Hoje creio que todos tivémos a sensação de que os mercados se preparam para subir (na expectativa da guerra)... no entanto, depois de actualizar a elióptica, depois de escrutinar, contar e recontar as ondas... diria que não, ... não vai dar para subir muito!
Ehehe... mas isto é o que me diz este método pós-moderno! Como diria o ti Jacinto (sim, o compadre do plesidente da junta do chaparral!) se estivesse aqui lendo... abanando a cabeça de um lado para o outro:
— Isto são é... arquitetices de bolsa... ai, ai ...estes letrados!! :-)
Pois... mas olhem lá para trás! Na anterior elióptica já se vaticinavam as descidas desta semana, ... e o mercado desceu!
Olhando agora para o gráfico anexo, não parece muito viável que o Dow suba acima dos 7800! Conceptualmente estamos numa sub-onda 3 de uma 3 de outra 3 de maior escala... ou seja, o caminho é para baixo. Diria mesmo que na próxima semana os 7400 serão tocados! Mas isto, como diria o ti Jacinto, ...é a gente a conjecturar! E bem sabemos como o chaparral se agita com conjecturas... portanto o melhor é não me pôr para aqui a agitar muito as águas...
Por falar em água... e em homenagem ao chaparral do ti Jacinto... deixo-lhe(s) os poemas do Fernado Pessoa que se adequam tão bem à leveza e brevidade das ondas, ao carácter místico da AT, à incerteza (de rectas e triângulos!), à fragilidade da verdade, à limitação científica... ao real ou irreal... !
Espero que a aldeia aprecie! Cá vão (com amizade):
As ondas que a maré conta
Ninguém as pode contar.
Se, ao passar, ninguém te aponta,
Aponta-te com o olhar.
Leve vem a onda leve
Que se estende a adormecer,
Breve vem a onda breve
Que nos ensina a esquecer.
[...]
Tu, místico, vês uma significação em todas as cousas.
Para ti tudo tem um sentido velado.
Há uma cousa oculta em cada cousa que vês.
O que vês, vê-lo sempre para veres outra cousa.
Para mim, graças a ter olhos só para ver,
Eu vejo ausência de significação em todas as cousas;
Vejo-o e amo-me, porque ser uma cousa é não significar nada.
Ser uma cousa é não ser susceptível de interpretação.
[...]
Verdade, mentira, certeza, incerteza...
Aquele cego ali na estrada também conhece estas palavras.
Estou sentado num degrau alto e tenho as mãos apertadas
Sobre o mais alto dos joelhos cruzados.
Bem: verdade, mentira, certeza, incerteza o que são?
O cego pára na estrada,
Desliguei as mãos de cima do joelho
Verdade mentira, certeza, incerteza são as mesmas?
Qualquer cousa mudou numa parte da realidade — os meus joelhos
e as minhas mãos.
Qual é a ciência que tem conhecimento para isto?
O cego continua o seu caminho e eu não faço mais gestos.
Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual.
Ser real é isto.
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