O euro continua a negociar com alguma indecisão, um cenário que provavelmente se vai estender até dia 7 de Fevereiro, altura em que o G7 se reúne. Dois dias antes haverá ainda uma reunião do BCE que poderá ajudar a clarificar a estratégia da zona euro para a reunião com os outros líderes mundiais.
A reunião de Setembro do G7 impulsionou a desvalorização do dólar, se bem que a desejável flexibilidade das taxas de cambio, referida no comunicado, referia-se principalmente às economias orientais, Japão e China.
O que veio a acontecer foi que apesar da China ter mostrado alguma abertura para uma mudança de regime cambial, actualmente fixo ao dólar, essa mudança ainda levará algum tempo, talvez durante este ano se observe um primeiro sinal. Houve sim uma estratégia comercial mais colaborante entre os Estados Unidos e a China, para resolver o elevado défice comercial norte-americano com este país, e a China iniciou uma política de aquisição de bens norte-americanos.
Do lado japonês, o banco central continuou a intervir no mercado mas o iene continua a valorizar face ao dólar e está cada dia mais perto de atingir a barreira dos 100 ienes por dólar.
O euro também veio a valorizar, apesar do comunicado ter mais como objectivo os países orientais. Mas na zona euro não existe uma política a uma só voz, um dia vem o presidente do BCE dizer uma coisa, outro dia um ministro das finanças diz outra coisa, noutro dia, outro, e assim consecutivamente. Deixando muitas vezes espaço para movimentos mais voláteis.
Eu penso que o caminho do dólar é continuar a desvalorizar, mas os mercados financeiros avançam por estágios, de modo a que haja uma sintonia com a evolução da economia. Se a subida do euro realmente prejudicasse a economia europeia, ele não subia, porque os agentes económicos actuavam de modo diferente no mercado cambial.
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