O turismo é um dos sectores da economia nacional que revela maior potencial de crescimento podendo, num prazo de dez anos, vir a representar mais de 15% do PIB português, de forma directa e indirecta, prevê Luís Correia da Silva, secretário de Estado do Turismo.
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O turismo é um dos sectores da economia nacional que revela maior potencial de crescimento podendo, num prazo de dez anos, vir a representar mais de 15% do PIB português, de forma directa e indirecta, prevê Luís Correia da Silva, secretário de Estado do Turismo.
«Trata-se de um sector que, representando já cerca 11% do PIB nacional, se tem afirmado pela sua importância e resistência face ao comportamento adverso e irregular dos mercados emissores e às pressões para reduções de preços exercidas pelos grandes operadores internacionais» detendo «uma grande margem de crescimento futuro, com um efeito multiplicador em toda a economia nacional», afirmou o secretário de Estado do Turismo, no âmbito do XXIX congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que está a decorrer em Salvador da Bahia, no Brasil, desde domingo, sob o tema «Turismo: Motor da Retoma».
Em ano de «crise», os últimos dados do Banco de Portugal indicam que, de Janeiro a Setembro deste ano – embora o sector fale em estagnação – as receitas do turismo estrangeiro em Portugal cresceram 1,6% face ao período homólogo do ano anterior, acrescentou o mesmo governante.
A meta é viável, mas para que a ambição da tutela em colocar Portugal no TOP 10 dos destinos turísticos se concretize, o Governo terá que fazer uma aposta clara num sector que, a par do seu enorme potencial de crescimento, tem implícita uma garantia de não deslocalização geográfica.
A efectivação do Plano de Desenvolvimento do Turismo, aprovado em Maio, e um investimento aeroportuário estruturado com implicações concretas ao nível de logística e de segurança são, para Vítor Filipe, presidente da APAVT, medidas prioritárias.
Neste capítulo, e segundo o secretário de Estado, está já concluído e deverá ser divulgado ainda este mês o estudo encomendado pela ANA – Aeroportos de Portugal à consultora Rolland Berger, acerca dos serviços prestados e da competitividade dos aeroportos nacionais.
A curto-prazo, para fazer face ao acréscimo do tráfego aéreo e de passageiros durante o Euro 2004, está a ser estudada a criação de estruturas exteriores aos aeroportos nacionais, nomeadamente em termos do estacionamento de aviões em bases militares.
Quanto aos agentes do sector, alerta o presidente da APAVT, os principais desafios passa pelo delineamento de novos modelos de relacionamento com parceiros e fornecedores, na antecipação na exploração de novos mercados em termos de «incoming» e de «outgoing», na maior formação e profissionalização dos profissionais do Turismo e nos recursos às novas tecnologias.
Ou seja, um reposicionamento baseado na diferenciação e na costumização, numa lógica de maior qualidade dos serviços e uma aposta efectiva no CRM (Costumer Management Relationship).
Evitar a práticas abusivas
Confiante num grande fôlego, mas ainda sem previsões quanto ao impacto turístico do Euro 2004 no mercado nacional, o secretário de Estado do sector aproveitou o Congresso da APAVT, que representa cerca de 80% das agências de viagens portuguesas, para transmitir um apelo claro à sensatez nas regras de mercado, de forma a evitar «práticas abusivas e insustentáveis» na alteração de condições e preços de prestação de serviços no período em que Portugal será palco do campeonato europeu.
O Euro 2004 será «uma oportunidade única para empresas e destinos regionais ganharem visibilidade e credibilidade internacional junto do grande público consumidor de viagens, turismo e lazer e se posicionarem de forma mais competitiva nos principais mercados emissores e junto dos principais operadores turísticos internacionais» e «as repercursões negativas de tais praticas poderão atingir o destino Portugal em termos globais», defendeu o secretário de Estado do Turismo.
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