Belmiro de Azevedo decepcionado com investimentos da Sonae no Brasil
Belmiro de Azevedo está decepcionado com os investimentos que o Grupo Sonae já realizou no Brasil, maior economia da América Latina onde o grupo português é o quarto maior retalhista e já investiu 1,5 mil milhões de euros desde 1995.
Belmiro de Azevedo está decepcionado com os investimentos que o Grupo Sonae já realizou no Brasil, maior economia da América Latina onde o grupo português é o quarto maior retalhista e já investiu 1,5 mil milhões de euros desde 1995.
Em declarações prestadas ao jornal brasileiro "Valor Económico", à margem da conferência Fórum Económico Mundial a decorrer em Davos, Belmiro de Azevedo queixou-se do sistema legal brasileiro, nível elevado de contribuições para a Segurança Social e evasão fiscal praticada pelos concorrentes da Sonae.
"Não há negócios sustentáveis sem um retorno do investimento", afirmou Belmiro de Azevedo, preferindo que "no Brasil não há condições para isso acontecer".
Numa notícia com o título "Brasil frusta presidente do Grupo Sonae", a notícia do jornal brasileiro dá ainda conta da discórdia dos elevados juros praticados no Brasil. O Banco Central do Brasil, na quarta-feira, deixou o preço do dinheiro no país em 16,5%.
"Isso torna tudo mais complicado" afirmou Belmiro, compreendendo no entanto que banco central queira controlar a inflação, mas opinando que a politica monetária não poderá ficar assim por muito mais tempo, ou então "não haverá mais investimentos".
Belmiro vai explicar a Lula preocupações do Brasil
De acordo com o mesmo jornal, Belmiro de Azevedo terá oportunidade de revelar os seus descontentamentos ao presidente do Brasil, quando se reunir com Lula da Silva na próxima semana em Genebra.
"Compreendemos as dificuldades do Governo de Lula da Silva, mas tem limites", desabafou o presidente da maior empresa privada portuguesa.
No Brasil a Sonae é a quarta maior retalhista e tem seis centros comerciais. Na distribuição a empresa estima que as receitas cresçam 14% em 2003 e as perspectivas para este ano "são muito boas", segundo disse Sérgio Maia, presidente da Sonae Distribuição Brasil, ao mesmo jornal, no final de 2003.
A empresa tem mesmo planeado um investimento de 4,9 milhões de euros para abrir mais um hipermercado no Estado do Rio Grande do Sul, que será o 46º da rede BIG, uma das cinco bandeiras controladas pela Sonae no Brasil.
No Brasil desde o final da década de 80, a Sonae Distribuição detém actualmente 149 lojas nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, gera cerca de 21 mil postos de trabalhos directos e outros oito mil indirectos.
No negócio dos centros comerciais a empresa tem prevista a abertura de mais duas unidades, num investimento de 29 milhões de euros.
Belmiro de Azevedo decepcionado com investimentos da Sonae no Brasil
notíCIas_pt
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23-01-2004 07:40
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