Ninguém pode ficar surpreendido pela recusa da Rússia num parecer positivo ao ataque ao Iraque. O preço a pagar pelo seu voto tinha que ser enorme.
Convém não esquecer que a crise russa quando aconteceu, o petróleo estava a cotar perto dos 10 dólares. E a economia russa que nunca foi capaz de ter um sistema fiscal adequado a um défice público muito habituado a grandes obras públicas (caracterizadoras de um regime que se quer parecer imponente), foi buscando dinheiro a bancos europeus (que gananciosamente emprestavam por causa de altas taxas de juro) e ao controlo público da indústria petrolífera.
A partir do momento em que o petróleo for controlado por países estranhos à OPEP está aberta a porta para um preço que esteja às ordens do mundo ocidental (leia-se USA), e que pode numa situação futura ocasionar nova crise em países como a rússia para quem a reforma fiscal ainda é uma verdadeira miragem.
Neste conflito de interesses, convém no entanto não esquecer que estão vidas humanas em jogo e por isso posso dizer sem preconceitos que ainda bem que a Rússia a este veto é obrigada.
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