Venda de imobiliário garante à Impresa encaixe de 26 milhões de euros
A Impresa disse ontem aos analistas que o plano de alienação de imóveis, a fundos imobiliários ou a fundos de pensões, deverá gerar um «cash inflow» de 26 milhões de euros, o que será deduzido pelos analistas no nível da dívida, podendo ter um impacto positivo de até 8% na actual avaliação.
A Impresa disse ontem aos analistas que o plano de alienação de imóveis, a fundos imobiliários ou a fundos de pensões, deverá gerar um «cash inflow» de 26 milhões de euros, o que será deduzido pelos analistas no nível da dívida, podendo ter um impacto positivo de até 8% na actual avaliação.
Numa apresentação das metas parta 2004 feita ontem aos analistas, a Impresa [Cot] avançou que a dívida liquida deverá evidenciar uma redução para 116,8 milhões de euros em 2004.
A principal novidade, segundo analistas, foi a apresentação do plano de alienação de activos não ligados ao «core business» como a venda de imobiliário.
Os analistas do BPI afirmam que o nível de endividamento poderá sofrer uma redução adicional em 2004 e 2005 com a alienação de imobiliários, aos fundos de pensões e fundos imobiliários, partes «interessadas nas rendibilidades atractivas oferecidas pela rendas dos mesmos».
A Impresa deverá proceder à alienação dos edifícios onde opera a SIC (no primeiro trimestre de 2004), bem como dos escritórios que se estão a projectar construir nas vizinhanças (em 2005).
A empresa liderada por Francisco Pinto Balsemão deverá também vender o edifício em Paço d’Arcos, São Francisco de Sales, onde as áreas de revistas e jornais operam, bem como alienar terrenos com a permissão para se poder construir escritórios, os quais servirão de garantia. Parte dos activos deverá ser vendido em regime de «sale and lease back», ou seja, a venda e posterior arrendamento.
No total, os especialistas do BPI referem que estas alienações deverão gerar um encaixe de 26 milhões de euros em 2004 e 2005. O banco tem uma recomendação de «manter» e um preço alvo de 3,30 euros.
O Espírito Santo Research (ESR) avança que os 26 milhões de euros representam 22% do total da dívida estimada para 2004 (116,8 milhões de euros). «No início de 2004 deveremos assistir à venda dos edifícios da SIC com um encaixe de 10 milhões de euros».
«As vendas têm um impacto positivo na nossa avaliação, já que deveremos considerar (pelo menos parte) da entrada de dinheiro com a venda de activos imobiliários na redução do total da dívida líquida».
O «cash inflow» estimado «representa cerca de 8% da nossa avaliação. Deveremos incluir na nossa avaliação, pelo menos, parte deste impacto, já que existem vendas que serão concretizadas no curto prazo». O ESR tem uma recomendação de «comprar» e um preço alvo de 3,20 euros.
O analista do BPI, Tiago Veiga Anjos avança ainda que as projecções de receitas projectadas para 2004, sobretudo a nível da SIC, foram «conservadoras, já que esperamos que a Impresa venha a superar as metas por si definidas para 2003». No entanto, a mesma fonte defende que os «targets» definidos para a área de jornais e revistas ficou acima do esperado, o que deverá levar o BPI a ajustar as suas estimativas.
Venda de imobiliário garante à Impresa encaixe de 26 milhões de euros
notíCIas_pt
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04-12-2003 04:19
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