Clima económico em Portugal atinge máximo de 13 meses em Novembro
O indicador de clima, que mede a confiança nas empresas da indústria transformadora, comércio e construção, atingiu em Novembro o valor mais elevado dos últimos 13 meses, denotando um nível «marginalmente mais favorável» face a Outubro. A confiança dos consumidores também subiu no mês passado.
O indicador de clima, que mede a confiança nas empresas da indústria transformadora, comércio e construção, atingiu em Novembro o valor mais elevado dos últimos 13 meses, denotando um nível «marginalmente mais favorável» face a Outubro. A confiança dos consumidores também subiu no mês passado.
Segundo o Instituto Nacional de Estatística, o indicador de clima, em Novembro, «fixou-se num nível marginalmente mais favorável que o apurado no mês anterior» e «mantém-se ao melhor nível dos últimos treze meses». O índice atingiu os 0,8 pontos negativos, registo igual ao de Outubro.
Na indústria transformadora, o indicador registou uma «ligeira melhoria face ao mês anterior, passando de 14,2 para 14 pontos negativos.
Esta evolução ficou a dever-se ao comportamento mais favorável da procura global, que superou o efeito negativo da degradação das expectativas sobre a evolução da produção nos próximos três meses», diz o INE.
No entanto, as opiniões relativas à actividade produtiva degradaram-se ligeiramente face ao mês anterior e o sector da fabricação de automóveis, «registou quebras significativas nos níveis de indicadores sobre o nível de produtos acabados em armazém, as perspectivas de procura dos próximos três meses, bem como sobre as perspectivas de evolução dos preços».
Nas obras públicas o indicador de confiança manteve a evolução favorável do mês anterior, «continuando, contudo, em valores historicamente baixos». O índice passou de 54,5 para 54 pontos negativos.
«A evolução apurada em Novembro deveu-se ao comportamento das avaliações sobre a carteira de encomendas actual, que manteve a tendência mais favorável dos últimos cinco meses», explica o INE.
No sector do comércio o indicador subiu de 12,3 para 11,8 pontos negativos, mantendo-se a tendência favorável dos últimos três meses. «A generalidade das expectativas globais melhoraram face ao observado no mês anterior. No entanto, tanto as perspectivas de criação de emprego como as de evolução da actividade nos próximos três meses evoluíram favoravelmente na globalidade do sector apenas devido ao comportamento no comércio a retalho», diz o INE.
Já nos serviços o índice de confiança «registou uma quebra significativa» face ao mesmo período do ano passado.
Confiança dos consumidores continua a subir
Também os consumidores portugueses ficaram mais confiantes em Novembro, com o indicador de confiança a crescer de 38 para 37,9 pontos negativos. Em Novembro de 2002 o índice estava nos 40,7 pontos negativos.
«A evolução mais favorável das apreciações quanto à situação económica geral dos próximos 12 meses e quanto à capacidade de efectuar poupanças em igual período mais do que compensaram a degradação das apreciações quanto à situação financeira do lar nos próximos 12 meses e quanto às perspectivas de desemprego nos próximos 12 meses», diz o INE.
Relativamente à maioria dos restantes indicadores recolhidos, apesar de continuarem em níveis baixos, mantiveram-se em recuperação, nomeadamente, as apreciações quanto à situação económica geral do país nos últimos 12 meses, quanto à vantagem de se realizarem compras importantes em bens duráveis no momento actual, quanto às perspectivas de aquisição de bens de equipamento para o lar e quanto às possibilidades de realização de poupança no momento actual.
As vendas de automóveis em Novembro, apresentaram a primeira subida desde Fevereiro do ano passado.
Clima económico em Portugal atinge máximo de 13 meses
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04-12-2003 04:22
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