Não acredito, sinceramente, que o FED eleve as taxas de juro porque a retoma e a subida do mercado de capitais, não estão ainda consolidados. Uma subida de taxas de juro, significa política restritiva, nada oportuna neste momento, pois poderá prejudicar o mercado financeiro e
elevar o valor da moeda, apreciando-a, o que os EUA, penso, não querem, uma vez que apesar de desvalorizado, o Dólar, se encontra ainda num nível de razoabilidade, benéfico para o aumento das exportações americanas. Além disso, a inflação americana está em níveis muito baixos. Então prevejo que o FED não vai mexer tão depressa nas taxas de juro. Veremos então.
Em recessão, normalmente, os paises têm cuidados muito especiais quanto ao valor das suas moedas, devido ao obstáculo que podem representar à recuperação económica. Actualmente o Japão tem intervido insistentemente nos mercados cambiais para não deixar valorizar demais o Yen, estimulado por perspectivas boas quanto à retoma futura do Japão.
Concordo que as moedas têm várias funções e entre elas é importante a de Reserva de valor porque convida muitos paises e investidores a comprarem activos americanos como precaução, refúgio e expectativas de lucros no futuro, o que de certo modo ajuda a preservar o seu valor.
Contudo, a moeda tendo também a função de instrumento de troca (intermediário nas trocas) converte-se num instrumento importante de política económica, que pode ser aproveitada para fazer aumentar a riqueza do país, por via de alguma desvalorização e consequente aumento das exportações, o que por sua vez valorizará também a moeda.
Então não devemos considerar o valor da moeda como objectivo principal a alcançar, tendo em consideração que em última instância é a produção e as exportações e a sua dinâmica que fazem a riqueza de um país e não a moeda, que em si mesmo, parada, nada produz.
Concordo quanto ao intervalo de valores que refere para o Dólar. Acima de 1.20 é consensual que o BCE intervirá.
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