisamente através dos fundos de investimento. «Eu recomendaria sempre investir no Japão através dos fundos. Principalmente, porque existe uma grande dificuldade dos investidores em reconhecerem as empresas japonesas», explicou ao Diário Económico (DE), Pedro Coelho da corretora Atrium. «Os fundos são alternativas óptimas de investimento, graças à especialização dos gestores neste assunto e à panóplia de acções que oferecem», concluiu.
No mercado português existem dois fundos de acções japonesas. O Caixagest Acções Japão e o AF Japão. Em comum têm o facto de representarem uma quota residual, quer no mercado nacional, quer também no segmento de ‘Outros Fundos de Acções Internacionais’ onde estão integrados. Por outro lado, estão ambos praticamente 100% concentrados em acções internacionais, neste caso japonesas. Finalmente, os respectivos valores em carteira são relativamente elevados comparativamente à sua dimensão, tendo em conta o preço alto das acções japonesas. Mas as diferenças começam precisamente nesta característica. O valor da carteira do Caixagest Acções Japão é quase cinco vezes superior ao do seu rival AF Japão.
De acordo com os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento (APFIN), o Caixagest Acções Japão apresentava, no final da semana passada, uma rendibilidade positiva de 0,43% nos últimos doze meses. A três meses, esta rendibilidade anualizada dispara para os 128,8%, enquanto que a seis meses atinge os 55,95%. «Este produto está vocacionado para o mercado japonês, tendo como referência o índice bolsista TOPIX», explicou ao DE, João José Froes da Caixagest. «Outra das suas características tem a ver com a questão cambial. O facto de não haver cobertura cambial afecta a rendibilidade do fundo», adiantou o mesmo responsável, acrescentando que se trata de «um fundo de acções, um segmento já de si pequeno, e onde os principais investidores são quase todos institucionais». A sua carteira tem à cabeça das acções com maior valor, as da Tokyo Electron, NTT DoCoMo, JSR Corporation e Mitsubishi. A título meramente comparativo, refira-se que as acções com maior peso no índice bolsista Nikkei 255 são as da Tokyo Electron, Advantest, Kyocera e Fanuc, destacando-se nesta composição o evidente papel do sector tecnológico. Acrescente-se ainda que as comissões cobradas por este fundo são de 0% na subscrição, 1% de gestão e 1% de depositário. As de resgate variam entre 0% e 1,5%, consoante o período de tempo de presença no fundo, e o montante mínimo de subscrição é 1000 euros.
O AF Japão apresenta uma rendibilidade de -9,30% nos últimos doze meses, nos dados da semana passada. A 24 meses, essa rendibilidade negativa sobe para os -12,6%. O valor da sua carteira ascende a 10,1 milhões de euros, cinco vezes inferior à de 48,4 milhões do CaixaGest Acções Japão. Em termos de comissões, as deste fundo variam entre os 0,5% de subscrição, 1,5% de gestão e 0,75% de depósito, com as de resgates a irem de 3% a 0%. O montante mínimo de subscrição é de 500
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