A decisão do Conselho Ecofin, de não agir, em relação à França e à Alemanha com base nas recomendações da Comissão Europeia face às regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento já suscitou reacções das outras instituições europeias, nomeadamente o BCE e a Comissão.
Em comunicado divulgado esta terça-feira, o conselho do BCE «lamenta profundamente esta evolução e partilha da posição tornada pública pela Comissão Europeia relativamente às conclusões do Conselho Ecofin», referindo que «acarretam sérios riscos», em particular sobre «a credibilidade do quadro institucional e a confiança nas finanças públicas (...) de toda a área do euro».
O comunicado do BCE termina com um veemente apelo para que, o mais tardar até 2005 (prazo ratificado pelo Ecofin), os dois países «estejam à altura das suas responsabilidades».
Já a Comissão, através de um porta-voz, lamenta «amargamente que o Conselho de Ministros da Economia Finanças não tenha seguido o espírito das regras dos Tratados e do Pacto de Estabilidade e Crescimento, dois documentos aprovados por unanimidade pelos Estados-membros».
Pedro Solbes, comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários, referiu-se à falta de base legal no acordo, e insistiu que o PEC «não está suspenso».
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